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Categoria: Racionamento


09:07 · 29.06.2016 / atualizado às 09:07 · 29.06.2016 por

Por Suzane Saldanha

Em pronunciamento na Câmara Municipal de Fortaleza, ontem, o vereador Robert Burns (PTC)pediu ao Governo do Estado que crie um projeto para fornecer caixas d’água para a população fortalezense mais carente. Segundo ele, o racionamento está previsto para começar e a população não tem como armazenar água para passar pelo período.
O vereador defendeu ser preciso que a Prefeitura e o Governo apresentem um plano para a população saber exatamente a dimensão da escassez de água e do processo de racionamento. Segundo ele, “Queremos um projeto que der caixa d’água para o povo, o povo não tem como armazenar água”, alegou.
Reforçando a importância de informações sobre o racionamento de água, Burns ainda defendeu que a população não pode passar pelo processo de racionamento sem uma proposta clara, pois é preciso saber detalhes das ações a serem feitas pelos governos. “O povo vai ficar sem água, o governador e o prefeito tem que apresentar um plano para a cidade, temos que sentar e explicar para o povo como vai ser o racionamento. Como vai ficar nossa cidade?”, questionou.
Roberto informou que deve ir com lideranças comunitárias, na próxima terça-feira, ao gabinete do governador Camilo Santana (PT) com um pedido de audiência pública para discutir a questão. “Como vai ficar a taxa de esgoto, da energia. O povo é quem vai sofrer com isso”, disse.
Robert ainda avaliou que várias cidades do Estado estão se mobilizando para o racionamento de água no Ceará e cobrou informações sobre a medida na Capital. “Vamos terça-feira no gabinete do Governador com 200 lideranças e entregar o pedido de audiência”, afirmou.
O vereador argumentou que o racionamento na cidade deve ocorrer para todos, seja nos bairros nobres ou na periferia, e questionou se piscinas de clubes e prédios também participarão do racionamento. Para ele, deve haver maior transparência nas ações.
“Queremos que o prefeito e governador apresentem um plano para o povo, portanto temos que sentar e resolver de vez o problema de água”, concluiu.

09:14 · 24.06.2016 / atualizado às 09:14 · 24.06.2016 por

Por   Suzane Saldanha

 

O vereador Adelmo Martins adverte sobre as consequências do racionamento de água na Capital cearense FOTO: JL Rosa
O vereador Adelmo Martins adverte sobre as consequências do racionamento de água na Capital cearense FOTO: JL Rosa

O racionamento de água que deve ocorrer a partir de agosto tem preocupado os vereadores da Capital em razão da possibilidade do aumento de doenças, como a dengue e a zika vírus, em decorrência do armazenamento de água que deve ser feito pelos fortalezenses. Eles apontaram ainda a importância de uma mudança cultural na economia de água.
Adelmo Martins (PDT) refletiu sobre a dificuldade que as pessoas sem caixas d´água vão passar com o racionamento para armazenar Segundo ele, os moradores da periferia da cidade devem ser os mais afetados com a situação.
“Vão ter que armazenar em qualquer local e vão ficar expostas, mais uma preocupação da dengue, do zika. Sabemos que é inevitável o racionamento, as pessoas acreditam só quando falta água na torneira”, analisou. Ele destacou também a medida do Governo de cavar poços profundos em Fortaleza.
Defendendo uma mudança cultural, Guilherme Sampaio (PT) afirmou a importância da consciência da população com um consumo responsável no uso da água. Segundo ele, a Câmara Municipal deve exercer um papel fundamental na luta da crise hídrica fazendo uma discussão no plenário da Casa para se ter noção da situação e das perspectivas de abastecimento de água.
O vereador entrou com um requerimento solicitando as presenças do secretário dos Recursos Hídricos do Ceará, Francisco José Teixeira, e de representantes da Cagece para debater a questão com os vereadores. “Apresentamos já um requerimento que seja convidado o secretário de Recurso Hídrico e Cagece para que mostrem ideias, planos e medidas sobre essas questões. Não podemos nos abster de fazer discussão que envolve esse elemento essencial, que é o abastecimento de água”, disse.
Sampaio reconheceu investimentos por parte dos últimos governos do Estado com obras para aumentar o abastecimento de água no Ceará, mas que além das obras, é preciso também realizar uma mudança de comportamento do uso da água nas pessoas. Ele pediu medidas para conscientizar as pessoas sobre o consumo responsável.
“Fortaleza é capital de um estado localizado no semi-árido, não há razão para não ter uma cultura de consciência do uso da água em Fortaleza”, destacou.
Segundo o vereador, o problema de abastecimento já ocorre em muitos bairros da Capital, que são abastecidos em determinados horários. “Temos historicamente um perfil de consumo de água em Fortaleza como se vivêssemos em um local com água abundante quando a realidade é outra. É preciso transformar a crise em algo criativo”, avaliou.
De acordo com Guilherme, o consumo irresponsável da água e cinco anos seguidos de pouca chuva resultaram neste problema que a cidade precisa enfrentar.
Robert Burns (PTC) defendeu que seja colocado em prática um plano emergencial visando as pessoas com baixa renda. Ele pediu que os governos Municipal e Estadual, Igreja, imprensa e a sociedade se unam para o combate à seca no Ceará.
“É uma questão de humanidade. Temos que fechar as piscinas, dar caixas d’água aos pobres e concluir a transposição do Rio São Francisco. Não pode é nosso povo ficar sem água”, ressaltou. Ele sugeriu a criação de uma comissão especial para debater a questão.
Didi Mangueira (PDT) repercutiu a situação apontando que açude Castanhão estava com 22% de sua capacidade no ano passado e que hoje está com menos de 9%. Para ele, se nada for feito o açude pode ficar sem água até dezembro deste ano.
“Precisamos fazer esse debate urgentemente, fazer uma campanha pedagógica, educativa, para que a população saiba usar água, porque se tivermos mais um ano de seca, poderemos ter um problema gravíssimo”, disse.

09:01 · 22.06.2016 / atualizado às 09:01 · 22.06.2016 por

Por Miguel Martins

 

O secretário de Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, vai hoje à Assembleia falar sobre a crise de água no Ceará perfurados no Estado não contêm água FOTO: Alex Costa
O secretário de Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, vai hoje à Assembleia falar sobre a crise de água no Ceará  FOTO: Alex Costa

Deputados da Assembleia Legislativa aguardam, na manhã de hoje, o anúncio oficial, por parte do secretário de Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, do início do racionamento de água em Fortaleza e Região Metropolitana. Alguns parlamentares entrevistados pelo Diário do Nordeste disseram que a medida veio tardiamente, e chegaram a cobrar racionamento para as indústrias.
Para Fernanda Pessoa (PR) a demora em anunciar o racionamento de água se deu por conta da proximidade do período eleitoral, uma vez que a medida não é simpática para a população. O Governo tem enfrentado críticas nas áreas da Saúde e Segurança Pública, bem como devido a questão relacionada ao emprego.
“O racionamento é necessário e já deveria ter começado. Os níveis de água estão baixíssimos, como o Castanhão que está aquém de sua capacidade. Só não tivemos uma invasão do comércio por conta do Bolsa Família, porque do contrário até a Região Metropolitana teria saques”, apontou.
Roberto Mesquita (PSD), que participou da Comissão Especial da Seca, em 2013, disse que o Governo do Estado perdeu muito tempo, porque o racionamento já era para estar em vigor. Segundo ele, a cada dia que passa sem medidas mais duras o prejuízo é maior e atinge, principalmente, a população mais carente.
“Há previsão de que o estoque de água dure somente até março do ano que vem. Se não chover bem como ficarão as pessoas que serão impactadas pela falta de água?”, questionou. O parlamentar lembrou que a medida é antipática, pois vem acompanhada de interrupção de fornecimento de água ou multa, duas medidas nada simpáticas para a população, mas necessária.
“O Governo dormiu e perdeu tempo na atitude de iniciar um racionamento”, disse Mesquita, que apesar das críticas, reconheceu que outras medidas foram adotadas, ainda que não surtissem o efeito desejado.
Para Renato Roseno (PSOL) o problema é de gestão de demanda, pois em sua avaliação, enquanto houver demanda de empreendimentos econômicos, como a Siderúrgica e termelétricas, o problema da escassez se manterá. Segundo ele, três termelétricas são capazes de consumir água que serviriam para abastecer 10 sedes de cidades do tamanho do Município de Aracati.
“Ele (governador Camilo) deveria racionar esses empreendimentos econômicos. Pode alterar a outorga desses equipamentos para que eles sejam responsabilizados pelo reúso da água”, disse. Manuel Santana (PT), por outro lado, disse que o Governo do Estado tem feito o alerta à população, com campanha de conscientização e metas a serem alcançadas, o que não surtiu efeito desejado.
Para ele, é preciso ampliar a sensibilização das pessoas, e se for o caso, apresentar medidas mais drásticas. “O Governo está tomando as medidas necessárias a médio e curto prazos”. O líder do Governo, Evandro Leitão (PDT), afirmou que a medida é antipática, mas necessária.
Segundo anunciou, a partir do mês de agosto haverá um contingenciamento para que o Estado não fique sem água. Ele disse ainda que há uma questão de análise macroeconômica no que diz respeito à prioridade para o uso de água no Complexo Industrial do Pecém, visto que até 5 mil empregos podem ser afetados. “Se não tivermos água para o Complexo, vamos ficar sem 5 mil empregos direto e isso é uma opção que o Governo apresenta. Não se descuidando, claro, de um bem precioso que é a água”.
O presidente do Poder Legislativo, Zezinho Albuquerque (PDT), que fez convite para que o secretário de Recurso Hídricos compareça à Assembleia, afirmou que o Governo tem alertado as pessoas sobre o uso consciente de água. O parlamentar também se disse confiante na conclusão das obras da Transposição do Rio São Francisco e escoamento de água para o Ceará, visando minorar os efeitos da estiagem no Estado.