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Categoria: Pontuais


09:18 · 09.03.2018 / atualizado às 09:18 · 09.03.2018 por

Por Renato Sousa

O vice-líder da oposição ao prefeito Roberto Cláudio (PDT) na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), Soldado Noélio (PR), foi à tribuna da Casa na manhã de ontem, 8, para criticar o Governo do Estado pela falta de medicamentos para o tratamento de câncer no Hospital Infantil Albert Sabin, no bairro Vila União, conforme revelado pelo Diário do Nordeste. De acordo com o parlamentar, falta organização ao Palácio da Abolição.

Para o republicano, o problema não acontece por falta de recursos. “Nós não vivemos em um Estado pobre, então vamos parar com essa história. O que nós precisamos é ter responsabilidade com o dinheiro público e fazer as coisas funcionarem corretamente”, diz o parlamentar. Segundo ele, o problema da falta de medicamentos é recorrente, com parlamentares indo mensalmente à tribuna para denunciar o problema. “Eu duvido que no Palácio da Abolição alguém fique um dia sem alimentação por conta de um processo licitatório”, diz.

Noélio afirma que, em sua opinião, é hora de tanto o governo do Estado quanto do Município retomarem a administração direta da rede de saúde, dispensando os serviços do Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH). “Já passou da história de trazer essa responsabilidade de volta”, diz o vereador.

A fala de Noélio foi rebatida pela base do prefeito e aliados do governador Camilo Santana (PT). “É inegável que problemas pontuais ainda persistem. E seria surpreendente que não existissem em uma rede de saúde imensa”, afirmou o líder do Executivo municipal na Casa, Ésio Feitosa (PPL).

Segundo o vereador Acrísio Sena (PT), o problema da falta de medicamentos ocorreu por causa do Ministério da Saúde. O vice-presidente da Comissão de Saúde da Casa, Eron Moreira (PP), também defendeu o governador. O parlamentar apresentou o mesmo argumento de Sena – corroborado em nota do governo do Estado.