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Categoria: Pedofilia


09:13 · 15.06.2018 / atualizado às 09:13 · 15.06.2018 por

Por Letícia Lima

O estupro de um menino de 6 anos, por um funcionário da Escola Patronato São José, em Itapajé, a 125 quilômetros de Fortaleza, que veio à tona na última semana, foi repercutido, ontem, pelo deputado Ely Aguiar (PSDC), na Assembleia Legislativa. O parlamentar cobrou a discussão dos crimes de pedofilia no Parlamento cearense e chamou atenção para os investimentos do Estado em políticas de combate à violência.

O deputado disse que, quando a criança contou sobre a violência sexual que sofreu na escola, a mãe tentou fazer a denúncia na delegacia de Itapajé, mas por encerrar cedo o seu expediente, o caso teve que ser transferido para Itapipoca. “É por isso que eu digo que não existe investimento, o que existe é gasto e o nosso Estado aí com todo tipo de crime acontecendo. Já são mais de 200 mulheres assassinadas e eu não vejo a bancada governista nem as mulheres falarem sobre isso, se o governo fosse de outro partido, todo dia tinha mulheres ali chorando pelo canto, mas, não, ficam caladas, não abrem a boca”.

Ainda segundo Ely, a população está cobrando providências das forças de segurança, principalmente, porque há suspeita de que outras crianças da cidade tenham sido violentadas na escola. Presente na sessão durante o discurso do parlamentar, a deputada Rachel Marques (PT) rebateu a fala do colega e disse que já tratou em outras ocasiões sobre o assassinato de mulheres e que a Secretaria de Segurança está dando respostas para o caso.

“Quero esclarecer que os agressores já foram identificados, eles já estão presos. Houve, imediatamente, uma ação do delegado do município e os dois não estão mais convivendo dentro da escola e a escola já fez reuniões, está dando toda a retaguarda, esse amparo psicológico para as famílias, o apoio. É um fato muito grave, que a gente só pode repudiar, porque não podemos aceitar que as crianças possam sofrer esse tipo de violência”, frisou.

08:54 · 19.05.2016 / atualizado às 08:54 · 19.05.2016 por

Por Suzane Saldanha

 

 

Vereador Eulógio Neto cobra mais investimentos em políticas públicas para combater a exploração sexual Foto: Érika Fonseca
Vereador Eulógio Neto cobra mais investimentos em políticas públicas para combater a exploração sexual Foto: Érika Fonseca

Em pronunciamentos, ontem, vereadores da Capital destacaram o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Criança e Adolescente e apontaram a necessidade de mais investimentos em políticas públicas, além de uma fiscalização mais intensa para combater o crime no país. Os parlamentares lembraram de casos que chocaram a cidade e o país, como o das crianças Alanis, no bairro Conjunto Ceará, e Araceli, no Espírito Santo.
Eulógio Neto (PDT)  ressaltou que o tema da exploração sexual deve ser mais discutido pelos vereadores, pois todos os dias são registrados diversos abusos de crianças e adolescentes pelo país. Segundo ele, a Câmara Municipal precisa discutir os crimes de abusos e exploração sexual na cidade e, apesar da delicadeza do tema de reeducação sexual, ele deveria estar na pauta de discussão para conscientizar a população.
“Temos que combater dentro de casa, em todos os lugares. Vou continuar persistindo. Vou trazer essa reflexão todos os dias. Essa Casa e a Prefeitura tem que discutir mais esse problema”, disse o vereador.
O vereador lembrou do caso da criança Alanis Maria Laurino, de 5 anos, sequestrada, estuprada e morta, no bairro Conjunto Ceará. “A data de hoje traz uma lembrança da pequena Araceli que foi vítima com um caso parecido com a da pequena Alanis. Quantas Alanis tem que surgir? O crime não é só tocar, é ter a malícia, tirar o respeito e muitos desses casos é um homem que atenta contra as adolescentes e os meninos também”, afirmou.
Eulógio Neto também apontou a preocupação com diversos cartazes espalhados na cidade que divulgam sites de exploração sexual que podem ser acessados por adolescentes e crianças. Ele apelou a Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente para fazer uma notificação e fiscalização desses cartazes.
“É um site que qualquer adolescente pode acessar basta ter internet. Nossa preocupação como militante dessa causa é que leva a pedofilia. Será que todas essas mulheres são adultas? Será que o Ministério Público não investiga isso?”, questionou.
O vereador criticou a ausência de desenvolvimento da CPI de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes da Câmara Municipal de Fortaleza. Requerimento de sua autoria, a CPI chegou a ser criada pelo então presidente, o ex-vereador Walter Cavalcante. Segundo Eulógio, Walter teria engavetado a Comissão Parlamentar de Inquérito apesar do seu pedido para ser relator e com o desejo de prosseguir os trabalhos.
João Alfredo (PSOL) lembrou o caso da menina Ariceli,  raptada e morta em 1973 no Espírito Santo, que motivou a criação do Dia de Combate a Exploração Sexual de Crianças. Segundo ele, a lembrança é uma forma de se solidarizar com todas as crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, um dos mais cruéis e desumanos.
“Há 38 anos, em plena ditadura militar, ela era sequestrada, estuprada e assassinada. Um dos acusados era filho de um Ministro da Justiça e esse crime permaneceu impune”, destacou.