Edison Silva

Categoria: Pressão


12:34 · 05.04.2018 / atualizado às 12:34 · 05.04.2018 por

A vereadora Eliana Gomes (PCdoB), da tribuna da  Câmara Municipal de Fortaleza, manhã passada, lamentou a decisão tomada pelo Supremo Tribunal  Federal (STF) na quarta-feira, dia  4 de abril, negando habeas corpus ao ex-presidente Lula da Silva (PT). Ela atribui a condenação à pressão de setores da imprensa, sem fazer referência à condenação imposta ao ex-presidência, em duas instâncias da Justiça brasileira, por corrupção. 

Para ela, o ex-presidente petista representa, no imaginário popular, a luta de diversos grupos sociais. Ela diz despedir-se do Parlamento municipal em um momento difícil para o Brasil, apontando que o País chega a um período eleitoral com a população desiludida.  “Precisamos devolver a esperança à população”, declara. 

09:08 · 21.02.2018 / atualizado às 09:08 · 21.02.2018 por

Por Miguel Martins

Devido o aumento da criminalidade que colocou o Ceará entre os estados mais violentos do País, o Governo quer que a base aliada na Assembleia Legislativa esteja mais alinhada no discurso em defesa da gestão. Por conta disso, cobrou dos governistas mais empenho na defesa da administração de Camilo Santana, o que já se refletiu na sessão ordinária de ontem, quando parlamentares se uniram para se contrapor ao discurso da oposição.
Na segunda-feira passada, os deputados da base se reuniram com o secretário-chefe do gabinete do governador, Élcio Batista onde se comprometeram a se colocar contra uma intervenção federal no Ceará. No encontro, ele expôs que a situação no Rio de Janeiro é diferente da existente no Ceará, visto que o problema no Estado da região Sudeste não é apenas de Segurança, mas de desmoralização dos agentes públicos.
Pelo menos três ex-gestores daquela Unidade Federativa foram presos recentemente, inclusive, o ex-governador Sérgio Cabral continua encarcerado. No Ceará, devido o aumento da atuação do crime organizado, a violência tem aumentado em números nunca antes vistos no Estado.
Nos últimos dias, parlamentares governistas na Assembleia Legislativa também têm disputado o uso da tribuna do Plenário 13 de Maio com a oposição. Na semana passada, a deputada Silvana Oliveira (MDB) chegou à sede do Legislativo Estadual às 3h20 para se contrapor a críticas feitas por Capitão Wagner (PR). Na madrugada de ontem, foi a vez de Julinho (PDT), que compareceu à Casa para registrar sua presença às 4 horas. Ele cedeu o uso da palavra ao deputado José Sarto (PDT).
Durante todo o ano de 2017, vice-líderes estiveram um pouco ausentes na defesa do Governo, mas para 2018 garantem que estarão mais firmes na apresentação de contraponto à bancada oposicionista. Na plenária de ontem, por exemplo, Sarto fez defesa embasada da administração de Camilo Santana, rebatendo as críticas feitas pelos opositores. Somaram-se ao seu discurso os deputados Julinho, Rachel Marques (PT), João Jaime (DEM), Jeová Mota (PDT), Silvana Oliveira (MDB) e Carlos Felipe (PCdoB).
“Na reunião com o Governo, eu coloquei minha posição, de que a questão da Segurança é complexa. O assunto é um pântano, e não vai ser por soluções simplistas e bem miraculosas que vamos resolver esse problema. Eu acredito e confio que o governador vai conseguir melhorar essa situação”, disse José Sarto.
O presidente do Legislativo, Zezinho Albuquerque, reclamou do uso político de algumas pautas que são complexas, como a Segurança. Julinho destacou que na reunião também houve indicação para que os deputados apresentassem sugestões para alinharem os discurso a fim de evitarem que a crise na Segurança se transforme em “palanque político”.
Ele lembrou que também foi defendido que os parlamentares se esforcem para garantir tempo na tribuna a fim de apresentarem uma agenda positiva da gestão. “Temos que garantir também a repercussão de temas importantes das ações do Governo em outras áreas. O Governo não parou. Não tira o foco da crise, mas não pode ser pautado apenas por pessoas que querem fazer de uma crise na Segurança Pública palanque política para suas candidaturas”.
Carlos Felipe (PCdoB) acredita que a tendência é que com a eleição, o engajamento ocorra de forma maior tanto pela oposição quanto pela situação. De acordo como ele, no momento em que se define um candidato oposicionista que é militar, a bancada acaba definindo que o debate da Segurança deve ser mais acentuado. Manoel Santana (PT), por sua vez, destacou que o Governo do Estado tem muito a mostrar, e que é preciso focar em temas importantes para a sociedade cearense.
“A base sabe que tem muito conteúdo para mostrar. O Governo Camilo é diferente dos demais, porque tem capacidade para investimentos em policiais, novos agentes e outras ações que serão aprovadas em breve. A base está tranquila na defesa da gestão do governador”, disse o petista.

12:20 · 09.03.2017 / atualizado às 12:21 · 09.03.2017 por

Foi intensa a movimentação nesta manhã, na entrada do plenário da Assembleia Legislativa do Ceará, de juízes, servidores e concursados do Poder Judiciário, pressionando os deputados, com interesses diferentes, quanto à votação da mensagem do Poder Judiciário, em Regime de Urgência, criando próximo de 400 cargos para provimento em comissão, isto é, sem concurso público.

Os juízes queriam a aprovação do Regime de Urgência, os servidores eram contra, e os concursados pediam aos deputados para que matéria não fosse aprovada, antes que o Tribunal de Justiça os convocassem, pois foram aprovado em um concurso ainda em 2014, próximo a se vencer. Eles alegam que há cargos vagos no Judiciário e que a aprovação da criação dos cargos comissionados acabaria com a chance de alguns deles serem convocados.

O Governo tem compromisso com o Judiciário de aprovar a matéria. O pedido de Regime de Urgência foi apresentado pelo seu líder, deputado Evandro Leitão. Poucos deputados, da base oposicionista se posicionam contra a votação que acontecerá imediatamente após as discussões regimentais.

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Edison Silva

Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
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