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Categoria: Seca


09:12 · 13.02.2017 / atualizado às 09:13 · 13.02.2017 por

Mesmo com as chuvas que caíram no Estado no último final de semana e a que banham alguns municípios de forma pontual, as ações para amenizar o sofrimento dos cearenses que já convivem há pelo menos cinco anos tendo o fantasma da seca a lhes tirar o sono terão continuidade. Por parte do Governo do Estado o secretário da Casa Civil, Nelson Martins garante que, as medidas não apenas serão continuadas, como intensificadas. “Claro que as chuvas que banham nosso Estado dão uma esperança por serem mais intensas, mas não garantem o aporte de suficiente para nossos reservatórios”, avalia.
Segundo Nelson Martins, a grande preocupação é exatamente com os maiores reservatórios, responsáveis pelo abastecimento de extensas áreas populacionais. Além de torcer para que as chuvas preencham de água os açudes do Ceará, o secretário prega que é necessário agilizar a retomada do eixo Norte da transposição das águas do Rio São Francisco. “É fundamental que isto ocorra o quanto antes de modo a nos dar mais tranquilidade”.
Responsável por uma das mais importantes pastas no Governo do Estado, Nelson destaca ainda a necessidade de que o Governo Federal dê mais atenção quanto à liberação de recursos para o Ceará. “Precisa fazer como o governador faz. Quando o presidente Michel Temer esteve aqui no Estado, em evento no Banco do Nordeste, anunciou, com grande estardalhaço, a liberação de R$ 42 milhões para ações nesse sentido. Mas até agora esse dinheiro não chegou, enquanto a situação fica cada vez mais difícil”, aponta.
O secretário aponta para a existência de um convênio entre a Defesa Civil do Ceará e a Defesa Civil Nacional. A parceria, de acordo com ele, configura como de muita importância no desenvolvimento de ações como os carros-pipas. “O governador apresentou em setembro do ano passado ofício solicitando a renovação do convênio que encerraria dia 30 de janeiro para alguns dos municípios atendidos e há uma semana ele esteve em Brasília e voltou a pedir a renovação. Já apresentamos até planos de trabalho, mas até agora nada foi feito”, reclama. “Pedimos permissão ao Ministério da Integração Nacional para usarmos pelo menso o rendimento da aplicação do recurso, mas não podemos perder o foco e vamos atrás da renovação do convênio”.
Enquanto isso, Martins discorre que o Estado investiu nos anos de 2015 e 2016 o montante de R$ 480 milhões em ações como a implantação de adutoras, perfuração de poços e obras para evitar o racionamento em Fortaleza e sua Região Metropolitana.
Na Assembleia Legislativa o deputado Carlos Matos (PSDB) preside a Comissão de Acompanhamento das Obras do Rio São Francisco. Ele chama atenção para a necessidade de não reduzir as ações mesmo que pequenos reservatórios passem a sangrar com as primeiras chuvas. “No melhor dos cenários teríamos o acúmulo de chuvas estimado em 900 milímetros. Isso elevaria nossos reservatórios para 22%”.
Para o Matos, embora pareça, esse nível não seria um número tão satisfatório. “Quando começou essa sequência de anos de seca, nossos reservatórios tinham 48% da capacidade. Ou seja, mesmo com um grande inverno ficaríamos com a metade do que tínhamos. E o pior é que as previsões apontam para a possibilidade de termos mais uma seca em 2018”, analisa.
Carlos Matos conta que conversou com o deputado federal Cabo Sabino (PR), coordenador da bancada cearense na Câmara Federal, e que já estaria acertada reunião entre a bancada e a Comissão que preside. Falta ainda agendar o dia exato, mas ele defende que aconteça nos próximos 15 dias. “Vamos discutir tudo o que já foi feito e aquilo o que pode ser oferecido a mais”, adianta. “A Bancada Federal pode, por exemplo, assegurar recursos para a perfuração de poços”. O Diário do Nordeste tentou ouvir o novo coordenador da bancada federal do Ceará, mas as ligações não foram atendidas.
Da Assembleia o tucano diz que podem ser criadas iniciativas para a redução da perda de água e a promoção do uso racional. “Ate agora, nesses seis anos de seca, vimos pouca economia de água por parte da população”. A razão para isso, em sua visão, seria a timidez ainda apresentada nas campanhas de conscientização. “Precisa rever o sistema de tarifa. Em vez de multa, temos que oferecer bônus para incentivar as pessoas a entrarem nesse regime de economia”.
Ele avalia que uma das iniciativas mais positivas adotadas pelo Governo foi a bateria de poços perfurados no Pecém para garantir o abastecimento de água das empresas do Complexo Industrial e Portuário. “Mas precisa fazer pelo menos outras quatro baterias. Poderia começar a estudar, por exemplo, a possibilidade de fazer o mesmo na região do Aquiraz”, opina.
Para o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Evandro Leitão (PDT), independente do nível de chuvas as ações precisam continuar. “O trabalho vai desde a perfuração de poços, que deve ser intensificada, assim como a implantação de mais adutoras. Ainda que tenhamos chuvas o trabalho preventivo para casos de novos períodos de escassez precisa apontar alternativas”, prega, acrescentando que são várias as medidas adotadas hoje, de acordo com as demandas e necessidades de cada município.
Quando esteve na Assembleia, no último dia 02 de fevereiro, o governador Camilo Santana apontou em seu discurso que o Estado já perfurou 1.849 poços e instalou 670 sistemas, sendo 590 chafarizes e 80 dessalinizadores em todo o Interior. Além disso, de acordo com o chefe do executivo, foram construídos 183,73 quilômetros de adutoras.

09:23 · 21.11.2016 / atualizado às 09:23 · 21.11.2016 por

Diante da certeza de que o Ceará não pode contar com a chegada das águas do Rio São Francisco até o próximo ano e da baixa no volume dos reservatórios que abastecem a Capital cearense, o titular da Secretaria de Recursos Hídricos, Francisco Teixeira anunciou, conforme publicou o Diário do Nordeste na edição dessa sexta-feira, que a partir do mês de fevereiro de 2017 Fortaleza começa a enfrentar racionamento.
Os poucos parlamentares que estiveram na sexta no Plenário da Assembleia -não houve sessão por falta de quórum-, conversaram com o Diário e demonstraram apoio à medida anunciada pelo Estado. Para Tomaz Holanda (PMDB) o racionamento já deveria ter sido adotado há muito tempo pois se sabia que haveria estiagem. “Já estamos entrando no sexto ano sem chuvas e em colapso. O racionamento deve existir não apenas em Fortaleza, mas também em outros municípios do Estado”. O parlamentar lembrou de um projeto de indicação apresentado por ele ainda em 2009, solicitando a perfuração de poços profundos, além da construção de médios e pequenos açudes. “Fiz isso no sentido de que houvesse prevenção para a situação pior que estaria por vir. Não fui atendido e hoje praticamente todos os açudes cearenses estão com águas abaixo da média. Fica difícil tomar medidas como essa que se pretende, quando já estamos em situação difícil”, aponta.
Fernando Hugo (PP) considera a situação hídrica como “gravemente séria” e puxa da memória que esse seria assunto que se debate na Assembleia há quatro ou mais anos. “Rezemos aos céus e torçamos para que as chuvas venham em grande quantidade para juntar água em açudes, pois não tenho a mínima esperança de que se consiga daqui a um ano ter água do São Francisco aqui”, opina. “Vamos creditar orçamento emergencial para perfuração de poços, adutoras emergenciais de engate rápido e feituras hídricas de todos os modos possíveis para que não se colapse núcleos urbanos grandes, em especial o da Capital que alberga milhões de pessoas na grande Região Metropolitana”.
Outro que relatou o quanto o problema é antigo foi Walter Cavalcante (PP). Ele afirmou que quando entrou na Assembleia ouviu muito o deputado Wellington Landim falar sobre a preocupação. “Wellington fez trabalho importante, dando condições para que qualquer governante pudesse cada vez mais aperfeiçoar a parte de recursos hídricos no Ceará. Acho que Fortaleza tem que tomar atitude, principalmente com relação a poços profundos, pois aqui há várias áreas importantes com condições de serem escavados vários poços, com água a apenas seis a oito metros de profundidade”.
Walter aponta que, se não houver um bom inverno, a medida que terá de ser tomada será essa ou comprar dessalinizador para tirar água do mar e tornar potável. “São investimentos altíssimos, mas que dá para os governos estadual e municipais fazerem. Já se sabia que Fortaleza, um dia, teria que fazer racionamento da água. O governo está certo em racionar”.
Silvana Oliveira (PMDB) já discursou por algumas vezes para apontar que Fortaleza já deveria estar em racionamento há muito tempo. “Se as pessoas governassem tendo em vista o que aprendi estando a frente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia, que devemos lidar com o devido cuidado com o que se tem, a situação seria menos difícil. Se usamos a água com racionalidade, teremos sempre. Usar como se faz agora, cada um gastando o que quer, vamos tê-la por um período muito limitado. Deveria ensinar o uso racional nas escolas, para que não ocorra o trauma de faltar”.

09:07 · 05.07.2016 / atualizado às 09:07 · 05.07.2016 por

Por Miguel Martins

 

Dedé Teixeira (PT) é suplente de deputado estadual e hoje ocupa o cargo de secretário de Desenvolvimento Agrário FOTO: José Leomar.
Dedé Teixeira (PT) é suplente de deputado estadual e hoje ocupa o cargo de secretário de Desenvolvimento Agrário FOTO: José Leomar.

A estiagem que assola boa parte dos municípios cearenses e as ações da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) para tentar amenizar o problema serão o mote do pronunciamento do secretário da pasta, Dedé Teixeira, na próxima quarta-feira na Assembleia Legislativa. O gestor atende ao convite do presidente da Casa, deputado Zezinho Albuquerque (PDT), que implantou o projeto de visita de secretários ao Legislativo Estadual.
A iniciativa de Zezinho Albuquerque, visa, dentre outras coisas, tornar mais transparente as ações implementadas pelo Governo do Estado, visto que muitos deputados reclamam que não são atendidos pela administração estadual. Há 15 dias o secretário de Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, já havia tratado do assunto na tribuna da Assembleia, e conforme informou o chefe do Poder Legislativo, outros secretários devem comparecer no Plenário 13 de Maio até o fim do ano.
Os próximos secretários convidados para o projeto de visitas de gestores à Casa, segundo apontou o presidente, serão os da Educação do Estado (Seduc), Idilvan Alencar, e de Saúde, Henrique Javi. Durante a visita do secretário Francisco Teixeira, à Assembleia Legislativa, os deputados cobraram explicações sobre o racionamento de água e a situação das políticas hídricas na Capital e em municípios do interior cearense.
Naquela ocasião foi informado sobre o racionamento de água em Fortaleza e Região Metropolitana, que deve iniciar agora em julho e durará até o próximo ano. Deputados aproveitaram a presença do secretário para cobrara algumas demandas, como a qualidade da água dos poços profundos escavados, bem como a perfuração de poços em suas regiões.
Cada parlamentar, na verdade, utilizou o expediente para cobrar explicações sobre ações que estavam acontecendo ou que, segundo eles, deveriam ocorrer em seus respectivos municípios, como a construção de cisternas ou locação de barragens subterrâneas.
O mesmo deve ocorrer quando da ida do secretário Dedé Teixeira, visto que as ações da SDA são semelhantes àquelas tratadas pela SRH. A Secretaria de Desenvolvimento Agrário tem como missão, dentre outras coisas promover o desenvolvimento rural sustentável do Estado do Ceará, com ênfase nos agricultores e agricultoras familiares, com participação, inclusão e justiça social e ser reconhecida até 2020, como instituição responsável pelo alcance do desenvolvimento sustentável da agricultura familiar.
No início de junho, após ações e rebeliões que culminaram na fuga e execução de presos em penitenciárias do Ceará, os secretários de Segurança, Delci Teixeira, e de Justiça, Hélio Leitão foram convidados a prestar esclarecimentos sobre os feitos de suas pastas. Após a presença dos gestores, deputados da Assembleia disseram que eles pouco acrescentaram à discussão sobre a crise na área da Segurança.
O secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Delci Teixeira, durante seu pronunciamento exaltou os esforços do Governo do Estado no combate à violência, citando o protagonismo de iniciativas como o projeto “Pacto por um Ceará Pacífico”. No entanto, para muitos deputados, principalmente, os de oposição, o programa ainda não mostrou para que veio.
Delci Teixeira enumerou investimentos em pessoal e infraestrutura do Governo do Estado na área da segurança pública e citou a formação e contratação de 974 praças da Polícia Militar, bem como a formação de 190 oficiais da Polícia Militar, todos no ano passado. Outro ponto citado por ele foi a contratação de médicos legistas, peritos criminais, delegados, escrivães e inspetores; o deslocamento de bases do RAIO para o interior do Estado; e a criação do Batalhão de Divisas.
Já Leitão destacou que em sua gestão tem procurado implementar o conceito de humanização na formação do regime prisional, sendo que , a primeira transformação no sistema deve ser a a redução de excedente prisional. Ele destacou que em 2015 procurou trazer para o Estado o projeto da Audiência de Custódia, que visa garantir a rápida apresentação da pessoa detida, nos casos de prisão em flagrante delito, a um juiz. O projeto foi lançado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com o  Ministério da Justiça. Segundo o secretário, o projeto foi o primeiro passo rumo a uma política de desencarceramento.

18:08 · 25.02.2015 / atualizado às 18:12 · 25.02.2015 por

O governador Camilo Santana anunciou, oficialmente hoje na Assembleia Legislativa, que o Plano Estadual de Convivência com a Seca e suas ações emergenciais e estruturantes custarão, na primeira parte R$ 620 milhões, sendo que pouco mais de R$ 500 milhões terão que sair dos cofres do Governo Federal.

Já na segunda parte, a denominada estruturante, vai custar aproximadamente R$ 5 bilhões para a União. O Estado entrará com aproximadamente 20% do total das despesas.

A realidade do Estado, segundo o documento apresentado pelo governador é muito séria. Em alguns municípios do Interior cearense da metade para o fim deste ano o abastecimento de água para o consumo humano terá que ser feito por carros-pipa.

Camilo viaja agora à noite para Brasília para entregar o plano no ministério da Integração Nacional e negociar a liberação dos recursos para sua execução.

09:38 · 22.08.2014 / atualizado às 09:38 · 22.08.2014 por

Está no noticiário da BBC Brasil e publicada no Blog do Noblat, declarações do presidente do Conselho Mundial da Água, Benedito Braga que a atual crise hídrica em São Paulo e em outras cidades do Sudeste é uma oportunidade para esta região do país se inspirar no exemplo do Nordeste para enfrentar o problema.

“Em meio a essa crise no Sudeste, ninguém fala do Nordeste, que vive uma seca há três anos”, destaca Benedito Braga, que também é professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

Falando sobre o Nordeste, o professor diz que “Esta região aprendeu com as crises do passado e criaram uma infraestrutura para conseguir sobreviver a este momento difícil. O Ceará é um bom exemplo disso”.

10:51 · 18.02.2014 / atualizado às 10:51 · 18.02.2014 por

O deputado Camilo Santana (PT) voltou a discursar, no plenário da Assembleia, sobre as medidas governamentais de combate à seca. Segundo o parlamentar, todas as semanas são realizadas reuniões no Governo para avaliar o nível de criticidade dos municípios cearenses e elaborar soluções. Santana celebrou o fato de ter chovido em 139 municípios do Ceará, mas ressaltou que é preciso chover acima da média para recuperar os baixos índices de precipitação dos anos de 2013 e 2012.

Segundo o parlamentar, o último relatório apresentado pela comissão de combate à seca apontou dez municípios cearenses com alta criticidade, tais como Canindé, Crateús, Meruoca e Novas Russas, entre outros. Santana destacou ainda a autorização para construção de oito novas adutoras  emergenciais – o governador Cid Gomes irá à Brasília ainda nessa semana para definir os recursos.

Santana ainda destacou as ações de transposição de águas do Rio São Francisco e do Cinturão das águas como medidas para o combate à seca. “Isso se chama planejar a situação de enfrentamento (à seca)”, destacou o deputado. “São quase R$ 70 milhões só nas adutoras para garantir o acesso da população à água”.

06:51 · 18.02.2014 / atualizado às 06:51 · 18.02.2014 por

Por Miguel Martins

A falta de estrutura do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), conforme foi mostrado em matéria, ontem, no Diário do Nordeste, gerou descontentamento por parte de deputados da Assembleia Legislativa do Ceará. Alguns parlamentares já estão descrentes com a prometida reestruturação do órgão, e outros clamam por um maior envolvimento da bancada federal, visando pressionar o Governo Federal a mudar a situação atual da unidade.
Roberto Mesquita (PV), que foi vice-presidente da comissão Especial da Seca, afirmou que do jeito que a situação do DNOCS se encontra, o melhor seria extingui-lo, visto que não há vontade política, em sua opinião, de mudar o estado pelo qual passa a instituição. “É com muito pesar que afirmo que hoje seria melhor extingui-lo ao invés de vê-lo sangrar. Parece piada um órgão pedir 25 máquinas e o Ministério dizer que não tem rubrica para tal finalidade”, lamentou.
Ele voltou a reclamar da compra de cisternas de polietileno, que segundo disse, estão abarrotadas em diversas localidades do Estado sem qualquer serventia. “Me dá uma tristeza ver o esforço de algumas pessoas pela revitalização do DNOCS, enquanto o Governo Federal não mostra esse empenho. O DNOCS, em uma época distante, tinha a ação de construir grandes açudes e era responsável pela energia de vários estados, isso era uma ação social”.
Segundo disse, o problema é tamanho que o dirigente da instituição faz “papel de bobo” quando explica que solicitou as máquinas perfuratrizes, mas não obteve êxito. No entanto, ressalta que isso se dá por conta de indicações políticas para o comando do DNOCS. Mesquita defendeu uma manifestação entre servidores e diretores do órgão juntamente com gestores e parlamentares para pressionarem o Governo Federal, visando melhoria da estrutura do Departamento.
Fernando Hugo (SDD) foi mais além e disse que o sucateamento da unidade ocorreu por conta do “descaso do Governo petista”, que conforme ele, vem tratando a região Nordeste como “curral eleitoral”, visando apenas políticas assistencialistas. Ele defendeu que os deputados federais e os governadores do Nordeste se mobilizem juntamente com a bancada nordestina para tentar mudar a situação do DNOCS.
O parlamentar também criticou o grupo que foi criado para tentar reestruturar o órgão, e que até o momento não teve maiores avanços concretos. “Esse grupo não tem colheita funcional nenhuma. Prova disso é sabermos dessa situação vexatória pelo que passa o DNOCS”, reclamou. O deputado João Jaime (DEM) é um dos parlamentares que mais vem debatendo o tema seca na Assembleia e segundo ele, o órgão está sem qualquer condição de iniciar alguma ação no combate à seca, pois está esvaziado e sucateado, sem mudanças em seu corpo técnico e com a maioria de funcionários aposentada.
Segundo atestou, não tem sequer material para que os engenheiros da instituição façam a manutenção dos açudes. “Na seca atual, o DNOCS está totalmente à margem por esvaziamento do Governo Federal. Há um descaso do Governo para com a seca e o principal órgão de combate à estiagem foi esvaziado. A função dele é nula do ponto de vista de socorrer as pessoas da seca”, ressaltou.
João Jaime também acredita que o grupo criado para reestruturar o DNOCS tem apenas interesses políticos e que não fará muita diferença no processo. “Isso daí só demonstra que alguns estão querendo aparecer, dar declaração de que está trabalhando, mas eu não vi nada de reestruturação. A cada ano que passa ele fica mais inoperante devido à falta de apoio do Governo”, reclamou.
Já Fernanda Pessoa (PR) acredita que o grupo está trabalhando e tentando mostrar resultados, no entanto, conforme informou, o Governo tem se preocupado mais com as instituições que trabalham para a população das regiões Sul e Sudeste, e citou a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) como uma dessas. A Companhia, porém, atende aos estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas Distrito Federal, Goiás, Sergipe, Piauí e Maranhão.
“Nós já conseguimos rever alguns recursos, mas somente dois deputados têm trabalhado nisso, de um total de 22. O que falta é que os deputados federais se unam em uma força tarefa para pressionar a presidente Dilma Rousseff para revitalizar o DNOCS”, apontou.
Ela defendeu que o órgão tem técnicos competentes para trabalharem na questão da seca e defendeu que a tentativa de extinguir a unidade no ano passado abalou todos os funcionários. Eliane Novais (PSB), que também vem acompanhando a situação de estiagem no Interior do Estado, afirmou que a situação do DNOCS reflete mais uma questão política do que técnica. “O que sei é que os servidores querem o fortalecimento do órgão, mas acho que tudo isso se dá mesmo por conta de uma questão política que está por trás de tudo isso”, disse.

12:01 · 07.09.2013 / atualizado às 12:01 · 07.09.2013 por

Por Miguel Martins

O deputado Lula Morais (PCdoB), em  pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa, sexta-feira, destacou as mudanças no enfrentamento dos efeitos da seca no Nordeste, especialmente no Ceará, nos últimos anos. Ele também enalteceu as políticas públicas para a educação superior e programas sociais de transferência de renda dos governos Lula e Dilma.
Ele lembrou que o Estado, atualmente, vive a pior seca dos últimos 60 anos e que na seca da década de 1990, diferente do que ocorre agora, os jornais mostravam pessoas comendo sopa de papelão, migrando para as cidades e crianças morrendo de desnutrição. Para Lula Morais, as políticas públicas adotadas no Governo atual amorteceram os impactos, com o Bolsa Família, aumentando o poder de compra em torno de 70%. Segundo ressaltou, o desemprego caiu para 5,6%, menor que na União Europeia e nos Estado Unidos.
“O que mudou no Brasil para que uma intempérie climática fizesse com que as pessoas não tivessem na mesma situação? Foi a política que tomou medidas para amortecer impactos desses problemas, e em diversos aspectos”, ressaltou o deputado, lembrando que o Bolsa Família ajudou a mudar essa situação.
Conforme informou, tais medidas provocaram uma mudança de visão sobre o Nordeste, demonstrando que a região pode contribuir para o crescimento do Brasil. Em relação ao Ceará, Lula Morais enfatizou que a educação deixou de ser privilégio só da Capital, com universidade se instalando no Interior, como em Sobral, Cariri e Redenção. “A educação do nível superior, deixou de ser privilégio para quem mora na Capital, visto que as universidades públicas federais estão indo para o Interior dos estados. A ordem no passado era fechar as universidades. Nós tínhamos duas universidades e agora teremos 28. Não precisa mais que a família se desdobre e faça um esforço tremendo para isso”, ressaltou.
O deputado alertou ainda que a descentralização da educação superior foi definida pela política “de quem quer o melhor para o povo”. A não privatização da Petrobras também foi um tema tratado por ele, o que tornou o Brasil a se tornar autossuficiente na produção do petróleo. A espionagem feita contra a presidente Dilma Rousseff foi tratada por Morais, como a tentativa dos Estados Unidos em obter informações sobre o pré-sal, visto que foi algo que ocorreu na mesma data em que se descobriu o material.
O tucano João Jaime, se contrapôs com o comunista, e disse que no Interior a situação está preocupante, visto que pessoas da zona rural estão migrando para as cidades. Ele disse também que 4 700 pessoas pagaram para terem milho, mas até o momento não receberam. “Esse quadro que você está pintando não é o verdadeiro. Os programas são interessantes para amenizar a vida das pessoas, mas ainda não é o essencial”, disse. O parlamentar ressalto ainda que esteve em uma audiência em Santa Quitéria e ouviu muitas reclamações de falta de água e alimento naquele e em outros municípios.

22:40 · 10.06.2013 / atualizado às 22:40 · 10.06.2013 por

imagem.aspO ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, estará no Ceará na próxima sexta-feira para assinar a ordem de serviço de início de mais trechos dos trabalhos do Cinturão das Águas. O governador Cid Gomes, esteve em reunião com parlamentares de sua base governista, hoje, no Palácio da Abolição, acertando o agendamento junto ao Ministério da visita de Bezerra ao Estado.

O Cinturão das Águas prevê levar água para 93% do Estado, por meio de canais, túneis e leito natural, numa extensão de 545 quilômetros e é pauta recorrente dos deputados da Assembleia Legislativa, principalmente, aqueles que têm redutos eleitorais em municípios que sofrem com a estiagem.

08:27 · 26.04.2013 / atualizado às 08:27 · 26.04.2013 por

Esta informação está no site do DNOCS:

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC), da Câmara dos Deputados, por iniciativa do deputado federal Afonso Florence, confirmou uma reunião, cujo tema é ‘Discutir os Problemas e as Alternativas
de Convivência com a Seca no Semiárido Nordestino’, no dia 26 de abril, às 9h no auditório do DNOCS, situado na avenida Duque de Caxias 1.700, em Fortaleza, Ceará.

Foram convidados para o evento o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas; o presidente da Codevasf, Elmo Vaz Bastos de Matos, o diretor geral do DNOCS, Emerson Fernandes Daniel Junior, representantes do BNB; Embrapa; Assecas
e técnicos das áreas de Meteorologia, Agropecuária, Desenvolvimento Humano, Cáritas Brasileira, além de parlamentares.

O evento faz parte das discussões promovidas por parlamentares e Governo, em torno da seca, que assola mais uma vez o Semiárido brasileiro.