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Categoria: Onda azul


14:12 · 21.10.2016 / atualizado às 14:12 · 21.10.2016 por

Por Miguel Martins

 

Capitão Wagner lançou uma nova estratégia de campanha ontem FOTO: José Leomar
Capitão Wagner lançou uma nova estratégia de campanha ontem FOTO: José Leomar

O candidato a prefeito de Fortaleza, Capitão Wagner (PR), lançou, ontem, a “Jornada 22”, uma série de eventos que vão até o próximo domingo e tem como objetivo visitar diversos bairros da cidade para implantar a chamada “onda azul” na Capital. De acordo com o postulante, até o pleito do dia 30 de outubro ele vai conseguir reverter a diferença que tem para Roberto Cláudio (PDT), que tenta reeleição.
A Jornada 22 teve início, ontem, com lamento na Praça do Ferreira, quando o candidato apresentou o projeto “Novo Centro”. Além de percorrer toda a cidade por quatro dias, o evento visa realizar debates, coletar aspirações, sugerir atitudes e, principalmente, promover a cidadania.
“É uma onda que se espalha pela cidade que está ficando azul. Famílias estão balançando bandeiras, fazendo adesivaços em carros, tudo voluntário. E até o dia da eleição os eleitores vão saber que a melhor opção é nosso grupo”, disse o candidato.
De acordo com ele, a participação do senador Tasso Jereissati (PSDB) em sua campanha é uma força a mais para conquistar os votos da área mais nobre da cidade, que segundo informou, ainda tinham preconceito com o postulante por não conhecerem seu trabalho. “Esse preconceito é natural e com a presença do Tasso diminui. Agora vamos disputar esses votos que são em sua maioria do atual prefeito”, afirmou.
Conforme informou, a presença do tucano na sua campanha alia o novo à experiência de um gestor que é reconhecido ate por adversários diante o que fez no Estado quando governador. Capitão Wagner afirmou que não acredita na diferença tão expressiva que tem de Roberto Cláudio, segundo mostraram as primeiras pesquisas eleitorais do segundo turno.
De acordo com ele, a militância acredita que a diferença não é verídica e isso poderá ser mostrado em futuros levantamentos que serão feitos nos próximos dias. “Se for uma pesquisa séria, vai apresentar uma diferença menor e a possibilidade de a gente ganhar as eleições na próxima semana”.
Para reverter a diferença, Wagner afirmou que isso só será alcançado com muito trabalho, indo às ruas, se preparando bem para os debates e realizando programas eleitorais propositivos. Segundo ele, o eleitorado ainda desliga a TV quando do início das propagandas eleitorais, e por isso é preciso ganhar a credibilidade junto às pessoas.
Nas últimas apresentações do candidato, no entanto, ele tem se empenhado em fazer críticas à atual gestão, afirmando, inclusive, que o prefeito mentiu diante de muitos dados. Wagner afirmou que desde o primeiro turno nas redes sociais a baixaria era grande, e um padrão de respeito havia sido mantido. “Mas agora estamos apresentando as mentiras do adversário. Em nenhum momento apresentamos baixaria, mas o eleitor precisa saber da verdade. É importante fazer a escolha e que se coloque na balança tudo isso”, defendeu.
Recentemente, uma propaganda do republicano, que, inclusive, foi retirada a pedido da Justiça Eleitoral, tentava ligar a campanha de Roberto Cláudio aos ex-presidentes Dilma Rousseff e Lula, além do deputado federal José Nobre Guimarães.
Segundo disse ao Diário, essa foi uma decisão da equipe de marketing e não deixa de ser verdade, uma vez que o governador do Estado, Camilo Santana, que é do PT demonstrou apoio ao atual prefeito. “Essas figuras apoiam o Roberto Cláudio, mas a ex-candidata Luizianne Lins está isenta”.
Um dos assuntos que mais nortearam a campanha eleitoral em Fortaleza foi o da Segurança Pública. Para o postulante, o papel da administração pública municipal não é resolver o problema, mas guardar o patrimônio público, parques, postos de saúde, escolas. Ele propõe liberar policiais militares que fazem escolta de presos no Instituto Dr José Frota (IJF) e o prefeito da cidade, e no lugar colocar guardas municipais. “O problema da Segurança se agrava por causa disso, porque o Governo acaba ficando sobrecarregado”.
Conforme informou, várias cidades têm investido na área, agindo de forma repressiva, utilizando seus equipamentos. Em Fortaleza, segundo disse, se estabeleceu que a Prefeitura não tem interesse em fazer isso “e joga a responsabilidade apenas para o Governo”. Contra as críticas feitas por figuras da política local, como Ciro Gomes, que disse que Wagner seria responsável por milícias, o candidato afirmou que se assim o for, o Governo é incompetente, visto que ainda não conseguir comprovar nada disso.