Edison Silva

Categoria: Peemedebistas


12:47 · 25.12.2016 / atualizado às 12:47 · 25.12.2016 por

Na disputa para eleição da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa cearense, no primeiro dia deste mês, para um mandato de dois anos, a partir de fevereiro próximo, o PMDB perdeu dois deputados: Audic Mota e Agenor Neto. Imediatamente depois da eleição, a tempo de votar com o Governo para extinguir o TCM, perdeu Tomaz Holanda. Para piorar a situação do partido, na última semana um advogado requereu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a publicação do acórdão da decisão que confirmou a incompetência do TCM de julgar contas de prefeito, mesmo ele sendo ordenador de despesas. A decisão foi num processo do ex-prefeito Rochinha, considerado inelegível pelo TRE cearense, para disputar uma vaga de deputado estadual em 2014.

A decisão do Supremo garantiu a Rochina o direito de ser candidato. Como ele disputou uma vaga de deputado estadual garantido por uma liminar, os votos que obteve acabaram não sendo contabilizados, e portanto, sem esses votos a coligação encabeçada pelo PMDB elegeu um deputado a mais, no caso Audic Mota, ficando Leonardo Araújo como o primeiro suplente. Como a decisão do Supremo garantiu a candidatura de Rochinha, os seus votos serão computados e o PMDB vai perder um deputado, no caso Leonardo Araújo, o último a entrar, tendo em vista a renúncia do deputado Carlomano Marques para assumir a Prefeitura do Município de Pacatuba.

Como já se passaram alguns meses da decisão e o Acórdão não foi publicado, o advogado fez o requerimento cobrando a sua publicação. Assim que ele sair a mudança acontecerá, e o PMDB ficará com apenas dois deputados: Silvana e Daniel Oliveira

09:56 · 10.02.2016 / atualizado às 09:56 · 10.02.2016 por

Os deputados estaduais Walter Cavalcante e Agenor Neto, ambos ainda filiados ao PMDB, estão sendo apontados como os dois novos integrantes do bloco parlamentar formado na Assembleia Legislativa por deputados estaduais filiados ao PSD e ao PMB. Walter Cavalcante diz que ainda falará com o senador Eunício Oliveira, presidente estadual do PMDB, sobre a situação do partido na disputa municipal deste ano, para decidir sobre sua ida ou não para o bloco e, consequentemente, deixar o PMDB.

Segundo Walter, para a conversa que ele terá com Eunício, irá acompanhado do deputado federal Vitor Valim, um dos peemedebistas interessados em ser candidato a prefeito de Fortaleza. Ele, inclusive,  já fez contato com outras agremiações para uma possível mudança de sigla.

O deputado estadual Agenor Neto, com jornalista, não levou adiante a conversa de se integrar ao bloco, mas disse que é realmente muito amigo do Domingos, o articulador do bloco e liderança expressiva dos dois partidos no Ceará, passando a ideia de isso poder vir a acontecer.

A dificuldade maior de Agenor pode ser o fato de ele ter sido, no ano passado, o principal opositor do Governo Camilo Santana, na área de Saúde, e esse bloco parlamentar ser eminentemente governista.

09:40 · 08.12.2014 / atualizado às 09:40 · 08.12.2014 por

A direção estadual do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), haverá de definir, o quanto antes, uma estratégia para garantir a permanência nos seus quadros, dos filiados que sonharam, com a candidatura do senador Eunício Oliveira, neste ano, de forma direta chegarem ao Poder no Ceará.

O próximo governador, Camilo Santana, na mesma linha de Cid Gomes, após o rompimento da aliança que mantinham desde 2006, vem dando demonstrações de estar disposto , tratar os peemedebistas como oposicionistas, como as urnas os fizeram. E mais, Camilo comunga com o discurso do governador Cid Gomes, de afastar o PMDB da condição de primeiro aliado do PT no campo nacional, reflexo, por certo, dos efeitos da disputa pelo Governo cearense.

Ser oposição é o que a maioria dos filiados à sigla, notadamente os detentores de mandatos, abominam. Vários não deixaram o partido, ainda quando se aproximava o rompimento entre Eunício e Cid, pelo fato de o atual governador não concordar, em razão de à época, alimentar a ideia de um entendimento, mantendo a aliança mesmo sem Eunicio Candidato.

O fato e comprovado com a saída de Domingos Filho do partido, sem levar sequer a mulher, Patrícia Aguiar, prefeita de Tauá. A exceção foi o deputado Lucílvio Girão, que ameaçou, inclusive de deixar a política, alegando questões pessoais com o senador.

Não tem sido salutar a relação do comando peemedebista no Estado com alguns dos seus deputados federais, estaduais, prefeitos e vereadores. Manifestações e ações antes e durante a campanha eleitoral passada confirmam o distanciamento da direção com a maioria das lideranças partidárias.

O partido, à sombra do Governo não cresceu no Ceará, mesmo com o seu presidente, imediatamente após ter sido eleito senador, alimentasse a ideia de candidato a governador, na época, propalava, dentro da mesma aliança, consequentemente com o apoio de Cid Gomes, que, por sua vez, até a hora final, nunca negou pudesse vir a apoiá-lo.

Hoje, ainda sob os efeitos dos resultados do pleito, concorrido sim, por uma série de fatores, dentre eles o próprio desgaste da administração, se fala no PMDB liderando a oposição. As festas de fim de ano, por certo mudarão esse cenário.

E no início das atividades legislativas se constatará que as expectativas oposicionistas de hoje não passam de quimeras. E o PMDB, se de fato quiser manter a pequena fatia que tem no Ceará, terá que abandonar o seu modelo de não compartilhamento da gerência do partido e de isolamento de suas poucas lideranças em alguns pontos do Ceará.

09:22 · 31.01.2013 / atualizado às 09:22 · 31.01.2013 por

O Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) vai intensificar, neste ano, os encontros regionais da legenda para tratar do fortalecimento e preparação da agremiação para a disputa eleitoral de 2014. O calendário de encontros não está definido, mas já começou a ser discutido e as reuniões com as lideranças do Interior devem começar em abril, informa o secretário geral da agremiação, João Melo.
Em Fortaleza o trabalho de articulação da direção com as liderança será iniciado logo porque o prazo de validade da comissão provisória municipal terminará no dia 6 de março. A prorrogação do prazo de validade da atual comissão ou a nomeação de outra não constitui nenhuma dificuldade para a executiva estadual, mas como o partido tem uma boa estrutura, com diretórios no Interior, não faz sentido permanecer com uma comissão provisória na Capital, afirma João Melo ao informar que a tendência é trabalhar para a formação de um diretório também em Fortaleza.
O trabalho de articulação com as principais lideranças da legenda deve ser iniciado logo depois da reabertura das sessões plenárias da Câmara Municipal, amanhã. O processo de recomposição do diretório do PMDB, em Fortaleza, terá como principais articuladores o próprio presidente do diretório estadual, senador Eunício Oliveira, e o vice-prefeito, Gaudêncio Lucena. A atual comissão provisória do PMDB, em Fortaleza, é composta por apenas cinco membros, tendo como presidente o vereador Walter Cavalcante.

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Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
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