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Categoria: Morte


11:38 · 09.06.2015 / atualizado às 19:09 · 09.06.2015 por
Welington Landim faleceu após dez dias internado na UTI com complicações da meningite bacteriana.  Crédito: Arquivo Diário do Nordeste
Landim faleceu após dez dias internado na UTI com complicações da meningite bacteriana. Crédito: Arquivo

Dez dias após ser hospitalizado, em Fortaleza, com meningite bacteriana, morreu, nesta manhã, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Mateus, o deputado estadual Welington Landim (PROS), 59 anos.

O anúncio da sua morte foi feita às 11h, no plenário da Assembleia, pelo deputado Fernando Hugo, que o acompanhava, com familiares, no hospital.

Os deputados prestaram a primeira homenagem póstuma ao deputado com um minuto de silêncio e a suspensão de sua sessão ordinária.

>Na Câmara Municipal a sessão é suspensa pela morte de Wellington Landim

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Deixa viúva a ex-deputada estadual Gislaine Landim e os filhos Guilherme (médico e prefeito de Brejo Santo), Welington Landim Filho (advogado), Gilvan (médico) e Bárbara (médica)

Velório começou às 16h; enterro será em Brejo Santo

O velório do deputado ocorre a partir das 16h na Assembleia Legislativa e o sepultamento acontecerá nesta quarta (10), pela manhã, em Brejo Santo.

velorio
Velório de deputado lota Assembleia Legislativa Foto: Cid Barbosa

Editor Edison Silva comenta carreira e influência política de Welington Landim

Perfil: médico, ex-prefeito Brejo Santo e 5 legislaturas
(Welington Landim,14.11.1955 – 09.06.2015)

Um dos quadros mais experientes da Assembleia Legislativa cearense, Welington Landim cumpria o quinto mandato na Casa e chegou a ser prefeito do Município de Brejo Santo. Ele é formado em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Três dos seus quatro filhos também são médicos, além de um advogado.

Desde 1994, Welington Landim vinha sendo reeleito para a Assembleia Legislativa, chegando até a ser presidente da Casa, no biênio 1999/2000, e reeleito para os dois anos seguintes. O único hiato no Parlamento estadual foi a eleição de 2002, quando foi candidato a governador pelo PSB, ficando em quarto lugar na disputa, com 240 mil votos. Até a eleição seguinte foi Coordenador Regional da Funasa no Ceará.

Dedicação à gestão de recursos hídricos e ao semiárido

Nos últimos anos, o deputado dedicou sua atuação à gestão de recursos hídricos e às questões de convivência com o semiárido. No ano passado, Landim foi relator da comissão especial do Legislativo estadual para acompanhar os efeitos da seca no Ceará. No início deste ano, o parlamentar articulou o retorno do colegiado, mas não obteve êxito.

Até setembro de 2013, o deputado Welington Landim era filiado ao PSB. Faltando um ano para o pleito de 2014, ele migrou para o PROS, seguindo o grupo ligado ao ex-governador Cid Gomes, que se indispôs com o líder maior do partido, Eduardo Campos, morto em agosto do ano passado. Na ocasião, Landim lamentou a saída do PSB, com o qual dizia ter afinidade. Justificou, entretanto, que a ida para o PROS seria questão de sobrevivência política.

 

Em 2 de fevereiro de 2015, governador Camilo Santana apresenta na AL ações para 2015 e conversa com deputado Welington Landim. Crédito: Arquivo Diário do Nordeste
Em 2 de fevereiro de 2015, governador Camilo Santana apresenta na AL ações para 2015 e conversa com deputado Welington Landim. Crédito: Arquivo Diário do Nordeste
Landim era formado em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco. Crédito: Arquivo Diário do Nordeste
Landim era formado em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco. Crédito: Arquivo Diário do Nordeste
Registro do último dia 12 de maio de 2015 em sessão ordinária da Assembleia Legislativa. Crédito: Arquivo Diário do Nordeste
Registro do último dia 12 de maio de 2015 em sessão ordinária da Assembleia Legislativa. Crédito: Arquivo Diário do Nordeste
Em 26 de março deste ano, na foto os deputados Joaquim Noronha do PP, Julio Cesar Filho do PTN, e Welington Landim do PROS. Crédito: Arquivo Diário do Nordeste
Em 26 de março deste ano, na foto os deputados Joaquim Noronha do PP, Julio Cesar Filho do PTN, e Welington Landim do PROS. Crédito: Arquivo Diário do Nordeste
Em 20 de dezembro de 2014, diplomação do deputado Welington Landim. Crédito: Arquivo Diário do Nordeste
Em 20 de dezembro de 2014, diplomação do deputado Welington Landim. Crédito: Arquivo Diário do Nordeste
Em 20 de dezembro de 2014, diplomação do deputado Welington Landim. Crédito: Arquivo Diário do Nordeste
Em 20 de dezembro de 2014, diplomação do deputado Welington Landim. Crédito: Arquivo Diário do Nordeste
Welington Lamdim foi prefeito de Brejo Santo no período 1989-82. Crédito: Arquivo Diário do Nordeste
Welington Lamdim foi prefeito de Brejo Santo. Crédito: Arquivo Diário do Nordeste
Deputado Welington Landim, do PROS, era especializado em ultrassonografia pela Universidade de Campinas. Crédito: Arquivo Diário do Nordeste
Deputado Welington Landim, do PROS, era especializado em ultrassonografia pela Universidade de Campinas. Crédito: Arquivo Diário do Nordeste
10:15 · 07.03.2013 / atualizado às 10:15 · 07.03.2013 por

Por Miguel Martins

O deputado Carlomano Marques (PMDB) e a bancada petista da Assembleia Legislativa protagonizaram, mais uma vez, muito bate-boca e discussões, ontem, quando debatiam a morte do presidente venezuelano Hugo Chávez. O peemedebista chegou a repudiar pedido de um minuto de silêncio pela morte do ex-governante da Venezuela, proposta pela líder do PT, Rachel Marques.
O embate começou quando a parlamentar subiu na tribuna da Casa para tecer elogios a Hugo Chávez que morreu na terça-feira passada, vítima de um câncer na região pélvica. Emocionada, a petista chegou a chorar quando falava do ex-presidente venezuelano. “Ele foi um grande libertário, o protagonista da integração da América Latina que deixa um grande legado de libertação dos valores humanitários e democráticos”, afirmou a deputada que chamou Chávez de “camarada”.
Ela informou que esteve no País em 2007 e que ficou impressionada com o que viu com camelôs vendendo exemplares da Constituição “em um dos ambientes mais politizados” que ela teria visitado. “Os assuntos públicos eram tratados nas esquinas. O povo está acostumado a ir para as ruas e, infelizmente, com dor com pesar, o povo voltou a tomar as ruas, mas dessa vez, para chorar a partida de seu presidente. É um pesar de todos nós. Estamos todos tristes”, disse Rachel Marques que não conteve as lágrimas.
Os deputados Antônio Carlos (PT), Dedé Teixeira (PT) e Lula Morais (PCdoB), também enalteceram os feitos do líder venezuelano. Eles citaram, por exemplo, alguns de seus feitos, como plebiscitos e referendos para decisões tomadas em seu País. “Ele chegou, inclusive, a perder alguns desses plebiscitos, mas, na verdade, a grande lição pra os setores conservadores é de que ele pôs o limite que as elites e a burguesia não aguentam. A Venezuela se tornou o País menos desigual de toda a América Latina”, lembrou Antônio Carlos.
Já Lula Morais afirmou que o maior mal de Chávez foi ter, em suas palavras, retirado 2 milhões de crianças do analfabetismo, ter levado médicos e serviços sociais para as comunidades levado as riquezas do petróleo para a população. “Ele é demonizado porque passou a se interessar pelo direito de seu povo, para deixar o povo de cabeça erguida”. Dedé Teixeira também defendeu que houve uma inversão naquele País com a ida do ex-presidente ao Poder.
Os pronunciamentos enaltecendo o nome do líder venezuelano foram interrompidos pela fala de Carlomano Marques que disse estar “morrendo de vergonha desses discursos”. Para ele, Chávez não passou de um mentiroso que negou sua doença por quase um ano, além de ter nomeado duas vezes o número de juízes do Supremo para ter maioria, além de ter fechado redes de rádio e televisão e ter se unido “com o que tem de mais atrasado”. “A morte física eu perdoo, mas a morte política deveria ter acontecido há muito tempo. Como político, que ele vá para a quinta caldeira a 700 graus”, ironizou o deputado.
Em resposta, Rachel Marques disse lamentar a maneira “deselegante” como o peemedebista tratou a morte de Chávez, lembrando ela que o legado do ex-presidente é “inesgotável”. A petista pediu que os presentes fizessem um minuto de silêncio em memória do líder, quando Carlomano Marques repudiou o requerimento e ficou falando, enquanto os demais silenciavam. João Jaime (PSDB) e Ely Aguiar (PSDC) também não respeitaram o requerimento da parlamentar.
A briga entre os parlamentares pró e contras Hugo Chávez durou, praticamente, durante toda a sessão de ontem, inclusive, com troca de acusações entre os parlamentares. Lula Morais, por exemplo, que ironizou Carlomano Marques o chamando de progressista, defensor da democracia e das políticas públicas, mas lembrando que ele já foi membro do PDS, sucessor da Aliança Renovadora Nacional (Arena), que era a legenda representativa dos militares. Carlomano por outro lado disse que o discurso do comunista era totalmente equivocado e pediu direito de resposta à Mesa Diretora.
“Nunca neguei que fui do PDS e que apoiei o general Torres de Melo porque era do PDS. Eu não saio do meu caminho só porque querem me colocar como conservador de direita. Agora eu não sou do PDS do Delúbio (Soares) e muito menos do Zé Dirceu que quiseram corromper a democracia”, apontou Carlomano Marques que também comparou Hugo Chávez a Saddam Husseim.
Ely Aguiar também entrou na discussão e disse que Chávez tentou assumir o Governo através de Golpe Militar. Já João Jaime fez um contraponto entre a defesa dos membros da bancada petista com sua análise da conjuntura política da Venezuela.
“Eu não sei o que o PT acha que é democracia. Eles acham que é fechar as TVs e as rádios, como fez o Hugo Chávez? Então isso é democracia? Tirar todos os direitos do cidadão e prender aqueles que se opõem a seu Governo, isso é democracia? Se isso é democracia então vamos lá”, questionou o tucano, lembrando que o PT somente tenta combater a corrupção quando isso ocorre com seus adversários.
Para completar, Dedé Teixeira chamou de “afronta” todos os posicionamentos de Carlomano Marques e lembrou que até o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou telegrama de pesar ao povo venezuelano. “Todos nós temos clareza de nossas posições políticas, mas não podemos aceitar esse tipo de afronta”, disse.