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Categoria: PT Ceará


12:41 · 08.05.2017 / atualizado às 12:41 · 08.05.2017 por

O Diretório Estadual do PT no Ceará optou por manter Francisco De Assis Diniz na presidência do partido. Os militantes estiveram reunidos durante esse final de semana, no complexo de eventos da Universidade Estadual do Ceará. No fim do processo, os 400 delegados decidiram que De Assis permanecerá no posto que ocupa desde o ano de 2013.

Os diretórios estaduais do Partido dos Trabalhadores promoveram nos dias 5, 6 e 7 seus congressos locais, com eleições simultâneas em 24 estados. Bahia, Pernambuco e Maranhão adiaram as datas. Antecedendo o encontro finalizado ontem, no dia 9 de abril, 290 mil filiados votaram no PED quando escolheram presidente, diretório e chapa de delegados que se tornaram aptos a votar nos congressos estaduais. Segundo a Secretaria Nacional de Organização do PT, no Ceará o partido mobilizou naquele dia 22.880 pessoas nos municípios que possuem diretório municipal.

Diferente do que aconteceu no diretório de Fortaleza, sendo necessária intervenção nacional, que avaliou ser a melhor opção manter Acrísio Sena e Deodato Ramalho dividindo a presidência, no processo estadual os correligionários se mostraram unidos. Ao final, De Assis foi reeleito por unanimidade. Antes da votação, o concorrente Elmano Freitas disse em discurso que pela união da legenda abria mão da candidatura e apoiaria a manutenção do atual presidente.

Em entrevista concedida ao Diário do Nordeste logo após declarado o resultado, De Assis disse o partido repactua a sua unidade. “Primeiro, centrando no que é essencial para o próximo período que é a defesa do PT, do governo de Camilo e o palanque de 2018. Está é, sem dúvida, a maior resposta que podemos dar ao Estado do Ceará”.

Ao unificar a sua base em nível estadual Assis aponta que o PT tem a sua executiva fortalecida e legitimada para negociar o próximo processo político. Ele diz que daqui para frente muita coisa mudará. “Primeiro a forma de relacionar com toda a nossa militância. Queremos fazer uma militância mais aguerrida, que tenha vez e voz no partido. Vamos criar um núcleo gestor, acompanhando o núcleo político, portanto, é uma mudança significativa”, declarou. “Mas nós vamos fazer muito mais do que isso. Vamos dar rotina e sequência a um trabalho que já é costumeiro nosso, mas que terá forma sistematizada de acompanhar o movimento das mulheres, assim como da juventude para que eles tenham vez e voz nos espaços onde estão. Esta mudança de relacionamento da esquerda é lenta e gradual, mas queremos dar um passo mais acelerado”.

Durante todo o sábado e metade do domingo os petistas fizeram um verdadeiro balanço da situação em que se encontra o PT nos níveis municipal, estadual e nacional. Eles organizaram propostas a serem apresentadas nos dias 01, 02 e 03 de junho, em São Paulo, quando acontece o 6º Congresso Nacional, onde os militantes petistas escolhem aquele que vai coordenar a sigla em todo o Brasil.

Elmano afirmou que o partido demonstra para a sociedade e sua base o grau de maturidade ao construir unidade na linha política. “Essa linha está resumida na prioridade absoluta do PT em 2017 resistir aos ataques contra os trabalhadores e preparar a campanha para a volta do presidente Lula. Em torno disso, vamos organizar a campanha do Governo do Estado”.

No sábado o governador Camilo Santana compareceu ao Congresso Estadual. Em discurso de pouco mais de 20 minutos, o gestor estadual destacou que o PT tem papel importante no país, especialmente diante das atuais circunstâncias. “Nós estamos vivendo momento de extrema intolerância na política deste país. Isso exige de cada militante se contrapor a esta tentativa de desqualificar a política e, principalmente, tentar desqualificar o maior partido do país que é o Partido dos Trabalhadores”.

Logo que Camilo foi convidado a falar, militantes entoaram o grito de “Fora Temer”. Ele evitou tecer críticas mais fortes, porém não deixou de fazê-las. “Isso exige de cada militante a resistência, enfrentamento do debate, se contrapor a esta tentativa desse governo. O PT precisa fazer fortemente a oposição a esse Governo Federal que está colocado e que não representa o povo brasileiro, que é o governo do seu Michel Temer. O PT tem papel muito importante nesse enfrentamento”, ressaltou. Questionado se continua no partido o governador preferiu desconversar. “Esse não é o local ideal para falar disso”. Quanto à sua candidatura à reeleição também evitou responder. “Sobre a eleição do próximo ano eu só falo em 2018”, respondia sempre que interrogado.

A deputada federal Luizianne Lins avaliou que nesse momento para o PT, nos níveis nacional, estadual e municipal, há a necessidade de unidade. “Essa é uma grande necessidade das forças de esquerda e o Partido dos Trabalhadores, como instrumento fundamental na luta do povo brasileiro precisa encontrar a unidade”. Ao ser perguntada sobre unanimidade partidária para reeleger Camilo em 2018 ela respondeu que o partido está unido para eleger Lula presidente. No Estado, Luiziaane disse que a reeleição do governador seria um processo natural desde que ele apoie a eleição de Lula para a presidência. “Isso para nós é condição sine qua non”.

13:46 · 07.05.2017 / atualizado às 13:46 · 07.05.2017 por

Francisco De Assis Diniz foi reeleito presidente estadual do Partido dos Trabalhadores na manhã deste domingo. Reunidos durante este final de semana, no complexo de eventos da Universidade Estadual do Ceará os militantes foram unânimes em escolher o nome do atual presidente.

O deputado estadual Elmano Freitas concorria ao posto, mas antes de inciar o processo de votação optou por aderir à campanha de De Assis “em nome da unidade petista”.

Após reeleito, De Assis disse que o partido repactua a sua unidade. “Primeiro, centrando no que é essencial para o próximo período que é a defesa do PT, do governo de Camilo e o palanque de 2018. Está é, sem dúvida, a maior resposta que podemos dar ao Estado do Ceará”.

15:04 · 06.05.2017 / atualizado às 15:04 · 06.05.2017 por

A passagem do governador Camilo Santana no 6º Congresso Estadual do PT, realizado hoje a amanhã na Universidade Estadual do Ceará foi rápida. Depois de discursar, o gestor seguiu para Aquiraz onde se reúne este final de semana com o secretariado estadual.

Logo após cumprimentar os correligionários, ele sentou à mesa onde dividiu espaço com a deputada federal e ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, que encabeçou disputa interna no PT, em 2016, ao manter candidatura própria a fim de retornar ao comando da Capital cearense, quando do outro lado estava Camilo apoiando Roberto Cláudio. Também estavam presentes o senador Pimentel, vereadores Acrísio Sena e Guilherme Sampaio, deputado federal José Guimarães, os deputados estaduais Manoel Santana, Rachel Marques, Moisés Braz e Elmano Freitas.

Durante discurso Camilo pregou a união entre os correligionários. Questionado se a palavra de ordem serve também para a eleição de 2018, desconversou e se limitou a dizer que somente discutiria o cenário a partir de 2018.

Luizianne, por sua, respondeu que o partido está unido para eleger Lula presidente em nível nacional. Aqui no Estado, disse que a reeleição do governador seria um processo natural desde que ele apoie a eleição de Lula para a presidência. “Isso para nós é condição sine qua non. Para ele pleitear ser candidato pelo partido deve apoiar o quadro do partido e Lula presidente em 2018”.

09:07 · 22.11.2016 / atualizado às 09:07 · 22.11.2016 por

Por Antonio Cardoso

O Partido dos Trabalhadores reuniu ontem, em Fortaleza, prefeitos, vices e vereadores eleitos pela legenda na eleição deste ano no Ceará. Embora o partido tenha eleito 15 prefeitos e 18 vices, até a abertura do primeiro painel exposto pelo senador José Pimentel, o número era de apenas 10 prefeitos e 12 vices e assistentes. Os nomes dos prefeitos presentes, bem como dos municípios não foram divulgados.
Além dos eleitos, também marcaram presença os deputados estaduais Elmano Freitas e Moisés Braz, o senador Pimentel, deputado federal pelo Mato Grosso, Ságuas Moraes e os deputados federais cearenses José Guimarães e José Airton. “Estamos em processo de debates internos e discussão na perspectiva de construir, a partir de balanço e avaliação, quais acertos e quais os erros, além de refletir a derrota eleitoral que tivemos. Embora não seja uma derrota definitiva, vamos a partir dela compreender qual o caminho e como construir um processo que nos leve a uma identificação correta”, disse De Assis Diniz, presidente estadual do PT.
O governador Camilo Santana e a ex-prefeita de Fortaleza, deputada Luizianne Lins não compareceram ao seminário. Fernando Santana representou Camilo e tentou justificar que ele teria chegado da China no final de semana e ainda estaria “desorientado” por conta do fuso horário. “Mas também tinha agenda extensa e por isso me pediu para representá-lo e dizer que o gabinete do governador estará sempre aberto a todos os gestores”. A ausência de Luizianne, segundo De Assis, também se deu por conta de agenda.
Grande erro
O senador Pimentel defendeu que o partido deve refletir sobre o momento político atual e pregou que para a sigla sair da situação em que se encontra, precisa antes de qualquer coisa, impedir o financiamento “ilegal” de campanha. “Nosso partido cometeu um grande erro. Achava que os empresários tinham aceito este partido como integrante, com a sua visão política. Aceitamos o financiamento empresarial de campanha e a consequência disso foi exatamente o ‘petrolão’”.
Segundo o senador, o resultado das urnas nos dois turnos de outubro já era esperado pelos petistas, sendo novidade apenas o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Convidado pelo diretório estadual cearense, o deputado federal Ságuas Moraes também considerou que o resultado das eleições ficou dentro do esperado. “Eu pelo menos não tinha expectativa de que o resultado fosse diferente do que tivemos. Isso não significa que o Partido dos Trabalhadores esteja à deriva, mas nos leva a um momento de reflexão e de reação muito forte, da militância e do partido para que a gente possa fazer um novo recomeço e buscar as antigas bandeiras de luta como a rearticulação com movimentos sociais”, apontou.
Divergência
Os deputados federais José Guimarães e José Aírton explicitaram divergências existentes dentro do partido. Aírton apontou a necessidade de o PT refletir sobre seus erros e procurar corrigi-los. Após a sua fala rápida que foi seguida de outras apresentações, e depois da exposição de José Pimentel a respeito da conjuntura nacional e local, Guimarães disse ser, no mínimo, um “ingrato” o petista que fala mal do Partido dos Trabalhadores.
Ressaltando que, de fato, está insatisfeito no PT, José Airton afirmou que travará discussão com as bases e lideranças, antes de tomar qualquer decisão. “Temos um tempo muito grande pela frente para fazer o debate. O que queremos é discutir. Não podemos aceitar a forma como o PT está sendo conduzido, nem como o governo conduziu as ações. Houve um isolamento de algumas lideranças, que não tiveram acesso aos debates e discussões. Então, é essa a questão”.Aírton se considera uma dessas “lideranças isoladas”.