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Categoria: Reforma eleitoral


11:03 · 09.03.2013 / atualizado às 11:03 · 09.03.2013 por

A Justiça Eleitoral tem desempenhado bem o seu papel e uma demonstração disso é que é a Justiça melhor avaliada no Brasil. A observação é do presidente da Associação dos Magistrados Brasileira (AMB), Nelson Calandra, que defende mudanças na legislação eleitoral, mas não concorda com algumas propostas como o financiamento público das campanhas eleitorais e a lista fechada de candidatos, organizada pelos partidos políticos.
Para ele o financiamento público integral das campanhas eleitorais “pode nos levar a mais um saco sem fundo. Vamos financiar 10 e outros 100 vão vir do financiamento privado”. Na avaliação dele não adianta querer fazer o impossível. “Nós podemos até propor tirar o Rio São Francisco do seu leito e trazer um braço dele para a região do semiárido, mas tem coisas que não dá para mudar porque é da natureza humana”.
No seu entendimento a política caminha, necessariamente nos braços da sociedade e tem que mais e mais ser encaminhada para a sociedade e os desvios têm que ser combatidos. “Uma pessoa que não cumpre as suas obrigações, com o financiamento público ou sem ele vai cometer desatinos”. Ele confessa que não acredita que a grande solução seja o financiamento público. “O que nós aplicamos publicamente já é um exagero, teria que haver uma contenção”. Como exemplo de que o financiamento público das campanhas eleitorais já existe cita a propaganda eleitoral gratuita, que considera de bom tamanho.
Outro ponto da reforma eleitoral em tramitação na Câmara dos Deputados com o qual não concorda é a lista fechada de candidatos organizada pelos partidos políticos. Durante visita, ontem, ao <CF63>Diário do Nordeste</CF> o presidente da AMB disse que sobre essa proposta é preciso pensar seriamente para que não acabe se tornando uma ferramenta pouco democrática. Reconhece que esse sistema é adotado em outros países, mas no caso do Brasil entende que deve ser “mitigado, dividido”, porque o povo brasileiro está muito acostumado a votar em pessoas e não em partidos.