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Categoria: Partidos


09:19 · 12.09.2016 / atualizado às 09:19 · 12.09.2016 por

No site do Tribunal Superior Eleitoral está disponível toda a movimentação de candidatos com suas receitas e despesas. O acompanhamento também pode ser feito sobre os partidos. Na plataforma “Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais” o eleitor pode acompanhar quanto recebeu cada legenda, bem como de onde partiu a receita e em que foi aplicada.
Desde a última sexta-feira, 09, começou a contagem do tempo que encerra na terça (13) para que os partidos políticos, as coligações e os candidatos enviem à Justiça Eleitoral o relatório discriminado das transferências do Fundo Partidário, dos recursos em dinheiro e dos estimáveis em dinheiro que tenham recebido para financiamento da sua campanha eleitoral e dos gastos realizados, abrangendo o período do início da campanha até o dia 8 de setembro.
Até a manhã de domingo, entre todos os 33 diretórios estaduais de partidos no Ceará, apenas PDT, PT, PSDB, PSD e PC do B haviam registrado suas receitas e despesas no TRE-CE. Na Capital, somente os diretórios municipais do PDT, PPS e PSD constavam tais dados.
No Estado, segundo levantamento no site do TSE, o PDT do Ceará havia recebido de Fundo Partidário, R$ 200 mil, através de duas parcelas de R$ 100 mil repassadas nas datas de 25 de agosto e 05 de setembro, e registrou despesas de R$ 108.746,73. Desse montante, R$ 99.656,73 foram gastos com publicidade por materiais impressos, enquanto outros R$ 9.090 com adesivos.
O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores recebeu do seu diretório nacional R$ 350 mil. As maiores receitas registradas são oriundas de doações de pessoas físicas. Alexandre Grendene Bartelle e Pedro Grendene Bartelle destinaram R$ 500 mil cada um, totalizando R$ 1.350.000. O partido não havia lançado gastos até esse domingo. Entre os diretórios, o PT apresentava a maior receita.
O PSDB cearense recebeu de Fundo Partidário, no dia 30 de agosto, a cifra de R$ 400 mil e, de acordo com o que mostrou ao TRE-CE, disponibilizou, no mesmo dia, todo o valor para a campanha de Capitão Wagner (PR), na Capital. O PSDB e PMDB, ao lado do Solidariedade compõem a coligação com o PR para eleger o deputado estadual à Prefeitura de Fortaleza.
Na prestação de constas do PC do B no Ceará consta que o partido recebeu R$ 15 mil, todo através de doações de pessoas físicas que doaram entre R$ 100 e R$ 1,5 mil. Na Capital, os comunistas apoiam a reeleição do prefeito Roberto Cláudio (PDT). O valor não foi gasto ainda, conforme mostra o TSE.
O diretório cearense do Partido Social Democrático (PSD) prestou contas com o TSE apontando ter R$ 1 mil de recursos estimáveis. O valor é resultado de duas doações de pessoas físicas, ambas de R$ 500. No campo dos gastos, consta “Baixa de Estimáveis – Serviços prestados por terceiros”, no mesmo valor que havia recebido.
Entre os diretórios municipais, de acordo com análise concentrada na Capital, PDT, PPS e PSD haviam prestado contas. O primeiro, até a última atualização, em 10 de setembro, havia recebido R$ 691.550, de pessoas físicas. Quase a totalidade, R$ 684.550, foram destinados para a campanha de Roberto Cláudio. Para o PPS foram doados, também por pessoas físicas, R$ 440. O partido não registrou despesas. Situação idêntica é a do PSD fortalezense. A legenda recebeu R$ 1 mil e não marcou gastos.
Na quinta-feira, dia 15, será divulgado, pela Internet, em sítio criado pela Justiça Eleitoral para esse fim, o relatório discriminado das transferências do Fundo Partidário, dos recursos em dinheiro e dos estimáveis em dinheiro que os partidos políticos, as coligações e os candidatos tenham recebido para financiamento da sua campanha eleitoral e dos gastos que realizaram, desde o início da campanha.

08:51 · 08.09.2016 / atualizado às 08:51 · 08.09.2016 por
Luizianne recebeu menos dinheiro do seu partido que os seus concorrentes das suas siglas Foto: JL Rosa
Luizianne recebeu menos dinheiro do seu partido que os seus concorrentes das suas siglas Foto: JL Rosa

Por Miguel Martins

Apesar de ser um dos maiores partidos do Brasil, com mais de 1,5 milhão de filiados em todos os estados da Federação, o Partido dos Trabalhadores (PT) tem investido pouco na candidatura da ex-prefeita de Fortaleza, a deputada federal Luizianne Lins, que segundo ela própria e outros petistas é uma postulação prioritária para a agremiação.

Conforme foi publicado no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a direção nacional petista, por exemplo, doou à campanha do PT na Capital cearense menos da metade do que PR e PDT doaram, respectivamente a seus postulantes, ainda que estas siglas tenham representação menor que a agremiação de Lins, e consequentemente menos recursos do Fundo Partidário.

O Diário do Nordeste mostrou, em matéria veiculada ontem, que o PT só havia disponibilizado para a campanha de Luizianne Lins cerca de R$ 250 mil, enquanto que o Partido da República, liberara para o Capitão Wagner, e o PDT, para Roberto Cláudio, as importâncias respectivas de R$ 1,5 milhão e R$ 1,1 milhão, segundo registro no TSE. No entanto, o coordenador da campanha petista na Capital, Waldemar Catanho, afirmou que ainda na noite da última terça-feira foram repassados mais R$ 250 mil, o que ainda representa, em sua totalidade, menos da metade do que a legenda pedetista disponibilizou para o atual prefeito Roberto Cláudio.

Para se ter uma ideia da disparidade dos valores arrecadados, em 2012, quando ainda vigorava a legislação que permitia a doação de pessoa jurídica, o candidato do PT naquela época, Elmano de Freitas, declarou ter arrecadado ainda no primeiro turno, cerca de R$ 3,1 milhões, sendo que R$ 2,4 milhões, segundo o site do TSE, foram de recursos oriundos do partido.

Repasse

Vale lembrar que a própria direção nacional do Partido dos Trabalhadores apoiou a candidatura própria em Fortaleza, afirmando que a Capital cearense seria uma das prioridades do grêmio durante a campanha. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, inclusive, participou de evento de lançamento do nome de Luizianne Lins para a disputa da Prefeitura.

A indicação do nome da deputada federal não foi consenso dentro do grupo, até porque havia quem apoiasse apoio à candidatura de Roberto Cláudio, como o próprio governador do Estado, Camilo Santana, e o secretário do Meio Ambiente, Artur Bruno, que, inclusive, se licenciou do PT para apoiar o colega pedetista.

Catanho afirmou que não sabe como acontece o acompanhamento do Tribunal Superior Eleitoral, mas ainda na terça-feira houve um repasse de mais R$ 250 mil, totalizando de arrecadação até o momento R$ 500 mil do partido, outros R$ 400 de uma militante de Apuiarés, e mais R$ 100 do próprio Catanho. “O dinheiro chegou e está na conta. Nós estamos apostando na militância, desenvolvemos nossa campanha sem militância paga, e estamos fazendo, basicamente, com militância voluntária”, explicou.

Filiados, movimentos estudantis e sindicalistas seriam os envolvidos diretamente na campanha de Luizianne Lins. “Eles estão sustentando nossas caminhadas, atividades em sinais, distribuição de adesivos de carros, todo material de campanha”, disse, reconhecendo que o total repassado até aqui pela direção nacional do seu partido, é insuficiente e está distante das demandas totais da campanha de Luizianne.

Por isso, diz ele, o partido deve realizar no próximo dia 26 de setembro um jantar para arrecadação financeira. A coordenação da campanha também está tentando viabilizar um modelo de plataforma para receber doações via Internet.

08:50 · 08.09.2016 / atualizado às 08:50 · 08.09.2016 por
Heitor diz que na segunda-feira, o presidente estadual do partido pedirá ajuda da nacional Foto: José Leomar
Heitor diz que na segunda-feira, o presidente estadual do partido pedirá ajuda da nacional Foto: José Leomar

Por Miguel Martins

Os candidatos Heitor Férrer, do PSB, e Tin Gomes, do PHS, aguardam mais repasses das executivas nacionais de seus partidos para continuarem a tocar a campanha em Fortaleza.

Enquanto o pessebista só arrecadou R$ 299 mil, o humanista conseguiu somente R$ 100 mil da direção nacional, ainda que tenha gastado mais de R$ 328 mil em apenas 20 dias de disputa nas ruas da Capital cearense.

Ao todo, Heitor Férrer totalizou R$ 305 mil de receitas, de acordo com o que está disponibilizado no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no entanto, R$ 6 mil foram doados pelo próprio candidato. Até o momento, nenhuma pessoa física colaborou com a candidatura do pessebista, que deve solicitar a amigos e a parceiros do candidato a vice Dimas de Oliveira, da Rede.

“Estamos no limite dos gastos, pagando a campanha de maneira franciscana, com papel, pagando ativista e investindo no programa de TV, além de alguns carros de som”, disse o candidato ao Diário do Nordeste. Segundo ele, tudo o que foi arrecadado até agora, fora os R$ 6 mil investidos por ele, foram repasses do partido. No próximo domingo, conforme informou, o presidente do partido no Ceará, Danilo Forte, estará se deslocando até a sede do partido, em Brasília, para tentar conseguir junto à nacional mais recursos.

Segundo Férrer, as pessoas ainda estão muito receosas de fazerem a doação para os candidatos, e dificilmente vão participar mais ativamente deste pleito. “É uma coisa nova, e quem participou no passado, da minha campanha, foram meus irmãos. Neste ano vou ver ainda se eles podem doar. Fora eles, sempre contei com o apoio do partido e de algumas pessoas jurídicas. Temos que buscar mais recursos, porque este valor está praticamente esgotado”, explicou.

Gastou

O deputado Tin Gomes contestou a informação de que ele não havia prestado contas, conforme publicado no Diário do Nordeste de ontem, e afirmou que desde o dia 1º de agosto havia divulgado todas as despesas contraídas, bem como as receitas. Conforme a Divulgação de Candidaturas e Contas do TSE, o humanista já gastou R$ 328 mil e arrecadou somente R$ 141 mil, sendo R$ 100 mil da direção nacional do PHS.

“Os meus contratos de carro, aluguel de comitê, papel, adesivo, tudo está registrado no site do TSE. Agora os recursos para a campanha vão entrar gradativamente. Tenho até o dia 30 de novembro para fechar a conta. Se não está batendo agora, vai bater. Vou me dedicar, pedir às pessoas que estão querendo ajudar”, disse o postulante. Ele também está programando a realização de um jantar, no próximo dia 28 de setembro, para arrecadar recursos.

O candidato Francisco Gonzaga (PSTU), que era o único que ainda não havia declarado ao TSE suas receitas ou despesas, não atendeu as ligações.

16:56 · 14.01.2015 / atualizado às 10:36 · 15.01.2015 por

A Agência de notícias  do jorna O Estado de São Paulo publicou matéria dando conta de uma possível saída do ministro da Educação e ex-governador do Ceará, Cid Gomes, hoje no PROS, para o Partido Liberal (PL), sigla articulada para ser criada pelo ministro de Cidades, Gilberto Kassab, presidente licenciado do PSD. Segundo a informação, Cid Gomes estaria isolado em seu partido, e que esse seria o motivo da saída do gestor, o que foi desmentido por um membro do PROS.

Em entrevista recente ao Diário do Nordeste no mês de dezembro, o ex-governador afirmou que chegou a ser chamado por Kassab para fazer parte do novo partido, mas teria declinado do convite por não compartilhar da mesma ideologia da nova sigla.

“Isolado no PROS, o ex-governador do Ceará e ministro da Educação Cid Gomes, começou a buscar alternativas políticas para si próprio e seu grupo, um ano após se filiar ao partido. Embora tenha preferência por legendas de esquerda, Cid foi sondado a integrar o Partido Liberal (PL), sigla que está sendo recriada pelo ministro das Cidades e presidente licenciado do PSD, Gilberto Kassab.

Cid Gomes não vem se sentindo à vontade no PROS. No ano passado, a cúpula do partido boicotou a indicação do então governador para comandar o Ministério da Integração Nacional. Agora, na reforma ministerial, a Executiva Nacional da legenda divulgou uma nota pública afirmando que Cid é uma “escolha pessoal” da presidente Dilma Rousseff e não do partido.

Desde o dia 1º, o ex-governador cearense ocupa uma das mais importantes pastas da Esplanada dos Ministérios, a da Educação. Ao lado de Kassab, Cid também age nos bastidores para garantir apoio no Congresso ao Palácio do Planalto no intuito de mitigar a dependência do governo em relação ao PMDB. A dupla entrou em ação para defender a eleição do petista Arlindo Chinaglia (SP) para presidente da Câmara contra o candidato do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), desafeto de Dilma.

Devido à proximidade de Cid Gomes com o PT chegou a ser cogitada a ida dele para o partido. Cid é próximo do deputado federal José Guimarães (PT-CE), um dos vice-presidentes petistas, e do novo governador do Estado do Ceará, Camilo Santana (PT), que foi escolha pessoal dele para sucedê-lo.

Mas o ministro enfrenta resistência de setores ligados à ex-prefeita de Fortaleza e hoje deputada federal eleita, Luizianne Lins, uma das principais lideranças petistas no Estado. “Não existe essa possibilidade (de Cid ir para o PT)”, descartou um dirigente nacional do partido.

Aliado de Kassab e fundamental no processo de criação do PSD, Cid ainda discute a possibilidade de se incorporar ao PL, cujo pedido de formalização no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve ser protocolado até março. Cid deixou claro que quer manter a “aliança estratégica” com Kassab, não necessariamente na mesma legenda. “Ele quer algo mais à esquerda”, resumiu um dirigente do PSD.

Ainda assim, o atual partido de Kassab poderia ser uma guarita para Cid Gomes. O presidente do PSD do Ceará, Almircy Pinto, afirmou que a legenda no Estado está de portas abertas para o ministro. “O Cid é um político que enobrece qualquer partido que vá. Teríamos alguns problemas internos de acomodação, mas em política tudo se resolve”, afirmou.

Oficialmente, o ministro não externou a dirigentes do PROS qualquer intenção de deixar a legenda. Há uma semana, Cid conversou com lideranças do partido, como o presidente Eurípedes Junior e o líder da bancada na Câmara, Givaldo Carimbão (AL), que, por sua vez, deram o episódio como superado.

“Queríamos que (a escolha para o ministério) tivesse o nosso aval, mas ela (Dilma) não ligou para a gente. Não temos raiva, rancor ou ódio, mas reiteramos que o Ministério não é do PROS”, disse Carimbão. A reportagem não conseguiu contato com Cid para comentar seu futuro partidário.

O destino de Cid Gomes deve alterar o caminho de outros aliados políticos, como o ex-ministro e deputado federal eleito Leônidas Christino e prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio. Se Cid deixar o PROS, os dois e o restante do seu grupo político devem segui-lo”

Agência Estado

10:00 · 28.10.2013 / atualizado às 10:00 · 28.10.2013 por

Criado às vésperas do fim do prazo de filiações partidárias para as eleições de 2012, por motivos semelhantes aos dos recém-criados PROS e Solidariedade, o PSD completou dois anos no último dia 27 de setembro. Apesar de, no Ceará, ter nascido com boa quantidade de mandatários e conseguido o 2º lugar no número de prefeitos e vereadores eleitos no último pleito, especialistas avaliam que a legenda não cresceu o suficiente para conquistar relevância política, permanecendo, apenas como mais uma sigla dependente, na base aliada dos governos.

Presidente do PSD estadual, Almircy Pinto lembra que a legenda nasceu aliada ao grupo do governador Cid Gomes – de quem ele é chefe adjunto do gabinete –, com 40 prefeitos, cerca de 260 vereadores, cinco deputados estaduais e um federal. No pleito passado, a sigla elegeu 236 vereadores e 28 dos 55 candidatos a prefeitos, perdendo apenas para PSB e PMDB em número de eleitos, respectivamente. Na Capital cearense, contudo, o partido conseguiu eleger apenas um representante para a Câmara Municipal: o vereador Paulo Diógenes.

Para o presidente, esses números comprovam o crescimento da legenda no Estado e o colocam em destaque no cenário político cearense. “O PSD teve uma vantagem diferente em relação a esses novos partidos (PROS e Solidariedade). A formação dele se deu pela captação de assinaturas, com a participação das lideranças. Ou seja, com boa representatividade municipal. Nosso público alvo era políticos que tinham uma simpatia pelo governador Cid Gomes, mas estavam presos a partidos como PSDB e o PT, que se opunham a ele”, alega.

Coligado
Segundo Almircy, por orientação do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, o partido vai continuar coligado ao grupo de Cid em 2014, para disputar apenas vagas no Parlamento. A ideia, conta, é eleger “pelo menos” o atual número de deputados estaduais (cinco) e aumentar de um para dois o de federais. “Temos boas pessoas, mas a gente está vendo que o poder de iniciativa já está concentrado naqueles que acompanham o governador há mais tempo”, justifica ao ser indagado por que não buscar candidatura majoritária própria já no próximo ano.

Para o cientista político Hermano Ferreira, da Universidade Estadual do Ceará (Uece), o PSD cresceu apenas em números e não se destacou no cenário político cearense. “Nem tinha como, porque é muito recente, criado em função dessa decisão do Supremo Tribunal Federal (STF)”, justificou. Ele se refere à decisão do STF de 2007, estabelecendo que o mandato pertence ao partido e não ao candidato, o que tem feito com que muitos políticos “insatisfeitos” criem ou mudem para um partido novo, como refúgio para evitar questionamentos na Justiça.

Agrupou
No caso do PSD, como o próprio presidente estadual reconheceu, a maioria dos novos filiados era formado por políticos insatisfeitos, sobretudo, com o PSDB. Na avaliação do especialista, a legenda se agrupou em torno do governador Cid Gomes, “numa tentativa de se criar outro grupo que saísse da polarização PSDB x PT”. “Não há lideranças novas. Não tem vida própria”, critica, lembrando que, em São Paulo, o partido está sendo esvaziado depois da saída de Kassab da Prefeitura após dois mandatos consecutivo. “Aqui só não esvazia porque apoia do Governo Cid”, diz.

Hermano Ferreira prevê que, para não enfraquecer, o futuro do partido é continuar na base aliada, como “uma espécie de força coadjuvante do grupo de Cid Gomes”. “Se o governador for para uma instituição internacional como ele está cogitando (Cid cogita ir para o Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, após deixar o Governo), o PSD tende a perder força, porque, quando o líder sai, mesmo que venha reorganizar, fica muito difícil. Caso isso aconteça, vão migrar para outro lugar, que só as circunstâncias de 2015 vão dizer”, afirma.

Carona
Cientista político, ligado à Universidade Federal do Ceará (UFC), Uribam Xavier comenta que o PSD funciona apenas como mais um partido “de aluguel” do Governo Cid Gomes, o qual oferece a “estrutura” necessária para viabilizar as candidaturas das siglas auxiliares ao Parlamento, recebendo em troca o apoio necessário para aprovar suas propostas no Legislativo estadual. “Esses partidos funcionam pegando carona. O próprio Governo incentiva isso, porque política é calculo, não é ideologia”, afirma o especialista.

O cientista político avalia que a legenda não tem propostas interessantes e ninguém com potencial para exercer cargos majoritários, o que a obriga a continuar na sombra do Governo. “Sem a ajuda do governador, não conseguem eleger ninguém nem para (deputado) estadual. Estão todos nas mãos dele”, comenta. Para Xavier, com a saída dos Ferreira Gomes do poder, a sigla tende a perder força, como todas as agremiações que têm se sustentado à base dos governos estaduais e federal.

19:25 · 13.10.2013 / atualizado às 19:25 · 13.10.2013 por
Luiz Carlos Paes assume a presidência estadual do PCdoB após passar 12 anos como presidente do partido em Fortaleza (Foto: Divulgação/ PCdoB)
Luiz Carlos Paes assume a presidência estadual do PCdoB após passar 12 anos como presidente do partido em Fortaleza (Foto: Divulgação/ PCdoB)

Após 22 anos sem renovação, o PCdoB Ceará elegeu, neste  fim de semana, durante a 21ª Conferência Estadual do partido, um novo presidente para o Comitê Estadual da legenda. O evento ocorreu no auditório da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará, em Fortaleza, e reuniu lideranças políticas de siglas aliadas, como o prefeito Roberto Cláudio (PROS), o senador Eunício Oliveira (PMDB), além de deputados federais, estaduais e vereadores. Todos eles defenderam a manutenção da aliança com o PCdoB a nível estadual, em 2014.

O novo presidente do Comitê Estadual do PCdoB é Luís Carlos Paes. Ele assumiu a presidência no lugar de Carlos Augusto Diógenes, mais conhecido como “Patinhas”, que estava como presidente do partido há 22 anos. O novo presidente foi escolhido pelos 63 novos membros do comitê estadual, os quais foram eleitos também no domingo, durante a Conferência. Luís Paes foi presidente do Comitê Municipal do PCdoB em Fortaleza durante 12 anos, tendo deixado o cargo no último mês de setembro. No lugar dele, assumiu Francinet Cunha.

A 21ª Conferência Estadual foi aberta na manhã do último sábado. Entre as lideranças políticas do PCdoB, participaram o senador Inácio Arruda; os deputados federais Chico Lopes e João Ananias; o deputado estadual Lula Morais; o líder do prefeito na Câmara Municipal de Fortaleza, vereador Evaldo Lima; o secretário do Procon Fortaleza, George Valentim; o secretário estadual do Esporte, Gilvan Paiva; o ex-secretário estadual de Saúde, Arruda Bastos; e o novo presidente do Comitê Municipal de Fortaleza, Francinet Cunha.

A conferência contou também com a presença de 390 delegados, representando 116 municípios cearenses. Eles foram escolhidos durante as conferências municipais do PCdoB realizadas entre julho e setembro deste ano, no Estado. No domingo, além da eleição dos novos integrantes e do presidente do comitê estadual, foram escolhidos os 35 delegados que vão representar o Ceará durante o Congresso Nacional do PCdoB, que será realizado em São Paulo, de 14 a 16 de novembro. Na ocasião, será escolhido o novo presidente nacional do partido.

Aliados defendem manutenção da aliança

Apontado como pré-candidato ao Governo do Estado nas eleições de 2014 em chapa de oposição ao candidato do governador Cid Gomes (PROS), o senador Eunício Oliveira defendeu, durante o ato de abertura da Conferência, a manutenção da aliança entre PMDB e PCdoB. Um dos nomes mais ligados ao chefe do Executivo Estadual, o prefeito Roberto Cláudio também fez questão de ressaltar a aliança entre o partido e o grupo de Cid e destacou que o objetivo é caminhar junto com o PCdoB no Ceará, em prol da reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Em nome dos parlamentares do PCdoB, o senador Inácio Arruda afirmou que o desejo do partido é formar um palanque só para a Dilma no Ceará. O comunista ponderou, contudo, que, caso isso não seja possível, a legenda quer manter uma “ponte” com todos os partidos aliados. O senador afirmou ainda que o partido vai trabalhar para aumentar de um para três a bancada na Assembleia Legislativa, bem como a da Câmara Federal, e para manter a vaga no Senado Federal, atualmente ocupada por ele.

 

12:28 · 05.10.2013 / atualizado às 12:28 · 05.10.2013 por

Aliado do governador Cid Gomes (PROS), o PDT cearense anda meio “insatisfeito” com o tratamento que vem recebendo do chefe do Executivo Estadual. Na manhã da última sexta-feira, alguns membros do partido discutiram o que eles avaliam como “falta de atenção” de Cid para com a sigla. A discussão ocorreu durante reunião no escritório do presidente estadual da legenda, deputado federal André Figueiredo, em Fortaleza. No encontro, alguns pedetistas teriam defendido a saída imediata do partido da base aliada, o que foi descartado pela presidência.

Nos bastidores, fontes ouvidas pelo Diário do Nordeste afirmam que a insatisfação do PDT seria causada principalmente por supostas “perdas” que a legenda sofreu no troca-troca de partidos. O deputado estadual Ferreira Aragão, no entanto, comentou que essas “perdas” foram apenas um das insatisfações das quais alguns membros reclamaram. Uma delas, citou, teria sido a do suplente de deputado federal Paulo Henrique Lustosa (ex-PMDB), que iria para o PDT, mas teve “o destino refeito (ao PROS) pelo governador Cid Gomes”.

“Colocaram na mesa o descontentamento com a forma que o governador tem tratado o partido. Falta uma maior atenção entre o Governo e os partidos aliados. Alguns membros (do PDT) acham que não recebem o carinho que mereciam”, relatou Aragão, o qual, no entanto, diz ser favorável à permanência na base aliada. O pedetista afirmou que alguns filiados chegaram a cogitar a saída da base, mas que a possibilidade não foi levada para votação. Segundo ele, ficou decidido que André Figueiredo vai levar essa “insatisfação” ao governador, nos próximos dias.

“O caminho natural seria levar para discussão, depois ao governador. Se não tiver solução, volta e leva para votação”, comentou. A única perda efetiva que o PDT sofreu foi a do suplente de deputado estadual Adail Carneiro, que se filiou ao PHS. Carneiro teria deixado a sigla, porque Aragão teria se negado a tirar licença pré-acordada, para que ele assumisse. Segundo o acordo, cada um dos quatro deputados do PDT tiraria pelo menos uma licença para dar vez aos suplentes, por ordem decrescente de votos. Apenas Delegado Cavalcante tirou, em 2011, quando Adail assumiu.

Nada suficiente para um rompimento, diz presidente

O presidente estadual do PDT, contudo, foi mais cauteloso ao falar sobre insatisfação e descartou a possibilidade de rompimento do partido com o Governo. De acordo com o pedetista, há, sim, insatisfações, mas “foram apenas questões pontuais, nada suficientemente forte para afetar nossa permanência na base”. Figueiredo comentou que, no encontro, também foram discutidas as possibilidades que o PDT tem de lançar candidato ao Governo do Estado, o que, segundo ele, caso se concretize, vai acarretar na entrega dos cargos que possui.

“Colocamos que estamos dentro do Governo e que temos a oportunidade de termos candidato a governador. A partir desse momento, nada mais justo do que colocar os cargos à disposição”, afirmou, acrescentando, contudo, que nada foi decidido até agora e que essa possível entrega não será imediata. Desde 2011, o PDT participa do Governo Cid com a secretaria do Trabalho e do Desenvolvimento Social (STDS), com Evandro Leitão (ex-secretário) e agora com Josbertini Clementino (atual titular da Pasta).

André Figueiredo comentou que a ideia do PDT é ter uma candidatura própria nas eleições do próximo ano: ou para a vaga do senador Inácio Arruda (PcdoB), que deixa o cargo em 2014, ou para o Governo. Um dos nomes mais cotados seria o do deputado estadual Heitor Férrer, que faz oposição a Cid Gomes na Assembleia. O parlamentar, contudo, já afirmou publicamente que não tem “coragem” de tentar candidatura. De acordo com o presidente, caso decida pela candidatura ao Senado Federal, o PDT poderá continuar aliado ao grupo do governador.

Diferentemente da relação com o partido estadual, a relação de Cid Gomes com a direção nacional do PDT não parece abalada. Entre os cinco partidos que teriam convidado Cidl e o grupo dele a se filiar após a saída do PSB, o PDT e o PROS foram os “mais cotados” por Cid. A mudança para o PDT, contudo, foi rejeitada pela maioria do grupo, pois a filiação poderia acarretar o questionamento de mandatos, por não se tratar de uma sigla nova, além da incerteza da legenda pedetista em relação ao apoio à reeleição da presidente Dilma.

Conjuntura nacional poderá influenciar

A manutenção da aliança entre o PDT e Cid Gomes no Ceará também dependerá da conjuntura nacional. Isso porque o governador já declarou apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (fato que o levou inclusive a sua saída do PSB), enquanto o PDT, apesar de atualmente fazer parte do Governo Dilma, dá sinais de que poderá apoiar o presidente nacional do PSB, Eduardo Campos. Caso isso se concretize, uma possível candidatura majoritária pedetista no Ceará, que é apoiada pela direção nacional e estadual do PSB, ganha ainda mais força.

10:15 · 02.10.2013 / atualizado às 10:15 · 02.10.2013 por

Logo na chegada ao encontro, no hotel Romanos, no bairro Messejana, o clima entre os presentes já era de certeza sobre a filiação ao PROS, como antecipou o Diário do Nordeste na edição do último domingo. A reunião durou cerca de duas horas (das 20h40 às 22h40) e contou com a presença de secretários estaduais, membros de partidos aliados, parlamentares de outras siglas que também vão mudar para o PROS, além dos ex-filiados ao PSB.

Cid Gomes chegou ao evento por volta das 20h30, dirigindo o próprio veículo. Junto com ele, no carro, vieram o vice-governador, Domingos Filho (que também vai se filiar ao PROS após sair do PMDB), e o presidente da Assembleia, José Albuquerque. Logo atrás, chegaram o prefeito Roberto Cláudio, o ministro Leônidas Cristino e o titular do Conselho Estadual do Desenvolvimento Econômico (Cede), Alexandre Pereira (PPS).

A comitiva foi recebida por secretários e políticos que aguardavam o governador no estacionamento. De lá, seguiram pelas rampas do hotel até o salão onde a reunião ocorreu, localizado no terceiro andar do prédio. Diferentemente da reunião da última quinta-feira, no hotel Vilá Galé, na Praia do Futuro, a sala do encontro de ontem era melhor refrigerada e mais ampla para acomodar todas as mais de 500 pessoas presentes.

Ministério
Na chegada ao hotel, Leônidas Cristino confirmou ao Diário do Nordeste que vai entregar o Ministério dos Portos amanhã, durante conversa com a presidente Dilma, em Brasília. A declaração foi confirmada pelo governador após a reunião. Cotado como um dos possíveis candidatos para suceder Cid no Governo, Leônidas, contudo, comentou que a “tendência” agora é trabalhar sua candidatura a deputado federal em 2014.

Entre os deputados estaduais e federais, o assunto nas rodas de conversa já dava como certa a filiação ao PROS. Os comentários eram do número e nome dos aliados, inclusive de outros partidos, que estavam levando junto com eles para o PROS. O deputado federal Ariosto Holanda, por exemplo, disse que está levando pelo menos 30 lideranças de outros partidos, os quais devem atrair ainda mais filiados.

O deputado federal Vicente Arruda (que deixou o PR para se filiar ao PROS), por sua vez, comentou que está levando mais de 50 vereadores e pelo menos três prefeitos do interior. Segundo o coordenador da bancada federal, Antônio Balhman, o republicano era o nome mais cotado para assumir a presidência no PROS no Ceará antes de o governador Cid Gomes decidir migrar para a sigla recém criada.

Aliados
O encontro de ontem também contou com a presença de parlamentares estaduais da base aliada ao governador que vão mudar para o PROS. O deputado Hermínio Resende era um deles. Ele informou que já se desfiliou do PSL na última segunda-feira. Segundo ele, o saída foi causada pela “possibilidade” de a sigla antiga apoiar uma possível candidatura do senador Eunício Oliveira (PMDB) ao Governo, em 2014. O parlamentar comentou ainda que está levando com ele para o PROS 12 diretórios municipais, sendo 7 do PSL e o resto de outros partidos.

O deputado Manoel Duca também esteve na reunião e comentou que se desligou ontem do PRB para se filiar ao PROS. O deputado Tin Gomes, por sua vez, comentou que, a mando do governador, os suplentes de deputado estadual Ana Paula Cruz e Adail Carneiro devem deixar o PRB e o PDT, respectivamente, para se filiar ao PHS.

Secretários
Além de parlamentares, estiveram presentes no encontro a secretária de Saúde de Fortaleza, Socorro Martins; a secretária da Justiça, Mariana Lobo; a secretária de Políticas Públicas sobre Drogas, Socorro França; o secretário do Planejamento, Eduardo Diogo; dentre outros.

10:32 · 05.07.2013 / atualizado às 10:32 · 05.07.2013 por

O Partido Republicano Brasileiro (PRB) realiza, na manhã desta sexta-feira (5), no Comitê de Imprensa da Assembleia Legislativa, evento para oficializar a filiação de sete novos membros que vão compor o quadro de pré-candidatos a deputado estadual e federal pela legenda. No encontro, o presidente estadual do partido, o empresário Miguel Dias, também está apresentando o conjunto de articulações que a sigla vai desenvolver a partir de setembro deste ano, visando às eleições de 2014.

Entre os novos filiados nesta sexta-feira, estão os jornalistas Alfredo Marques e Edson Miguel Dias, este último mais conhecido como “Águia Dourada”. Ambos trabalham na TV Cidade, emissora afiliada da TV Record no Ceará, da qual o presidente estadual do PRB é proprietário. De acordo com o secretário geral da legenda no Estado, Euler Barbosa, a meta do partido é atingir pelo menos 50 mil filiações até junho de 2014, assumindo a liderança em número de filiados no Ceará.

Euler Barbosa ressaltou também que, a partir de setembro, o PRB inicia um ciclo de encontros no interior do Estado denominado de “Debates Republicanos”, para discutir as bandeiras e ideias defendidas pelo partido. Segundo o secretário geral, os encontros serão realizados nos municípios de Quixadá, Iguatu, Boa Viagem, Juazeiro do Norte, Sobral, Guaramiranga, Crateús, Maracanaú, encerrando em Fortaleza, com a realização do VI Encontro Estadual da legenda.

11:00 · 30.05.2013 / atualizado às 11:00 · 30.05.2013 por

Por Josafá Venâncio

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já disponibilizou aos partidos políticos mais uma parcela do Fundo Partidário, sendo esta referente à distribuição do duodécimo do mês de maio e distribuição das multas do mês de abril. Somente do duodécimo foi repassado aos partidos R$ 24.514.010,33 e das multas foram R$ 12.435.418,17.
Este ano, em relação a dotação orçamentária a soma de recursos distribuídos já atinge um montante da ordem de R$ 171.598.072,31. Quanto a arrecadação de multas eleitorais, de janeiro a abril de 2013, foram distribuídos R$ 25.903.287,17.
A distribuição dos recursos do Fundo Partidário é feita de conformidade com a Lei 11.459, de 21 de março de 2007. A composição da bancada de cada agremiação política na Câmara dos Deputados é um dos critérios para a distribuição. Por isso, os partidos com maior bancada recebem mais recursos.
Somente no que se refere a dotação orçamentária, o volume de recursos recebidos mensalmente por cada legenda varia de R$ 3.952.723,87 (cota do Partido dos Trabalhadores) até R$ 42.265,53 que é o valor recebido pelo Partido Pátria Livre (PPL). O Partido Ecológico Nacional (PEN) também recebe este valor.
As agremiações com direito a maior participação nos recursos do Fundo Partidário são o Partido dos Trabalhadores (PT), Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Democratas (DEM) e, Partido Progressista (PP).
O Partido Trabalhista Nacional (PTN) não está recebendo as cotas do Fundo Partidário. Em fevereiro deste ano o TSE determinou a suspensão de oito cotas do Fundo Partidário. A medida foi adotada como punição em função de irregularidades constatadas na prestação de contas da legenda.
O orçamento da União para este ano prevê a distribuição de recursos da ordem de R$ 294.168.124,00. A parte referente às multas eleitorais deve atingir um total de 38.566.522,00.