Busca

Categoria: Presidente da AL


08:41 · 02.12.2016 / atualizado às 08:41 · 02.12.2016 por

 

Depois de eleito, ontem, para um novo mandato, o presidente da Assembleia, José Albuquerque é abraçado pelo filho no plenário da Assembleia Foto: José Leomar
Depois de eleito, ontem, para um novo mandato, o presidente da Assembleia, José Albuquerque é abraçado pelo filho no plenário da Assembleia Foto: José Leomar

Aos 61 anos de idade, o massapeense José Jácome Carneiro Albuquerque, mais conhecido como Zezinho Albuquerque, deputado estadual do PDT, entra para a história da Assembleia Legislativa do Ceará como o primeiro deputado a se eleger três vezes consecutivas como chefe do Poder Legislativo cearense. Ele conseguiu 27 votos contra 18 de Sérgio Aguiar. O deputado Renato Roseno (PSOL) anulou o voto.
Em disputa tensa, mas com folga em relação ao candidato derrotado, o pedetista terá a difícil tarefa de tentar unir novamente a Casa, visto o atrito causado, principalmente, na base governista de Camilo Santana (PT), após ele ter fechado questão em favor de Albuquerque e sofrer resistência do grupo liderado pelo conselheiro Domingos Filho com o apoio de oposicionistas.
Na disputa, ontem, que até quarta-feira se mostrava ser acirrada, Zezinho Albuquerque, com o apoio do Governo do Estado, abriu nove votos sobre Sérgio Aguiar (PDT), que a partir do próximo ano não terá mais vaga na Mesa Diretora. Aguiar é o primeiro secretário da Mesa Diretora por quatro anos seguidos. Enquanto Albuquerque se consagrou vitorioso com 27 votos, Aguiar obteve apenas 18. A disputa teve um voto anulado.
O presidente reeleito, que assumirá em fevereiro do próximo ano, voltou a destacar o que ele chama de “festa da democracia”, devido a participação de todos os 46 deputados da Casa na disputa, e ao término da eleição, saudou todos aqueles que depositaram o voto de confiança nele.
“Quero primeiro parabenizar o povo do Ceará e em segundo lugar os deputados, e dizer o que eu disse em meu discurso de apresentação como candidato, para estendermos as mãos para todo o Ceará e Brasil, que estão passando por problemas grandes”, disse.
Visivelmente emocionado com a vitória, Albuquerque não quis tratar sobre o racha na base aliada do governador Camilo Santana, destacando, porém, que todos são amigos, trabalhando diariamente em busca de melhorar a vida da população cearense. “Estou muito emocionado para falar”.
Reeleito
Pela primeira vez um presidente é eleito por mais de dois períodos de dois anos, disse ele destacando ainda que deve muito ao Ceará. “Agora, se Deus permitir, ficarei seis anos. Sei que em uma disputa alguém sai doído, mas vamos estender as mãos a todos. Acima de qualquer parlamentar está o Ceará”.
Ao ser questionado sobre mais um mandato à frente dos trabalhos do Poder Legislativo, o presidente reeleito afirmou que acha normal, desde que seja feito através do voto. “Você acha injusto, por exemplo, que os senadores passem oito anos de mandato? Quer dizer que não pode dar mais continuação? Não é por vaidade, é querer contribuir muito mais na formação dessa unidade para podermos ajudar o Ceará”, disse.
Eleito vice-presidente da Assembleia Legislativa por mais dois anos, o deputado Tin Gomes (PHS) afirmou que a eleição foi democrática, apesar de se ter uma disputa na própria base governista. Para ele esse foi o ponto ruim do pleito disputado ontem, pois alguém saiu machucado. “Mas a Assembleia tem política maior que essa questão. Aqui o que houve foi o exercício da democracia”, defendeu Gomes.
Composição
Segundo ele, é preciso aproveitar tal exercício democrático para unir cada vez mais os parlamentares, acima de posições partidárias. “Não podemos permitir que nada venha machucar os parlamentares, que travaram aqui essa disputa. Vou lutar por isso, pois acredito e quero crer que podemos estar de braços dados trabalhando pelo Ceará, que é o mais importante”, destacou.
Além de Zezinho e Tin Gomes fazem parte da nova Mesa Diretora Audic Mota (1ª Secretaria), Manoel Duca (2º vice-presidente), João Jaime (2ª Secretaria), Julinho (3ª Secretaria), Augusta Brito (4ª Secretaria), Robério Monteiro, Ferreira Aragão e Bruno Pedrosa nas suplências. Esta composição foi alcançada no fim da noite da última quarta-feira, após a conclusão dos acordos.

08:10 · 29.11.2016 / atualizado às 08:10 · 29.11.2016 por

O governador Camilo Santana (PT) reuniu deputados estaduais aliados e disse ser questão fechada do Governo a reeleição do deputado José Albuquerque (PDT), presidente da Assembleia. Depois da reunião, os principais líderes do bloco político liderado por Cid Gomes (PDT) foram comunicar a decisão, concomitantemente, aos conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Francisco Aguiar e Domingos Filho, ambos interessados na eleição da Mesa Diretora da Assembleia.
Francisco Aguiar é pai do deputado Sérgio Aguiar (PDT), candidato que anuncia disposição de ir disputar a presidência do Legislativo estadual no fim da manhã de quinta-feira. Domingos Filho tem o controle de dois partidos: PMB e PSD, base de sustentação da postulação de Sérgio. Os dois conselheiros receberam o comunicado da decisão do governador, na hora do almoço, em suas respectivas residências , respectivamente por Ciro e Cid Gomes.
Aos dois foi dito que contestar a posição do governador é declarar rompimento com o Governo e como oposição passarão a ser tratados. Os deputados que não participaram da reunião de ontem, por optarem pela candidatura de Sérgio, foram e estão sendo procurados pelo próprio governador com o mesmo objetivo da conversa com os dois conselheiros do TCM.
Renúncia
Ontem, o deputado Carlomano Marques (PMDB), um dos integrantes da oposição que tinha compromisso em votar em José Albuquerque, renunciou ao mandato de deputado (ele foi eleito prefeito de Pacatuba) e em seu lugar assumirá o suplente Leonardo Araújo, eleitor de Sérgio. Leonardo foi quem deu a informação da renúncia de Carlomano. Parte da oposição que estava propensa em votar em José Albuquerque, agora pode se unir em apoio a Sérgio para tentar derrotar o Governo do Estado.
A batalha de bastidores sobre a eleição do presidente da Assembleia está sendo travada há algum tempo, sem a interferências das lideranças políticas fora do Legislativo. Só mais recentemente o governador Camilo Santana entrou no processo e teve a primeira conversa com Sérgio Aguiar tentando demovê-lo da ideia de disputa.
Não logrou êxito. Cid Gomes, a partir da semana passada começou a incursionar no ambiente da disputa, mas também não conseguiu convencer Sérgio da disputa. Nem sequer aceitou disputar com seu concorrente, dentro da bancada governista, como anteriormente havia sugerido, alegando estar disposto a ir para a luta, pois em 2018 seu projeto e disputar uma cadeira de deputado federal.
Décadas
Na reunião com deputados estaduais, ontem, na Residência Oficial, contou as presenças, além do chefe do Poder Executivo, os ex-governadores Ciro e Cid Gomes, assim como o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, que participaram do encontro. A disputa acirrada entre José Albuquerque e seu colega de partido, Sérgio Aguiar (PDT), será a primeira após mais de três décadas, quando, inclusive, Murilo Aguiar, avô de Sérgio, após ser derrotado para a presidência do Legislativo, morreu repentinamente após o anúncio do resultado da votação.
Os jornalistas não tiveram acesso à reunião sequer para fazer imagens. Depois, porém, o líder do Governo na Assembleia, deputado Evandro Leitão (PDT), foi indicado para falar com os jornalistas e afirmou que está decidido que José Albuquerque é, de fato, o candidato da base do Governo, e que a partir de agora todos os presentes àquele encontro irão trabalhar para fazer dele presidente por mais dois anos.
Questionado sobre o racha que tal disputa causará na base governista, o deputado Evandro Leitão destacou que reuniões para reacomodação serão feitas na tentativa de recompor a base. “Quando termina uma disputa alguns resquícios podem surgir, mas vamos recompor a base para dar a estabilidade que o Governo precisa”.
Além de Evandro Leitão, participaram ainda da reunião os vice-líderes Julinho (PDT) e Leonardo Pinheiro (PP), bem como José Sarto (PDT), Manoel Duca (PDT), Antônio Granja (PDT), Tin Gomes (PHS), Elmano de Freitas (PT), Moisés Braz (PT), David Durand (PRB), Bruno Pedrosa (PP), Ferreira Aragão (PDT), Zé Ailton Brasil (PP), Robério Monteiro (PDT), Ivo Gomes (PDT), João Jaime (DEM) e Walter Cavalcante (PMDB). Mirian Sobreira e Jeová Mota também estiveram presentes, assim como os suplentes Manoel Santana (PT) e Fernando Hugo (PP).
O deputado José Sarto disse que devido ao acirramento da disputa haverá sequelas futuras após o resultado da eleição de quinta-feira. Segundo disse, atritos poderão ocorrer, visto que o que está em disputa também nos bastidores é a sucessão do Governo, em 2018. “Tudo isso está sendo jogado dentro desse xadrez na Assembleia, e certamente terá implicações futuras”, destacou o parlamentar.
De acordo com o pedetista, que está na Assembleia Legislativa há 22 anos, desde o início da colocação dos nomes houve tentativa de consenso e como não houve sucesso a disputa parece ser inevitável. “Os líderes devem avaliar esse cenário”, ponderou.
Retirada
Diferente do que ocorreu quando Zezinho e o então deputado Welington Landim disputaram a presidência da Mesa Diretora no passado, o momento agora é mais complicado para Camilo do que foi para Cid, visto que não há disposição de retirada de candidatura. “Com isso a Mesa eclética vai para o espaço. Essa é a primeira vez que vejo um ambiente assim, de confronto direto. Antes havia nos bastidores, mas se resolvia naquela ambiência”.
Fernando Hugo (PP), que está no Poder Legislativo desde o início dos anos 1990, afirmou que a disputa é “extremamente democrática”, porém, ele ponderou que é preciso trabalhar para que nenhum ranço, adversidade ou rancor se sobreponha à unidade do trabalho legislativo ou à própria bancada de Governo. “Mais do que nunca vai valer aquela máxima que diz que a competição não deve valer mais que a união”.
Hugo chegou a dizer ao governador para tratar do assunto há alguns meses, o que só veio ocorrer nos últimos dias. Segundo ele, por se tratar de uma disputa interna dentro do partido governista, há a possibilidade de haver uma “ressaca”, que poderá eclodir no pleito de 2018. Heitor Férrer (PSB), que está há mais de uma década na Assembleia, afirmou que a eleição da Mesa tem influência de conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), o que tem incomodado muitos parlamentares.

08:24 · 05.12.2012 / atualizado às 08:24 · 05.12.2012 por

A Assembleia Legislativa oficializa a escolha da sua nova Mesa Diretora para os próximos dois anos. A eleição, ocorrida ontem, foi rápida e consensual. Fazia tempo que a Casa não acolhia tantos parlamentares em seu plenário: 45 dos 46. Apenas o deputado Dedé Teixeira (PT) faltou à sessão, pois encontra-se em viagem. Por unanimidade, os parlamentares elegeram os novos dirigentes da Casa, dentre eles, o novo presidente, deputado José Albuquerque (PSB), que assumirá o comando da Casa a partir de fevereiro de 2013.
O atual presidente da Assembleia, deputado Roberto Cláudio (PSB), quem coordenou o processo de indicação dos nomes para a nova Mesa, foi quem presidiu os trabalhos. Ao registrar a chapa, o deputado José Sarto (PSB) disse que Roberto Cláudio conduziu esse processo procurando atender todos os partidos com assento na Casa, de forma regimental e pacífica.
Oito partidos foram contemplados entre os 10 cargos da Mesa Diretora. A divisão da Mesa foi: José Albuquerque (PSB) como presidente; Tin Gomes (PHS) como 1º vice-presidente; Lucílvio Girão (PMDB) como 2º vice-presidente; Sérgio Aguiar (PSB) como 1º secretário; Manoel Duca (PRB) como 2º secretário; João Jaime (PSDB) como 3º secretário; e Dedé Teixeira (PT) como 4º secretário. As vagas de suplentes foram divididas entre os deputados Ely Aguiar (PSDC), como 1º vogal; Ferreira Aragão, como 2º vogal e Sineval Roque (PSB), como 3º vogal.
Após a votação, José Albuquerque subiu à tribuna e fez um breve discurso. Emocionado, o novo presidente do Poder Legislativo cearense fez muitos agradecimentos. Ele agradeceu aos deputados; ao governador e presidente do seu Partido, Cid Gomes; ao ex-ministro Ciro Gomes (PSB) e ao deputado Ivo Gomes (PSB), quem chamou de amigos e ao povo de sua cidade, Massapê. “Estou nesta Casa há 22 anos e hoje é um momento de muita emoção. Muito obrigado mesmo a todos os parlamentares”, ressaltou.
José Albuquerque disse que a missão de presidente da Assembleia não é fácil, mas com a ajuda dos demais membros da Mesa, dos colegas deputados e daqueles que já comandaram o Legislativo estadual, citando o deputado Welington Landim (PSB), ele acredita que se tornará fácil cumprir essa missão, adiantando que em fevereiro, uma das primeiras ações como presidente será conversar com os partidos e lideranças para decidir as indicações para as comissões técnicas.
Em entrevista, o parlamentar informou que pretende dar continuidade ao trabalho que foi feito pelos presidentes que o antecederam. Uma de suas metas, adianta, é aproximar cada vez mais a sociedade do parlamento, destacando que vai se dedicar para fazer a intermediação entre a Assembleia e o Governo do Estado, apostando também no diálogo. “Sempre trabalhei aqui pelo diálogo. Os parlamentares me conhecem, conversava todo dia com a maioria dos parlamentares”, pontuou.
O atual presidente do Legislativo estadual, Roberto Cláudio, permanece no cargo até 31 de dezembro, quando renuncia ao mandato de parlamentar estadual para assumir a Prefeitura de Fortaleza, a partir do dia 1º de janeiro de 2013. No mês de janeiro, José Sarto, primeiro vice-presidente, assume a Casa, já que em fevereiro a nova Mesa Diretora será empossada.

09:41 · 30.10.2012 / atualizado às 09:41 · 30.10.2012 por

Quando o deputado Roberto Cláudio chegar nesta manhã  para despachar normalmente no seu gabinete de presidente da Assembleia Legislativa cearense e presidir a abertura dos trabalhos da sessão ordinária desta terça-feira, vai poder sentir que por trás das manifestações de aplausos por sua eleição para a Prefeitura de Fortaleza já está havendo uma movimentação sobre a eleição do novo presidente do Poder Legislativo estadual que acontecerá em dezembro próximo.

Antes de ser candidato a prefeito da Capital, por ser um candidato natural à reeleição, como tem acontecido com últimos presidente daquela Casa, nenhum deputado falava sobre eleição de presidente para o próximo biênio ( o mandato do presidente da Assembleia é de dois anos).  Agora a coisa é diferente.

Como terá de renunciar ao mandato até o dia 31 de dezembro, para assumir a Prefeitura no dia 1º de janeiro de 2013,  o lugar de Roberto Cláudio vai ser disputado dentro da bancada do PSB, embora já se saíba do compromisso implícito que tem a bancada com o deputado José Albuquerque, cuja disputa acirrada com o deputado Wellington Landim, no início dessa legislatura possibilitou a eleição de Roberto Cláudio por consenso. Landim, que teria como compensação pela perda do cargo a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municipios, que ele acabou abrindo mão depois, ficou o compromisso implítico de o próximo presidente da Assembleia ser o deputado José Albuquerque.