Edison Silva

Categoria: Náutico


10:43 · 12.09.2013 / atualizado às 10:43 · 12.09.2013 por

Por Georgea Veras

O vereador Guilherme Sampaio (PT), pretende levar para a Câmara Municipal de Fortaleza o debate sobre o arrendamento do clube Náutico Atlético Cearense. Mesmo tratando-se de uma prédio particular, o vereador argumenta que essa discussão também cabe ao Legislativo, pois o Náutico faz parte do patrimônio histórico e cultural da cidade. Além disso, destaca, o clube está localizado em uma área onde o trânsito está saturado, ou seja, na Avenida Beira Mar, e a perspectiva é que o local seja ocupado por torres prediais, o que também pede que esse seja um caso acompanhado pela Câmara.
De acordo com o parlamentar, o prédio do Náutico Atlético Cearense foi tombado através de um decreto municipal em 2012, o que garante a preservação da trajetória do clube. Guilherme Sampaio informou que pretende apresentar um requerimento à Secretaria Municipal de Cultura, solicitando o processo de tombamento do prédio para verificar se não há nenhuma interface entre o empreendimento e a conservação do patrimônio.
O vereador destacou que foi distribuída uma nota pública feita por sócios do clube que são contrários ao arrendamento do Náuticos, arrendamento esse que teria duração de 80 anos, o que, na opinião do vereador, é inconcebível. Guilherme Sampaio leu, na tribuna da Casa, a nota pública que questiona, principalmente, a duração desse possível arrendamento. “O Náutico precisa de respeito e manutenção e não de um arrendamento de 80 anos”, pondera a nota pública.
Além disso, aponta o vereador, a perspectiva é que no lugar do clube Náutico sejam construídas quatro torres e um centro comercial, outro ponto que precisa ser debatido, defende, pois a área onde está localizado o prédio, no seu entendimento, já está saturada pelo trânsito de veículos e a falta de estacionamentos. “Por si só esse empreendimento pede atenção pelo impacto que vai causar”, atenta.
Guilherme Sampaio argumenta serem esses os motivos pelos quais o parlamento municipal tem de chamar essa discussão, pois a venda ou arrendamento do prédio causará impactos naquela região. “O que nós esperamos para o futuro da cidade e da Beira Mar?”, questionou.
O único a rebater o pronunciamento do petista foi o vereador Márcio Cruz (PR). Na opinião do republicano, não cabe ao Poder Legislativo tratar dessa questão, pois o que está em discussão é a venda de um patrimônio particular. Na sua avaliação, o que a Câmara deveria começar a debater é a regulamentação do Plano Diretor, cobrando do Executivo o enviou desse projeto para ser discutido e votado pelos vereadores.

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Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
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