Edison Silva

Categoria: Protestos


09:00 · 30.07.2018 / atualizado às 09:00 · 30.07.2018 por

Por Letícia Lima

Lideranças políticas do PSDB e do PROS, levaram correligionários para a convenção que homologou a candidatura do general Guilherme Theophilo ao Governo do Estado, e de dois senadores FOTO: JL ROSA

Para enfrentar “talvez o grupo mais poderoso que já se fez aqui no Estado”, a bancada de oposição no Estado liderada pelo PSDB confirmou, ontem, a candidatura do general, Guilherme Theophilo, ao Governo do Estado. Apoiada pelo PROS, a legenda tucana anunciou, em convenção conjunta, parte da chapa que disputará a sucessão estadual deste ano, sem, ter, ainda, um nome para a vice-governadoria. No palanque oposicionista, sobraram críticas à Segurança Pública e às ações do governo cearense, a quem o senador Tasso Jereissati (PSDB) chamou de “frouxo”.  Ele também subiu o tom contra a “armação” de unir 24 partidos à base governista para que “não houvesse competição”.

O senador Tasso Jereissati, maior liderança do PSDB no Ceará, fez um discurso, ontem, durante convenção estadual de seu partido, no ginásio da Faculdade Ari de Sá, no Centro de Fortaleza, em conjunto com o PROS, único aliado na disputa pelo Governo do Estado até agora. Estavam com ele no palanque o presidente do PROS no Estado, deputado Capitão Wagner, o ex-governador, Lúcio Alcântara, o prefeito de Maracanaú, Firmo Camurça, o ex-prefeito do Município, Roberto Pessoa, e os candidatos ao Senado Federal da coligação. Um deles, o empresário e ex-presidente do Fortaleza, Luis Eduardo Girão (PROS), e a ex-presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, Mayra Pinheiro (PSDB).

Antes de falar do general Theophilo, Tasso iniciou o discurso afirmando que esta eleição será diferente de todas as outras, porque não terá uma “divisão natural” entre os partidos. Ou seja, uma parte apoiando um “lado” da disputa e a outra a favor do adversário. Isso porque, segundo o senador, ocorreu um fato “inédito” no Ceará, que foi a união de 24 partidos ao arco de aliança do governador Camilo Santana (PT), para ter “um lado só” na eleição estadual deste ano. Tasso apontou o uso da máquina pública em prol do grupo governista.

“Se fez uma armação tal, de negociação, de acordos, que não era pra ter outro lado. Usou-se o poder de maneira desbragada, o governo estadual, o Governo Federal, para cooptar, trazer para um lado todos os políticos, todos os partidos, de maneira que não houvesse democracia. A máquina do Governo do Estado e os recursos captando, dando cargos, dando lugares, dando verbas que não são prioritárias. A máquina do Governo Federal, do Governo Temer, usando toda a sua estrutura, dando migalhas para alguns políticos que cedem diante de um pequeno prato de lentilhas”, comparou.

A fala do senador vem ao encontro do baque sofrido pela oposição com a ida do MDB, do senador Eunício Oliveira, para a base de Camilo Santana, de quem foi adversário nas últimas eleições para Governo do Estado, em 2014. Desde que Eunício se aproximou do grupo governista, enquanto presidente do Congresso, intensificou a liberação de verbas para aliados no Ceará. Além da sigla emedebista, mais recentemente, o PSD, comandado pelo deputado federal, Domingos Neto, e o Solidariedade, do deputado federal, Genecias Noronha, também abandonaram o barco oposicionista e, hoje, estão entre os 24 partidos que deverão dar sustentação à reeleição do governador.

E, mesmo após o Solidariedade e outros partidos do “centrão” – PP, PR, DEM e PRB – terem anunciado apoio à candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) para a Presidência da República, os dirigentes desses partidos no Estado já avisaram que permanecerão na base de Camilo Santana e não apoiarão o candidato do PSDB aqui, general Guilherme Theophilo, pois forma liberado pelos dirigentes nacionais. Ao ser questionado pelo Diário do Nordeste sobre os reflexos desse cenário no Estado, Tasso disse que aqui não tem jeito. “Todo mundo corre pro um lado só, é muita vantagem que o governo dá, o governo usa recursos públicos, nós não temos e se tivéssemos não íamos usar, porque não é ético fazer isso”.

Mas, segundo Tasso, o PSDB está “finalizando conversas” com o PV e com a Rede para compor uma aliança. Apesar do cenário, o tucano defendeu o candidato do seu partido, general Guilherme Theophilo, enfatizando o fato dele ser ter ocupado o posto mais alto no Exército Brasileiro. Também por ter desempenhado funções importantes na Amazônia, onde dirigiu hospitais e escolas, além de ter sido diretor do Departamento de Educação do Exército. Para Tasso, no entanto, o principal diferencial do general é que ele tem “muita coragem, muito peito e não tem medo de cara feia”, principalmente, em combater a violência. Segundo o senador, Theophilo prometeu a ele acabar com as facções criminosas no Estado.

“Nós estamos, hoje, o Estado dominado pelas facções criminosas. Não é que elas estão em toda parte, elas dominam o Estado do Ceará e é mais forte do que o Governo do Ceará, porque o governo do Ceará é frouxo, não tem coragem. Vocês querem que seus filhos vivam num ambiente de terror em que, quem controla o Estado e a cidade são as facções criminosas? Nós temos uma história, nós não vamos aceitar isso, isso não é normal, isso não é natural”, frisou.

Tasso disse para a plateia de militantes que queria ver os “soldados na luta do general”, porque, em comparação com o lado adversário, eles têm dois ou três prefeitos apoiando o general. Ao ser questionado, em entrevista coletiva, se o apoio de poucas prefeituras lhe preocupava em relação ao desempenho do general na disputa, Tasso respondeu apenas que os gestores aliados a ele são ótimos e ponderou o fato de muitos prefeitos estarem desgastados, politicamente.

Já o general Guilherme Theophilo adotou, no seu discurso, uma passagem bíblica, que fala sobre a existência de uma porta estreita, fazendo referência ao Céu, e de uma porta larga, fazendo referência ao Inferno, para descrever os desafios destas eleições e criticar os problemas da atual gestão. “A porta larga é a desse governo é a da falta de segurança. Pra quê exemplo pior do que nós tivemos esses dois dias de violência constante na nossa Capital. Ônibus sendo incendiados, repartições públicas sendo depredadas e qual a resposta que esse governo falou? Todo mundo atemorizado e o governo calado. Um gasto sem resultado não é investimento, é gastar em quantidade, é gastar nosso dinheiro em farra. São R$ 700 milhões gastos só em propaganda mentirosa e isso tem que ter um basta”, criticou.

O general relatou também que visitou hospitais públicos do Estado e constatou uma situação “pior” do que a da Segurança. “Os pacientes estão jogados à míngua, os acompanhante sofrem em baixo dos leitos, UTIs que são verdadeiros aquários, de tanta água que tem dentro da UTI. Fossas estouradas dentro dos hospitais, é uma verdadeira depredação da saúde pública. A Saúde primária precisa melhorar, as nossas UPAS, as nossas policlínicas, tem que incentivar os prefeitos a fazer essa filtragem, para evitar a superlotação da atenção secundária e da atenção terciária”.

A candidata ao Senado da chapa, Mayra Pinheiro (PSDB), médica por formação, alertou na sua fala para a situação da Saúde Pública no Brasil, mas frisou a capacidade de defender outras pautas no Congresso Nacional. “Eu quero defender educação de qualidade, Segurança Pública, quero defender as reformas que o País precisa. Eu quero continuar sendo a médica pediatra que tem consciência que é impossível a gente viver num sistema político de um Estado e de um País que volta a ter doenças que não existiam mais como o sarampo, que volta a ter taxas de mortalidade infantil elevadas”.

Já o seu parceiro de chapa, também candidato ao Senado, Luis Eduardo Girão (PROS), levantou a bandeira da família e disse que também vai encampar propostas a favor da redução de privilégios. “Modificar o sistema do Supremo Tribunal Federal, que hoje é indicado por um presidente e que hoje é uma vergonha nacional, não pelas pessoas, mas pelo sistema que está apodrecido. Mas, em Brasília, vou tentar com todas as minhas forças defender valores de família que estão sendo atacados, diariamente, com vários projetos de lei, que querem erotizar as nossas crianças, que querem liberar as drogas, que querem liberar os jogos de azar, que é um crime que vai facilitar a questão da lavagem de dinheiro”.

O nome do vice na chapa majoritária do PSDB e PROS, no entanto, não foi apresentado durante a convenção, ontem. O médico cardiologista, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, mais conhecido por “Doutor Cabeto”, chegou a ser cogitado, mas teve que ser descartado, porque o médio é professor universitário e não pediu licença de suas funções no prazo dado pela legislação eleitoral para desincompatibilização de cargos daqueles que vão disputar cargos eletivos. O ocupante da vaga deverá ser anunciado então até o próximo dia 5 de agosto, que é quando encerra o prazo para o registro das candidaturas. Segundo Tasso, a indicação está sendo discutida com lideranças partidárias.

“Estamos olhando com todo cuidado o melhor companheiro para o general nessa chapa. Tem que ser um homem que tenha o mesmo nível de integridade, de seriedade, de coragem e, ao mesmo tempo, para interpretar esse sentimento de renovação que o Ceará quer. Tem vários nomes e tá sendo discutido com as lideranças. Vai ser uma decisão coletiva, não vai ser individual, vamos decidir durante essa semana”.

19:42 · 27.02.2018 / atualizado às 19:43 · 27.02.2018 por

Menos de duas horas depois de ser lida em Plenário um projeto do Executivo, a base governista na Assembleia quis votar requerimento de urgência para a tramitação da matéria, enviada pelo Governo do Estado, que visa “atualizar as atribuições” de integrantes do Grupo Operacional Tributação, Arrecadação e Fiscalização, vinculado à Secretaria da Fazenda.

Deputados da oposição, no entanto, questionaram a “rapidez” em querer dar urgência à matéria que alguns deles alegaram nem terem se debruçado ainda sobre o projeto. Roberto Mesquita (PSD) foi o que mais chamou atenção para o fato de que o “ritual de fazer leis” deve ser preservado no Parlamento. “Essa Mensagem pode ter todo mérito do mundo, mas temos um ritual, essas leis interferem na vida das pessoas. Sei lá o que tem dentro dessa lei, não se pode fazer lei como se faz pão, que coloca leite, margarina”.

Após os reclames e diante da possibilidade de que a oposição podia pedir verificação de quórum, dado que tinha uma dezena de deputados no Plenário, o deputado Julinho (PDT), que estava na presidência da sessão, decidiu retirar de pauta o requerimento.

10:48 · 03.12.2017 / atualizado às 10:48 · 03.12.2017 por

Por Miguel Martins

O clima na bancada peemedebista na Assembleia Legislativa, que já não era dos melhores desde a eleição da Mesa Diretora no ano passado, piorou de vez desde que o senador Eunício Oliveira (PMDB) e o governador Camilo Santana deram os primeiros passos rumo à aliança político-eleitoral. Enquanto alguns reclamam que não foram procurados para tratar sobre um possível acordo, outros dizem que os que criticam estão preocupados apenas com seus interesses particulares.
Parte da bancada do PMDB no Legislativo Estadual, desde dezembro do ano passado, quando da votação da Mesa Diretora, rachou com o partido e resolveu apoiar a candidatura do presidente eleito para mais um mandato, Zezinho Albuquerque (PDT), claramente o candidato apoiado pelo governador.
Silvana Oliveira (PMDB), Agenor Neto e Audic Mota (PMDB) votaram em Zezinho, Audic, inclusive, foi escolhido como primeiro-secretário na chapa que se consagrou vitoriosa. Do outro lado, no grupo encabeçado por Sérgio Aguiar (PDT), Danniel Oliveira (PMDB) era o candidato a vice-presidente. Leonardo Araújo (PMDB) também apoiava a chapa.
A partir da eleição da Mesa Diretora, enquanto Danniel Oliveira e Leonardo Araújo mantinham posicionamento de oposição na Casa Legislativa, os deputados Agenor, Audic e Silvana se alinhavam com o Governo do Estado. Mais recentemente, com a proximidade de Eunício Oliveira e Camilo Santana, os peemedebistas até então opositores mudaram de comportamento e se uniram aos demais.
No entanto, o clima segue tenso entre a bancada, visto que, segundo disseram alguns, não houve diálogo entre o senador e os representantes do partido na Assembleia. Silvana Oliveira e Audic Mota, inclusive, por esse e outros motivos, já sinalizam desembarque do PMDB quando da abertura de “janela partidária”, a partir de março do ano que vem.
O deputado Danniel Oliveira, mais novo entusiasta da aliança, afirmou que quando se iniciou o processo de aproximação, ele chamou todas as suas lideranças no Interior, e todos foram unânimes em defender tal parceria.
“Isso foi por unanimidade, pois essa aliança pode trazer muitos frutos para o Ceará, como já vem trazendo. Não tivemos uma pessoa que disse que não viria com a gente. Muitos nem votaram nos Ferreira Gomes, mas disseram que, se houver aliança, acompanharão o senador”.
De acordo com o peemedebista, “um cacique não pode fazer acordo esquecendo sua tribo”, e por isso houve um diálogo antecipado com filiados, prefeitos e vereadores. Ele ressaltou ainda que os deputados federais do PMDB, como Moses Rodrigues e Vitor Valim já se comprometeram em acompanhar o senador Eunício Oliveira.
Mas de acordo com Silvana Oliveira não é bem assim. De acordo com a parlamentar, ela não foi procurada pela presidência do partido para tratar dessa reaproximação, e ressaltou que é preciso diálogo para que depois ela explique para seu eleitorado o posicionamento do partido. “Eu represento um povo que não engole isso, é preciso justificativa. Fizeram acordo lá por cima e eu acho que é a pior forma de acordo”, disse a parlamentar, que já está no Governo desde o início do ano.
Audic Mota disse que há um racha dentro do PMDB, que não será sanado quando da concretização de aproximação entre Eunício e Camilo. Ele faz parte da base governista desde a eleição da Mesa Diretora, no ano passado e disse não ter havido qualquer empecilho junto com seus aliados no Interior.
Já Leonardo Araújo afirmou que, se existe racha no partido isso se dá por conta de interesses pessoais. “Eles não têm do que reclamar. É insano e teratológico, se é que existe alguém fazendo rejeição a essa aproximação. Eles são do partido, estão no Governo, vão reclamar de a gente estar indo para lá? Se existe alguma rejeição, é claro que se dá por interesses pessoais, que estariam acima dos interesses do partido e da sociedade cearense”, disparou.
Araújo disse que atua, principalmente, em oito municípios, e em conversa com suas lideranças, explicou a situação e não houver qualquer dificuldade. “Eles entendem que é uma parceria salutar para o Ceará e para os municípios que representam. A tendência é que todas as forças políticas aceitem essa aliança”, destacou.

13:59 · 25.05.2017 / atualizado às 13:59 · 25.05.2017 por

Os deputados Fernando Hugo e Rachel Marques protagonizaram debate no Plenário da Assembleia Legislativa na manhã desta quinta-feira. A petista levou o assunto primeiro para a tribuna. Ela rechaçou a maneira como manifestantes foram recebidos em Brasília.

“A multidão sofreu uma selvageria protagonizada pela polícia militar durante 4 horas de manifestações. Foram brutalmente agredidos pela polícia. Imagens dão conta de cenas brutais, seja com gás lacrimogênio, e nessa repressão foi utilizado até helicópteros para jogar gás na multidão que se mobilizava no direito legítimo de manifestação”, disse Rachel.

Fernando Hugo, por sua vez, apontou que as imagens por ele vistas tratavam-se de atos de vandalismo. “Posto-me a dizer que gravaram a maior sandice comportamental de massa já existente no Brasil. Nem a violência extra-estádios chega a se comparar com a insanidade efetuada ontem em Brasília. A televisão mostra, mas temos colegas que não assistem a televisão ou as imagens veiculadas a seus lares são diferentes”.

12:02 · 23.06.2013 / atualizado às 12:02 · 23.06.2013 por

Atônita, a classe política brasileira, divorciada da realidade do dia a dia, consequentemente distante dos anseios e expectativas populares, insolente, ainda se diz perplexa com os protestos registrados em ruas de importantes cidades do nosso País, a partir da maior metrópole nacional, São Paulo.
As manifestações, tendo como ponto central, no seu nascer, a repulsa contra o aumento no preço das passagens do transporte público na Capital paulista, e no Rio de Janeiro, teve em Fortaleza, a explicitação do significado, timidamente demonstrado anteriormente, de estar a sociedade querendo dar um basta a procedimentos intoleráveis dos poderes da República.
Em todos. Legislativo, Executivo e Judiciário, segundo a ordem estabelecida pela nossa Constituição, têm, no seu respectivo campo de atuação, em todos os níveis, dívidas imensuráveis para com a população. O Legislativo deixa muito a desejar quando faz leis ou deixa de fazê-las, ignorando a realidade social.
O Executivo não executa o Orçamento por ele próprio elaborado, descuida dos serviços públicos da sua responsabilidade e do planejamento da administração. Por fim, o Judiciário, ainda muito longe de fazer a distribuição plena da Justiça, com a presteza reclamada por quem dela espera. Em razão disso faz prevalecer a impunidade, exemplo ruim para vários outros delitos.
Acostumados com a passividade da sociedade, nem mesmo os estudiosos da sociologia têm explicação para esse fenômeno irrompido nas ruas do País, naturalmente, motivado pela insatisfação geral com os serviços públicos, sem o concurso, e sobretudo com a repulsa, da participação de qualquer dos conhecidos políticos e partidos nacionais.
Apesar disso, alguns detentores de mandatos, por despreparo ou afoiteza, ousam falar sobre o movimento, com o mesmo discurso demagógico, como se não fosse também contra toda essa baboseira, ouvida nos palanques e nos diversos legislativos, razões de parte da repulsa dos brasileiros.
Urge aprender a lição agora ministrada. Como ela ainda não é de todo assimilável, até por serem várias as queixas apresentadas, necessário se faz uma revisão geral, em tempo recorde, de todo o modelo de cuidar da coisa pública nacional. Os vereadores, deputados e senadores precisam estar nas respectivas Casas legislativas, cumprindo com suas obrigações e com as vistas voltadas para os anseios da população. As suas primeiras preocupações de hoje, voltadas para o interesse pessoal, hão de dar lugar aos reclamos populares.
O Poder Executivo precisa rever a atenção dispensada aos serviços mais caros a todos quantos precisam deles para ter uma vida digna, como a saúde, a educação, a segurança pública, o transporte, e outros tantos igualmente importantes, embora menos impactantes no dia a dia.
Ora, se tomarmos como exemplo o nosso Estado, como calar diante do tamanho desrespeito imposto à população cearense com obras deveras importantes como a do metrô, há uma década inconclusa?
A transposição de águas do Rio São Francisco, parada, exato no momento crítico para uma parte da população, ávida por água para o consumo humano, em razão da seca, e a insensibilidade dos governantes não acelera a sua conclusão, além de vários outros empreendimentos já prometidos e não efetivados.
O Judiciário precisa ser mais célere. A impunidade não agride apenas as vítimas mais próximas do crime, mas a toda uma população, principalmente quando se trata da corrupção. Antes desses movimentos de ruas os brasileiros já haviam demonstrado ao Judiciário, representado pelo Supremo Tribunal Federal, sua satisfação com os julgamentos de corruptos, como no caso do “Mensalão”. A Corte parece não ter entendido existir a possibilidade de também ouvir o grito da insatisfação. As demandas lá chegadas precisam ser encerradas em um espaço de tempo menor.
Aumentos
Baixar o preço das passagens do transporte público, como fizeram alguns governantes, é bem uma amostra do descaso desses administradores ao tratar da delicada questão de compatibilizar o justo interesse do empresariado, detentor da concessão dos serviços, com a realidade econômica dos usuários. Se é possível baixar o preço, como de fato anunciaram, poderiam ter deixado de dar o aumento utilizando os mesmos mecanismos de compensação agora encontrados.
Os prefeitos de São Paulo e do Rio de Janeiro, assim como os dois governadores daqueles estados, para atender a interesses do Governo Federal, preocupado com o aumento da inflação, no início deste ano, adiaram a concessão do aumento na tarifa dos transportes, agora no meio do ano, mesmo com o risco de aumento da inflação mais acentuado, concedem a majoração.
Discurso
A parte mais importante do discurso da presidente Dilma, na sexta-feira à noite, foi ela ter afirmado que precisa “oxigenar o nosso sistema político” e de dar a sua contribuição para “uma ampla reforma política”.

09:25 · 22.03.2013 / atualizado às 09:25 · 22.03.2013 por

Por  Miguel Martins

Motivo constante de críticas feitas por deputados de oposição, a falta de investimentos no Estado do Ceará e no Nordeste por parte do Governo Federal voltou a ser tema de reclamações de parlamentares na Assembleia Legislativa, ontem. O deputado Fernando Hugo (PSDB) iniciou os debates sobre o assunto e afirmou que a presidente Dilma Rousseff (PT) precisa respeitar a população cearense e os nordestinos que estão “assentados” em uma seca.
Ele ressaltou que o Nordeste representa 35% a 40% da população do País e que não tem recebido a atenção necessária por parte da Presidência da República. “A Dilma não traz as mínimas condições para o povo, mas pode fazer uma exibição milionária de deslocar uma grande comitiva e ocupar 25 apartamentos de um hotel para abraçar o novo papa Francisco”, criticou.
O deputado questionou a ida da presidente Dilma Rousseff ao Vaticano, onde, segundo ele, fez muitos gastos desnecessários.  O tucano ainda ironizou, dizendo que a petista chegou a levar o papagaio e o cachorro para receberem as bênçãos do papa Francisco. Críticas à vinda da presidente para o Ceará não faltaram entre Fernando Hugo e seu companheiro de bancada, João Jaime, principalmente no que diz respeito ao início das obras de instalação da refinaria Premium II no Estado.
Em determinado momento de seu discurso, Fernando Hugo chamou os petistas da Casa para o debate e brincou. “Os petistas aqui nesta Casa estão escassos. Eles são mais Ferreira Gomes do que o Ivo e o Ciro”, disse ele, se referindo a Rachel Marques e Dedé Teixeira. Na Assembleia Legislativa, somente Antônio Carlos (PT) tem se posicionado de forma contrária à decisão do PT de apoio ao Governo Estadual.
Para Fernando Hugo, a refinaria Premium II é um projeto inviável segundo a Petrobras e que os dados apresentados pela presidente da companhia, Graça Foster, são “uma ducha de água fria em nossas pretensões de refinaria”. Segundo ele, o Governo petista não fez nada para beneficiar o Ceará e o Nordeste e ao contrário disso, “quebraram” a Petrobras e enganam o povo brasileiro.
O fato de o Brasil ter figurado no 85° lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Organização das Nações Unidas (ONU) também foi lembrado por ele. “O interessante não são os dados, são os ministros, a mando de Dilma, questionarem os dados na ONU, dizendo que estão errados. Se a ONU mostrasse dados favoráveis, com certeza, o Governo Federal decretava Carnaval. É entristecedor sabermos que esse Governo vive em um falsete de bolsas que são esmolas para comprar voto”, criticou.
João Jaime disse que nos planos da Petrobras não existe qualquer projeto para criação da refinaria no Ceará e que o que ele tratou como “enganação” vem desde a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Como daqui a pouco é ano de eleição, Dilma vai falar da refinaria”, afirmou o peessedebista.
A deputada Fernanda Pessoa (PR) também levantou questionamentos quanto a situação do Ceará atualmente, como a situação de seca em que o Estado passa. Segundo ela, enquanto os produtores de milho do País comemoram safra recorde do alimento, tornando o País no maior exportador mundial do produto, existe falta para os cearenses.
“Vejamos que triste discrepância: enquanto o Brasil ocupa o ranking de maior exportador de milho do mundo, o nosso Estado está sofrendo com a falta de milho. Já tivemos uma perda de 100 mil cabeças de gado, de um total de 2,7 milhões”, lembrou.
Segundo ela, nas próximas semanas, os agricultores de quatro municípios do Interior do Estado irão receber sete mil toneladas de milho, mas ressalta que a quantidade é insuficiente para o abastecimento necessário, inclusive para as quatro localidades. “Só o armazém da Conab de Maracanaú, por exemplo, atende 34 municípios. Neste armazém, seriam necessárias 5.500 toneladas de milho por mês para atender aos produtores cadastrados, mas, nos dois primeiros meses do ano, o armazém só recebeu, no total, pouco mais de 10% dessa quantidade. E, essas 2 mil toneladas que o município receberá também não será suficiente”, afirmou a republicana.
A parlamentar sugeriu que, entre as reivindicações a serem levadas à Brasília, possa ser levantado a possibilidade de os navios que estiverem levando milho para outros países passem pelo Ceará e abasteçam o nosso Estado. Outra reivindicação é que o milho trazido para o Ceará seja de coloração diferenciada para assim evitar possíveis fraudes e revendas no mercado.
Eliane Novais também lembrou da necessidade de medidas urgentes para evitar maiores transtornos para os municípios atingidos com a estiagem. “Tenho cobrado nesta casa uma resposta mais enérgica do Governo para a situação de calamidade que vários municípios cearenses estão passando nesta que é uma das piores estiagens da nossa história. São várias situações que mostram que, em diversas situações, há um descuido do Governo. Seis perfuratrizes para dar conta de todo o Estado do Ceará em uma situação de seca! É um absurdo que no segundo ano consecutivo de escassas chuvas, o Governo do Estado não tenha equipado minimamente para o enfrentamento à estiagem”, reclamou.

08:37 · 13.03.2013 / atualizado às 08:37 · 13.03.2013 por

Por Miguel Martins

Se dependesse dos pronunciamentos dos deputados da Assembleia Legislativa, o problema da seca no Ceará já teria sido resolvido há muito tempo. Durante sessão ordinária, ontem, mais uma vez o tema foi amplamente debatido, inclusive com algumas sugestões para diminuição dos efeitos da estiagem no Interior do Estado.
Osmar Baquit (PSD), por exemplo, sugeriu que o Governo comprasse cem máquinas de perfurar poços como uma alternativa emergencial para que a situação fosse amenizada. Ele ressaltou que o custo para tal seria de até R$ 100 milhões, visto que cada perfuradora, segundo disse, custa em média R$ 1 milhão.
Para Baquit, o fato de a seca ser uma constante no Ceará faz com que seja necessária a compra dessas máquinas, porque dessa forma, quando outra estiagem assolassem o Estado, o Governo já teria um equipamento para evitar o sofrimento da população. “A seca não é imprevisível, ela é previsível, portanto, temos que ter soluções antes de começar a causar danos”, ressaltou.
Nenem Coelho (PSD) afirmou que a reunião do Comitê de Combate à Seca na última segunda-feira serviu para mostrar que milhões em dinheiro surgem, mas que não chega efetivamente ao Interior do Estado, onde as pessoas estão mais necessitadas das ações do Governo. Para ele, a cada dia que passa o quadro se complica ainda mais e prova disso é o rebanho nas áreas atingidas que tem sido dizimado.
Apesar das propostas que são sugeridas e algumas até aplicadas, ele garante que são insuficientes e que seria necessário um trabalho mais incisivo por parte da bancada federal junto ao Ministério da Agricultura para que as pessoas sintam de forma mais efetiva as ações propostas. “Diante das dificuldades que estamos vivenciando não podemos aceitar que no Centro-Oeste tenha uma super safra e a gente aqui com rebanho morrendo. Daí o nosso alerta. Nós não estamos criticando, mas pedindo que as ações sejam efetivadas”.
O deputado cobrou de João Jaime (PSDB), presidente da Comissão Especial da Seca, uma reunião urgente para que os parlamentares possam se debruçar sobre o relatório da primeira reunião do colegiado com o Comitê da Seca, na segunda-feira passada. O oposicionista Roberto Mesquita (PV), por sua vez, solicitou medidas mais urgentes para combate à estiagem, principalmente, no que tange a utilização de máquinas para perfuração de poços.
Afirmando que o Estado possui quatro equipamentos com capacidade de perfuração de 120 metros , o deputado lembrou que pessoas estão com sede e tendo os seus patrimônios dizimados. Para ele, não existem apoio ou força de vontade política por parte do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas para dar contribuição no tratamento com a seca em todo o Nordeste.
Mesquita ainda alertou seus pares para um possível colapso em alguns municípios que podem sofrer com a falta de abastecimento de água, e que, diante da situação, faz-se necessário “provocar” o Governo do Estado, sugerindo a utilização de vagões-pipa, levando água por linha férrea. “É preciso que o governador, que nos orgulha com suas políticas de desenvolvimento, tenha sensibilidade para cuidar dos 2,5 milhões de cearenses que sofrem com a falta da água”, apontou.
O deputado Tin Gomes (PHS), sugeriu a Mesquita que a Comissão da Seca da AL poderia organizar uma visita aos órgãos responsáveis pelas máquinas a fim de fazer um levantamento exato da capacidade. Já a deputada Fernanda Pessoa (PR), que esteve na reunião do Comitê Integrado de Combate à Seca na segunda-feira, juntamente com alguns parlamentares e representantes do Governo, como o secretário de Desenvolvimento Agrário, Nelson Martins, afirmou que ficou decepcionada com a reunião.
Ela lembrou ainda matéria do Diário do Nordeste que ressaltou que o período prolongado da falta de chuvas tem ocasionado a deficiência no suprimento de alimentação animal, visto que desde fevereiro não chegou remessas de milho.
“E, sejamos claros, há quantos anos essas famílias sofrem com a estiagem? Se já estamos na sexta maior seca, se a última pior seca foi há 40 anos? Então, mesmo depois de 40 anos, ainda não conseguimos solucionar a falta de água desses sertanejos?”, indagou a republicana.
A parlamentar fez um comparativo entre obras entregues em tempo hábil pelo Governo do Estado em detrimento de políticas de solução para os problemas da seca. “O nosso Ceará não conseguiu solucionar a seca. Mas conseguiu entregar o Castelão em tempo recorde, fazer o maior Centro de Eventos da América latina, e está construindo um Aquário. Mas, o nosso Ceará não conseguiu minimizar, muito menos solucionar, a falta de água nos nossos municípios cearenses”, atacou.
Dentre as propostas básicas para solução dos problemas, Fernanda Pessoa citou a perfuração de poços profundos e entrega de água por meio de carros-pipa. Em consonância com seus pares, ela citou ainda ser preciso aproveitar o investimento de R$ 1 bilhão para contratação de mais carros-pipa, devido a insuficiência desse material. Para ela, a “culpa é da nossa incompetência em criar e manter em uma ação continuada bons programas de convivência com as secas. É uma falta de interesse político em solucionar de vez este problema. E aí está o o maior desafio desta casa política”.

09:15 · 28.02.2013 / atualizado às 09:15 · 28.02.2013 por

Por Miguel Martins

Os deputados tucanos da Assembleia Legislativa continuam criticando a vinda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à Fortaleza, que acontece hoje. A principal explicação para esse desconforto dos parlamentares é o fato de, segundo eles, de a cúpula petista vim festejar os dez anos do partido na presidência, enquanto que o Estado do Ceará passa por uma estiagem severa, onde o Governo Federal pouco tem se preocupado.
Fernando Hugo foi quem deu o tom das acusações de irregularidades nas ações dos petistas nas últimas semanas, inclusive, afirmando ter alertado o procurador regional eleitoral, Márcio Torres, pois segundo ele, está havendo uma antecipação das eleições e desrespeito da Lei Eleitoral vigente. “Essa é uma festividade política e eleitoreira. Queria que a imprensa não esquecesse da pessoa que vem com o Lula, que é o Zé Dirceu, que nem mesmo os presos do IPPS querem a companhia dele, pela ação criminosa que fez na gestão do Lula. Eles vêm aqui fazer uma festa nunca antes trazida para o Nordeste e nem para o Estado do Ceará”, reclamou.
O parlamentar questionou em plenário qual teria sido o feito positivo do ex-presidente para os cearenses, lembrando ele que o Estado fez muito para o Partido dos Trabalhadores nos últimos anos. Segundo afirmou, o PT é um “padrasto ruim” do Estado. Ele voltou a criticar propostas para o Ceará que ainda não iniciaram ou que estão em processo demorado para concretização, como o Minha Casa, Minha vida, instalação de estaleiro, siderúrgica, transposição das águas do Rio São Francisco e Refinaria Premium II.
“Eu me lembro, pelo menos em duas ocasiões, na era do Governo Lula, ele vindo para cá lançar a pedra fundamental da Refinaria, e agora a presidente Dilma vem sequenciar os passos da enganação. Por que ela não via ao Interior, olhar os municípios que passam por dificuldades? Eu não consigo entender como é que os Ferreira Gomes têm tido tanta paciência, tanta sapato gasto para ir à Brasília, para ouvir mais uma vez que a Refinaria sai”, atacou o deputado.
Para ele, o empreendimento não virá para o Ceará porque o PT “quebrou” a Petrobras, que passou a fazer negócios “indignos”.
O deputado João Jaime (PSDB), por sua vez, afirmou que a festa é inadequada pois dois motivos. O primeiro porque não há o que se comemorar em um “pseudo governo”, pois esta terá custo, até mesmo com a vinda de ministros vindos de Brasília. Para ele, além da população pobre do Interior, a classe média rural também está sofrendo, tendo que, inclusive, vender ou até doar seu rebanho devido a seca.
O segundo motivo seria a forma como as comemorações estariam sendo feitas, com comparações entre os governos do PT e PSDB nos últimos anos. “Há dez anos eles se repetem esse mesmo discurso. O Lula já veio aqui e lançou a pedra fundamental da Refinaria e hoje a Dilma vem receber terreno. Isso é piada, um desrespeito com à população”, reclamou.
Em pronunciamentos na terça-feira passada, os petistas, por outro lado, enalteceram os dez anos do partido em um coro proferido, inclusive, pelos aliados, como o deputado Lula Morais (PCdoB). Para Fernando Hugo o que houve foi um “verdadeiro comício” em defesa de um Governo, que segundo disse, não é democrático.
“Onde é que é isso democrático? Esse Governo devolveu aprisionados aqueles boxeadores à Cuba. É esse governo democrático que chama a imprensa do Brasil de nazi-fascismo. Já tentou colocar as algemas na imprensa. Na tragédia do Rio Grande do Sul, ela (presidente Dilma) saiu de encontro do Mercosul para lá, aqui existe milhares de desalojados e nunca aqui pisou”, disparou o tucano.
Por outro lado, o deputado Antônio Carlos (PT), afirmou que o desespero de determinados partidos faz com que alguns parlamentares façam discurso até para querer impedir reuniões de sua legenda. Em seu discurso o petista disse ainda que muitas das ações do Governo do Estado só foram possíveis graças a parcerias e investimentos do Governo Federal, como as obras do Castelão, algumas escolas profissionalizantes e o conjunto Maranguapinho.
“O povo tem alterado suas vidas e 36 milhões de pessoas já estão entrando na classe média. Amanhã (hoje), aqui em Fortaleza teremos a presença de um dos maiores nomes brasileiros que deu mudança para este País”, disse o petista.

14:13 · 31.10.2012 / atualizado às 14:13 · 31.10.2012 por

O vereador Gelson Ferraz (PRB), que passou os dois mandatos na base aliada da prefeita Luizianne Lins, hoje, durante pronunciamento na Câmara Municipal, fez duras  críticas à gestão atual. As considerações do parlamentar foram, principalmente, em relação à falta da administração pública em bairros periféricos, como José Walter, que segundo ele, está com praças e equipamentos públicos abandonados, como os Centros Sociais  Urbanos, os CSUs.

Disse ainda que, quando ocorreu o processo de saída do PRB da gestão para apoiar o PSB, foi expulso da Prefeitura, mas que nunca se utilizou desse episódio para angariar votos para sua reeleição. Outra reclamação do vereador foi em relação à falta de regulamentação do Plano Diretor Participativo,  e disse que Roberto Cláudio irá fazer isso.

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Edison Silva

Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
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