Edison Silva

Categoria: Nota Oficial


09:55 · 21.04.2016 / atualizado às 09:55 · 21.04.2016 por

Por Suzane Saldanha

 

Acrísio Sena destaca a nota oficial do PT sobre o impeachment
Acrísio Sena destaca a nota oficial do PT sobre o impeachment

Destacando a aprovação da nova resolução política do diretório nacional do Partido dos Trabalhadores na última terça-feira que avaliou a abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff como golpe, o vereador Acrísio Sena (PT) defendeu, ontem, ser preciso que os partidos unidos em âmbito nacional com o PT, PCdoB e PDT, possam dialogar em campo municipal. Segundo ele, o ‘golpe’, se concretizado, trará consequências profundas aos rumos da nação.
Ontem, a executiva estadual realizou uma reunião com filiados para debater o novo documento do PT.
Em seu pronunciamento, o vereador salientou que o projeto do PMDB significa uma ponte para o passado com restauração conservadora e que implicará em ataques aos avanços dos trabalhadores, corte nos programas sociais, privatização da Petrobras, o achatamento dos salários e a entrega das riquezas nacionais. “O retrocesso dos direitos civis e acima de tudo a repressão e a criminalização dos movimentos sociais”, afirmou.
Sena destacou que o documento nacional reconhece o apoio do PDT, PCdoB e PSOL, mesmo este último fazendo oposição ao governo. E também apontou o destaque e protagonismo dos movimentos sociais com a retomada da luta através da Frente Brasil Popular, luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, luta do movimento operário, sindical, da Central Única dos Trabalhadores e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil. “Isso é uma demonstração de que o campo democrático popular em nível nacional está sendo retomado e os partidos que estiveram ombro a ombro no enfrentamento nacional aos ataques a democracia e ao estado democrático de direito”, apontou.
Ele ponderou a responsabilidade e a necessidade do PT, PCdoB e PDT se unirem em âmbito local para avaliarem e discutirem os rumos do Estado em razão da possibilidade do impeachment da presidente ser aprovado no Congresso Nacional.
“Se nós temos capacidade política para sentar à mesa em nível nacional para discutir o projeto macro do Brasil, nós temos que ter a mesma disposição para discutirmos um projeto dessas forças no âmbito do Estado. Temos que sentar à mesa independente das posições sobre os cenários políticos eleitorais para discutir os cenários no âmbito da nossa cidade”, defendeu.
Acrísio Sena questionou se haveria algum impedimento de se debater a conjuntura nacional, estadual e municipal entre esses partidos. Reforçando o avanço de um perigoso retrocesso, o vereador salientou que o Brasil está diante de uma nova conjuntura com uma perspectivas de muitas ofensivas do campo democrático e das forças que lutam pela democracia.
Ele finalizou pedindo maturidade para se refletir sobre um melhor caminho. “Resta apenas que os comandos políticos desses partidos tenham a disposição de entender esse momento gravíssimo para a nação, de uma repercussão do que poderá acontecer com a instauração de um governo ilegítimo que escancara o caráter conservador”, ressaltou.
Único parlamentar a se manifestar sobre o posicionamento, Adail Júnior (PDT) classificou a fala como segura e madura. Os correligionários Ronivaldo Maia e Deodato Ramalho não estavam em plenário, já Guilherme Sampaio acompanhou o pronunciamento, mas não se manifestou.

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Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
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