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Categoria: Reconhecimento


22:33 · 06.12.2012 / atualizado às 22:33 · 06.12.2012 por

Dona Dayse Machado, sem dúvida, em meio a tristeza que o acompanha desde a partida de Expedito Machado deste mundo, sem dúvida, nesta quinta-feira, com a família e os amigos, experimentaram um instante de grande alegria ao ter o reconhecimento da Câmara dos Deputados, representante do povo brasileiro, da violência perpetrada contra o deputado federal Expedito Machado, nos idos de 1960, um dos mais importantes parlamentres do nosso Estado, no Congresso Nacional, cassando-lhe o mandato pelo único e simples fato de ter sido ministro do Governo João Goulart.

Expedito, foi um dos 173 deputados que tinham perdido seus mandatos, por atos institucionais dos militares que assumiram o Poder Central em abril de 1964, e receberam-no de volta, simbolicamente, nesta quinta-feira. Mas os cearenses, antes, já haviam devolvido esse mandato a Expedito Machado, e o fizeram em momento muito importante da vida pública nacional, quando da Assembleia Nacional Constituinte, onde, pela sua capacidade de  liderança e o respeito que impunha a seus pares, teve significativa participação na elaboração da Carta Cidadã, a nossa Constituição de 5 de outubro de 1988.

No espaço de tempo, entre a cassação do seu mandato e a anistia, Expedito, dona Dayse e os filhos passaram alguns anos exilados na França. Lá estavam outros brasileiros, também vítimas da Revolução de 64. Aos amigos, aqui no Ceará, ela falava desses anos sempre com a voz mansa, sem registro de ódio, mas com um sentimento de tristeza por ter sido impedido de continuar seu trabalho político em benefício do Estado. Era muito agradável conversar com Expedito Machado.

Os cearenses que conhecem a história do Estado sabem do quanto fez Expedito Machado por esta terra, principalmente quando foi minisrtro de uma das pastas mais importantes e abrangentes do Governo Federal.