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Categoria: Renovação


11:57 · 03.09.2017 / atualizado às 13:05 · 03.09.2017 por
Em 2014, a renovação alcançou o patamar de 52,2% Foto: José Leomar

Os atuais deputados estaduais cearenses já fazem contas para se situarem na disputa eleitoral do próximo ano. Todos estão certos de que haverá uma grande renovação, como vem acontecendo nos últimos pleitos. Agora, porém, em razão dos muitos escândalos envolvendo políticos dos diversos partidos, a expectativa é de que a renovação no Legislativo estadual possa superar a casa dos 60%.

As relações dos prováveis novatos já circulam na Assembleia, quase todos com sobrenomes já conhecidos da política cearense, pois filho ou parente próximo, incluindo as mulheres de alguns deles, como a do prefeito de Caucaia e a ex-prefeita de Tauá, mulher do conselheiro Domingos Filho, ex-deputado e ex-governador do Estado.

Em 2014, a renovação alcançou o patamar de 52,2%. À época, foram apenas 22 parlamentares releitos. Em reportagem publicada recentemente no Diário do Nordeste, os parlamentares comentaram tal expectativa quanto ao pleito de 2018.

O deputado Julinho (PDT), membro da Mesa Diretora da Casa, afirmou que o percentual de renovação de 2014 deve se repetir ou aumentar, uma vez que a população está acompanhando mais de perto os atos de seus representantes políticos. “Se determinado candidato não atender aos anseios da população, com certeza, o voto do eleitor será mudado, porque todo mundo está mais atento”.

Renato Roseno (PSOL) também crê em uma renovação expressiva dos assentos na Assembleia. No entanto, ele acredita que isso dependerá em boa parte do foco que os partidos vão dar, mas sobretudo se a sociedade civil organizada adotar uma postura mais assertiva no sentido de apresentar novos quadros.

08:53 · 24.11.2016 / atualizado às 08:53 · 24.11.2016 por

Deputados cearenses do Partido dos Trabalhadores (PT) vão participar do encontro do movimento “Muda PT”, a ser realizado no início dezembro. As diversas tendências fazem críticas à atuação da direção petista nos últimos anos, que resultaram em uma crise de representatividade, e o pior resultado nas urnas no pleito municipal deste ano. Há, inclusive, a possibilidade de que membros insatisfeitos deixem a sigla para se unir a outros grupos, trabalhando, inclusive a formação de uma nova agremiação partidária, caso suas demandas não sejam acatadas.
O deputado Manuel Santana lembrou que o movimento reúne diversas correntes políticas que entendem ser necessário mudar o PT profundamente. Elas estarão reunidas, em Brasília, para tratar de suas divergências táticas e políticas em nome do processo de reconstrução da agremiação.
No entanto existe uma possibilidade de saída em massa de membros da sigla petista para a criação de um novo partido, assim como ocorreu em 2005, com o nascimento do PSOL a partir de parlamentares insurgentes do grêmio petista.
Naquela ocasião o PT enfrentava a sua primeira grande crise, quando estourou o processo que ficou conhecido como “Mensalão”. Dentre as mudanças que os insatisfeitos querem apresentar está a criação de um instrumento de comunicação entre filiados e a sociedade, em busca de passar versões de fatos ocorridos com seus membros.
O retorno dos chamados núcleos de base dentro de fábricas, em bairros e o funcionamento, de fato, das instâncias do partido também fazem parte das propostas apresentada pelos integrantes do movimento.
“Atualmente, existem parlamentares que se sobrepõem às instâncias do partido. O PT precisa também tirar o tipo de política econômica que quer para o Brasil”, apontou. Para Santana, a atual situação do País requer que os atores petistas participem mais ativamente da vida da sociedade, como ocorreu no passado, antes da legenda assumir o poder central.
<MC>Divergências
<MC>“O momento é de defender as pessoas. O PT nasceu e se fortaleceu a partir dessas lutas e agora abandonou essa trincheira. A defesa de um ensino público de qualidade é uma bandeira do PT que também nos afastamos”.
No entanto, há divergências nesses grupos que estão pensando em uma pauta em comum sobre a concepção de Estado e da economia. Santana também reclama que o partido nasceu com uma ideologia fixa e foi se afastando com o passar do tempo rumo ao centro. “Isso foi agravado com a crise do socialismo real, que para mim, nunca foi referência. O PT muitas vezes evitou se unir a pessoas que tinham má conduta, e depois saiu se unindo a todo mundo para manter a governabilidade”.
Moisés Braz afirmou que apesar das críticas feitas por esses grupos não avalia como possível uma saída em massa de filiados do PT. Segundo ele é necessário uma mudança do projeto político do partido, e o debate atual poderá fortalecer o grêmio.
“Eu avalio que esse movimento é muito importante para dar novo rumo as direções do partido, para que possa olhar como foi o resultado eleitoral e onde o partido perdeu”. Ele disse estar sendo cobrado por lideranças políticas para que a sigla volte a defender os ideais de antes.
O presidente do PT de Fortaleza, Elmano de Freitas, afirmou que também participará do movimento “Muda PT”, e destacou que o processo de derrota do PT nas urnas também faz parte do desgaste que a sigla tem tido nos últimos anos. “Avaliamos que isso também tem a ver com os erros do partido. A direção nacional não deu as respostas devidas diante os erros que lideranças do partido tenham praticado. Queremos fazer a renovação do programa do partido”, defendeu.
Para Elmano, a ideia inicial é de reconstrução do PT e não de outra alternativa, como criação de uma nova sigla. “Sabemos que a situação é difícil, que houve erros de lideranças e direção, mas a maioria no PT é de gente séria. Não vejo alternativas de esquerda no País sem a reconstrução do PT”, defendeu. Segundo disse, há pessoas com dificuldades de reconhecer os defeitos e até o ex-presidente Lula alertou para a necessidade de grande renovação das lideranças do partido.
<MC>Unidade
<MC>Na Capital, Freitas destacou a reunião do PT de Fortaleza que vai decidir como o partido atuará na Câmara Municipal, a partir do próximo ano. O grêmio elegeu dois vereadores e um tende a manter a oposição ao prefeito reeleito Roberto Cláudio, enquanto que o outro defende uma aproximação com o gestor, até porque a sigla está unida com o PDT, partido do gestor, em nível nacional e estadual. “Não vamos cercear o direito de pensamento de qualquer companheiro nosso, mas precisamos ter unidade de ação para atuar”, disse o dirigente, que defende manutenção da oposição na Casa Legislativa.