Edison Silva

Categoria: Rejeição


09:07 · 04.06.2018 / atualizado às 09:07 · 04.06.2018 por

Por Letícia Lima

 

Ciro Gomes e Eunício Oliveira participaram da missa em homenagem ao aniversário do governador Camilo Santana, no último domingo, só que em lados opostos.

Cid Gomes (PDT), ex-governador do Ceará e avalista da candidatura à reeleição do governador Camilo Santana (PT) confirmou, ontem, a informação dada no dia anterior pelo Diário do Nordeste, de que o senador Eunício Oliveira (MDB) não fará parte da chapa majoritária de Camilo. As declarações de Cid foram logo após a missa em que o governador Camilo comemorava os seus 50 anos de idade, inclusive com a presença de Eunício.
O ex-governador, que recentemente recebeu Eunício em seu apartamento, após alguns anos de afastamento, em razão da própria candidatura de Camilo a governador, em 2014 (Eunício queria ser o candidato), disse não apoiar uma aliança política entre o governador e o senador Eunício Oliveira.
A “preocupação” de Cid é que uma eventual coligação de seu partido com o MDB no Ceará prejudique a candidatura nacional de Ciro, um dos principais críticos da sigla emedebista. Antes da manifestação pública de Cid, Ciro, em reiteradas oportunidades já havia se posicionado contra tal aliança. Ele e Eunício trocaram acusações virulentas desde o rompimento político deles em 2014, até recentemente.
Os irmãos Ferreira Gomes participaram, ontem, de uma missa, no Santuário Nossa Senhora da Assunção, em Fortaleza, para comemorar o aniversário de 50 anos de vida do governador Camilo Santana. O senador Eunício Oliveira também estava presente na cerimônia religiosa, mas permaneceram em lados opostos. Ciro saiu mais cedo, antes da metade da missa. Cid, por sua vez, chegou pouco tempo depois do início e ficou até o final da celebração, assim como Eunício, mas sem contatos.
Registrado
Embora aliados do governo estadual já tratem a aproximação “institucional” entre Eunício Oliveira e Camilo Santana, que disputaram a eleição em 2014, como uma aliança política, dando como certa uma das vagas a Senado para o emedebista, não é bem assim que vê as principais lideranças do grupo governista.
Ontem, pela primeira vez, Cid Gomes, um dos principais articuladores da campanha à reeleição de Camilo Santana e da candidatura de Ciro à Presidência da República, foi enfático ao ser perguntado sobre a aliança para permitir Eunício compondo a chapa majoritária de Camilo, ao afirmar que ela não existiria.
Antes, quando falava sobre a aproximação do governador e do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT) com o senador Eunício, Cid declarava que ela era apenas administrativa, com o senador defendendo interesses do Ceará junto ao Governo Federal, embora essa aliança pudesse evoluir para o campo político-partidário.
Na edição do último sábado, deste jornal, está registrado que Cid Gomes pode ser o único candidato ao Senado na chapa de Camilo. Neste ano, pelo fato de cada Estado eleger dois senadores, os partidos ou coligações poderão apresentar dois candidatos ao Senado. Camilo gostaria de votar em Eunício. Só tendo um candidato na sua chapa ele poderá pedir que seus liderados votem no senador.
Arco grande
A decisão de Cid em não aceitar a coligação com o MDB, é muito mais por conta do cenário nacional. “Claro! Essa é uma preocupação que a gente tem. Eu defendo aqui que a gente lance só um candidato ao Senado e não faça coligação com o MDB, isso é o que eu defendo, mas eu sou um membro de um arco grande de aliança”, afirma.
No último mês de abril, durante visita ao Sistema Verdes Mares, o próprio Ciro declarou que não havia assimilado possível aliança entre o governador Camilo Santana e o senador Eunício Oliveira. Quando questionado sobre sua participação no palanque, o pedetista afirmou que seria improvável aparecer em fotos ao lado do emedebista.
Em seguida, no início do mês passado, em programa de televisão em rede nacional, Ciro rechaçou fazer aliança com a “quadrilha do MDB”. Ele disse que governar com o apoio do partido é o “caminho do fracasso sem falta”.
O presidente do PDT no Estado, deputado André Figueiredo, também presente à cerimônia religiosa de ontem, reconheceu existir uma aproximação “inegável” entre Camilo Santana e Eunício, mas que a discussão de uma provável aliança dele com o grupo governista ainda não foi “aberta”. “Existe essa aproximação, uma aproximação administrativa, que tende a se tornar eleitoral também. Nós vamos discutir no momento adequado”.
Inegociável
Por outro lado, Figueiredo disse que o partido não vai abrir mão de ocupar uma das duas vagas ao Senado na chapa governista. “Isso é inegociável, nós queremos discutir com as outras forças, representando a proporcionalidade de cada uma delas, mas sem abrir mão de uma das duas vagas do Senado”, pontuou. Vaga essa que deverá ser disputada por Cid Gomes.
“Uma eventual candidatura minha só existirá se for ao Senado, eu não serei candidato a nenhuma outra coisa, quero aqui afastar qualquer outra especulação. Eu só serei candidato, se for, a senador e vou decidir isso ouvindo o partido, ouvindo a base no momento certo. Agora é hora pra gente concentrar no Camilo e a nível nacional concentrar no Ciro”, apontou.
Ainda segundo Cid, as articulações em torno do apoio à candidatura de Ciro estão avançadas com o PCdoB e o PSB. “O natural é que os partidos esperem um pouco mais pra formalizar alianças. Claro que vai se formando um espectro de simpatias e afinidades e, nesse campo, nessa categoria, incluímos o PSB e o PCdoB, respeitando, naturalmente, se a disposição deles for de lançar a Manuela (D’ávila). Se houver a Manuela, a gente (deve se tornar aliado) no segundo turno”.
“Eu tive uma conversa com o presidente nacional, presidente licenciado, ex-prefeito Kassab, eu nem ia tratar de questão nacional, fui tratar da questão aqui no Estado, mas ele foi muito claro que vai votar no primeiro turno no governador Alckmin, inclusive, o partido deve fazer coligação com ele”, contou.

11:47 · 23.09.2017 / atualizado às 11:47 · 23.09.2017 por

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Deputado Cabo Sabino acredita que a Câmara Federal não dará autorização para a abertura de processo contra o presidente Temer Foto: Fabiane de Paula

Os problemas que levaram à suspensão dos benefícios dos delatores da holding J&F – proprietária da empresa JBS – devem influenciar a avaliação dos deputados federais em relação à segunda denúncia formulada contra o presidente Michel Temer (PMDB) pela Procuradoria-Geral da República (PGR), ainda durante a gestão recém-encerrada de Rodrigo Janot. De acordo com integrantes da bancada cearense, a suspeita de fraude fortalece a posição do Palácio do Planalto.

Segundo Domingos Neto (PSD), o clima na Casa é favorável ao governo. O motivo é justamente a suspeita de fraude na delação, que ele caracteriza como “falta de credibilidade que  ficou o Janot com a sua relação com o Marcelo Miller”. Este último, ex-procurador que era tido como próximo a Janot, é suspeito de ter orientado os delatores sobre suas propostas de colaboração premiada enquanto ainda estava na PGR, algo que é vedado por lei.

De acordo com o coordenador da bancada, Cabo Sabino (PR), “o presidente Temer deve ter um apoio maior do que na primeira denúncia”. Segundo ele, a crise que levou à suspensão dos benefícios dos delatores da J&F por parte da PGR levou a um enfraquecimento de ambos. “Há um sentimento de que a denúncia foi arranjada”, declara o parlamentar.

Segundo ele, o tempo também joga a favor do peemedebista. Com a proximidade do pleito de 2018, ele diz que muitos de seus colegas de Parlamento não têm demonstrado interesse em afastar um presidente por seis meses – prazo previsto pela Constituição no caso de autorização da Câmara da investigação – para, no caso de condenação, ter que realizar uma eleição indireta. “Soaria como algo incoerente e traria mais instabilidade ainda”, diz. Os sinais de recuperação da economia também favorecem o Planalto. De acordo com o republicano, há um sentimento de que o afastamento poderia prejudicar esse processo.

Apesar dessa avaliação, o parlamentar diz-se favorável ao afastamento. Para Sabino, “o Brasil não pode ter a frente como seu chefe maior alguém que é acusado de obstrução da Justiça, de fazer parte de uma organização criminosa. É vergonhoso para o País”. De acordo com ele, a denúncia apresentada pela PGR dessa vez tem mais substância do que a primeira. “As denúncias não são apenas da JBS, mas também trazem a delação do (Lúcio) Funaro (apontado como operador financeiro do PMDB)”, declara.

Se para Sabino o resultado deve ser favorável ao presidente, José Guimarães (PT), líder da oposição ao governo federal na Casa, não tem tanta certeza. “Tem muito deputado querendo mudar o voto”, afirma. Segundo ele, os parlamentares estariam tentando evitar o desgaste de chegar às vésperas de 2018 com suas imagens associadas à uma administração impopular como a de Temer. “Muito deputado que não quer morrer abraçado com ele”, declara o petista.

Para ele, a denúncia apresentada por Janot é mais robusta do que a primeira, e isso também precisa ser levado em consideração. Guimarães, entretanto, admite que a suspeita de fraude na delação da J&F poder ter influência sobre os deputados. “É claro que o Janot se desgastou muito. Há um ambiente de desgaste do Ministério Público”, declara. Segundo o petista, a expectativa é de que a Câmara decida sobre o assunto em até 30 dias.

Raimundo Gomes de Matos (PSDB), por sua vez, afirma que é difícil tentar prever um resultado nesse momento, porque a denúncia ainda nem começou a tramitar formalmente na Casa, alegando que tudo o que sabe até o momento é o que teve acesso através da imprensa A leitura estava prevista para ontem, 22, entretanto, apenas dois parlamentares estavam presentes. Eram necessários 51 deputados. Uma nova tentativa deve ser feita na segunda, 25.

Segundo o tucano, elementos como a escolha do relator e eventuais mudanças na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa podem ter impacto sobre o resultado final do processo. “Como ainda não houve a leitura, nada disso foi feito”, declara o tucano. Perguntado sobre a influência da suspeita de fraude, ele declara apenas que “desde o começo, o modus operandi está errado”.

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Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
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