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Categoria: Propaganda eleitoral


08:52 · 02.08.2016 / atualizado às 08:52 · 02.08.2016 por
O publicitário Ricardo Alcântara argumenta que, assim como os políticos, os profissionais de marketing têm buscado se adequar às mudanças Foto: Lucas Moura
O publicitário Ricardo Alcântara argumenta que, assim como os políticos, os profissionais de marketing têm buscado se adequar às mudanças Foto: Lucas Moura

Por Miguel Martins

Com mudanças na legislação eleitoral que reduziram o tempo de campanha no rádio e na televisão, os candidatos ao pleito deste ano terão que fazer campanhas mais personalistas e investir na criatividade. A mudança nas regras das eleições municipais diminuíram, e muito, os ganhos dos profissionais de marketing político, mas, segundo o publicitário Ricardo Alcântara, ela será positiva para o eleitorado, bem como ao processo eleitoral.

“Sobrou para os publicitários. A conta é nossa, e dos políticos também. Porque eles dependem dessa estrutura. Com a redução do programa eleitoral de televisão, vai se baratear muito os custos de produção. Lógico que vai ser todos os dias, mas estará dentro de um período mais curto. Se um candidato tem um tempo menor, ele vai se concentrar mais no que acha que é essencial”. No entanto, o profissional acredita que a mudança será benéfica, pois o eleitor terá condições de conhecer melhor quem são os candidatos. “Eu acho que essa legislação diminui muito os ganhos dos profissionais de marketing político, mas apesar de algumas falhas, ela é positiva”.

Segundo ele, quanto às despesas estruturais, uma campanha eleitoral tem custos que são permanentes, seja para uma propaganda de três ou vinte minutos. A estrutura de produção de um candidato é muito grande com diversos equipamentos e profissionais envolvidos. “Uma campanha de três minutos, por exemplo, tem que ter duas equipes, e tem que haver uma redução de custos. Os próprios profissionais da área estão dispostos a trabalhar com valores muito menores, eles estão procurando se adaptar”, afirmou.

Outro aspecto colocado por Ricardo Alcântara diz respeito à crise de financiamento dos comitês, visto que até os empresários com patrimônio elevado, e que podem financiar campanhas como pessoa física, estão cuidadosos. “Os empresários têm clara noção de que qualquer ato irregular pode resultar em prisão. Há uma crise estabelecida, e não há recursos disponíveis na medida necessária. Mas a campanha vai ter que ser feita”, disse.

Para o publicitário, os postulantes que tiverem bom desempenho de imagem, sejam mais conhecidos pela população e não tenham a imagem comprometida do ponto de vista ético terão mais possibilidades de se consagrarem vitoriosos durante as campanhas eleitorais de 2016.

Ele apontou que, dos oito postulantes a prefeito em Fortaleza, ao menos cinco se encaixam nos requisitos apresentados: Roberto Cláudio (PDT), Luizianne Lins (PT), Capitão Wagner (PR), Heitor Férrer (PSB) e João Alfredo (PSOL).

Como é uma campanha com poucos recursos, ela se centrará no bom desempenho de imagem, e todos esses têm”, opinou Alcântara.

Estratégias

Com a redução do programa eleitoral em rádio e televisão, segundo disse, os custos de produção serão barateados.

O publicitário pondera ainda que, ao saber que o tempo para convencer o eleitor do seu voto é mais curto, o discurso do postulante será o mecanismo mais utilizado nas campanhas, em detrimento das grandes produções de pleitos anteriores, quando se investia muito em propagandas “fantasiosas”.

A proibição de efeitos especiais e de outras características de propagandas passadas, na opinião de Alcântara, tendem a mudar os rumos das apresentações dos políticos daqui para frente. “Com um programa mais curto, se dará mais atenção ao texto”, defendeu. Também será fundamental para o postulante, segundo ele, a “boa exposição de sua imagem na tela”.

De acordo com o publicitário, o novo modelo vem para “desmascarar os mistificadores”, pois muitas vezes os programas serviam para “mascarar” ou esconder o candidato em meio a jingles, animação eletrônica e efeitos especiais.

08:56 · 07.07.2014 / atualizado às 09:35 · 07.07.2014 por

Por Suzane Saldanha

Ontem, primeiro dia de propaganda eleitoral liberada pela Justiça Eleitoral, a movimentação nos órgãos judiciais foi tranquila em Fortaleza. No Tribunal Regional Eleitoral (TRE), no Centro, os juízes plantonistas do fim de semana Francisco Mauro Ferreira Liberato e o juiz auxiliar Carlos Henrique Garcia de Oliveira estavam de sobreaviso. Já na Fiscalização da Propaganda Eleitoral, além do trabalho de fiscalização na cidade, houve uma reunião que deliberou o direcionamento e a metodologia que serão adotados na fiscalização deste ano.

De acordo com o juiz plantonista Cid Peixoto do Amaral, ficou acertado que, além da aplicação de multa devido a propaganda irregular, o descumprimento legal das ordens judiciais será considerado crime, ou seja, após o descumprimento da notificação judicial que verificou a irregularidade. Todos os desacatos serão encaminhados por meio de notificação ao Tribunal Regional Eleitoral para a apuração da Procuradoria Regional Eleitoral sobre uma possível conduta criminosa. O descumprimento pode gerar ações múltiplas para cada ato, segundo o magistrado.
“Condutas ilícitas podem gerar sérias consequências de ordem criminal. Propaganda móveis só podem ficar até 22h e a Justiça Eleitoral não tem que ficar catando lixo”, exemplifica o juiz.

A iniciativa foi deliberada, na manhã de ontem, em reunião entre o coordenador do Poder de Polícia da Propaganda Eleitoral de 2014, o juiz Antônio Pádua Silva, o juiz Cid Peixoto do Amaral e os servidores eleitorais. Cid Peixoto explica que, nas últimas eleições, os juízes determinavam a retirada da propaganda irregular e que alguns candidatos não as cumpriam se apegando apenas a questão da multa e esquecendo que o ato configura crime eleitoral. “Se há propaganda irregular, a propaganda corresponde a multa e o descumprimento é de ordem criminal”.

O magistrado explica que a medida visa conscientizar os partidos políticos para que não se cometa infrações eleitorais. Segundo ele, no início da campanha o movimento é tranquilo e conforme as campanhas vão ficando mais acirradas, as propagandas se intensificam. No domingo, o órgão realizou fiscalizações em Messejana e na avenida da Universidade, mas não encontrou nenhum tipo de propaganda.

As fiscalizações aconteceram de 8h às 19h, mas os servidores da fiscalização acreditam que até o fim da Copa do Mundo poucas propagandas serão feitas na cidade. A população pode fazer denúncias de propaganda irregular através do número 148.

10:33 · 08.10.2012 / atualizado às 10:33 · 08.10.2012 por

Amanhã, o juiz da propaganda eleitoral em Fortaleza, Sérgio Parente, vai reunir os representantes dos candidatos Elmano de Freitas(PT) e Roberto Cláudio (PSB), para tratar da propaganda eleitoral no rádio e na televisão que começa nos próximos dias. Agora, o tempo de propaganda é igual para os dois candidatos, diferente do aconteceu no primeiro turno cujo tempo era dividido entre todos os candidatos e ainda guarda compatibilidade com o tamanho das coligações.

09:55 · 27.06.2012 / atualizado às 09:55 · 27.06.2012 por
Nas ruas dos bairros onde o parlametar tem maior representação, é possível ver carroças fazendo propaganda antecipada. FOTO: VIVIANE PINHEIRO

Apesar de este blog já ter denunciado que alguns vereadores já estão realizando propaganda antecipada, parece que nada está sendo feito para combater a ilegalidade, visto que tais parlamentares não se intimidam com as advertências do Ministério Público eleitoral, e continuam fazendo propaganda em bairros que têm maior densidade eleitoral. O vereador Valdeck Vasconcelos (PTB), como pode ser visto na foto acima, mantém atividade de divulgação de sua candidatura, ainda que o prazo para isto não tenha sido iniciado. O parlamentar é candidato à reeleição.

Em bairros mais distantes do Centro da Capital é comum o excesso dessas práticas, desafiando todas as regras eleitorais, inclusive, atrapalhando o sossego da população. Campanhas de assistencialismo também são comuns nesta época do ano, visando, justamente, a tentativa de reeleição. Na Câmara Municipal de Fortaleza, o presidente do Legislativo, Acrísio Sena (PT), já realizou seminário para orientar seus pares, o que parece que não surtiu efeito desejado.