Busca

Categoria: Propostas


08:55 · 07.10.2012 / atualizado às 08:55 · 07.10.2012 por

O orçamento municipal não comporta os projetos apresentados pelos candidatos a prefeito de Fortaleza para as áreas de comércio e serviço. Conforme a avaliação do presidente da Câmara dos Dirigentes Logistas (CDL), Freitas Cordeiro, os prefeituráveis apresentaram sugestões necessárias durante a campanha, mas não mergulharam em uma questão crucial: a capacidade econômica do Município. Segundo ele, o próximo prefeito deve priorizar a capacitação e construir projetos viáveis para estimular comércio e empregos de qualidade.
Freitas Cordeiro afirma que o próximo prefeito precisa atentar para a importância das áreas de comércio e serviço para a cidade. “Esses setores representam a empregabilidade. Preservar empregos é um desafio constante, e o comércio é o para-choque da economia, é o que tem o contato primeiro com o consumidor”, argumenta. Ele considera que o caminho a ser seguido pelo próximo gestor envolve mais investimento e qualificação dos operários do comércio.
“Na hora que eu qualifico essa massa de empregados, estou sinalizando a oportunidade a eles para a ocupação de emprego com durabilidade, de emprego com melhor remuneração. Mais qualificado, ele (trabalhador) tem como preservar essas conquistas de emprego. O importante hoje não é conseguir a vaga, é preservá-la”, considera.
Para o presidente da CDL, a sociedade fortalezense está crescendo, e o comércio tem que se desenvolver com ela. “Nosso estado continua sendo foco para investimentos de fora, que vêm para cá por conta das oportunidades oferecidas aqui. Não podemos ficar a largo dessas oportunidades, devemos estar preparados para tirar proveito delas a partir de capacitação local”.
Apesar da importância do setor e de a maioria das sugestões apresentadas ao longo da campanha eleitoral serem necessárias, analisa Freitas Cordeiro, os candidatos a prefeito de Fortaleza não mergulharam no estudo da capacidade econômica do Município. “Os projetos apresentados são grandes, requerem muitos recursos, e nós sabemos que a capacidade municipal é limitada. Isso é um problema porque sabemos que a realidade é outra”, explica.
Diante disso, o presidente da CDL acredita que, passado o momento da disputa política, o próximo gestor deverá priorizar alguns projetos para resolver os problemas da cidade. “Tem que saber buscar recursos. O Município tem uma capacidade de endividamento, e o gestor tem que ter pessoas capacitadas para desenvolver projetos que tenham começo, meio e fim para que o investidor acredite nele, quer seja órgãos nacionais ou internacionais. Infelizmente, somos carentes desses projetos. Precisamos aprender a projetar”.
Embora admita a escassez dos recursos municipais para atender às promessas feitas pelos postulantes, Freitas Cordeiro acredita que a Prefeitura de Fortaleza tem condições de executar boa parte dos projetos sugeridos, basta equilibrar a máquina pública. “Devem ser priorizados projetos básicos como educação, saúde, mobilidade urbana, até por conta da lei. Mas temos outras demandas, e o Município deve vir com a complementaridade”, defende.
Ele cita como exemplo o investimento para consolidar Fortaleza como destino turístico, realizando projetos e construindo novos equipamentos que possam estimular o setor, o que, segundo ele, beneficiaria grande parte da população pela geração de emprego e renda. “Temos espaços públicos que precisam ser recuperados e mantidos. Podemos criar ícones para a cidade, porque isso estimula o turismo. Não vejo tanta dificuldade, mas é preciso a vontade política para realizar”, declara.
Freitas Cordeiro lembra que a CDL convidou os candidatos a prefeito de Fortaleza para debater soluções aos problemas da cidade, avaliando que o desempenho deles na ocasião foi positivo, tendo em vista que trabalharam em cima de uma agenda positiva antecipada pela própria CDL.
“Indicamos ações importantes para Fortaleza, complementando as demandas principais que a população já persegue. Não podemos descuidar destas demandas de saúde, educação e mobilidade, mas apontamos outras ligadas à economia e ao comércio. Os candidatos saíram-se bem. Até porque entregamos antes para que eles estudassem e trouxessem respostas montadas. Eles entenderam nossos propósitos”, analisa.
Conforme o presidente da CDL, o prefeito que assumirá o mandato em janeiro próximo precisa contemplar a cidade como um todo e deixar de dividir as propostas por regiões. “Ele não pode administrar Fortaleza segmentando determinadas regiões. Ele tem que ver o todo e dar solução que contemple a pluralidade. Tem que ter a visão de que Fortaleza é interligada e trabalhar uma gestão com transparência e desburocratização. Precisa ter compromisso com projetos em prol da coletividade. O que ele não pode ficar é isolado e atendendo a demandas pontuais”, finaliza.