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Categoria: Periferia


08:59 · 24.10.2017 / atualizado às 08:59 · 24.10.2017 por

Por Renato Sousa

O segundo vice-presidente da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), Didi Mangueira (PDT), criticou, em entrevista ao Diário do Nordeste, a iniciativa da Caixa Econômica Federal de transferir a agência do bairro Bom Jardim. De acordo com o parlamentar, não é aceitável “que um bairro do tamanho do Bom Jardim fique sem um agência bancária”.

De acordo com o parlamentar, a ideia é transferir a agência para a Av. Osório de Paiva, nas proximidades do terminal do Siqueira. Ele declara que representantes do banco informaram-no que a nova sede manteria o nome de “Agência Grande Bom Jardim”. Para o trabalhista, isso não passaria de um “prêmio de consolação”, já que o novo endereço seria no bairro Vila Peri.

O parlamentar declara que deve ir a Brasília esta semana para tentar reunir-se com os senadores Tasso Jereissati (PSDB) e Eunício Oliveira (PMDB) para que eles ajudem a pressionar o banco estatal a reverter a decisão. Ele diz que focará o diálogo nos dois por terem maior interlocução com o governo federal. O terceiro senador cearense, José Pimentel (PT), é integrante da oposição ao Planalto. Ele espera contar com o apoio tanto da CMFor quanto da Prefeitura no esforço pela manutenção do equipamento.

Em nota, a Caixa Econômica confirmou a transferência. De acordo com o banco, o atual prédio tornou-se pequeno para a demanda. “A unidade atual, que fica na avenida Oscar Araripe, 300, tem uma área de 420m² e não possui estacionamento. O novo prédio fica na avenida General Osório de Paiva, 2.441, a 1,5 km de distância, possui uma área de atendimento de 660m², estacionamento amplo e é bem perto do terminal de ônibus, permitindo mais comodidade, conforto e segurança para a população”, declara o texto.

Segundo o banco, a transferência não teria impacto nos usuários, que não teriam suas contas automaticamente transferidas para a nova sede. “Todos os clientes estão sendo informados da mudança. O esforço da Caixa é para aprimorar as condições de atendimento e conforto à clientela da região”, finaliza o texto. Entretanto, para Mangueira, os impactos são evidentes. Ele declara, inclusive, que há um movimento entre os comerciantes da região para encerrar suas contas caso a agência seja de fato levada para uma nova sede. O vereador pede que seja dado um prazo de seis meses para que se encontre um terreno no bairro que possa receber uma agência maior do banco.