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Categoria: Partido


09:08 · 12.06.2017 / atualizado às 09:08 · 12.06.2017 por

Destituído da presidência estadual do PSB cearense por votar a favor da reforma trabalhista na Câmara, o deputado federal Danilo Forte promete não deixar barato o preço do seu afastamento para a entrada do também deputado federal Odorico Monteiro, ex-presidente do Pros. O primeiro passo, segundo o próprio parlamentar afirmou ao Diário do Nordeste, foi dado na semana passada quando ele entrou com mandado de segurança no Tribunal Superior Eleitoral. “Entrei com mandado de segurança para discutir o procedimento arbitrário com que foi feita a substituição, sem a garantia do contraditório, na medida em que a decisão foi tomada de forma monocrática, sem levar em consideração o direito constitucional de que qualquer pessoa que passa por julgamento possa se defender”, explicou.
Danilo disse ainda aguardar a possibilidade de que seja retomado o diálogo interno na medida em que já foi feita a indicação do seu substituto. “Precisamos reescrever esse momento triste do PSB aqui no Estado do Ceará. Não se pode desconsiderar todo o trabalho que foi feito por nós, tirando o partido da total inércia, posto que estava completamente abandonado e demos cara e corpo ao PSB constituindo 151 comissões provisórias, participamos com candidatura própria em mais de 10 municípios onde fizemos dois prefeitos e quatro vices. Isso não pode ser desconsiderado”.
Além disso, segundo o ex-presidente, criou-se uma crise interna que não existia. “O deputado Heitor Férrer tem também declarado posicionamento firme com relação a isso. Ele, inclusive, coloca a possibilidade de sair do partido. É lamentável. Tínhamos diálogo muito próximo, tanto que trabalhamos sua candidatura em Fortaleza, buscando dar vida ao partido na capital. Diante disso, espero que consigamos ter respostas”, acredita. “Essa semana o TSE estava ocupado com o julgamento da chapa Dilma/Temer, mas esperamos que ainda nesta semana possamos ter uma conclusão desse pedido de mandado de segurança”.
No último dia 29 de maio, também em entrevista ao Diário do Nordeste Danilo Forte havia dito que não pensaria naquele momento num possível desembarque do PSB. Passados 15 dias, ele mantém a fala. “Não discutimos isso agora. Nesse momento o que quero é rearmonizar esse procedimento. Até porque esse debate precisa ser feito a nível nacional”. Para isso, ele conta que na semana passada foi realizada mais uma reunião em Brasília com a presença de dois senadores e 15 deputados federais da bancada de 34. “Trabalhamos para construir com esse grupo as perspectivas futuras. Buscamos o melhor entendimento das mudanças e possibilidade do debate para 2018. Há compromisso tanto dos deputados como senadores para tomarmos decisão conjunta”. Odorico, conforme disse Forte, não participou do encontro.
Danilo diz que ainda não chegou a dialogar com Odorico depois de sua chegada ao grupo pessebista. “Até porque meu diálogo não é com ele. Meu diálogo é com a direção nacional. Quem me convidou para vir para o PSB e me entregou a direção foi (o presidente nacional) Carlos Siqueira e Odorico veio depois, numa relação construída no momento de crise. Então não tenho motivo para dialogar com ele sobre isso”, exclama. “Tenho sim que dialogar é com quem me convidou. Não fui achado no meio da rua. Fui procurado, convencido e constituído de forma a buscar a recondução do partido no Ceará e era isso o que trabalhávamos”.
Representante único do PSB na Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado Heitor Férrer afirma estar “completamente desinformado” com relação ao partido. “Não tenho nenhuma informação oficial da situação do PSB no Estado do Ceará. O partido destituiu Danilo da presidência e não tem presidente. O Odorico, segundo fotos e matérias jornalísticas, filiou-se ao partido, mas eu não recebi nenhuma comunicação da situação no Estado do Ceará onde represento o PSB como deputado estadual. Não fui minimamente considerado para dizerem quais foram as diretrizes com relação ao imbróglio de Danilo com o PSB”, reclama.
Ele diz se sentir “desrespeitado, desprestigiado e aviltado”, com o isolamento. “Como você é o único deputado estadual do partido e não se tem uma informação por telefonema, comunicação por e-mail e nada? O PSB está com comportamento que nunca pensei que tivesse. Não dá ciência aos seus representantes, da agenda nacional”.
Heitor diz ainda manter a esperança e aguardar que chegue comunicado oficial, utilizando de que meio for. “Faço o exercício da tolerância e aguardo o que o partido vai me dizer. Espero que chegue esse momento. O Odorico me ligou dizendo que estaria ingressando no PSB, mas como recém-filiado a oficialização não deveria partir dele, até porque ainda não é oficialmente presidente”, avalia.
Ele afirma saber da credibilidade da imprensa e não haver dúvidas de que Odorico Monteiro está filiado ao PSB, mas que só poderia tomar condutas e se nortear diante de fatos oficiais. Se vier a se concretizar, deixa claro sua posição. “É incompatível a minha convivência política sob a liderança de um cidista de quatro costados. Não fico no PSB sob a liderança Odorico, com larga folha de serviços prestados ao Ferreiras Gomes, e que já anuncia a ida do partido para o governo. Se eu saí do PDT porque abrigou cidistas, não posso ficar noutro com as mesmas características tomadas pelo PDT, sendo arrastado para o colo do Governo Camilo Santana, que faz parte do bloco de Cid Gomes”, antecipa. “Vai querer levar o partido para o grupo dos Ferreiras Gomes, fortalecendo ainda mais aquele grupo. Isso é incompatível com Heitor Férrer”, assegura.
Odorico foi procurado pelo Diário do Nordeste, mas as ligações não foram atendidas. Todavia em entrevista concedida também em 29 de maio ressaltou que na medida em que as cosias forem se organizando pretende reunir os filiados ao PSB no Ceará para diálogo aberto.

08:58 · 16.05.2016 / atualizado às 08:58 · 16.05.2016 por

O diretório cearense do Partido Progressista realiza a primeira reunião nesta  segunda-feira após a liminar judicial devolver o comando do partido ao presidente Padre Zé Linhares e ao vice, Antônio José. Desde a decisão do comando nacional em destituir o diretório estadual, entregando o controle a Adail Carneiro, os encontros semanais não aconteciam. O encontro será na sede do partido, em Fortaleza.
Segundo Antônio José, as reuniões fazem parte do processo de fortalecimento do partido no Ceará. “Nós passamos a receber os prefeitos, vereadores, além dos deputados estaduais e federais, fortalecendo o diretório em todo o Estado”.
Diferente de antes da decisão judicial, hoje o clima interno no partido, de acordo com o vice-presidente estadual, é de segurança. “Mas desde o início, estávamos confiantes na Justiça porque o embasamento jurídico era amplamente favorável ao PP, uma vez que o diretório estadual não tomou nenhuma direção contrária ao nacional, de Ciro Nogueira”.
Ele disse que esteve em Brasília na última semana conversando com deputados e que teria voltado da Capital Federal com a certeza de que está tudo tranquilo. “Estamos confiantes que vamos continuar na frente do partido no Ceará. Não tem possibilidade de Adail voltar a presidir o partido pela atual circunstância, definida pela Justiça, que não houve nenhum ato aqui no Estado que justificasse a destituição”.
A reunião desta segunda-feira será o momento certo acalmar os pepistas, e esclarecer as interrogações que por ventura ainda existam. A afirmativa é do deputado estadual Walter Cavalcante, que em março deixou o PMDB para se filiar ao Partido Progressista. “Esperamos que seja possível reestabelecer a sintonia dentro do PP. Não podemos fazer um partido olhando apenas para uma pessoa”.
O parlamentar também diz se sentir mais seguro após a decisão da desembargadora Vera Lúcia Correia Lima, de devolver a legenda ao Padre Zé Linhares. “Devemos nos unir e afastar de vez a insegurança que era muito grande. Mas agora, mesmo que Adail tenha recorrido, o processo vai demandar muito tempo e conseguiremos manter a unidade dentro do PP”, acredita Walter.
Com o mesmo tempo de PP que Cavalcante, o deputado estadual Fernando Hugo lamenta a postura adotada pelo diretório nacional, que foi desfeita pela Justiça. “Inegavelmente estamos em um partido que é pilar de estruturação e respeitabilidade no Brasil. Uma legenda, cuja história se confunde com a história política de Padre Zé”, analisa Hugo.
Ele afirma que o trabalho deve se concentrar na sintonia e deixar claro para a população cearense “quão grande foi a expertise exagerada cometida por membros que em ato de pura canalhice, trocou o partido no Estado por um voto na Câmara Federal”.
Adail havia sido presenteado com o diretório após votar favorável ao prosseguimento do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara. “Por conta disso, todos os progressistas cearenses, de forma irresignada, não aceitamos outro comando que não seja do Padre Zé Linhares. Pelo que ele representa na política cearense e a visão brasileira que adquiriu em seus mandatos de deputado federal”, avisa.
Fernando Hugo diz ainda que a reunião de segunda servirá para “não deixar dúvidas” que pepistas cearenses estão decididos a não aceitar outra presidência antes de 2017, quando deve haver outra eleição interna. “Vamos deixar bem claro que só ficaremos no PP se o presidente for Padre Zé Linhares. Esse ponto é básico e irreversível”.
O prazo para troca de partidos, sem risco de perda de mandatos encerrou no último dia 19 de março, quando se fechou a chamada Janela Partidária, prazo em que Walter e Hugo aproveitaram para se filiar ao PP.

09:13 · 13.10.2015 / atualizado às 09:13 · 13.10.2015 por

Alguns se queixam de desencontros de interesses, enquanto outros mais parecem querer tirar de si a responsabilidade de carregar em mais uma campanha a imagem de um partido que nos últimos anos vem se afogando em um mar de acusações. Mas há também os que dizem não largá-lo por nada. Este é o cenário interno do Partido dos Trabalhadores, que governa o Brasil há mais de uma década. Retrato dessa debandada, o último prefeito petista de capital nordestina, Luciano Cartaxo, de João Pessoa, anunciou no mês passado sua desfiliação e ingresso no PSD do ministro das Cidades, Gilberto Kassab. Cartaxo alegou que estava deixando o PT devido aos escândalos que envolvem o partido no plano nacional. “Não podemos ser penalizados pelos erros dos outros”, disse.
Após o anúncio da reforma política, no início do mês, o líder do Governo na Câmara Federal, cearense José Guimarães (PT), defendeu as mudanças ao defini-las como um recomeço, “com muito brilho e com muita disposição para consolidar a nova forma de governar”. Sobre o desgaste do governo, Guimarães disse que “é algo comum em virtude dos 12 anos a frente do País”.
O deputado estadual Elmano de Freitas (PT), que foi candidato à prefeitura de Fortaleza em 2012 com apoio de Luizianne Lins e do ex-presidente Lula, reconhece que o partido vive um momento de crise e que precisa atualizar seu programa, além de corrigir equívocos provocados no último período. Na Assembleia Legislativa, Elmano tem se posicionado contrário à política econômica adotada neste segundo mandato de Dilma Rousseff. “Hoje o que vemos é o trabalhador sendo penalizado, longe do que sempre defendemos”, observa.
O deputado afirma que o partido teve a oportunidade de tomar um novo rumo quando realizou seu quinto congresso nacional, em Salvador, no mês de junho. “Poderia, mas não fez, agora estamos vivendo um momento que exige a máxima unidade no sentido de renovar as suas lideranças, de fazer formação política, construir direções renovadas e que se reaproxime dos movimentos sociais de onde surgimos”, declarou.
Divergência
Enquanto Elmano aponta hoje que o partido perdeu a chance de se reformular, Guimarães mostrou confiança ao sair do encontro nacional. “O PT chegou ao 5º Congresso fortalecido por um alto grau de unidade que, talvez, tenha sido a coisa mais importante verificada neste encontro. O PT se apresenta hoje como um partido robusto, vocacionado para o poder”, analisou em junho, o líder petista. Na ocasião, Guimarães disse ainda que o Congresso não teve a marca de grandes temas nacionais, mas “se configurou como marco na vida de 33 anos do PT”.
Sobre as constantes acusações de corrupção contra membros do PT, Elmano defende a legenda, garante não abrir mão dela e diz que grande parte dos ataques que o partido sofre se deve ao trabalho que fez no combate a pobreza e à miséria no Brasil. “Lógico que alguns militantes do partido cometeram erros e esses servem como exemplos utilizados em grande escala para dar isso como sendo a regra do PT, um partido que tem, só no Ceará, 100 mil filiados”. Segundo o parlamentar, são milhares de militantes sérios, comprometidos com suas comunidades, “mas também existem os que se desviaram e isso acontece em todo e qualquer partido”.
Apontado como a maior liderança do partido na atualidade, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também já deu sua quota de participação nas críticas ao partido. No mês de junho, durante encontro com um seleto grupo de padres e dirigentes de entidades religiosas no auditório de seu instituto, em São Paulo, Lula criticou duramente a presidente Dilma Rousseff e creditou ao governo dela, sobretudo no segundo mandato, a crise vivida pelos petistas. “Dilma está no volume morto, o PT está abaixo do volume morto, e eu estou no volume morto. Todos estão numa situação muito ruim. E olha que o PT ainda é o melhor partido. Estamos perdendo para nós mesmos”, disse Lula. Segundo assessores dilmistas, as críticas de Lula seriam uma tentativa de se desvincular da imagem de Dilma, que enfrenta baixa popularidade.
Depois do episódio, coube ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, negar a existência de alguma ruptura entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff. “O clima da relação entre os dois sempre foi bom e vai continuar sendo bom. Lula é indispensável para o nosso governo”, afirmou. Ainda segundo o ministro, a atual presidente e seu antecessor mantêm uma relação de diálogo. “O presidente Lula e a presidente Dilma têm uma relação muito boa. Dialogam sempre, o que não exime a possibilidade de qualquer um deles ter reflexões que desejem externar em algum momento. A relação é harmoniosa”, afirmou Cardozo.
A visão de Lula foi compartilhada pelo líder do governo no Senado, Delcídio Amaral. Ele ratificou as críticas do ex-presidente. “O PT precisa mudar, e se não renovar e não se reciclar, com toda a experiência que nós temos, vamos ficar para trás”, comentou.
Na última semana, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de reunião com a Executiva Nacional do PT, em São Paulo (SP). Durante o encontro, falou sobre a importância do debate político qualificado, sem agressões e sugeriu mais articulação nos estados, além de apoio na ativação da mobilização, destacando a necessidade de “mais mobilizações populares e a importância de se fazer a defesa do PT contra a campanha seletiva de criminalização do partido”.

09:11 · 14.09.2015 / atualizado às 09:11 · 14.09.2015 por

Há atualmente 32 partidos políticos oficialmente registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas o número pode crescer nos próximos meses. Alguns devem ser criados como alternativas ao desgaste de outros, mas pelo menos um em especial já está dando o que falar mesmo sem sequer ter saído do papel.

O Corinthians, time de futebol com a segunda maior torcida do País (mais de 27 milhões de torcedores), de acordo com levantamento da pesquisa Ibope no último mês de março, deu entrada com o pedido de criação do seu próprio partido, o Partido Nacional Corinthiano (PNC).

A título de comparação, a presidenciável e ex-ministra Marina Silva, terceira colocada nas eleições de 2014, recebeu 22,1 milhões de votos no primeiro turno. Marina também tenta criar, desde 2013, seu partido junto ao TSE, o Rede Sustentabilidade.

Apesar de não carregar o logo do time, a imagem do partido usa as cores preto e branco com um gavião no centro. O Registro de Partido Político (RPP) tramita com número 42851. O pedido será examinado por um departamento técnico, que tem a prerrogativa de analisar o caráter formal do documento. Em seguida, o material será distribuído para o ministro Henrique Neves, a quem caberá decidir se foram cumpridos os ditames legais para criação de legendas.

O movimento Democracia Corintiana, dos anos 80, e que teve Sócrates, Casagrande, Wladimir, entre outros, como ícones, serve de inspiração para a nova legenda política. Como presidente do partido, assina Juan Antonio Moreno Grangeiro.

Risco

O deputado estadual Joaquim Noronha (PP), alertou durante sessão na Assembleia Legislativa do Ceará que a criação de partidos por clubes de futebol representa a “banalização” da política. “Imagina se essa moda pega? Se o Flamengo, Ceará e Fortaleza criam também seus partidos? A população já não aguenta sequer os que já existem, agora querem criar as representações de clubes esportivos”, comentou.

O deputado Evandro Leitão (PDT), que é presidente do Ceará Sporting Club, concorda com Noronha e garante inexistir a possibilidade de o clube, com quase 2 milhões de torcedores, pegar embalo com a equipe paulista e criar o partido do Ceará. “Os partidos estão desacreditados e criar uma legenda para defender um clube só vai piorar a atual imagem das siglas”, diz Leitão. “Se fosse criado para defender uma causa, como o esporte como todo, até seria viável, mas uma equipe de futebol não faz sentido”, avalia.

O deputado Gony Arruda (PSD), defensor da causa esportiva na Assembleia, diz ser favorável a qualquer iniciativa, mas acredita que a ideia de criar partidos voltados para a defesa de clubes esportivos seja fruto de “deslumbramento”. “O presidente Lula garantiu um estádio para o Corinthians, beneficiando a agremiação”, lembra. “É preciso respeitar a Lei, se ela permitir a criação, tudo bem, mas isso é muito mais o deslumbramento de pessoas que acreditam poder tudo”, observa Gony.

Passo a passo para constituição de um partido político

1 – O requerimento do registro do partido político deve ser dirigido ao Cartório do Registro Civil das Pessoas Jurídicas, em Brasília. O documento deverá ser assinado pelos seus fundadores, que devem ser, no mínimo, 101 pessoas. Os fundadores devem ter domicílio eleitoral em, no mínimo, nove estados do país. O requerimento indicará o nome e função dos dirigentes provisórios e o endereço da sede do partido em Brasília.

2 – Após a emissão da certidão de inteiro teor pelo Cartório, o partido inicia a coleta de assinaturas de apoiamento de eleitores. A quantidade mínima de assinaturas necessárias corresponde a 0,5% dos votos válidos (excluídos os brancos e nulos) dados na última eleição para a Câmara dos Deputados. As assinaturas devem ser recolhidas em, no mínimo, nove estados; e devem corresponder a, no mínimo, 10% do eleitorado em cada um deles. Cada assinatura deve conter o número do título de eleitor da pessoa que declarou apoio ao partido. A veracidade das assinaturas e dos títulos são atestados pelo escrivão eleitoral.

3 – Colhidas as assinaturas, o partido realiza os atos necessários para a constituição definitiva de seus órgãos e designação de seus dirigentes.

4 – Feita a constituição e designação, os dirigentes nacionais protocolam pedido de registro do estatuto do partido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso não haja falhas no processo, o TSE registra o estatuto e concede um número ao partido. Somente o registro do TSE assegura ao partido o direito de disputar eleições, receber recursos do Fundo Partidário e ter acesso gratuito ao rádio e à televisão.

11:44 · 23.05.2015 / atualizado às 11:44 · 23.05.2015 por

O deputado federal José Arnon, presidente estadual do PTB, foi um dos poucos parlamentares da agremiação que não apareceram no programação nacional do partido, transmitido quinta-feira à noite por uma cadeia de televisão e rádio. Todos os petebistas bateram forte no Governo Federal. Talvez por isso o cearense não tenha falado no programa partidário. Arnon é um dos integrantes do PTB que é aliado do Planalto.

Arnon, segundo os primeiros entendimentos em termos de fusão do PTB com o DEM, deverá ser o presidente da nova agremiação no Ceará, nos próximos dois anos, após o que, por um período idêntico, a agremiação será presidida pelo deputado federal Moroni Torgan, hoje presidente estadual do DEM. Também pelo entendimento dos dois, o partido que nascerá da fusão apoiará o prefeito Roberto Cláudio, na sua disputa para conseguir continuar a administrando Fortaleza por mais quatro anos, após as eleições do próximo ano.

15:23 · 03.10.2013 / atualizado às 15:23 · 03.10.2013 por
Cid Gomes em evento que confirmou a adesão de nove deputados estaduais e quatro federais ao PROS. FOTO: TUNO VIEIRA

do Congresso em Foco

“De olho nas eleições de 2014, os parlamentares aceleram o ritmo do troca-troca partidário. Até o começo desta tarde, 44 deputados e um senador já haviam oficializado a mudança de partido. Outros ainda negociam a filiação a uma nova legenda a tempo de poder se candidatar a algum cargo na próxima disputa eleitoral. O prazo final para a filiação à nova legenda se esgota neste sábado (5), quando faltará exatamente um ano para a votação.

Balanço parcial feito pelo Congresso em Foco revela que os principais destinos dos parlamentares são os dois últimos partidos reconhecidos pela Justiça eleitoral: o Pros e o Solidariedade (SDD). O primeiro com 19 nomes, e o segundo, com 18. Mas as duas siglas esperam atrair mais gente nas próximas 48 horas: 32 e 35 deputados, respectivamente.

Até o início desta tarde, 18 deputados e um senador (Vicentinho Alves, do Tocantins) haviam se filiado ao Partido Republicano da Ordem Social. Fundado por um ex-vereador de Planaltina de Goiás, a 60 km de Brasília, o partido ganhou destaque com a filiação de figuras como o governador do Ceará, Cid Gomes, e o seu irmão, o ex-ministro Ciro Gomes – ambos egressos do PSB após se desentenderem com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Pelo menos seis deputados cearenses engrossam a bancada do Pros, que já anunciou apoio ao governo Dilma.

Criador do Solidariedade, o deputado Paulo Pereira da Silva (SP), diz que sua bancada atuará de maneira “independente” em relação ao Planalto. Assim como o presidente da Força Sindical, outros quatro deputados deixaram o PDT para se filiar ao SDD.

Perdas e ganhos

Os demais deputados recém-filiados distribuem-se por sete partidos já com bancada constituída: o PP recebeu três nomes, o PSDB, o PMDB, o PSB, o PR, o DEM e o PSD ganharam um cada.

No balanço parcial do troca-troca na Câmara, o PDT é o partido com mais baixas no momento. Sete pedetistas partiram para os recém-criados Solidariedade e o Pros. O PSB (6), o PMDB e o PR (5) aparecem na sequência. O PR perdeu, ainda, o senador Vicentinho Alves. Também viram suas bancadas serem reduzidas os seguintes partidos: PSD (4), PSDB (3), DEM (3), PP (3), PPS (3), PTB (1), PRB (1), PRTB (1), PEN (1), PSC (1).

Veja quem já confirmou a mudança de partido:

Deputado UF Origem Destino
Ademir Camilo MG PSD Pros
Alexandre Toledo AL PSDB PSB
Almeida Lima SE PPS PMDB
Antônio Balhmann CE PSB Pros
Ariosto Holanda CE PSB Pros
Armando Vergílio GO PSD SDD
Arthur Oliveira Maia BA PMDB SDD
Augusto Carvalho DF PPS SDD
Augusto Coutinho PE DEM SDD
Aureo RJ PRTB SDD
Benjamin Maranhão PB PMDB SDD
Betinho Rosado RN DEM PP
Cida Borghetti PR PP Pros
Domingos Neto CE PSB Pros
Dudimar Paxiuba PA PSDB Pros
Edson Silva CE PSB Pros
Fernando Francischini PR PEN SDD
Genecias Noronha CE PMDB Pros
Givaldo Carimbão AL PSB Pros
Henrique Oliveira AM PR SDD
Hugo Leal RJ PSC Pros
João Dado SP PDT SDD
Jorge Silva ES PDT Pros
Laércio Oliveira SE PR SDD
Luiz Argôlo BA PP SDD
Luiz Pitiman DF PMDB PSDB
Magda Mofatto GO PTB PR
Major Fábio PB DEM Pros
Manato ES PDT SDD
Marcelo Aguiar SP PSD DEM
Márcio Junqueira RR PP Pros
Marcos Medrado BA PDT SDD
Maurício Trindade BA PR Pros
Paulo Pereira da Silva SP PDT SDD
Raul Lima RR PSD PP
Ronaldo Fonseca DF PR Pros
Salvador Zimbaldi SP PDT Pros
Sebastião Bala Rocha AP PDT SDD
Simplício Araújo MA PPS SDD
Urzeni Rocha RR PSDB PSD
Valtenir Pereira AL PSB Pros
Vicente Arruda CE PR Pros
Vilalba PE PRB PP
Wladimir Costa PA PMDB SDD

 

Senador UF Origem Destino
Vicentinho Alves TO PR Pros
11:26 · 17.06.2013 / atualizado às 11:26 · 17.06.2013 por

Por Josafá Venâncio

A estrutura formal dos partidos políticos com atuação no Ceará, desenvolvida por meio de diretórios e comissões, ainda deixa muito a desejar no interior do Estado. Até mesmo legendas com uma forte inserção no eleitorado e considerável número de prefeitos e vereadores precisam se organizar em vários municípios.
Embora apenas uma legenda, o Partido da Causa Operária (PCO) não esteja estruturada no plano estadual, quanto se trata de municípios o quadro apresentado revela uma realidade bem diferente. Se as 29 agremiações com diretório ou comissão regional também estivessem estruturadas em todos os municípios cearenses teríamos um total de 5.336 núcleos partidários (diretórios e comissões) nos municípios. Mas, consulta ao portal de informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela que nos municípios cearenses, incluindo a capital, existem apenas 2.093 diretórios e comissões em vigência.
Até mesmo partidos considerados grandes, com base nos resultados das últimas eleições, precisam se organizar em vários municípios. Este é o caso, por exemplo, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) que não tem diretório nem comissão provisória vigente em 68 municípios cearenses, entre eles Fortaleza, Camocim, Crato, Icó, Iguatu, Ipu, Orós, Mombaça, Quixadá e Quixeramobim, entre outros. Isso não significa que o partido não tenha, entre os seus filiados, lideranças neste municípios, pois nas eleições do ano passado chegou inclusive a eleger o prefeito, como é o caso do Crato. Atualmente o PMDB conta com 106 diretórios vigentes e 10 comissões provisórias.
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) presidido pelo governador Cid Gomes, no plano municipal está estruturado em 149 municípios, sendo 31 diretórios e 118 comissões provisórias. Portanto, em 35 municípios cearenses a estrutura cartorária do partido está caduca. Entre eles alguns municípios merecem destaque porque são relacionados entre os que contam com maior número de eleitores, como é o caso de Caucaia, Juazeiro do Norte, Itapipoca, Icó, Crateús, Canindé e Aracati.
O Partido Social Democrático (PSD) que vem se apresentando como sigla alternativa para abrigar lideranças que recebem o apoio do governo estadual tem 140 comissões provisórias e seis diretórios vigentes, deixando, portanto, de atual em 38 municípios.

ESTRUTURADO
As informações do portal do TSE indicam ainda que nenhum partido político está estruturado em todos os municípios cearenses. O Partido dos Trabalhadores (PT) é o que tem maior número de diretórios e comissões provisórias, contando com 181 diretórios e uma comissão provisória. Os municípios onde o diretório está com o prazo de validade vencido são: Ocara e Granjeiro.
Entre as demais legendas as que contam com maior quantidade de comissões e diretórios em vigência são: Partido da República (PR) – 178; Partido Republicano Brasileiro (PRB) – 169; Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) – 149; Partido Socialista Brasileiro (PSB) – 149; Partido Social Democrático (PSD) – 146; Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – 135; Democratas (DEM) – 113 e; Partido Trabalhista Nacional (PTN) – 101.
Os demais partidos políticos existentes no Ceará, não estão estruturados com diretório ou comissão, sequer, na metade dos municípios cearenses. O Partido Democrático Trabalhista (PDT) tem 63 diretórios vigentes; o Partido Ecológico Nacional (PEN) conta com 61 comissões provisórias vigentes; o Partido Humanista da Solidariedade (PHS) tem dois diretórios e 20 comissões provisórias; o Partido Progressista (PP) conta com 51 diretórios e 33 comissões; o Partido Pátria Livre (PPL) não tem nenhum diretório nem comissão provisória municipal; o Partido da Mobilização Nacional (PMN) tem 38 comissões e; o Partido Popular Socialista (PPS) tem cinco diretório e uma comissão provisória.
Entre os demais o quatro apresentado é o seguinte: Partido Republicano Progressista (PRP) – 17 diretórios e 27 comissões; Partido Republicano Trabalhista Brasileiro (PRTB) – 01 diretório e 18 comissões; Partido Social Cristão (PSC) – 01 diretório e 18 comissões; Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) – 51 diretórios e 07 comissões; Partido Social Democrata Cristão (PSDC) – 07 diretórios e 06 comissões; Partido Social Liberal (PSL) – 32 diretórios e 34 comissões; Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) – 24 comissões; Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU) – 04 diretórios; Partido Trabalhista do Brasil (PT do B) – 73 comissões; Partido Trabalhista Cristão (PTC) – 16 comissões; Partido Verde (PV) – 01 diretório e 17 comissões e; Partido Comunista Brasileiro (PCB) – 04 comissões provisórias em vigência.

16:40 · 10.01.2013 / atualizado às 16:40 · 10.01.2013 por
O vereador foi um dos coordenadores da greve da Polícia Militar, que parou a cidade por um dia. FOTO: ALEX COSTA

O vereador Adelmo Martins, presidente municipal do Partido da República, em Fortaleza, disse que irá deixar o cargo ainda neste mês, pois, segundo ele, é importante que exista alternância no poder do partido. Para seu lugar, o nome mais cotado é o do vereador Wagner Sousa, mais conhecido como Capitão Wagner.

O parlamentar, que já foi suplente de deputado e agora inicia suas atividades na Câmara Municipal, também será o líder do partido na Casa Legislativa.  Ele foi um dos coordenadores da greve da Polícia Militar no Ceará, no início de 2012, quando a cidade parou por conta do medo da insegurança.