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Categoria: Particularidades


09:51 · 30.09.2016 / atualizado às 09:51 · 30.09.2016 por

Por Suzane Saldanha

 

Para o vereador Adelmo Martins, que desistiu de disputar, mas indicou um filho, o tempo de campanha foi muito curto Foto: JL Rosa
Para o vereador Adelmo Martins, que desistiu de disputar, mas indicou um filho, o tempo de campanha foi muito curto Foto: JL Rosa

Na reta final da campanha, vereadores da Capital subiram à tribuna, ontem, para avaliar particularidades do processo eleitoral este ano. Segundo avaliam, a campanha foi muito difícil para os novatos em razão do encurtamento do tempo de campanha de 90 para 45 dias e o cenário eleitoral municipal tem ligação direta com o quadro nacional.
Adelmo Martins (PDT), que não tenta reeleição para apoiar o filho, avalia que o período foi muito curto e difícil para quem disputa uma eleição pela primeira vez. Conforme o vereador, o tempo de 45 dias é pequeno para um postulante se apresentar na cidade e nos últimos dias teria ocorrido acirramento entre os candidatos a vereador.
“Eu procurei fazer uma campanha limpa, sem denegrir a imagem de nenhum candidato, todos têm direito de disputar de maneia honesta e apresentar suas propostas. Nesses últimos dias tem havido acirramento por parte de alguns candidatos, acho que a campanha tem que ser equilibrada”, avaliou.
O parlamentar apontou ainda haver muito desconhecimento da população no tocante o trabalho desenvolvido pelos vereadores. Ele contou ter sido surpreendido nos últimos dias por um eleitor que revelou nunca ter votado para vereador.
“Mostrei leis que a gente produz nessa Casa, o cargo de vereador é importante e contribui com muita coisa para a cidade. É importante o que a gente faz aqui na casa e as pessoas ficam admiradas”, disse.
Adelmo Martins também conclamou que os eleitores compareçam às urnas e não votem nulo nesta eleição. “Não perca seu voto, vote em alguém que você ache que tenha capacidade”, aconselhou.
Deodato Ramalho (PT) pediu que a população faça uma reflexão do momento vivido no Brasil, pois a eleição municipal deste ano tem uma forte ligação com o cenário nacional. Conforme alertou o vereador, esta eleição seria comum e não guardaria as mesmas características das eleições anteriores.
Deodato relatou que o processo eleitoral ocorre em plena efetivação do “golpe parlamentar” que levou ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. “Via de regra as eleições no Brasil tem consolidado essa tragédia que é a eleição do Executivo distanciado do Legislativo”, analisou.
Deodato afirmou que os eleitores se preocupam e avaliam de forma exigente a escolha do prefeito, mas que o mesmo não acontece na composição da Câmara Municipal, o que leva a uma grande distorção no desenvolvimento dos governos. “Voto no vereador pela força do poder econômico, para prefeito até discute, mas para vereador se engana com aquele que dá um presentinho no dia da eleição”, apontou.
De acordo com o vereador, há um problema na governabilidade por acordos de gabinete, pela troca de favores e fisiologismo com maioria dos parlamentares que não representam o defendido nas campanhas. “Faço apelo para que a população reflita muito, não é mais possível se deixar enganar com tantas promessas não cumpridas”, disse.