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Categoria: Repercussão


10:26 · 22.03.2015 / atualizado às 10:27 · 22.03.2015 por

A motivação da saída de Cid Gomes (PROS) do Ministério da Educação ainda está gerando matérias no noticiário nacional deste domingo. Na Folha de S. Paulo, por exemplo, além do comentário do jornalista Carlos Heitor Cony, também aqui transcrito, tem a informação sobre uma campanha pedindo a renúncia do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

“Briga

Em apoio a Cid, campanha pede renúncia de Cunha

DE SÃO PAULO

Ganhou ares de campanha virtual o protesto iniciado na rede, nos últimos dias, pelos irmãos do ex-ministro Cid Gomes (Pros) que pede a saída de Eduardo Cunha (PMDB) da presidência da Câmara dos Deputados.

Os dois protagonizaram um embate no plenário da Casa, na quarta (18), que provocou a queda de Gomes do Ministério da Educação, anunciada pelo próprio Cunha.

Após Ivo Gomes, irmão do agora ex-ministro, divulgar texto contra o político na quinta, agora surge no Facebook a página “Eu exijo a renúncia de Eduardo Cunha”, apresentada com uma pergunta: “Se o Cid saiu por falar a verdade, então como pode alguém envolvido no escândalo da Lava Jato presidir a Câmara de Deputados?”.

Eduardo Cunha disse que responderá na Justiça.”

O ARTIGO DE CARLOS HEITOR CONY

“Larguem o osso

RIO DE JANEIRO – Sem entrar no mérito do bate-boca da semana passada na Câmara dos Deputados, que provocou a renúncia do ministro de Educação, de tudo o que foi dito e berrado no plenário, apreciei o desabafo do Cid Gomes quando lançou seu grito de guerra da tribuna, exigindo que especialmente o pessoal da base aliada, que dá sustentação automática ao governo de dona Dilma:

— Larguem o osso!

Numa generalização injusta, o brado do ex-ministro poderia servir para todos.

Mas a carapuça tinha destinação certa: a turma da base aliada que cobra o preço da aliança por favores diversos, desde um cargo no segundo escalão, uma verba para asfaltar a rua onde mora um cabo eleitoral, até uma cópia da licitação que ainda não foi publicada no “Diário Oficial da União”, destinando uma verba colossal para a construção de uma usina nuclear que ainda não foi projetada.

Este é o osso lembrado pelo ex-ministro que tanto irritou os deputados comprometidos com o governo. Tem mais: o Ariano Suassuna, falecido há pouco, desmentia veementemente a sabedoria popular que garante para os cachorros a preferência pelo osso. Dizia o Ariano que, se botasse lado a lado um osso e um bife de filé mignon, o osso seria desprezado pelo cachorro.

O pedido feito pelo ex-ministro tinha endereço certo, mas incompleto. Quando o governo está mesmo interessado em fazer um viaduto ligando o Oiapoque ao Chuí, viaduto que nunca será construído, o pessoal da base aliada desprezará o osso, preferindo o bife.

Apoiado por Ariano Suassuna, meu ex-colega que tanto me ensinou, desconfio que brevemente o governo não oferecerá ossos à base aliada, mas suculentos bifes da melhor Pasadena do mercado.”

 

19:09 · 20.03.2015 / atualizado às 19:10 · 20.03.2015 por

Está na coluna Radar on-line da revista Veja, assinada pelo jornalista Lauro Jardim, a seguinte nota sobre a repercussão da ida do ex-ministro da Educação Cid Gomes à Câmara dos Deputados na última quarta-feira: 

A repercussão da ida de Cid “macho e corajoso” Gomes à Câmara na internet em números

cid

A discussão com deputados e o ataque a Eduardo Cunha no plenário da Câmara anteontem tiraram de Cid Gomes o cargo de ministro, mas fizeram dele um dos assuntos mais populares na internet.

De acordo com levantamento inédito da Bites Consultoria entre quarta-feira e hoje, Cid foi mencionado 78 518 vezes no Twitter, 2 138 vezes em sites de notícias, teve 1 699 menções em blogs e 83 em fóruns abertos.

Só na rede social, as postagens sobre Cid tiveram 616 milhões de impressões, ou seja, foi esse o número de vezes que o nome dele apareceu aos tuiteiros brasileiros. A Operação Lava-Jato, numa comparação, teve 188 milhões de impressões no período.

Se pelos lados do Planalto Cid ganhou predicados nada positivos (leia aqui), a Bites detectou que, entre os internautas, palavras como “corajoso”, “herói” e “macho” estiveram entre as mais atribuídas ao ex-ministro.

16:35 · 05.03.2015 / atualizado às 18:38 · 05.03.2015 por

Cid Desastrado

Este é o título de uma nota que está no site da revista Veja, assinada pelo jornalista Lauro Jardim, sobre a confusão em que se meteu o ex-governador do Ceará, hoje Ministro da Educação, Cid Gomes, razão de sua convocação a dá explicações na Câmara Federal.

Leia o teor da nota:

“A desastrosa frase de Cid Gomes, de que existem 300 – ou 400 – deputados achacadores na Câmara, foi mal recebida no Palácio do Planalto.

A avaliação geral é que uma declaração dessas não ajuda em nada, muito menos em um momento de aguda crise política.

Se a ideia era ter um ministro da Educação com bom trânsito entre os políticos, está provado que não deu certo.

A propósito, Dilma deu puxões de orelhas públicos em Nelson Barbosa e Joaquim Levy por episódios bem menos graves.

Por Lauro Jardim