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Categoria: Plebiscitária


13:14 · 14.10.2012 / atualizado às 13:14 · 14.10.2012 por

O candidato Roberto Cláudio, em termos de apoio partidário, está melhor situado na disputa para chegar à Prefeitura de Fortaleza. Ele já conseguiu a adesão dos dois partidos patrocinadores da postulação de Heitor Férrer, o PDT e o PPS, e hoje pode ser informado de estar o PCdoB, de Inácio Arruda, decidido a marchar com ele neste segundo turno da sucessão municipal na Capital cearense. Elmano de Freitas, o mais votado no primeiro turno, investiu na busca da adesão dessas mesmas agremiações e outras.
Moroni Torgan foi assediado por ambos os candidatos logo cedo da manhã de segunda-feira e até a última quinta-feira. Ouviu as ponderações de Elmano de Freitas e do emissário do PSB, o deputado Zezinho Albuquerque. Vai ficar com este, principalmente em razão das divergências ideológicas que separam o DEM do PT, além das relações pessoais de dirigentes do seu partido com a cúpula do Governo estadual, razão de entendimentos anteriores, firmados em Portugal, não efetivados por razões ainda hoje desconhecidas do público, embora ele as tenha relatado ao governador Cid Gomes, nos primeiros dias de julho passado, já oficialmente candidato.
<MC>Publicitária
<MC>Renato Roseno, Francisco Gonzaga e Marcos Cals, derrotados no primeiro turno, vão permanecer fora dos espaços da disputa. Os dois primeiros por decisões pessoais e partidárias. Cals, também por razões ideológico-partidária, e ainda pelo distanciamento que o seu discurso impôs, tanto de Elmano quanto de Roberto Cláudio. Nem o argumento de o feio na política ser perder a eleição sensibilizou o PT, da prefeita Luizianne Lins, e o PSB de Cid Gomes a procurarem o tucano neste momento decisivo para seus afilhados.
Heitor Férrer, embora tivesse ciência da posição do seu partido, antes do dia 7 de outubro, de que ele estaria com um dos candidatos eleitos para o final da disputa, e ter aceito essa posição, o seu comportamento de antes e durante o processo eleitoral, especificamente o discurso da campanha, eram uma garantia de ele ficar distante dos dois finalistas. Os demais candidatos à Prefeitura, da lista do primeiro turno, com mais ou menos intensidade, terão participação neste segundo turno.
Qual a contribuição que cada um deles dará para esse ou aquele candidato é uma grande incógnita que nem os resultados das urnas no próximo dia 28 dirão, embora o simples fato de a adesão representar, para o adquirente dela, um motivo a mais de exploração publicitária com o fito de sensibilizar o eleitor.
<MC>Plebiscitária
<MC>Não é apenas lugar comum a afirmação de o segundo turno ser uma nova disputa. Os ingredientes a ele incorporado o fazem ser diferente. No caso em espécie, embora o fundamento das duas postulações que continuam no páreo seja o mesmo do apregoado no primeiro turno, ou seja, o da continuidade ou mudança do gerenciamento da máquina municipal, ambos, agora, além de aprofundarem as razões dos seus objetivos, ainda haverão de incluir outras proposições para atrair a maioria do eleitorado que buscou outras alternativas na votação ocorrida no último dia 7 de outubro.
Para os dois candidatos esta é uma eleição plebiscitária. Continua ou muda o modo de gerir a coisa pública municipal. É possível que o eleitor queira mais. E o resultado extraído das urnas no primeiro domingo deste mês deixou isso claro quando ele deu dar mais votos aos outros pretendentes ao cargo de prefeito e que estavam fora do circuito muda ou continua.
Ao fim desta semana, com a programação da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, iniciada ontem, já poder-se-á ter um norte da disputa. Com mais tempo, e igualitário, para apresentação de suas propostas Elmano de Freitas e Roberto Cláudio terão mostrado aos eleitores dos outros oito candidatos suas razões outras para conquistar a preferência dos seus votos e se tornarem prefeito da Capital.