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Categoria: Mulheres candidatas


11:01 · 27.11.2016 / atualizado às 11:03 · 27.11.2016 por

Está na coluna “Painel” da Folha de S.Paulo deste domingo, informação já tratada pelo Diário do Nordeste, recentemente, no âmbito local, sobre as candidaturas “laranjas” de algumas mulheres, apenas com a finalidade de forjar o cumprimento da Lei Eleitoral que define percentual de candidaturas de homens e mulheres, fixando o mínimo de 30% para um dos dois gêneros.

Em Fortaleza, e na quase totalidade dos municípios cearenses, um grande número de mulheres que tinham se registrado como candidatas para as 184 Câmaras Municipais, segundo dados oficiais do Tribunal Regional Eleitoral, sequer os votos delas tiveram, confirmando a afirmação de serem “laranjas”.

Representante do Ministério Público estadual cearense, antes do encerramento do prazo de registro de candidaturas chegou a anunciar que tais situações (dos laranjas) seriam investigadas e a disposição do MP seria a de até propor a impugnação de diplomação de vereadores cujos partidos tenham se utilizado do expediente de burlar a legislação. Ainda nada aconteceu.

Leia as notas que abrem a coluna “Painel” da Folha de S.Paulo deste domingo:

 

Venha a nós O Ministério Público detectou fraudes na eleição para a Câmara de São Paulo e vai entrar em breve com uma ação na Justiça Eleitoral para impugnar mandatos de vereadores eleitos. A Promotoria identificou que ao menos 35% das mulheres candidatas foram usadas como “laranjas” pelos partidos e coligações — lançadas apenas para cumprir a cota feminina determinada pela legislação. Com registros em mãos, elas não conseguiram tocar suas campanhas por falta de recursos.

Bolso vazio Em depoimento à Promotoria, as candidatas relataram que, sem recursos próprios, doações e dinheiro do fundo partidário, ficaram sem condições mínimas de disputar a Câmara.

Teste das urnas A maioria das mulheres ouvidas havia se filiado a seus partidos pouco antes da eleição municipal e concorria pela primeira vez a um cargo público.

De caso pensado “Novatas na política, elas só poderiam disputar se tivessem apoio de seus partidos, mas eles não se dispuseram a oferecer ajuda mínima. Ou seja, os dirigentes já sabiam que eram candidaturas sem qualquer viabilidade”, diz o promotor José Carlos Bonilha.