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Categoria: Octogenário


10:12 · 24.07.2018 / atualizado às 10:12 · 24.07.2018 por

O deputado Vicente Arruda, hoje filiado ao PR, é um dos octogenários da Câmara dos Deputados que vai disputar mais um mandato no pleito deste ano.

Leia a íntegra da matéria do jornal paulistano:

Angela Boldrini
Brasília

Se for reeleito, Vicente Arruda (PR-CE) terminará seu sétimo mandato na Câmara em 2022 com 93 anos. O deputado, que é o mais velho da Casa, não é o único octogenário que pretende disputar vaga nas eleições de 2018.

Há oito parlamentares nesta legislatura que atualmente têm mais de 80 anos. Destes, pelo menos cinco devem concorrer novamente este ano. O levantamento não leva em conta o deputado Paulo Maluf (PP-SP), que, aos 86 anos, está afastado do mandato e em prisão domiciliar em São Paulo.

Aos 81, Arolde de Oliveira (PSD-RJ) é um dos caçulas do grupo. Afirma que chegou a pensar em não concorrer este ano em prol da renovação na Casa. “Mas a lei eleitoral não vai permitir essa renovação, e eu acho que posso ser útil no próximo mandato”, diz o deputado, que apoia o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ).

Interessados na disputa têm até 15 de agosto para registrar sua candidatura no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

No outro lado do espectro político, está a ex-prefeita de São Paulo e deputada federal há 19 anos Luiza Erundina (PSOL-SP). Com 83 anos, deve concorrer para tentar passar os próximos quatro no Congresso.

A parlamentar nascida em 1934 tem participado de eventos e aposta nas redes sociais, que utiliza para dialogar com os eleitores jovens —marca de sua campanha para a prefeitura da capital paulista em 2016.

Na sexta (20), impedida de ir a São José do Rio Preto (SP) por causa de problemas no aeroporto de Congonhas, gravou um vídeo para os seguidores de sua página no Facebook: “Estamos firmes, os obstáculos não nos desanimam”.

Se comparada a Simão Sessim, 83, a deputada do PSOL pode ser considerada uma novata na Câmara. O deputado do PP do Rio de Janeiro completa 39 anos de mandato em 2018. Foi eleito pela primeira vez em 1979 pela Arena, partido que dava sustentação à ditadura militar.

Depois, passou por PDS, PFL, PPR, PPB até firmar-se no PP, partido pelo qual sairá candidato novamente. Questionado pela reportagem se não tinha pensado em se aposentar, o deputado reagiu: “Eu sou candidato, minha filha. Estou na rua, fazendo campanha, como vou responder isso?”

É o contrário do que pretende Bonifácio de Andrada (DEM-MG), o único do grupo a afirmar à Folha que não deve tentar a reeleição neste pleito —”Mas as coisas sempre podem mudar”, disse no início de julho.

Andrada, que deu parecer contrário à segunda denúncia contra o presidente Michel Temer em 2017, pretende se aposentar depois de dez mandatos: assim como Sessim, está na Câmara desde 1979. No lugar, vai lançar o filho, o deputado estadual Lafayette de Andrada (PRB-MG).

Ao passar o bastão, segue uma tradição familiar: a linhagem política do clã Andrada remonta à Independência. Além disso, seu pai, José Bonifácio Lafayette de Andrada não foi deputado, como presidia a Casa quando foi decretado o AI-5, em 1968.

A Folha não conseguiu contatar os deputados Paes Landim (PTB-PI), 81, Mauro Lopes (MDB-MG), 82, e Marcelo Ortiz (Podemos-SP), 84.