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Categoria: PT e Camilo


19:46 · 13.03.2016 / atualizado às 19:46 · 13.03.2016 por

O PT de Fortaleza fará sua conferência dia 17 de abril, para decidir sobre uma candidatura própria à Prefeitura de Fortaleza, em outubro próximo. Como o prazo das homologações de nomes para a disputa deste ano vai de 20 de julho a 5 de agosto, alguns petistas associam a fixação da data da definição de uma posição do segmento local da agremiação, ao calendário estabelecido pelo governador Camilo Santana para suas ações de convencimento da maioria do seu partido a se coligar com o PDT do prefeito Roberto Cláudio. O calendário de Camilo como aqui retratado em 14 de fevereiro, começava com conversas com a presidente Dilma Rousseff e Rui Falcão, presidente nacional do PT.
Camilo vai estar no palanque de Roberto Cláudio. A nenhum dos dois interessa uma relação incestuosa, que não lhes permita fazer o mesmo comício, ou aparecerem juntos na propaganda eleitoral. E a legislação eleitoral tem limites para o compartilhamento de espaços em concentrações e no horário do rádio e televisão, no curso da campanha eleitoral, permitido a apenas os do partido do candidato ou a ele coligados. O governador disse ao presidente nacional do PT, e posteriormente à presidente Dilma, da sua determinação de figurar como copatrocinador da campanha de reeleição do prefeito de Fortaleza. Apontou suas razões, e as do PT, no Estado, e em outros municípios brasileiros, algumas delas já descritas neste espaço. E só depois dos contatos nacionais, Camilo começou a conversar com os companheiros de partido a ele mais ligados.
Pelo comportamento demonstrado até aqui, o governador vai perseguir, até a exaustão, o objetivo de persuasão para conseguir o seu objetivo, a aliança do PT com o PDT, incluindo, no percurso, nova rodada de conversações com a cúpula nacional do partido. Esta, também, será instada pelos representantes maiores do partido do prefeito, com os argumentos expostos por Camilo, para cobrarem a reciprocidade de apoios dados, no passado, ao próprio Camilo, e no presente, a candidatos petistas em cidades importantes para o partido, dentre outras São Paulo.
O ex-governador Cid Gomes, nas páginas do Diário do Nordeste, recentemente, disse da disposição do comando do PDT, sobretudo se baldados os esforços de Camilo, tão interessado em ser bem sucedido na missão, quanto o próprio prefeito em ter o apoio, de discutir todas as alianças nacionais, condicionando-as às de Fortaleza, considerada a mais importante, também por se tratar de uma reeleição. Ademais, acrescentam aliados do prefeito, não há sentido a indiferença do comando partidário, se a dificuldade de formalização de um acordo reúne é patrocinada por uma parte do diretório municipal.
A reciprocidade dos interesses do prefeito e do governador, além da afinidade que os une, está 2016 para Roberto Cláudio, e 2018 para o Camilo. Qualquer que venha a ser o resultado de outubro próximo, o atual prefeito, pelos números da disputa municipal, e a sua importância no grupo político onde ambos estão abrigados, terá voz altiva para se posicionar a favor ou contra a pretensão de reeleição do Governador. E a manifestação de amanhã, por óbvio, dependerá, indiscutivelmente, do tamanho do empenho e participação do chefe do Executivo estadual no pleito deste ano.