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Categoria: Reeleição


09:54 · 21.08.2016 / atualizado às 09:54 · 21.08.2016 por

Por Suzane Saldanha

Independente da ideologia partidária ou do acerto para a disputa majoritária, a troca de apoio político e a parceria nas bases eleitorais entre vereadores e deputados estaduais e federais é firmada a cada eleição. Este ano, os vereadores da Capital esperam o amparo político e a indicação de votos de parlamentares da Assembleia Legislativa e da Câmara dos Deputados na tentativa de manter uma vaga na Câmara Municipal de Fortaleza.
Eles afirmam contar com a indicação dos parlamentares para ter o apoio de lideranças políticas nos respectivos redutos eleitorais e que não teriam ajuda financeira.
Adail Júnior (PDT), por exemplo, aponta ter o apoio do deputado estadual Roberto Mesquita (PP) desde 2008 quando eles foram colegas na Câmara Municipal. Os parlamentares fizeram parceria na Casa e a amizade se manteve nas eleições seguintes. Segundo ele, por ter sido vereador, Mesquita tem uma atuação forte na Capital.
“A gente sempre se deu muito bem, e tem apoio seja para votação de vice-presidente da Mesa Diretora, de vereador, no Estado. Eu conto com o Roberto Mesquita”, disse.
Adail explica que a ajuda do deputado estadual contribui para que votos sejam conquistados em bairros que não tem forte atuação. Adail exemplifica ter tirado em 2012 votos no Vila Velha e mais de 600 no Pici, locais em que Mesquita tem liderança.
A nível federal, Adail aponta esperar o apoio do deputado Macêdo (PP) com quem fez parceria na eleição estadual de 2014. “Não posso falar do federal por não ter tido ainda a candidatura. Não posso dizer que vai ter o mesmo apoio, vou dizer depois da eleição”, disse.
Entre os gestos de apoio, ele cita ser importante a participação em caminhadas nos bairros, em comícios, a orientação das lideranças e o apoio da família do respectivo parlamentar. Ele garante nunca ter buscado ajuda financeira para a campanha, pois o principal é o voto concreto direcionado pelos deputados.
Para Alípio Rodrigues (PTN), a contribuição do deputado federal Mauro Benevides (PMDB), que ficou na suplência em 2014 e está no exercício do mandato no lugar de Aníbal Gomes, é de suma importante para sua campanha há cinco anos pela base fortalecida em Fortaleza. Ele relata que o parlamentar tem bases forte em Fortaleza com os ex-trabalhadores da Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA) e nos bairros Carlito Pamplona, Álvaro Weyne, Monte Castelo e na Aldeota.
“Quero pessoas que tenham renome, o Mauro é ex-senador, ex-presidente, hoje deputado federal. Na Aldeota, os votos com familiares é uma coisa forte porque sou de Russas e não tenho parente aqui, tomo voto da sociedade da Aldeota, um voto que nem conheço esse povo rico”, conta.
Enquanto Alípio é aliado do prefeito Roberto Cláudio (PDT) que tentará reeleição, o partido de Mauro faz oposição ao prefeito e vai apoiar Capitão Wagner na disputa majoritária.
Além de Mauro Benevides, em 2014, Alípio passou a apoiar o deputado estadual Ivo Gomes, que já teria designado este ano uma liderança para fazer reuniões em nome de Ivo. Os votos do deputado seriam dos bairros da Piedade, Montese e Aldeota.
Ele lembra que nem sempre a troca de apoio foi bem sucedida. Em 2012, esperou a ajuda do empresário Nildo Sobral, que apoiou na eleição de 2010 para deputado estadual, mas Sobral lançou a esposa para a Câmara Municipal. “No passado dei 570 votos em Russas e no Quixeré demos quase 500 votos e na minha campanha de 2012 ele botou a mulher candidata”, disse.
Neste ano, John Monteiro (PDT) não terá apoio de nenhum deputado, pois foi candidato a estadual em 2014 e não teria mais contato com deputado federal Macêdo (PP), candidato que trabalhou para Câmara dos Deputados.
“Na campanha passada, fui candidato a estadual e deputado federal apoiei o Macêdo, mas eu não falo mais com ele, trocou até celular. Mostrou que não tem compromisso com a campanha e desapareceu”, reclamou.
Ligado à deputada federal Luizianne Lins e ao deputado estadual Elmano de Freitas, que devem formar a chapa petista para disputar a Prefeitura de Fortaleza, o vereador Ronivaldo Maia (PT) aguarda as definições para concretizar o apoio dos deputados a sua candidatura.
“Os dois acabaram cumprindo o papel político, Luizianne já é pré-candidata e Elmano é o provável vice-prefeito na chapa na PT, a depender desses papéis que vão cumprir terão toda minha compreensão”, disse.
Apesar dos encaminhamentos do cenário atual, segundo ele, Luizianne e Elmano participaram da primeira reunião da sua pré-candidatura a vereador e Elmano já disponibilizou três assessores para ajudar na campanha.
Ronivaldo relata contar com a proximidade de Luizianne com lideranças no bairro Vila Velha e em uma comunidade no Caça e Pesca, entre outros locais. “Temos algumas comunidades com relação com os mandatos de deputados deles e que pela relação a gente vai em busca. Com a recomendação que já existe, eu vou construir essa relação de voto a partir da minha presença e do meu trabalho”, avaliou.
Em 2012, ele foi apoiado pelos ex-deputados Antonio Carlos e Eudes Xavier, ambos do PT.

09:53 · 31.07.2016 / atualizado às 09:53 · 31.07.2016 por

Por Antônio Cardoso

De todos os prefeitos que estão em condição de serem reeleitos no país, cerca de 80% não conseguirão atingir o objetivo de se manter à frente de seus municípios. A afirmação é do presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos, Carlos Manhanelli. O especialista afirma que o número apresentado na pesquisa, realizada recentemente, pela associação a que preside, mostra que essa “foi a pior gestão” que já existiu no Brasil. “Tudo pela falta de dinheiro. A crise econômica prejudicou aos administradores que, por falta de recursos, deixaram de atender a determinados apelos da população. E isso vai pesar na hora em que o eleitor estiver na frente das urnas”.
O problema, de acordo com o pesquisador, é que a grande parcela dos gestores deixou de comunicar aquilo o que conseguiu fazer, mesmo com recursos escassos. “A maioria deixou isso de lado, se apegou a ficar unicamente reclamando, e, só agora quer correr atrás. Não vai funcionar porque comunicar os feitos à população nesse momento tem viés eleitoreiro e as pessoas olham como sendo comunicação eleitoreira e dificilmente terá algum benefício”, analisa. “Portanto esses 80% não perderão apenas pela fragilidade ocasionada pela falta de recursos, mas por falta de estratégica”.
Nesse cenário, conforme Manhanelli, levam vantagem os candidatos que fazem oposição aos atuais gestores. Mas os opositores, continua, não podem agir de qualquer forma, simplesmente apontando as fragilidades do prefeito. “Nessa campanha vai aparecer cada proposta mirabolante, mas o eleitor de hoje tem uma melhor visão do que pode ou não ser feito”, avalia. “Mais do que prometer resolver o que o outro não conseguiu, precisa ter em mãos um plano de governo. Tudo se baseia nele. Mas antes de formatá-lo, deve ter levantado informações precisas sobre a visão que a população tem do gestor. Ressalte-se que mais do que criticar, é necessário mostrar que é possível fazer mesmo com pouco dinheiro. Mostrar que tem habilidade para lidar com orçamento reduzido”.
Para o professor da Universidade Federal de Roraima e coordenador do Núcleo de Pesquisas Eleitorais e Políticas da Amazônia, Roberto Ramos, as eleições deste ano serão definidas por questões mais locais do que nacionais. “O eleitorado, de modo geral, consegue distinguir competências políticas nos níveis federal, estadual e municipal. Mas na hora de votar ele dará mais atenção àquilo o que o gestor ofereceu ao local onde mora. A crise econômica existe, mas pesará, mesmo não sendo de total competência das prefeituras, a situação em que se encontra a saúde e a segurança”.
Ramos considera que as estratégias das oposições municipais ainda se baseiam na fragilidade dos gestores. “Elas usarão de qualquer fraqueza. Tenho a impressão que o que vai pesar para quem busca a reeleição será o que deixou de apresentar, aquilo o que não conseguiu solucionar durante o período de gestão. O eleitor vai considerar, e a oposição vai apostar, se houve casos de escândalo ou se o secretariado mostrou ineficiência. Isso são coisas que vão além da crise econômica”.
O cientista político Uriban Xavier, professor doutor da Universidade Federal do Ceará (UFC), ressalta que, no mínimo, é de estranhar um prefeito que ocupa todo o mandato ou grande parte dele, reclamando a falta de recursos, e, mesmo assim, disputar por mais quatro anos de gestão. “O fato é que ninguém quer largar o osso. Hoje se disputa sem nenhum projeto político, parecendo que o objetivo dessas disputas é unicamente a manutenção ou conquista do poder, para a concentração de riquezas”, analisa.
“Os prefeitos dão margem às críticas da oposição ao não cumprir com o que promete, impondo a culpa na crise. Mas quando não tinha crise, porque as coisas também não aconteciam?”, questiona. “Aqueles que se colocam como oposição mais parecem um grupo que quer unicamente o poder. E isso só vai mudar quando a sociedade passar a entender que ela é o poder”.

11:05 · 28.05.2012 / atualizado às 11:05 · 28.05.2012 por

A maioria dos partidos políticos que participará das eleições municipais de outubro próximo, em Fortaleza, ainda não tem sua chapa própria de candidatos à Câmara Municipal. A primeira preocupação das agremiações partidárias agora é com a definição dos candidatos à Prefeitura, mas, nos bastidores, os atuais vereadores e aqueles novos pretensos candidatos já degladiam nos diversos bairros da cidade na tentiva de demarcar espaços que possam garantir os votos necessários ou à reeleição dos atuais ou a eleição dos novatos.

Além disse, há uma preocupação muito grande na bancada do PMDB, do PT e até mesmo do PSB, a menor das três. É que os peemedebistas defendem alianças proporcionais, pois elas lhes serão benéficas. Eles conseguirão reeleger, tranquilamente, todos os atuis veradores. No PT, idem, mas no PSB quando se fala em aliança proporcional, principalmente com o PDB, o clime é de tristeza.