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Categoria: Onibus


10:41 · 12.09.2013 / atualizado às 10:41 · 12.09.2013 por

Por Georgea Veras

De acordo com o vereador João Alfredo (PSOL), Fortaleza possui mais de 700 mil carros particulares, enquanto menos de dois mil ônibus circulam na cidade. Conforme análise do socialista, a Capital cearense, em suas obras para o setor da mobilidade urbana, sempre priorizou o carro individual e nunca o transporte coletivo, o que, na sua opinião, só contribui para um trânsito caótico.
De acordo com o parlamentar, até agora, a Capital cearense possui, em circulação, 708 mil veículos particulares. Paralelo à isso, Fortaleza tem uma frota com 1.923 ônibus. “É uma diferença brutal de 0,24%, não chega nem a 1%, enquanto um milhão e 200 mil pessoas trafegam de ônibus”, ponderou.
Conforme o vereador, o Plano Diretor da cidade coloca como prioridade o transporte público, o sistema cicloviário e as calçadas, porém, atesta João Alfredo, na prática, esse nunca foi o foco dos gestores que já comandaram Fortaleza, entendendo que os investimentos nesse setor continuam priorizando os automóveis particulares, que, segundo o parlamentar, são utilizados por 20% população e ocupam 80% das vias.
O vereador, que questiona a construção de dois viadutos próximos ao Cocó, no cruzamento entre as avenidas Antônio Sales e Engenheiro Santana Júnior, alega que a justificativa para a construção desses instrumentos é para ajudar no fluxo de carros naquela região, acabando com os engarrafamentos.
Segundo João Alfredo, pelo menos 100 cruzamentos em Fortaleza possuem um tráfego diário acima de 45 mil veículos, e cerca de 68 sinais possuem engarrafamentos com uma circulação de mais de 50 mil veículos por dia. “A questão que se coloca é a seguinte: vai ter um viaduto em cada esquina de Fortaleza?”, questionou.
Ele apontou que o viaduto localizado na Avenida 13 de maio possui engarrafamentos e a Avenida Sebastião de Abreu, aberta há cerca de 20 anos, está estrangulada. As obras já realizadas na cidade, no setor da mobilidade, observa, nasceram com a promessa de que iriam resolver o problema dos engarrafamento, mas não obtiveram resultados positivos.
Sem apostar na melhoria do transporte público e na diversidade dos modais, atesta o vereador, nenhuma obra de mobilidade urbana vai solucionar os problemas que o fortalezense enfrenta hoje no trânsito, acreditando que os viadutos propostos pelo governo de Roberto Cláudio em cinco anos estarão “entupidos e engarrafados”.
Segundo o parlamentar, os custos de um viaduto correspondem ao valor de 100 ônibus. “Isso faria uma diferença grande, imensa na nossa situação hoje, em que temos menos de dois mil ônibus circulando na cidade”, ponderou. O vereador destacou ainda a necessidade de se investir nas ciclovias, alegando que Fortaleza não possui um plano cicloviário e que as poucas ciclovias que existem não são integradas.
De acordo com João Alfredo, que esses eram os pontos que os professores do departamento de Engenharia de Tráfego e dos cursos de Geografia e Arquitetura da Universidade Federal do Ceará (UFC) queriam discutir com o prefeito, mas, conforme o vereador, o gestor não compareceu ao debate, nem enviou um representante.
Não houveram contrapontos ao pronunciamento do vereador João Alfredo, nem por parte da oposição nem da situação. O líder do governo, vereador Evaldo Lima (PCdoB), também não comentou o discurso do socialista.

16:10 · 11.01.2013 / atualizado às 16:40 · 11.01.2013 por

Além da própria Prefeitura de Fortaleza, agora é o Ministério Público que questiona o aumento da passagem de ônibus no transporte coletivo de Fortaleza. O aumento foi concedido por decreto da prefeita Luizianne Lins, na última semana do seu mandato, só conhecico na véspera da sua despedidada da Prefeitura de Fortaleza, atendendo determinação do Poder Judiciário de conhecer a planilha de custa da empresas de transporte coletivo para definir o aumento. Em razão disso, a prefeita assinou um decreto aumentando em 10% a o valar da passagem de ônibus. O atual prefeito, Roberto Cláudio, contestou na Justiça o tal aumento. Agora, segundo a nova encaminhada às redações pelo Ministério Público estadual, o próprio MP, foi à Justiça questionando o aumento.

É a seguinte a nova encaminhada às redações pela assessoria do Ministério Público, sobre a ação contra o aumento da passagem de ônibus:

O Ministério Público do Estado do Ceará entrou com um pedido de suspensão da liminar que autoriza o aumento da passagem de ônibus na Capital. A ação foi ajuizada na quinta-feira (10), pelos promotores de Justiça Amisterdan de Lima Ximenes, Eduardo Araújo Neto, José Vangilson Carneiro e Edilson Wellington Silva Batista.

O pedido considera que a decisão judicial proferida pelo juiz da 1ª vara da Fazenda Pública de Fortaleza, processo nº 0049957-08.2012.8.06.0001, causa lesão à ordem e à economia públicas do município e dos cidadãos de modo geral. A passagem passará a custar R$ 2,20 (inteira) e R$ 1,10 (meia) a partir deste sábado (12).

Dessa forma, o MP requer a suspensão da decisão judicial para que seja determinada a suspensão da segunda antecipação da tutela proferida nos autos da Ação Ordinária nº 0049957-08.2012.8.06.0001, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Fortaleza. E, assim, restabelecendo o valor anterior da tarifa de transporte coletivo no município. O MP entende que há também a necessidade do levantamento da planilha de custos pela Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) para que seja procedido a revisão das tarifas.

Segundo os promotores de Justiça, o pedido se baseia na constatação da violação ao princípio da separação dos poderes, da grave lesão à ordem pública, sob a ótica da lesão à ordem administrativa.

 

17:18 · 12.12.2012 / atualizado às 17:18 · 12.12.2012 por

O deputado tucano João Jaime avaliou, durante discurso na tribuna da Assembleia Legislativa, na manhã de hoje, que a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, quis prejudicar o  prefeito eleito, Roberto Cláudio, ao não negociar com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) o preço da passagem, como estabelece a legislação.
O parlamentar leu, em plenário, as cláusulas do contrato entre a Prefeitura de Fortaleza e as empresas de ônibus, que estabelecem que a revisão do valor da tarifa deve ser realizada no mês de novembro de cada ano. Segundo destacou, a Administração se omitiu de avaliar, junto com o Sindiônibus, os custos do setor, levando o Sindicato a recorrer à Justiça para conseguir o reajuste.
“Ao meu ver, como Luizianne perdeu as eleições – e um dos grandes motes do candidato dela, Elmano de Freitas, era que a gestão não tinha aumentado a passagem –, preferiu esquecer as negociações em novembro e deixar a bomba relógio para próximo prefeito”, afirmou. O parlamentar reforçou o pedido para que a equipe de transição trate do assunto como prioridade.

Nenhum petista estava no plenário da Assembleia para fazer a defesa da prefeita. A propósito, com exceção do deputado Dedé Teixeira, que geralmente chega no horário normal de abertura dos trabalhos da Assembleia, nenhum outro deputado do PT chega na hora do início das sessões.