Edison Silva

Categoria: Prioridade


09:59 · 15.07.2018 / atualizado às 09:59 · 15.07.2018 por

Por Miguel Martins

 

Pouco importa se os seus partidos estão disputando o Governo, sendo assim adversários na mesma eleição. As chamadas dobradinhas acontecem, no Interior, de acordo com a conveniência dos deputados Foto: José Leomar

Deputados estaduais e federais apostam nas “dobradinhas” em alguns municípios do Estado para atraírem o maior número de votos possíveis no pleito deste ano. No entanto, a questão ideológica nem sempre é levada em consideração, visto que em muitas das vezes há lideranças locais que defendem postulações que são antagônicas do ponto de vista político e partidário.
Para se ter uma ideia, a deputada Fernanda Pessoa (PSDB), que na maioria dos municípios estará em palanques ao lado do pai, o pré-candidato a deputado federal Roberto Pessoa (PSDB), também estará ao lado do petista Zé Airton Cirilo, este filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). A parlamentar explicou ao Diário do Nordeste que a “dobrada” com o petista acontecerá nos municípios de Icapuí e Aracati.
A tucana também terá dobradinha com o deputado federal Moses Rodrigues, em Aratuba. Segundo disse, isso acontece porque esses parlamentares são lideranças com expressiva votação nessas bases eleitorais. “É a primeira vez que eu faço dobradinha com o Zé Airton, mas na maioria dos locais eu estarei ao lado do meu pai. O Zé Airton é líder naquela região”, explicou.
A deputada Rachel Marques (PT), apesar de participar de “dobradinhas”, em sua maioria com pré-candidaturas petistas, também estará “dobrando” com Osmar Baquit (PDT), em Quixadá”, e com o deputado do PSOL, Renato Roseno, nos municípios de Santa Quitéria e Sobral. Segundo ela, isso deve acontecer por conta de setoriais do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MST), que devem apoiar o socialista e a petista.
O PSOL, ao longo de sua existência, sempre esteve ao lado apenas de partidos mais à esquerda, como PCB e PSTU. No entanto, desta vez, um parlamentar da legenda fará “dobradinha” com um petista. “Essa é uma definição dos movimentos que vão apoiar nossas candidaturas e nós estamos juntos em algumas atividades. Em outras brigadas estaremos com o deputado Elmano de Freitas, mas em determinados assentamos o MST fez a opção de apoiar Rachel Marques e Renato”, explicou.
Roseno, por outro lado, negou que estivesse “dobrando” com Rachel Marques em alguns municípios, destacando que o que acontece é um apoio em comum do MST. Questionado se reuniões e participação conjunta em eventos poderiam acontecer durante a campanha, ele disse não saber responder. “Nós do PSOL, em geral, fazemos campanhas com candidatos do PSOL, e os candidatos do PT fazem o mesmo. Nunca conversei sobre isso com a deputada”, justificou.
Outro caso semelhante é do deputado Roberto Mesquita (PROS), que participará de eventos de campanhas com o pré-candidato a deputado federal, Capitão Wagner (PROS). No entanto, em algumas cidades a “dobradinha” será com Mauro Filho, da base governista. Isso acontece porque a liderança local, apesar de ser aliada do governador Camilo Santana, apoiará o oposicionista
Há deputados, no entanto, que dizem que não estarão se alinhando a pré-candidaturas a federal e trabalharão de forma isolada, como é o caso do deputado Walter Cavalcante (MDB). Segundo ele, a sua decisão leva em conta que a maioria dos nomes que se apresentaram tem pautas que vão de encontro aos dogmas da igreja. Já Heitor Férrer (SD) salientou que também deve peregrinar os municípios que representa sozinho, sem acompanhamento de um postulante à Câmara Federal.
Dedé Teixeira (PT) deve “dobrar” com os pré-candidatos Odorico Monteiro, do PSB, José Nobre Guimarães (PT), Rachel Marques, do PT, e Robério Monteiro, do PDT. No entanto, seu voto será dado ao petista José Guimarães. Totonho Lopes, Mauro Filho, Zé Airton Cirilo e André Figueiredo estarão em palanques junto com o líder do Governo Camilo na Assembleia, deputado Evandro Leitão (PDT).
“Tenho parcerias com diversos candidatos a deputado federal. Geralmente, eu levo em consideração a conjuntura política das localidades onde tenho grupos. Eles fazem pareceria com algum deputado federal e criam parcerias onde a gente termina se aproximando”, disse Leitão.
José Sarto (PDT) também disse deixar a liderança local à vontade para apoiar qualquer nome a deputado federal, visto que o que geralmente acontece é a ida do postulante à Câmara Federal vai para Brasília e o estadual é quem tem maior proximidade com o eleitor. “Lá em Várzea Alegre o prefeito vota no Domingos Neto (PSD), aí tem o Guimarães em Potengi e Paramoti. Em Acopiara é outra pessoa, em Pacoti é o Odorico Monteiro, em Amontada o Zé Airton. Em Itaitinga a Gorete Pereira e na Paraipaba o Macedão (PP)”.
Geralmente o pedetista leva em consideração as orientações de Ciro Gomes e Roberto Cláudio, ambos do PDT, e por isso, em Fortaleza sua “dobradinha” tende a ser com Mosiah Torgan (PDT), filho do vice-prefeito de Fortaleza, Moroni Torgan (DEM). “Geralmente deixo as lideranças livres porque não quero assumir compromisso com candidatura, porque as vezes eles não correspondem e depois vem tudo para cima de mim. Mas quando possível, participo de todos os eventos”.
Em muitos municípios do Estado, Osmar Baquit terá como “dobradinhas” os pré-candidatos a deputado federal Rachel Marques e Mauro Filho, ambos da base governista de Camilo. No entanto, em Piquet Carneiro, a possibilidade é de proximidade com Danilo Forte, do PSDB. O deputado Elmano de Freitas (PT), na maior parte dos municípios onde estará, vai “dobrar” com a pré-candidata à reeleição Luizianne Lins.
Para manter coerência com definição partidária, Capitão Wagner, esse pré-candidato a deputado federal pelo PROS, terá “dobradinhas”, em sua maioria, com militares, comerciantes, médicos e médicos, a maioria do PROS para a disputa estadual. Ele também deve estar alinhado com Carlos Matos (PSDB) em pontos específicos do Estado.

10:00 · 10.06.2018 / atualizado às 10:00 · 10.06.2018 por
Odorico Monteiro diz que o partido tem priorizado a renovação do Congresso Nacional e candidaturas nos estados Foto: Bruno Gomes

Após jantar de membros da bancada federal do PSB com o ex-governador Cid Gomes (PDT), que articula nacionalmente a construção da candidatura do irmão, Ciro Gomes, à Presidência da República, realizado em maio, a possibilidade de apoio da legenda ao cearense tem ganhado força entre parlamentares pessebistas em reuniões mais recentes da legenda.

De acordo com o presidente do PSB no Ceará, o deputado federal Odorico Monteiro, que é aliado do grupo político liderado pelos irmãos Ferreira Gomes no Estado, isso ficou demonstrado em reunião da bancada federal do partido com o presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, realizada em Brasília na última quarta-feira (9).

“Eu diria para você que o sentimento da bancada do PSB, hoje, é de que o PSB deve fazer aliança com o PDT”, declarou Odorico, em entrevista ao Diário do Nordeste. Segundo ele, na reunião, os pessebistas discutiram “a questão da eleição como um todo”, mas, ao tratarem da disputa presidencial, as conversas sinalizaram que “o sentimento da bancada é de muita simpatia à candidatura do Ciro”.

Em 2014, o PSB teve a ex-senadora Marina Silva como candidata a presidente, após o falecimento do então presidenciável da sigla, Eduardo Campos, em acidente aéreo. Neste ano, a filiação do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, entusiasmou filiados sobre possível candidatura própria do partido, mas, desde que o ex-ministro declinou da possibilidade de lançar-se candidato, a sigla tem atraído interesses de outros pré-candidatos para a formação de uma coligação. Para Odorico Monteiro, há a favor do pedetista o fato de que Ciro já foi do PSB e, conforme afirmou, “não há mágoas, não há rancor” na relação do partido com o presidenciável.

Ciro Gomes, em maio passado, já havia declarado que a aliança “preferencial” do PDT é com o PSB, mas ressaltou, ao comparar o cenário eleitoral com o campeonato de Fórmula 1, que o momento ainda é de “treinos livres”. Quem tem estado à frente das conversas sobre alianças com outros partidos é o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

Segundo Odorico Monteiro, o PSB deve “manter as conversas” com  o PDT. Nacionalmente, afirmou o parlamentar, o partido “tem apresentado como prioridade a renovação do nosso Congresso e as candidaturas nos estados”. Ele argumentou, porém, que “em praticamente todos os estados é possível conciliar os interesses do PDT e do PSB”.

 

11:21 · 14.04.2018 / atualizado às 11:27 · 14.04.2018 por

Com apenas 10 deputados marcando presença no painel da Assembleia Legislativa, ontem, sexta-feira, a sessão ordinária do dia sequer foi iniciada. É necessária a presença de, pelo menos, 16 parlamentares para a abertura das atividades em Plenário. As sextas-feiras já estão virando tradição da Casa por serem dias de Plenário fechado, em razão da falta de deputados.

 

 

Na quinta-feira foi parecido

Já há algum tempo o Plenário 13 de Maio vem sendo colocado em segundo plano pelos deputados da Assembleia Legislativa do Ceará. Na manhã de quinta-feira a situação não foi diferente: enquanto o painel eletrônico chegou a registrar a presença de 28 parlamentares, no Plenário a presença não passou de 10.

Até para iniciar os trabalhos do dia houve dificuldade, visto que somente Manoel Duca (PDT) e Ely Aguiar (PSDC) estavam presentes, sendo que este  estava passando informações do Legislativo para estudantes que visitam diariamente a Casa.

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Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
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