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Categoria: Renovar


12:11 · 01.01.2017 / atualizado às 12:11 · 01.01.2017 por

Sempre é tempo de se renovar as esperanças em melhores dias. Hoje, muito mais ainda, pelo nascer de um novo ano, esse sentimento de alvíssaras se eleva, mesmo conscientes estejamos das dificuldades experimentadas por passam todos os 184 municípios cearenses, que neste domingo, festivamente, passam a ser administrados pelos prefeitos e vereadores eleitos em outubro passado. E a situação crítica agora vivenciada não é apenas pela questão da crise econômica nacional e da falta de chuva no Estado, mas, sobretudo, pela má gestão ou mesmo desvio de recursos públicos.
Com raríssimas exceções, as prefeituras cearenses estão praticamente em situação de insolvência. Quase todas dependem, totalmente, de liberações de recursos voluntários da União e do Estado, posto a insignificância de suas arrecadações próprias e das pequenas cotas do Fundo de Participação dos Municípios, e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias, consumidos pelo inchaço de uma folha de pessoal, não para tornar excelente a prestação dos serviços públicos, mas por ser o principal instrumento de troca utilizado pelos prefeitos para a garantia dos votos para si e dos seus.
Só o futuro dirá se foi boa a leva de prefeitos saída da disputa deste 2016. Torçamos para que sim. A grande maioria dos que se despedem agora deixou muito a desejar nos aspectos administrativos e da moralidade. Foram muitos os escândalos chegados ao conhecimento da sociedade, por conta de malfeitos, suficientes, alguns, inclusive para os afastamentos dos cargos, causando imensuráveis prejuízos à população das respectivas localidades, além de contribuírem para a consolidação da má imagem do político nacional, embora nem todos os homens públicos brasileiros tenham os mesmos nefastos costumes.
Tem sido muito pequena, ou quase inexistente, a contribuição das administração municipais para o desenvolvimento do Ceará. Se é verdade que são muito pobres a quase totalidade das nossas prefeituras, também é fato inexistir espírito público na grande maioria daqueles elevados à condição de prefeitos e vereadores, os principais responsáveis pelo bom andamento de uma gestão municipal. E por falta dessa essencial condição é que são pífios os resultados ao fim de cada quadriênio. E não culpemos apenas o eleitor pelas escolhas feitas. As vezes, ele sequer tem opção de votar no melhor, escasso é o rol ofertado.
Os dirigentes partidários, via de regra, apresentam ao eleitorado não os melhores dos seus quadros de filiados, mas aqueles, cujas condições eminentemente eleitoreiras são capazes de derrotar os adversários, não importando se os indicados reúnem ou não as qualidades mínimas de gerir uma Prefeitura, ou ter conhecimento e envergadura suficientes para bem legislar e fiscalizar a administração do Município. O que lhes importa é chegar ao poder, quase sempre para dele, indecorosamente, usufruir, sobretudo nas pequenas localidades, onde mesmo se fiscaliza e as mazelas não são exploradas, diferentemente dos grandes centros.