Edison Silva

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11:09 · 20.04.2018 / atualizado às 11:09 · 20.04.2018 por

Por Renato Sousa

As eleições presidenciais deste ano foram tema de debate entre vereadores da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) na manhã de ontem, 19. Os parlamentares fizeram uso da tribuna para defender os nomes de seus pré-candidatos. O debate foi levantado por Márcio Martins (PR), que afirmou que defenderá o nome do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa (PSB), que, apesar de ainda não ter anunciado oficialmente sua pré-candidatura, alcançou 10% das intenções de voto de acordo com pesquisa Datafolha divulgada no último fim de semana. O parlamentar apelidou o socialista de “o nosso Obama”, em referência ao ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama, o primeiro negro a chegar ao posto naquele País.

De acordo com o parlamentar, o nome de Joaquim Barbosa surge como uma opção para aqueles que não se identificam “com os radicais, sejam de esquerda ou de direita, e com as propostas que já foram testadas no Brasil e falharam”. O republicano avalia que a candidatura do socialista – que se notabilizou como relator do processo do chamado “mensalão do PT” em 2012 –, representa uma terceira via e que “muita gente ainda não tinha se decidido agora diz que tem o seu presidente”.

Ao Diário do Nordeste, o vereador declarou que trabalharia para viabilizar um palanque para Barbosa no Ceará. O parlamentar diz que a iniciativa é pessoal e não foi acordada nem com seu partido e nem com seu grupo político, liderado pelo deputado estadual Capitão Wagner (Pros). “Sempre deixei claro que não votava em (Jair) Bolsonaro (PSL)”, diz, referindo-se ao pré-candidato com quem Wagner manteve conversas e chegou a chamar em vídeo de “presidente”, declarando pouco tempo depois que ainda não havia decidido em quem votaria.

O vereador Adail Jr. (PDT), por sua vez, afirmou que Barbosa não é unânime nem mesmo dentro do PSB, citando reportagens que relatavam conversas de governadores do partido com o pré-candidato de sua legenda, o ex-governador Ciro Gomes. De acordo com ele, essa falta de apoio demonstra que “há alguma coisa errada com o candidato de Vossa Excelência”. Segundo o vereador, entre os pré-candidatos, Ciro teria o melhor currículo para assumir o Palácio do Planalto.

Segundo o trabalhista, aquilo que apontariam como o principal defeito do presidenciável, o temperamento, seria na verdade uma virtude. “Desde quando o Brasil está precisando de pavio de cinco metros? Ele está precisando é de político honesto, direito”, declara. O parlamentar afirma que PDT é hoje a única sigla cujo o nome escolhido para o Planalto tem unanimidade. “Nem o PT tem”, declarou.

A declaração levou o líder da bancada petista na Casa, Guilherme Sampaio, a usar a tribuna. Ele destacou que as pesquisas eleitorais dos diferentes institutos ainda apontam para a liderança do pré-candidato de seu partido, o ex-presidente Lula da Silva, preso desde o dia 7 pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele também aponta que sua legenda segue sendo, de acordo com os mesmo institutos, a que conta com a maior simpatia entre os brasileiros. Isso, segundo o parlamentar, aponta para a vitória de um programa de esquerda nas eleições deste ano. “Como se dará essa vitória, a partir da disputa judicial que faremos, é a discussão política que nos cabe protagonizar”, declara, referindo-se à demanda do partido para que o ex-presidente seja liberto e tenha o direito de participar do pleito de outubro.

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Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
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