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Categoria: PMDB da Capital


09:36 · 08.07.2016 / atualizado às 09:38 · 08.07.2016 por

Por Miguel Martins

Após desistência do deputado Vitor Valim para disputar o pleito de 2016, em Fortaleza, o PMDB deve decidir, em reunião, hoje à tarde, na sede do partido, o apoio à pré-candidatura do deputado estadual Capitão Wagner.

Senador Eunício Oliveira diz que hoje é a última reunião para tratar de sucessão municipal e após ele anunciará a posição do partido FOTO: Agência Senado
Senador Eunício Oliveira diz que hoje é a última reunião para tratar de sucessão municipal e após ele anunciará a posição do partido FOTO: Agência Senado

Como o PSDB, que já apoia o republicano, deixou em aberto a escolha para a postulação a vice-prefeito na chapa majoritária, a sigla peemedebista pode indicar um nome para o cargo e este deverá ser o atual vice-prefeito da Capital, Gaudêncio Lucena.
Praticamente toda a bancada estadual na Assembleia apoia a decisão de coligação com o Partido da República, em Fortaleza, principalmente, porque houve um apoio dado pela sigla durante a disputa eleitoral de 2014, quando o presidente do PMDB no Ceará, Eunício Oliveira, disputou a vaga de governador do Estado. Ao Diário do Nordeste, o dirigente afirmou que fará a última reunião e, em seguida, anunciará a posição majoritária do partido.
De acordo com Danniel Oliveira, todas as possibilidades de conversações foram exauridas e, portanto, chegou o momento de expor a ideia do partido. “Não há definição 100% se vamos compor com o Wagner, mas há uma tendência majoritária que será respeitada, de estarmos juntos com ele. Encontramos nele um bom candidato para Fortaleza, com projeto que vem sendo amadurecido, e isso, obviamente, será colocado na balança, será respeitado”, disse.
Segundo Danniel, Wagner foi “muito decente” com o candidato ao Governo do Estado em 2014, e trabalhou junto com o PR, votando no PMDB. “Obviamente que essa reciprocidade é muito firme em nosso partido, principalmente pelo nosso presidente, que deu oportunidade de estarmos com ele. Já que houve uma desistência clara por parte do deputado Vitor Valim, por questões pessoais, isso acabou afunilando para amanhã (hoje), talvez, já estarmos encaminhando uma possibilidade de indicação do partido a vice”, ressaltou.
O nome de Danniel Oliveira também foi colocado na mesa de negociações como possível vice na chapa encabeçada por Wagner Sousa, mas de acordo com o peemedebista, ele prefere estar na Casa Legislativa. “Não penso nisso como batalha e prefiro estar na trincheira, lutando pelo Wagner. Mas o meu projeto é o projeto do partido, e se o partido acreditar que eu contribuiria na chapa, estarei disposto”.
O líder da bancada na Assembleia Legislativa, deputado Audic Mota, ressaltou que a única definição que houve até aqui foi a recusa de Vitor Valim à disputa para a Prefeitura de Fortaleza. “Essa decisão não dependeu do partido, e, infelizmente, foi uma falha do processo, pois o partido deveria ter investido na candidatura dele”, afirmou.
Segundo ele, há outros caminhos possíveis, como a indicação dos nomes de Gaudêncio Lucena e Danniel Oliveira em uma chapa única, porém, destacou que também pode haver uma composição com algum outro candidato que esteve na chapa com o PMDB, em 2014. “O candidato que se afigura é o Wagner, e isso se torna mais natural. Mas a decisão é do partido”, ressaltou.
Defensora de candidatura própria do PMDB, Silvana Oliveira, ressaltou que se submete a qualquer decisão do partido, mas ainda assim ressaltou que a agremiação vive um momento político bom e que assim seria possível o lançamento de uma candidatura própria. “Mas se o partido quer que a gente vá marchar com o Wagner, eu vou satisfeita. Ele terá nosso apoio, com certeza, e eu estou só esperando decidirem isso para eu ir às ruas”.
Tomaz Holanda e Agenor Neto foram defensores de apoio à pré-candidatura de Wagner Sousa desde o primeiro momento. De acordo com Neto ele sempre foi defensor de um apoio a um nome que fizesse parte do bloco de aliança que esteve junto em 2014.
“Em todas as pesquisas feitas quem sempre se destacou foi o Wagner. Em virtude disso, sempre me posicionei a favor dele. Por isso o PMDB deve apoiar apoio, como também o nome para compor a chapa como vice. Entre os mais fortes estão os nomes do Gaudêncio e do deputado Danniel”. Para Neto, o PMDB tem tempo de Rádio e TV suficientes para ajudar Wagner Sousa a ir para a disputa no segundo turno, e deveria estar atento para, segundo ele, não repetir os mesmos erros do pleito de 2014.
Wagner Sousa, depois do apoio do PMDB, está fechando ainda aliança com o Solidariedade. Na manhã de ontem, ele teve um almoço com o presidente estadual da sigla, o deputado federal Genecias Noronha, e até a próxima semana deve fechar com a legenda em Fortaleza. “O apoio do PMDB é importante, pois fortalece nossa campanha devido a estrutura de militância nas ruas. Esse apoio também pode atrair novos partidos para a nossa candidatura, e fazer com que ela seja mais viável”, declarou o postulante.