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Categoria: Presidência da AL


10:00 · 05.03.2017 / atualizado às 10:00 · 05.03.2017 por

 

Deputado Sérgio Aguiar, segundo alguns dos seus colegas, desistiu do projeto de ser deputado federal, para tentar mais uma vez ser presidente da AL, agora em 2019 Foto: José Leomar

O deputado Sérgio Aguiar tinha como projeto político, além de ser presidente da Assembleia Legislativa cearense neste final de legislatura, ser eleito deputado federal em 2018. Como foi derrotado na disputa pela presidência do Poder Legislativo, com os votos dos aliados do governador Camilo Santana, como ele, Sérgio desistiu da disputa para federal e já é candidato a presidente daquela Casa em 2019, após ser reeleito deputado estadual, como acredita.

Reservadamente, alguns deputados colegas de Sérgio dizem que ele já tratou do assunto com o governador Camilo Santana e com o ex-governador Cid Gomes, contrariando prognósticos vários de que ele romperia com o Governo após a derrota na disputa com o deputado Zezinho Aguiar, eleito presidente da Assembleia.

A propósito, toda a briga pela presidência da Assembleia acabou sobrando para o conselheiro Domingos Filho, presidente do Tribunal de Contas dos Municípios, o principal apoiador da candidatura de Sérgio Aguiar à presidência da Assembleia.

O governador rompeu com Domingos Filho, afastou todos os seus do Governo e na Assembleia, além da emenda constitucional acabando com o TCM, Domingos Filho só ficou mesmo com o deputado Odilon Aguiar, seu afilhado político. O grupo de Domingos, controlador do PSD e do PMB, anunciava que tinha 11 deputados estaduais.

09:36 · 26.11.2016 / atualizado às 09:36 · 26.11.2016 por

 

Deputado Sérgio Aguiar lendo o expediente de uma das sessões da Assembleia, ao lado do seu concorrente, José Albuquerque, presidente da Assembleia FOTO: José Leomar
Deputado Sérgio Aguiar lendo o expediente de uma das sessões da Assembleia, ao lado do seu concorrente, José Albuquerque, presidente da Assembleia FOTO: José Leomar

Inútil todo o esforço desenvolvido, ao longo desta semana, pelo governador Camilo Santana (PT) e o ex-governador Cid Gomes (PDT), para unir a base parlamentar governista na Assembleia e evitar a disputa, arraigada como está, pela presidência do Poder Legislativo, para o momento mais importante da rearrumação das forças políticas, no caso os dois últimos da gestão, quando são trabalhadas as composições com vistas as eleições estaduais de 2018.

A irredutibilidade dos deputados José Albuquerque, querendo a reeleição, e Sérgio Aguiar, o lugar de presidente, nos faz voltar ao aqui o escrito no último sábado, e lembrar “O Amanhã” do compositor João Sérgio, o célebre samba enredo feito para a União da Ilha do Governador, no Carnaval Carioca de 1978, imortalizado pela cantora Simone, e outros grandes interpretes nacionais, que tem uma de suas estrofes bem apropriada para o momento político cearense quando diz: “Como será amanhã? Responda quem puder. O que irá me acontecer? O meu destino será como Deus quiser”.

No sábado pretérito, aqui dissemos: “Camilo Santana, qualquer que seja o resultado das duas eleições (a segunda é a do comando do Tribunal de Contas dos Municípios), amargará as consequências das divergências ora existentes. Na Assembleia, as dificuldades se darão na articulação política para o curso normal das suas proposições, inclusive naquelas pelo Governo consideradas fundamentais à segunda metade da gestão, onde o foco central é o ano do pleito estadual. E com os prefeitos que, na sua maioria, ou pelas atcnias nas contas ou por ilegalidades na administração, estão mais dependentes da ajuda de conselheiros do Tribunal do que os parcos recursos do Estado, ele também se ressentirá”.

Avanço, se alguém admitir ter havido, na tentativa de evitar a disputa em plenário, no fim da manhã da próxima quinta-feira, 1º de dezembro, foi tentar, ainda na manhã deste sábado, uma manifestação da bancada do Governo na Assembleia, sobre qual dos dois deva ser o candidato a presidente. Na quinta-feira, após os banquetes oferecidos aos seus respectivos apoiadores, essa solução da escolha de um nome pela bancada, construída pelo ex-governador Cid Gomes, não aconteceu por conta da alegação de um dos dois candidatos de não ter tido tempo de arregimentar os eleitores até o início daquela noite. Os dois almoços reuniram aproximadamente 30 deputados, inclusive oposicionistas. O Colégio Eleitoral para definir sobre a escolha de um nome governista soma 32 parlamentares.

A ideia desse critério de escolha do nome do próximo presidente da Assembleia foi do deputado Sérgio Aguiar. Ele está isolado dentro do PDT, a maior bancada, e fundou sua postulação em integrantes dos demais grupos de apoio ao Governo no Legislativo. José Albuquerque não queria. Sua alegação era de que o maior partido indicaria o nome. E mais, reclamava um compromisso que teria sido firmado pelo governador Camilo Santana, e o ex-governador Cid Gomes, quando da escolha de Camilo para disputar o Governo, de que seria ele o presidente da Assembleia nos dois períodos (no Legislativo o mandato é de dois anos), que compreenderiam os quatro anos do mandato do governador.

Não há como acreditar na existência de duas chapas encabeçados por José Albuquerque e Sérgio Aguiar, na quinta-feira, após a escolha de um dos dois pela bancada, prevista para esta manhã. Mas há certeza que ambos estarão descontentes, após todo o imbróglio. O eleito pela falta do apoio esperado das principais lideranças do seu partido, e o derrotado, pelos dois motivos: ausência de empenho dos líderes e o insucesso. Por mais que digam ao contrário, jamais serão os mesmos liderados, principalmente Sérgio Aguiar, agora, também por conta das circunstâncias, bem mais ligado a Domingos Filho, o próximo presidente do Tribunal de Contas dos Municípios.

Domingos não tem mais qualquer preocupação com sua ascensão ao comando da Corte de Contas municipais. Já está viabilizado com o conselheiro Manoel Veras na vice. Agora, ele só tem atenção voltada para a presidência da Assembleia. São os deputados ligados aos partidos controlados por Domingos – PMB e PSD, o principal sustentáculo da postulação de Sérgio Aguiar. Este, apoiado também pelo pai, o guardião da cadeira de presidente do Tribunal para o sucessor Domingos Filho. Os dois têm muitos prefeitos como credores, que, por sua vez, contam com os deputados em que votaram para pagarem a conta aos conselheiros, votando em Sérgio para presidente.

A última eleição de presidente da Assembleia Legislativa cearense com disputa foi há mais de 30 anos quando Castelo de Castro, foi eleito derrotando o avô de Sérgio Aguiar, o ex-deputado Murilo Aguiar. Ele morreu ao fim da renhida disputa, integrando o grupo do ex-governador Gonzaga Mota. Aquiles Peres Mota, presidente da Assembleia à época, representando o grupo “virgilista”, com o qual Gonzaga havia rompido, patrocinou a candidatura de Castelo.

Do fim da década de 80 até agora, todas as eleições de presidente da Assembleia têm sido consensuais. Apesar dos comentários sobre essa ou aquela candidatura, nunca, no período, aconteceu coisa semelhante a atual, pois a intervenção dos governadores foram decisivas, lamentavelmente, em razão da falta de competência dos parlamentares de conduzirem às sucessões no próprio Legislativo, além de torná-lo mais dependente, ou pior, desfigurado.

10:37 · 06.11.2016 / atualizado às 10:37 · 06.11.2016 por

 

O deputado José Albuquerque, para tentar mais um mandato como presidente conseguiu o apoio de toda a bancada do seu partido, o PDT, exceção de Sérgio Aguiar, o seu único concorrente Albuquerque Foto: Fabiane de Paula
O deputado José Albuquerque, para tentar mais um mandato como presidente conseguiu o apoio de toda a bancada do seu partido, o PDT, exceção de Sérgio Aguiar, o seu único concorrente Albuquerque Foto: Fabiane de Paula

Encerrada a eleição municipal, as atenções dos políticos cearenses se voltam para a eleição da nova Mesa Diretora da Assembleia, nos primeiros quinze dias do mês de dezembro. O deputado Sérgio Aguiar (PDT) quer o lugar hoje ocupado pelo deputado José Albuquerque, do mesmo partido, interessado em continuar no cargo. Aguiar, sexta-feira, lançou oficialmente a sua candidatura da tribuna da Assembleia, sem, contudo, entusiasmar a pequena plateia presente.

José Albuquerque já conseguiu reunir no documento de apresentação do seu nome, para mais um mandato, como exige o Regimento Interno da Assembleia, as assinaturas de 11 dos doze deputados do PDT, a bancada majoritária no Legislativo estadual. Por óbvio, ele só não tem o apoio do deputado Sérgio Aguiar, hoje primeiro secretário daquela Casa, isolado dentro da sua própria agremiação. Além do mais, Albuquerque colheu as assinaturas de mais 16 parlamentares das diversas bancadas da base aliada, e o compromisso de outros tantos deputados, inclusive da oposição. As assinaturas foram colhidas desde a semana passada.

A eleição da nova Mesa Diretora da Assembleia trará algumas consequências políticas para a base situacionista, mesmo fora do Legislativo, iniciando um processo de aclaramento de posições, antevendo 2018. Sérgio Aguiar está sendo apontado como um nome apoiado pelo conselheiro Domingos Filho, embora não conte com todos os deputados integrantes do PSD e PMB, as duas siglas controladas por Domingos.

Está havendo, no ambiente político estadual, sem o conhecimento do grande público, um certo desencontro de governistas com lideranças das duas citadas siglas, também hoje da base do Governo, mas com ar de independência, que se tornou mais acentuado nas negociações para formação de alianças nas disputas municipais, a partir da Capital cearense.