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Categoria: Reações


14:30 · 19.06.2017 / atualizado às 14:30 · 19.06.2017 por

Ainda estão chegando à redação notas de deputados estaduais acompanhando de certidão negativa, emitida pelo próprio TCM, para comprovar que as contas deles não foram rejeitadas.

Hoje chegaram as certidões dos deputados Carlos Felipe, José Sarto e Walter Cavalcante. Felipe foi prefeito de Crateús e os outros dois presidente da Câmara Municipal de Fortaleza.

Também chegou uma nota da Thaisse, presidente da Associação dos Auditores do TCM, negando qualquer participação dos auditores daquele Tribunal, na colocação de faixas com os nomes dos deputados citados na nota do TCM de domingo.

Na verdade, em nhum momento foi apontado essa ou aquela categoria na parte da nota que ora transcrevemos: “Na terça-feira passada, quando acontecia uma audiência pública para discutir a PEC da extinção do TCM, alguns dos seus servidores espalharam no piso da área das comissões técnicas da Assembleia, grandes faixas com os nomes desses deputados”.

A propósito, por conta do trecho citado, ainda no domingo, recebemos e aprovamos o comentário de José de Arimateia nos seguintes termos: “Os servidores concursados estão se mantendo neutros nesta briga que não é deles. Não se pode confundir a atuação de servidor ocupantes de cargos exclusivamente de comissão que atuam a mando daqueles que os dão o emprego”.

10:17 · 19.03.2016 / atualizado às 10:17 · 19.03.2016 por

Por Miguel Martins

Lideranças partidárias no Ceará veem com preocupação a saída do PRB da base de apoio da presidente Dilma Rousseff e acreditam que outras legendas possam fazer o mesmo nos próximos dias. De acordo com informações, PSD e PTB já estariam sendo pressionados em suas bases para romper com o Governo Federal, o que deve ser intensificado com os protestos que estão sendo realizados desde a quarta-feira passada, quando o ex-presidente Lula foi anunciado como ministro da Casa Civil.
O Diário do Nordeste entrevistou alguns líderes partidários da Assembleia Legislativa, e a maioria acredita que há motivações para que partidos se apartem do Governo. Atualmente, dão sustentação à base da presidente Dilma PMDB, PCdoB, PSD, PDT, PR e PP. Na quarta-feira passada, o PRB anunciou que estava deixando a base de apoio do Governo Federal em função da situação em que se encontrava o cenário nacional dos últimos meses.
No PSD, que tem a frente do Ministério das Cidades com Gilberto Kassab, já há pressão de deputados pelo desembarque, enquanto que no PTB, ainda que já adote uma postura de independência, deputados da sigla defendem a saída da gestão Dilma. O PSB, que até semana passada tinha se intitulava como independente, decidiu de vez ser oposição à administração petista.
Deputado do PSD na Assembleia, Roberto Mesquita afirmou que é preciso dar atenção aos sinais que estão sendo apresentados pela população, que segundo ele, mostram que o Governo perdeu legitimidade para continuar governando. “A população não confia mais na presidente Dilma e em seus aliados. Para se governar é preciso se criar elos para se solidificar e não existem mais elos para a governabilidade”.
Ele defendeu que o presidente do partido, Gilberto Kassab, convoque o partido para que este deixe a administração petista. “A nação brasileira está pedindo que Dilma deixe o cargo, e que Michel Temer não assuma. Temos que ter novas eleições”. Questionado sobre uma possível repercussão de tal ato no Ceará, Mesquita afirmou que nos estados não há verticalização de alianças, que essas são outras em nível local.
Um dos principais aliados de Dilma no Congresso Nacional, o PP pode sim sair do Governo, segundo afirmou o presidente da sigla no Ceará, José Linhares. Segundo informou ao Diário, com a saída do PRB haverá um vácuo, mas o País vive um momento difícil que poderá fazer com que a legenda também desembarque do Governo. “Podemos sair sim, e essas chances são grandes, porque a situação do Brasil está muito difícil, tanto econômica quanto política”, apontou.
A bancada do PR na Assembleia também defendeu o desembarque da sigla do Governo Dilma, mesmo tendo, atualmente, um dos principais ministérios da gestão, o dos Transportes. Tanto Wagner Sousa quanto Fernanda Pessoa defendem a tese, ele, inclusive, já defensor da saída há alguns meses.
Ao Diário, Fernanda Pessoa lembrou que o deputado federal Cabo Sabino já chegou a defender na tribuna da Câmara Federal o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o que para ela deve ser discutido entre os membros da legenda. “Eu acredito que o presidente do partido vai conversar com os deputados e senadores para ver como vai ser a posição do partido. O PR é aliado desde a época do presidente Lula, mas tem que se posicionar, porque é muito difícil permanecer apoiando a presidente”, disse a parlamentar.
Líder do PMDB na Assembleia, Audic Mota, ontem, na tribuna da Casa, teceu duras críticas ao Governo Dilma. Ele afirmou que a saída dela da gestão do País é um desejo de seu mandato, bem como de, praticamente, todos os peemedebistas do Legislativo cearense. “Eu creio que esse rompimento já está feito. O PMDB deu 30 dias para tomar uma decisão, mas já está preparado e aguardando o melhor momento para publicizar”. Ele lembrou ainda que o deputado federal Mauro Lopes (PMDB-MG) pode ter seu mandato cassado por ter aceitado ser ministro da Aviação Civil do Governo Dilma.
O presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque (PDT) afirmou que a sigla pedetista se manterá fiel à administração petista e não sairá do Governo, onde possui o Ministério das Comunicações. Sérgio Aguiar, do PDT, afirmou que o caso do PRB pode ser isolado. Ele lamentou a saída do partido da atual gestão há alguns meses das Olimpíadas. Augusta Brito (PC do B), por outro lado, acredita que a ação do PRB vai influenciar outras legendas, mas assegurou que seu partido vai se manter firme e não vai sair agora em momento de dificuldade do Governo. “Vamos continuar dando apoio ao Governo Dilma”.