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Categoria: Seca


09:12 · 13.02.2017 / atualizado às 09:13 · 13.02.2017 por

Mesmo com as chuvas que caíram no Estado no último final de semana e a que banham alguns municípios de forma pontual, as ações para amenizar o sofrimento dos cearenses que já convivem há pelo menos cinco anos tendo o fantasma da seca a lhes tirar o sono terão continuidade. Por parte do Governo do Estado o secretário da Casa Civil, Nelson Martins garante que, as medidas não apenas serão continuadas, como intensificadas. “Claro que as chuvas que banham nosso Estado dão uma esperança por serem mais intensas, mas não garantem o aporte de suficiente para nossos reservatórios”, avalia.
Segundo Nelson Martins, a grande preocupação é exatamente com os maiores reservatórios, responsáveis pelo abastecimento de extensas áreas populacionais. Além de torcer para que as chuvas preencham de água os açudes do Ceará, o secretário prega que é necessário agilizar a retomada do eixo Norte da transposição das águas do Rio São Francisco. “É fundamental que isto ocorra o quanto antes de modo a nos dar mais tranquilidade”.
Responsável por uma das mais importantes pastas no Governo do Estado, Nelson destaca ainda a necessidade de que o Governo Federal dê mais atenção quanto à liberação de recursos para o Ceará. “Precisa fazer como o governador faz. Quando o presidente Michel Temer esteve aqui no Estado, em evento no Banco do Nordeste, anunciou, com grande estardalhaço, a liberação de R$ 42 milhões para ações nesse sentido. Mas até agora esse dinheiro não chegou, enquanto a situação fica cada vez mais difícil”, aponta.
O secretário aponta para a existência de um convênio entre a Defesa Civil do Ceará e a Defesa Civil Nacional. A parceria, de acordo com ele, configura como de muita importância no desenvolvimento de ações como os carros-pipas. “O governador apresentou em setembro do ano passado ofício solicitando a renovação do convênio que encerraria dia 30 de janeiro para alguns dos municípios atendidos e há uma semana ele esteve em Brasília e voltou a pedir a renovação. Já apresentamos até planos de trabalho, mas até agora nada foi feito”, reclama. “Pedimos permissão ao Ministério da Integração Nacional para usarmos pelo menso o rendimento da aplicação do recurso, mas não podemos perder o foco e vamos atrás da renovação do convênio”.
Enquanto isso, Martins discorre que o Estado investiu nos anos de 2015 e 2016 o montante de R$ 480 milhões em ações como a implantação de adutoras, perfuração de poços e obras para evitar o racionamento em Fortaleza e sua Região Metropolitana.
Na Assembleia Legislativa o deputado Carlos Matos (PSDB) preside a Comissão de Acompanhamento das Obras do Rio São Francisco. Ele chama atenção para a necessidade de não reduzir as ações mesmo que pequenos reservatórios passem a sangrar com as primeiras chuvas. “No melhor dos cenários teríamos o acúmulo de chuvas estimado em 900 milímetros. Isso elevaria nossos reservatórios para 22%”.
Para o Matos, embora pareça, esse nível não seria um número tão satisfatório. “Quando começou essa sequência de anos de seca, nossos reservatórios tinham 48% da capacidade. Ou seja, mesmo com um grande inverno ficaríamos com a metade do que tínhamos. E o pior é que as previsões apontam para a possibilidade de termos mais uma seca em 2018”, analisa.
Carlos Matos conta que conversou com o deputado federal Cabo Sabino (PR), coordenador da bancada cearense na Câmara Federal, e que já estaria acertada reunião entre a bancada e a Comissão que preside. Falta ainda agendar o dia exato, mas ele defende que aconteça nos próximos 15 dias. “Vamos discutir tudo o que já foi feito e aquilo o que pode ser oferecido a mais”, adianta. “A Bancada Federal pode, por exemplo, assegurar recursos para a perfuração de poços”. O Diário do Nordeste tentou ouvir o novo coordenador da bancada federal do Ceará, mas as ligações não foram atendidas.
Da Assembleia o tucano diz que podem ser criadas iniciativas para a redução da perda de água e a promoção do uso racional. “Ate agora, nesses seis anos de seca, vimos pouca economia de água por parte da população”. A razão para isso, em sua visão, seria a timidez ainda apresentada nas campanhas de conscientização. “Precisa rever o sistema de tarifa. Em vez de multa, temos que oferecer bônus para incentivar as pessoas a entrarem nesse regime de economia”.
Ele avalia que uma das iniciativas mais positivas adotadas pelo Governo foi a bateria de poços perfurados no Pecém para garantir o abastecimento de água das empresas do Complexo Industrial e Portuário. “Mas precisa fazer pelo menos outras quatro baterias. Poderia começar a estudar, por exemplo, a possibilidade de fazer o mesmo na região do Aquiraz”, opina.
Para o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Evandro Leitão (PDT), independente do nível de chuvas as ações precisam continuar. “O trabalho vai desde a perfuração de poços, que deve ser intensificada, assim como a implantação de mais adutoras. Ainda que tenhamos chuvas o trabalho preventivo para casos de novos períodos de escassez precisa apontar alternativas”, prega, acrescentando que são várias as medidas adotadas hoje, de acordo com as demandas e necessidades de cada município.
Quando esteve na Assembleia, no último dia 02 de fevereiro, o governador Camilo Santana apontou em seu discurso que o Estado já perfurou 1.849 poços e instalou 670 sistemas, sendo 590 chafarizes e 80 dessalinizadores em todo o Interior. Além disso, de acordo com o chefe do executivo, foram construídos 183,73 quilômetros de adutoras.

09:23 · 21.11.2016 / atualizado às 09:23 · 21.11.2016 por

Diante da certeza de que o Ceará não pode contar com a chegada das águas do Rio São Francisco até o próximo ano e da baixa no volume dos reservatórios que abastecem a Capital cearense, o titular da Secretaria de Recursos Hídricos, Francisco Teixeira anunciou, conforme publicou o Diário do Nordeste na edição dessa sexta-feira, que a partir do mês de fevereiro de 2017 Fortaleza começa a enfrentar racionamento.
Os poucos parlamentares que estiveram na sexta no Plenário da Assembleia -não houve sessão por falta de quórum-, conversaram com o Diário e demonstraram apoio à medida anunciada pelo Estado. Para Tomaz Holanda (PMDB) o racionamento já deveria ter sido adotado há muito tempo pois se sabia que haveria estiagem. “Já estamos entrando no sexto ano sem chuvas e em colapso. O racionamento deve existir não apenas em Fortaleza, mas também em outros municípios do Estado”. O parlamentar lembrou de um projeto de indicação apresentado por ele ainda em 2009, solicitando a perfuração de poços profundos, além da construção de médios e pequenos açudes. “Fiz isso no sentido de que houvesse prevenção para a situação pior que estaria por vir. Não fui atendido e hoje praticamente todos os açudes cearenses estão com águas abaixo da média. Fica difícil tomar medidas como essa que se pretende, quando já estamos em situação difícil”, aponta.
Fernando Hugo (PP) considera a situação hídrica como “gravemente séria” e puxa da memória que esse seria assunto que se debate na Assembleia há quatro ou mais anos. “Rezemos aos céus e torçamos para que as chuvas venham em grande quantidade para juntar água em açudes, pois não tenho a mínima esperança de que se consiga daqui a um ano ter água do São Francisco aqui”, opina. “Vamos creditar orçamento emergencial para perfuração de poços, adutoras emergenciais de engate rápido e feituras hídricas de todos os modos possíveis para que não se colapse núcleos urbanos grandes, em especial o da Capital que alberga milhões de pessoas na grande Região Metropolitana”.
Outro que relatou o quanto o problema é antigo foi Walter Cavalcante (PP). Ele afirmou que quando entrou na Assembleia ouviu muito o deputado Wellington Landim falar sobre a preocupação. “Wellington fez trabalho importante, dando condições para que qualquer governante pudesse cada vez mais aperfeiçoar a parte de recursos hídricos no Ceará. Acho que Fortaleza tem que tomar atitude, principalmente com relação a poços profundos, pois aqui há várias áreas importantes com condições de serem escavados vários poços, com água a apenas seis a oito metros de profundidade”.
Walter aponta que, se não houver um bom inverno, a medida que terá de ser tomada será essa ou comprar dessalinizador para tirar água do mar e tornar potável. “São investimentos altíssimos, mas que dá para os governos estadual e municipais fazerem. Já se sabia que Fortaleza, um dia, teria que fazer racionamento da água. O governo está certo em racionar”.
Silvana Oliveira (PMDB) já discursou por algumas vezes para apontar que Fortaleza já deveria estar em racionamento há muito tempo. “Se as pessoas governassem tendo em vista o que aprendi estando a frente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia, que devemos lidar com o devido cuidado com o que se tem, a situação seria menos difícil. Se usamos a água com racionalidade, teremos sempre. Usar como se faz agora, cada um gastando o que quer, vamos tê-la por um período muito limitado. Deveria ensinar o uso racional nas escolas, para que não ocorra o trauma de faltar”.

09:07 · 05.07.2016 / atualizado às 09:07 · 05.07.2016 por

Por Miguel Martins

 

Dedé Teixeira (PT) é suplente de deputado estadual e hoje ocupa o cargo de secretário de Desenvolvimento Agrário FOTO: José Leomar.
Dedé Teixeira (PT) é suplente de deputado estadual e hoje ocupa o cargo de secretário de Desenvolvimento Agrário FOTO: José Leomar.

A estiagem que assola boa parte dos municípios cearenses e as ações da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) para tentar amenizar o problema serão o mote do pronunciamento do secretário da pasta, Dedé Teixeira, na próxima quarta-feira na Assembleia Legislativa. O gestor atende ao convite do presidente da Casa, deputado Zezinho Albuquerque (PDT), que implantou o projeto de visita de secretários ao Legislativo Estadual.
A iniciativa de Zezinho Albuquerque, visa, dentre outras coisas, tornar mais transparente as ações implementadas pelo Governo do Estado, visto que muitos deputados reclamam que não são atendidos pela administração estadual. Há 15 dias o secretário de Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, já havia tratado do assunto na tribuna da Assembleia, e conforme informou o chefe do Poder Legislativo, outros secretários devem comparecer no Plenário 13 de Maio até o fim do ano.
Os próximos secretários convidados para o projeto de visitas de gestores à Casa, segundo apontou o presidente, serão os da Educação do Estado (Seduc), Idilvan Alencar, e de Saúde, Henrique Javi. Durante a visita do secretário Francisco Teixeira, à Assembleia Legislativa, os deputados cobraram explicações sobre o racionamento de água e a situação das políticas hídricas na Capital e em municípios do interior cearense.
Naquela ocasião foi informado sobre o racionamento de água em Fortaleza e Região Metropolitana, que deve iniciar agora em julho e durará até o próximo ano. Deputados aproveitaram a presença do secretário para cobrara algumas demandas, como a qualidade da água dos poços profundos escavados, bem como a perfuração de poços em suas regiões.
Cada parlamentar, na verdade, utilizou o expediente para cobrar explicações sobre ações que estavam acontecendo ou que, segundo eles, deveriam ocorrer em seus respectivos municípios, como a construção de cisternas ou locação de barragens subterrâneas.
O mesmo deve ocorrer quando da ida do secretário Dedé Teixeira, visto que as ações da SDA são semelhantes àquelas tratadas pela SRH. A Secretaria de Desenvolvimento Agrário tem como missão, dentre outras coisas promover o desenvolvimento rural sustentável do Estado do Ceará, com ênfase nos agricultores e agricultoras familiares, com participação, inclusão e justiça social e ser reconhecida até 2020, como instituição responsável pelo alcance do desenvolvimento sustentável da agricultura familiar.
No início de junho, após ações e rebeliões que culminaram na fuga e execução de presos em penitenciárias do Ceará, os secretários de Segurança, Delci Teixeira, e de Justiça, Hélio Leitão foram convidados a prestar esclarecimentos sobre os feitos de suas pastas. Após a presença dos gestores, deputados da Assembleia disseram que eles pouco acrescentaram à discussão sobre a crise na área da Segurança.
O secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Delci Teixeira, durante seu pronunciamento exaltou os esforços do Governo do Estado no combate à violência, citando o protagonismo de iniciativas como o projeto “Pacto por um Ceará Pacífico”. No entanto, para muitos deputados, principalmente, os de oposição, o programa ainda não mostrou para que veio.
Delci Teixeira enumerou investimentos em pessoal e infraestrutura do Governo do Estado na área da segurança pública e citou a formação e contratação de 974 praças da Polícia Militar, bem como a formação de 190 oficiais da Polícia Militar, todos no ano passado. Outro ponto citado por ele foi a contratação de médicos legistas, peritos criminais, delegados, escrivães e inspetores; o deslocamento de bases do RAIO para o interior do Estado; e a criação do Batalhão de Divisas.
Já Leitão destacou que em sua gestão tem procurado implementar o conceito de humanização na formação do regime prisional, sendo que , a primeira transformação no sistema deve ser a a redução de excedente prisional. Ele destacou que em 2015 procurou trazer para o Estado o projeto da Audiência de Custódia, que visa garantir a rápida apresentação da pessoa detida, nos casos de prisão em flagrante delito, a um juiz. O projeto foi lançado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com o  Ministério da Justiça. Segundo o secretário, o projeto foi o primeiro passo rumo a uma política de desencarceramento.

18:08 · 25.02.2015 / atualizado às 18:12 · 25.02.2015 por

O governador Camilo Santana anunciou, oficialmente hoje na Assembleia Legislativa, que o Plano Estadual de Convivência com a Seca e suas ações emergenciais e estruturantes custarão, na primeira parte R$ 620 milhões, sendo que pouco mais de R$ 500 milhões terão que sair dos cofres do Governo Federal.

Já na segunda parte, a denominada estruturante, vai custar aproximadamente R$ 5 bilhões para a União. O Estado entrará com aproximadamente 20% do total das despesas.

A realidade do Estado, segundo o documento apresentado pelo governador é muito séria. Em alguns municípios do Interior cearense da metade para o fim deste ano o abastecimento de água para o consumo humano terá que ser feito por carros-pipa.

Camilo viaja agora à noite para Brasília para entregar o plano no ministério da Integração Nacional e negociar a liberação dos recursos para sua execução.

09:38 · 22.08.2014 / atualizado às 09:38 · 22.08.2014 por

Está no noticiário da BBC Brasil e publicada no Blog do Noblat, declarações do presidente do Conselho Mundial da Água, Benedito Braga que a atual crise hídrica em São Paulo e em outras cidades do Sudeste é uma oportunidade para esta região do país se inspirar no exemplo do Nordeste para enfrentar o problema.

“Em meio a essa crise no Sudeste, ninguém fala do Nordeste, que vive uma seca há três anos”, destaca Benedito Braga, que também é professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

Falando sobre o Nordeste, o professor diz que “Esta região aprendeu com as crises do passado e criaram uma infraestrutura para conseguir sobreviver a este momento difícil. O Ceará é um bom exemplo disso”.

10:51 · 18.02.2014 / atualizado às 10:51 · 18.02.2014 por

O deputado Camilo Santana (PT) voltou a discursar, no plenário da Assembleia, sobre as medidas governamentais de combate à seca. Segundo o parlamentar, todas as semanas são realizadas reuniões no Governo para avaliar o nível de criticidade dos municípios cearenses e elaborar soluções. Santana celebrou o fato de ter chovido em 139 municípios do Ceará, mas ressaltou que é preciso chover acima da média para recuperar os baixos índices de precipitação dos anos de 2013 e 2012.

Segundo o parlamentar, o último relatório apresentado pela comissão de combate à seca apontou dez municípios cearenses com alta criticidade, tais como Canindé, Crateús, Meruoca e Novas Russas, entre outros. Santana destacou ainda a autorização para construção de oito novas adutoras  emergenciais – o governador Cid Gomes irá à Brasília ainda nessa semana para definir os recursos.

Santana ainda destacou as ações de transposição de águas do Rio São Francisco e do Cinturão das águas como medidas para o combate à seca. “Isso se chama planejar a situação de enfrentamento (à seca)”, destacou o deputado. “São quase R$ 70 milhões só nas adutoras para garantir o acesso da população à água”.

06:51 · 18.02.2014 / atualizado às 06:51 · 18.02.2014 por

Por Miguel Martins

A falta de estrutura do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), conforme foi mostrado em matéria, ontem, no Diário do Nordeste, gerou descontentamento por parte de deputados da Assembleia Legislativa do Ceará. Alguns parlamentares já estão descrentes com a prometida reestruturação do órgão, e outros clamam por um maior envolvimento da bancada federal, visando pressionar o Governo Federal a mudar a situação atual da unidade.
Roberto Mesquita (PV), que foi vice-presidente da comissão Especial da Seca, afirmou que do jeito que a situação do DNOCS se encontra, o melhor seria extingui-lo, visto que não há vontade política, em sua opinião, de mudar o estado pelo qual passa a instituição. “É com muito pesar que afirmo que hoje seria melhor extingui-lo ao invés de vê-lo sangrar. Parece piada um órgão pedir 25 máquinas e o Ministério dizer que não tem rubrica para tal finalidade”, lamentou.
Ele voltou a reclamar da compra de cisternas de polietileno, que segundo disse, estão abarrotadas em diversas localidades do Estado sem qualquer serventia. “Me dá uma tristeza ver o esforço de algumas pessoas pela revitalização do DNOCS, enquanto o Governo Federal não mostra esse empenho. O DNOCS, em uma época distante, tinha a ação de construir grandes açudes e era responsável pela energia de vários estados, isso era uma ação social”.
Segundo disse, o problema é tamanho que o dirigente da instituição faz “papel de bobo” quando explica que solicitou as máquinas perfuratrizes, mas não obteve êxito. No entanto, ressalta que isso se dá por conta de indicações políticas para o comando do DNOCS. Mesquita defendeu uma manifestação entre servidores e diretores do órgão juntamente com gestores e parlamentares para pressionarem o Governo Federal, visando melhoria da estrutura do Departamento.
Fernando Hugo (SDD) foi mais além e disse que o sucateamento da unidade ocorreu por conta do “descaso do Governo petista”, que conforme ele, vem tratando a região Nordeste como “curral eleitoral”, visando apenas políticas assistencialistas. Ele defendeu que os deputados federais e os governadores do Nordeste se mobilizem juntamente com a bancada nordestina para tentar mudar a situação do DNOCS.
O parlamentar também criticou o grupo que foi criado para tentar reestruturar o órgão, e que até o momento não teve maiores avanços concretos. “Esse grupo não tem colheita funcional nenhuma. Prova disso é sabermos dessa situação vexatória pelo que passa o DNOCS”, reclamou. O deputado João Jaime (DEM) é um dos parlamentares que mais vem debatendo o tema seca na Assembleia e segundo ele, o órgão está sem qualquer condição de iniciar alguma ação no combate à seca, pois está esvaziado e sucateado, sem mudanças em seu corpo técnico e com a maioria de funcionários aposentada.
Segundo atestou, não tem sequer material para que os engenheiros da instituição façam a manutenção dos açudes. “Na seca atual, o DNOCS está totalmente à margem por esvaziamento do Governo Federal. Há um descaso do Governo para com a seca e o principal órgão de combate à estiagem foi esvaziado. A função dele é nula do ponto de vista de socorrer as pessoas da seca”, ressaltou.
João Jaime também acredita que o grupo criado para reestruturar o DNOCS tem apenas interesses políticos e que não fará muita diferença no processo. “Isso daí só demonstra que alguns estão querendo aparecer, dar declaração de que está trabalhando, mas eu não vi nada de reestruturação. A cada ano que passa ele fica mais inoperante devido à falta de apoio do Governo”, reclamou.
Já Fernanda Pessoa (PR) acredita que o grupo está trabalhando e tentando mostrar resultados, no entanto, conforme informou, o Governo tem se preocupado mais com as instituições que trabalham para a população das regiões Sul e Sudeste, e citou a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) como uma dessas. A Companhia, porém, atende aos estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas Distrito Federal, Goiás, Sergipe, Piauí e Maranhão.
“Nós já conseguimos rever alguns recursos, mas somente dois deputados têm trabalhado nisso, de um total de 22. O que falta é que os deputados federais se unam em uma força tarefa para pressionar a presidente Dilma Rousseff para revitalizar o DNOCS”, apontou.
Ela defendeu que o órgão tem técnicos competentes para trabalharem na questão da seca e defendeu que a tentativa de extinguir a unidade no ano passado abalou todos os funcionários. Eliane Novais (PSB), que também vem acompanhando a situação de estiagem no Interior do Estado, afirmou que a situação do DNOCS reflete mais uma questão política do que técnica. “O que sei é que os servidores querem o fortalecimento do órgão, mas acho que tudo isso se dá mesmo por conta de uma questão política que está por trás de tudo isso”, disse.

12:01 · 07.09.2013 / atualizado às 12:01 · 07.09.2013 por

Por Miguel Martins

O deputado Lula Morais (PCdoB), em  pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa, sexta-feira, destacou as mudanças no enfrentamento dos efeitos da seca no Nordeste, especialmente no Ceará, nos últimos anos. Ele também enalteceu as políticas públicas para a educação superior e programas sociais de transferência de renda dos governos Lula e Dilma.
Ele lembrou que o Estado, atualmente, vive a pior seca dos últimos 60 anos e que na seca da década de 1990, diferente do que ocorre agora, os jornais mostravam pessoas comendo sopa de papelão, migrando para as cidades e crianças morrendo de desnutrição. Para Lula Morais, as políticas públicas adotadas no Governo atual amorteceram os impactos, com o Bolsa Família, aumentando o poder de compra em torno de 70%. Segundo ressaltou, o desemprego caiu para 5,6%, menor que na União Europeia e nos Estado Unidos.
“O que mudou no Brasil para que uma intempérie climática fizesse com que as pessoas não tivessem na mesma situação? Foi a política que tomou medidas para amortecer impactos desses problemas, e em diversos aspectos”, ressaltou o deputado, lembrando que o Bolsa Família ajudou a mudar essa situação.
Conforme informou, tais medidas provocaram uma mudança de visão sobre o Nordeste, demonstrando que a região pode contribuir para o crescimento do Brasil. Em relação ao Ceará, Lula Morais enfatizou que a educação deixou de ser privilégio só da Capital, com universidade se instalando no Interior, como em Sobral, Cariri e Redenção. “A educação do nível superior, deixou de ser privilégio para quem mora na Capital, visto que as universidades públicas federais estão indo para o Interior dos estados. A ordem no passado era fechar as universidades. Nós tínhamos duas universidades e agora teremos 28. Não precisa mais que a família se desdobre e faça um esforço tremendo para isso”, ressaltou.
O deputado alertou ainda que a descentralização da educação superior foi definida pela política “de quem quer o melhor para o povo”. A não privatização da Petrobras também foi um tema tratado por ele, o que tornou o Brasil a se tornar autossuficiente na produção do petróleo. A espionagem feita contra a presidente Dilma Rousseff foi tratada por Morais, como a tentativa dos Estados Unidos em obter informações sobre o pré-sal, visto que foi algo que ocorreu na mesma data em que se descobriu o material.
O tucano João Jaime, se contrapôs com o comunista, e disse que no Interior a situação está preocupante, visto que pessoas da zona rural estão migrando para as cidades. Ele disse também que 4 700 pessoas pagaram para terem milho, mas até o momento não receberam. “Esse quadro que você está pintando não é o verdadeiro. Os programas são interessantes para amenizar a vida das pessoas, mas ainda não é o essencial”, disse. O parlamentar ressalto ainda que esteve em uma audiência em Santa Quitéria e ouviu muitas reclamações de falta de água e alimento naquele e em outros municípios.

22:40 · 10.06.2013 / atualizado às 22:40 · 10.06.2013 por

imagem.aspO ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, estará no Ceará na próxima sexta-feira para assinar a ordem de serviço de início de mais trechos dos trabalhos do Cinturão das Águas. O governador Cid Gomes, esteve em reunião com parlamentares de sua base governista, hoje, no Palácio da Abolição, acertando o agendamento junto ao Ministério da visita de Bezerra ao Estado.

O Cinturão das Águas prevê levar água para 93% do Estado, por meio de canais, túneis e leito natural, numa extensão de 545 quilômetros e é pauta recorrente dos deputados da Assembleia Legislativa, principalmente, aqueles que têm redutos eleitorais em municípios que sofrem com a estiagem.

08:27 · 26.04.2013 / atualizado às 08:27 · 26.04.2013 por

Esta informação está no site do DNOCS:

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC), da Câmara dos Deputados, por iniciativa do deputado federal Afonso Florence, confirmou uma reunião, cujo tema é ‘Discutir os Problemas e as Alternativas
de Convivência com a Seca no Semiárido Nordestino’, no dia 26 de abril, às 9h no auditório do DNOCS, situado na avenida Duque de Caxias 1.700, em Fortaleza, Ceará.

Foram convidados para o evento o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas; o presidente da Codevasf, Elmo Vaz Bastos de Matos, o diretor geral do DNOCS, Emerson Fernandes Daniel Junior, representantes do BNB; Embrapa; Assecas
e técnicos das áreas de Meteorologia, Agropecuária, Desenvolvimento Humano, Cáritas Brasileira, além de parlamentares.

O evento faz parte das discussões promovidas por parlamentares e Governo, em torno da seca, que assola mais uma vez o Semiárido brasileiro.

 

11:23 · 13.04.2013 / atualizado às 11:23 · 13.04.2013 por

Por Igor Gadelha

A Comissão Especial da Seca, criada em fevereiro último na Assembleia Legislativa, deve entregar, até o final de maio, relatório completo com a lista dos municípios cearenses que têm previsão de entrar em colapso até dezembro de 2013, em razão da falta d´água provocada pela seca que atinge o Nordeste, bem como com as soluções imediatas para o problema. A informação é do relator do colegiado, deputado Welington Landim (PSB).

O pessebista afirma que, até o momento, a comissão já relacionou 30 municípios cearenses que possuem diagnóstico de possível colapso até o fim do ano. Entre esses, ele destaca Crateús, Canindé, Quiterianópolis, Tauá, Caridade, Itapipoca, Salitre e Campos Sales. Segundo o parlamentar, para aproximadamente 90% das 30 cidades já foram discutidas, com os diversos órgãos estaduais com os quais o colegiado se reuniu, as soluções viáveis para evitar o problema.

O deputado citou como exemplo Crateús, cidade onde, de acordo com ele, a previsão dos especialistas é de que só haverá água até setembro deste ano. “Para lá, nós da comissão encontramos dois caminhos para evitar o colapso de água: ou construir uma adutora improvisada com aqueles canos flexíveis americanos para levar água de outro local para lá ou abastecer o município com carro pipa”, explica.

Landim informou que, do início de março até a última quinta-feira, a comissão realizou quatro encontros, sendo um apenas para instalação e eleição de seus dirigentes. Nos outros três, lembra, o colegiado ouviu órgãos como a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh), a Superintendência de Obras Hídricas (Sohidra) e a Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH).

Ele explicou que, nas audiências com as instituições, a comissão tem recebido relatórios sobre a situação dos municípios, bem como tem debatido soluções imediatas para a convivência com a estiagem, considerada a pior dos últimos 50 anos.

Após a divulgação do relatório com as cidades que podem sofrer colapso e as possíveis soluções para evitar o problema, o deputado esclarece que a comissão fiscalizará o trabalho dos governos Estadual e Federal para que os municípios consigam conviver com a seca. “É bom deixar claro, porque muita gente não sabe o papel da comissão. Nossa finalidade é diagnosticar, apresentar as soluções e cobrar que elas sejam cumpridas”, frisou o pessebista.

Além do relatório, Wellington Landim ressaltou que a comissão também tem divulgado parcialmente diagnósticos sobre determinadas cidades cearenses. Ele lembrou que pretende mostrar alguns dos resultados durante pronunciamento na tribuna da Assembleia, na próxima semana. Apesar disso, ele reforçou que o prazo para o colegiado divulgar o balanço final é até o fim do próximo mês de maio.

08:52 · 04.04.2013 / atualizado às 08:52 · 04.04.2013 por

Por Igor Gadelha

A Comissão Especial da Seca da Assembleia Legislativa deve iniciar hoje o cronograma de reuniões para debater, com alguns órgãos e instituições estaduais, temas relacionados ao combate à estiagem no Estado – considerada a pior dos últimos 40 anos.

De acordo com o presidente do colegiado, deputado João Jaime (PSDB), após cada um dos encontros, que vão ocorrer todas as quintas-feiras, será elaborado um relatório com sugestões de soluções para convivência com a estiagem, que será entregue ao Governo do Estado e ao Governo Federal.

O tucano informou que, desde que foi criada, em 28 de fevereiro, a comissão já tinha se reunido duas vezes até ontem: uma para se instalar e eleger seus dirigentes e outra para estabelecer o cronograma de atividades que começam hoje. A primeira reunião, afirma, será com representantes da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), do Sistema Integrado de Saneamento Rural (Sisar) e do Projeto São José, em que deve ser debatida a situação do sistema de abastecimento de água na sede e nos distritos dos municípios cearenses.

O relator da comissão, deputado Wellington Landim (PSB), acrescentou ainda que a intenção dos encontros é ouvir as sugestões desses órgãos para a convivência com a seca no Estado, que serão utilizadas na elaboração do parecer do colegiado. Além dos relatórios que serão emitidos a cada reunião, o pessebista destacou que, ao final de todos os encontros, um relatório maior e mais detalhado será elaborado e entregue ao governador Cid Gomes. A intenção do parlamentar é que o documento final esteja finalizado até o fim do mês de maio.

Em entrevista ao Diário do Nordeste na manhã de ontem, tanto Wellington Landim quanto João Jaime também dispararam críticas às medidas apresentadas por Dilma Rousseff durante sua visita ao Ceará, nessa terça-feira. Para o pessebista, a presidente cometeu duas “falhas fundamentais”. Uma delas, cita, foi não ter falado sobre a Transposição do Rio São Francisco, “obra fundamental para a convivência com a seca em todo o Nordeste”. O segundo erro, acrescenta, foi não ter anunciado medidas para reformar os projetos de irrigação, que, segundo ele, estão sucateados.

Já para o deputado tucano, Dilma Rousseff “pariu um rato”, pois, na avaliação dele, o que foi anunciado é efetivamente “muito pouco” diante do que o Estado necessita. “O Ceará precisa de 400 toneladas de milho, mas ela só anunciou 340 toneladas para todo o Nordeste. O Estado necessita, de meditado, de um aumento de 300% no número de carros pipas; ela só anunciou 30%. Essa patrulha mecanizada (retroescavadeiras e motoniveladoras) também é para fazer estrada. Ela deveria ter dado era máquina perfuratriz de poços, porque o povo precisa é de água”, citou.

João Jaime avaliou ainda que Dilma quis inflar o valor dos investimentos em políticas contra a estiagem, pois, de acordo com ele, grande parte dos R$ 9 bilhões anunciados pela presidente inclui os valores dos empréstimos já concedidos, cujo prazo para pagamento foi prorrogado. “É um alívio para os agricultores, isso não podemos negar, mas não é investimento, não é dinheiro novo”, justificou. Para ele, a presidente deveria ter investido dinheiro em obras definitivas que possibilitem o convívio com a seca, que é um fenômeno natural que ocorre periodicamente.

09:03 · 27.03.2013 / atualizado às 09:03 · 27.03.2013 por

Por Miguel Martins

O deputado Wellington Landim (PSB), se mostrou, mais uma vez, preocupado com a situação em que se encontram as obras da Transposição do Rio São Francisco. O pessebista chegou a fazer críticas ao Governo Federal pela burocracia no combate aos efeitos da seca no Ceará afirmando temer que o próximo gestor não dê prioridade para tal intervenção que beneficiará milhões de nordestinos.
De acordo com ele, o Eixo Norte das obras de Transposição, que deveria estar pronto entre maio e junho do ano passado ainda se encontra em atraso, tendo o edital de licitação sido lançado cinco vezes, além de três anos em discussão. Segundo o pessebista, é necessário que o Governo Federal, Estadual e o Ministério da Integração deem prioridade para esta obra no Ceará, porque em Pernambuco cerca de 85% da obra está executada.
Segundo informou, isso possibilita que a presidente Dilma Rousseff já inaugure o trecho em 2014, enquanto que no Ceará, existe uma série de dificuldades, como o Lote 6, em Mauriti, onde a empresa abandonou a obra. Em Penaforte, por exemplo, conforme informou, o mesmo problema aconteceu em junho do ano passado.
No Ceará cerca de 50% da obra foi executada e, de acordo com Landim, caso estivesse concluída a água já poderia passar pela região do Cariri e descer até o Castanhão, colaborando para melhorar a situação também de estados como Rio Grande do Norte e Paraíba. O deputado se comprometeu a levar até o Ministério da Integração Nacional a reivindicação de que a Transposição seja prioridade, e também irá cobrar das bancadas federais dos estados do Nordeste que se unam para cobrar essa isso junto ao Governo Federal.
De acordo com ele, a burocracia na solução dos problemas causados pela estiagem tem sido o principal problema para amenizar a situação de seca no Nordeste. O deputado garantiu ainda que irão solicitar maior urgência para ações como abastecimento por meio de carros-pipa, além da melhoria da água daqueles municípios que tenham sido mais afetados pela seca. O pessebista questionou ainda que algumas obras têm tido prioridade por parte do Governo Federal, como viadutos e estradas que são construídos, enquanto pessoas e animais não têm água para beber.
Já a petista, Rachel Marques (PT), apresentou algumas ações promovidas pelo Governo Federal em conjunto com o governador Cid Gomes, para melhorar a vida da população que vive no semi árido do Brasil. De acordo com ela, a situação será amenizada com a conclusão das obras da Transposição do Rio São Francisco e o Cinturão das Águas.
“Para a Transposição, a gente já está chegando a quase 50% das obras para garantir que a água chegue ao Ceará. Não estamos vendo, hoje, pessoas morrendo ou grandes migrações, seja para Capital, seja para sede dos municípios, porque ações governamentais estão acontecendo”, afirmou Marques, afirmando ainda que o projeto está buscando se adequar às demandas de ambientalistas e movimentos sociais.
A parlamentar lembrou também que no dia 2 de abril a presidente Dilma Rousseff se reunirá com todos os governadores da região do semi árido para tratar de soluções para a seca, aqui em Fortaleza. Segundo ela, já está acertado com os representantes dos estados participantes, a prorrogação do seguro safra e do bolsa estiagem, podendo estender durante toda a duração da estiagem, além do aumento do efetivo de homens do exército para atendimentos em carros-pipa e o trabalho de retroescavadeiras.
“A gente tem que realmente tratar essa questão como algo prioritário. A questão do milho e  um programa para venda de forragem por preço subsidiado, e sistemas de irrigação aqui no Estado para garantir a produção dessa forragem também devem ser tratados”, afirmou a parlamentar.
O deputado Antônio Carlos chamou de contraditórios os discursos proferidos por parlamentares da oposição e afirmou que a maioria das ações públicas de combate à seca são advindas do Governo Federal. Já Leonardo Pinheiro (PSD) acredita que a Transposição será a única solução definitiva para amenizar o problema do sertanejo.

17:57 · 17.03.2013 / atualizado às 17:57 · 17.03.2013 por

A demagogia, o interesse próprio imediato e a superficialidade continuam sendo marcas dos nossos políticos, tanto nos espaços de situação quanto nos de oposição, salvo raríssimas exceções. Eles estão sempre prontos a falar sobre qualquer tema, mesmo entendendo pouco ou quase nada dele, assim exista a possibilidade de abertura de espaço na mídia. Cuidam muito bem das questões ligadas à sua própria futura eleição e nunca aprofundam uma discussão sobre fatos sociais inquietantes, carentes de urgentes atos e ações dos governantes em qualquer das esferas da administração.
O momento vivido pelos cearenses, em consequência da prolongada estiagem, dizimando os rebanhos, tornando a terra infértil e ameaçando a população até da falta de água para o seu consumo, infelizmente, tem motivado muitos, frequentes e inflados discursos clamando por ajuda para o sertanejo, exatamente pelo fato de suas falas repercutirem nos respectivos colégios eleitorais, gerando, para os menos desavisados, a falsa ideia de estarem realmente preocupados com o desastre produzido pela falta de chuvas.
É possível até se extrair de um ou outro pronunciamento, reclamando ações oficiais para minimizar os efeitos da miséria causada pela seca, palavras, frases afirmativas ou interrogativas a nos fazer admitir haver sinceridade ali. Mas, ao olharmos o antes e o depois dessas manifestações, logo o sentimento de todos quantos acompanham a movimentação política passa a ser de repulsa, dado o oportunismo nelas contido, aliada à exploração da fragilidade das pessoas necessitadas de resultados palpáveis e não de infrutíferos discursos.
<MC>Comissões
<MC>Quem já não sabe estar o Ceará, em várias das suas regiões, sentindo a falta da água, da produção agrícola, de ficar mais empobrecido com o desaparecer de grande parte do seu pequeno rebanho? Então, continuar com essa ladainha, além de nada mudar, serve apenas para manter apequenada a representação política. Qual o sentido de a Assembleia criar uma Comissão Especial para conhecer a desoladora situação do Interior? Em que resultaram as tantas outras nascidas com esse mesmo objetivo? De praticamente nada.
Os deputados cearenses, estaduais, federais e senadores, deveriam ter unido forças para reclamar providências bem antes de a calamidade se tornar realidade, não apenas agora, mas desde quando tomamos consciência de estarmos preparados para convivermos com esse fenômeno cíclico.
Se as obras de transposição de águas do Rio São Francisco tivessem recebido a devida atenção dos nossos representantes, a perspectiva de dias mais sombrios neste ano, e até o próximo inverno – Deus queira ele venha em 2014, não deixaria tão tenso os mais necessitados. Com um pouco de disposição para servir e de cumprir as obrigações do mandato, eles, os de hoje e seus antecessores, poderiam ter evitado a calamidade na extensão prevista para os próximos meses. Se o Ministério da Integração Nacional, responsável pela transposição, houvesse sofrido a pressão devida para cumprir, pelo menos o calendário inicial da obra, o quadro seria outro.
<MC>Desidiosos
<MC>Mas não falharam os nossos representantes somente em relação a essa obra federal. Continuam desidiosos, omissos e desinteressados em relação a outros projetos, cujos resultados minimizariam as dificuldades ocasionadas pela falta temporária de chuvas. Os perímetros irrigados no Estado do Ceará, por não serem explorados plenamente, são um verdadeiro atentado à consciência cidadã. E não respondem à proposta de suas concepções, só e tão-somente por falta de decisão política da administração federal. E, injustificavelmente, eles, representantes do povo, não fazem a necessária e imprescindível pressão para forçar a decisão.
Com os perímetros irrigados funcionando, mais famílias da área rural estariam trabalhando e garantindo, com a dignidade reclamada para todos, os meios de sobrevivência, além de contribuir com a economia do Estado ao garantir alguma produção agrícola para a satisfação das necessidades de um maior número de cearenses.
O custo do funcionamento desses equipamentos, sem dúvida, é infinitamente inferior aos gastos feitos com suas construções. É necessário gastar para evitar a destruição da parte inexplorada, mas melhor aproveitamento teria se o investimento fosse para garantir a sua exploração plena.

09:44 · 08.03.2013 / atualizado às 09:44 · 08.03.2013 por

Por Igor Gadelha

Membros da Comissão Especial da Seca da Assembleia Legislativa do Ceará se reuniram pela primeira vez, na manhã de ontem, para escolher a direção do colegiado. A comissão foi criada na última quinta-feira, 28 de fevereiro, por meio de requerimento do deputado Wellington Landim (PSB), para acompanhar as ações e danos provocados pela seca no Estado. No período da tarde, a comissão voltou a se reunir, mas, ainda assim, não definiu o calendário de visitas aos municípios que mais sofrem com os efeitos da estiagem, como prometido.
Para os cargos de presidente, vice-presidente, relator e sub-relator do colegiado, foram eleitos, respectivamente, os deputados João Jaime (PSDB), Roberto Mesquita (PV), Wellington Ladim e Leonardo Pinheiro (PSD). Além deles, a comissão é formada por outros 12 parlamentares: Dedé Teixeira (PT), Mirian Sobreira (PSB), Lula Morais (PCdoB), Neto Nunes (PMDB), Hermínio Rezende (PSL), Danniel Oliveira (PMDB), Nenen Coelho (PSD), Antônio Granja (PSB), Rogério Aguiar (PSD), Fernanda Pessoa (PR), Manoel Duca (PRB) e Sineval Roque (PSB).
Em entrevista à imprensa após a reunião, o deputado João Jaime justificou que agora, mais importante do que visitar os municípios, é cobrar do Governo soluções para o problema da seca. De acordo com ele, uma das principais cobranças é em relação à falta de um plano de contingência por parte do Governo do Estado. “Todos nós já sabemos que a seca existe. Mas o que fazer se tiver um colapso? Ninguém sabe”, disparou. O tucano também fez críticas ao Governo Federal pela ausência de medidas efetivas no combate aos efeitos da estiagem no Nordeste.
O presidente da Comissão afirmou também que o colegiado vai apresentar propostas de soluções para o problema da seca. Para isso, destacou que o primeiro passo será chamar entidades de fora que também tratam do combate à estiagem, para que apresentem seus projetos. “Vamos reunir essas sugestões, incorporar as mais viáveis, apresentar e cobrar do Governo e só depois fazer as visitas”, explicou. O tucano acrescentou ainda que espera que o governador Cid Gomes receba, “com bom agrado”, as sugestões apresentadas pela comissão, pois a situação no interior é crítica.
Indagado se a criação de mais uma comissão para discutir a seca não atrapalharia os encaminhamentos sobre o tema, João Jaime ressaltou que a comissão da Casa possui “capilaridade maior e mais facilidade de levar, para as autoridades competentes, as soluções para o problema”. Ele destacou ainda que pretende trabalhar em conjunto com as outras entidades. Prova disso, é que a próxima reunião, na segunda-feira, 11, será realizada em conjunto com o Comitê Integrado de Combate à Seca, coordenado pelo secretário do Desenvolvimento Agrário, Nelson Martins.
Além do Comitê, na reunião da tarde ontem, membros da comissão fizeram um planejamento de outros órgãos e entidades que também vão ser convidados para participar dos debates na comissão da Assembleia. De acordo com o relator do colegiado, deputado Wellington Landim, serão convidados representantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetraece), da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (FAEC), da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), Ematerce, Instituto Agropolocos, Dnocs, dentre outros.
<CF62>Presença
</CF>Sobre o elevado número de integrantes na comissão, questionado na tribuna, nessa quarta-feira, 6, pelo deputado Wellington Ladim, o presidente do colegiado, deputado João Jaime, disse reconhecer que o colegiado possui mais integrantes do que precisa. Por conta disso, João Jaime destacou que, como presidente da comissão, vai executar o Regimento Interno da Assembleia, cobrando a presença dos integrantes da comissão nas reuniões. “Aqueles que não atingirem o número de presenças serão convidados a se retirar”, avisou.

10:14 · 07.03.2013 / atualizado às 10:14 · 07.03.2013 por

Por Miguel Martins

Os deputados da Assembleia Legislativa do Ceará continuam preocupados com a situação de seca que ainda assola o Estado, principalmente, nos municípios do Interior. Na manhã de ontem, Roberto Mesquita (PV) e Wellington Landim (PSB) voltaram a discutir o assunto, inclusive, este último propondo para hoje, reunião da comissão Especial de acompanhamento da estiagem para escolha de presidente, vice e relator.
O colegiado, proposto pelo pessebista, deve analisar a problemática da seca e perspectivas de chuva para 2013, no prazo de máximo de até 120 dias. Em pronunciamento, Wellington Landim propôs para logo mais às 8h30 o encontro para tratar do cronograma das visitas do grupo e disse que aquele que não comparecer à reunião estará fora da comissão. Ele disse ainda discordar da grande quantidade de membros, acreditando que apenas sete seria o necessário. “Mas não sou eu quem decide, então não vou contrariar”, disse.
Além de Wellington Landim, farão parte do colegiado os deputados João Jaime (PSDB), Dedé Teixeira (PT), Neto Nunes (PMDB), Leonardo Pinheiro (PSD), Hermínio Resende (PSL), Osmar Baquit (PSD), Danniel Oliveira (PMDB), Roberto Mesquita, Nenen Coelho (PSD), Antônio Granja (PSB), Rogério Aguiar (PSD), Fernanda Pessoa (PR), Manoel Duca (PRB) e Sineval Roque (PSB).
Nesta primeira reunião da Comissão Especial, além da eleição do presidente, vice-presidente e relator, os parlamentares também discutirão o calendário de visitas e de convites a serem feitos às autoridades envolvidas diretamente com o assunto. Para Landim, a intenção é acompanhar de forma mais presente os municípios em situação de estiagem. Ele ressaltou ainda que a Comissão Especial também deve avaliar as ações feitas pelos municípios, governos do Estado e Federal.
“É importante acompanhar tudo que diz respeito à estiagem. Se acontecer um inverno tão irregular como no ano passado, teremos uma verdadeira catástrofe na pecuária, com reflexos no homem de classe média e na economia”, salientou o pessebista.
Para sugerir a implantação do grupo, o deputado se baseou nas estimativas de chuva para a quadra chuvosa deste ano, segundo informou a Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme). De acordo com o órgão, o Estado do Ceará deve ter chuvas abaixo da média histórica, com probabilidade de ser de 45% contra 35% de permanecer dentro da média e de apenas 20% de ser superior. “Para se ter uma ideia, o prognóstico negativo é ainda pior que o realizado no ano passado, quando as chances de chuvas abaixo da média eram 10 pontos percentuais abaixo do projetado para 2013. E foi o que aconteceu, realmente. No ano anterior, as chuvas ficaram 50,7% abaixo da média, representando a pior quadra chuvosa dos últimos 50 anos”, diz o deputado em sua justificativa.
Roberto Mesquita também tem se preocupado com a situação, e, durante seu pronunciamento, ontem, pediu ao Governo do Estado que faça perfuração de poços para auxiliar no combate à estiagem. De acordo com ele, em Santa Quitéria, um dos maiores municípios do Ceará, o abastecimento está sendo feito por carros-pipa, mas segundo disse, está ocorrendo de forma defasada, deixando muitas vezes de atender.
O parlamentar defendeu ainda a compra de outras perfuratrizes, porque de seis que o Estado possui, pelo menos duas, estariam impossibilitadas de uso, por estarem quebradas. Ele defendeu ainda a adoção de política de compra de máquinas ou convênio com empresas que escavam poços. “As perfuratrizes do Dnocs são do ‘arco-da-velha’ e não dariam conta do trabalho a ser realizado. O problema é urgente e para se ter uma ideia, em Sergipe, o governador está dando milho e resíduo de graça para pequenos produtores”, informou Roberto Mesquita.

09:45 · 29.01.2013 / atualizado às 09:45 · 29.01.2013 por

O governador Cid Gomes ao falar de sua preocupação com as consequências da seca que se abaterá no Ceará, neste ano, falou das providências que estão sendo adotadas para garantir o abastecimento de água potável para algumas populações cearenses e foi enfático ao citar a cidade de Crateús, como a mais ameaçada de um colapso no abastecimento. Cid garantiu que nos próximos meses estará garantida a ampliação na oferta de água para Fortaleza, em mais 50% da capacidade atual. A água virá do Açude Castanhão. Ele falou também do novo ritmo das obras de transposição de águas do Rio São Francisco e as providências do Estado para que parte do líquido chegue logo à Região dos Inhamuns.

17:03 · 18.12.2012 / atualizado às 17:03 · 18.12.2012 por

Ações do Comitê Integrado de Combate à Seca no Ceará foram apresentadas pelo secretário do Desenvolvimento Agrário do Estado (SDA), Nelson Martins, durante o segundo expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa. A apresentação foi solicitada por meio de requerimento do deputado Hermínio Resende (PSL), que é presidente da Comissão de Agropecuária da Casa.
Durante discurso, Martins reconheceu a gravidade da seca no Estado e disse que o Comitê tem buscado, em parceria com o Exército, ampliar a distribuição de carros-pipa. Outras ações destacadas pelo secretário foram a perfuração de 83% dos poços previstos e o pagamento do Garantia Safra a 445 mil agricultores cearenses. O titular da SDA destacou também que o Ceará foi o Estado do Nordeste que mais recebeu milho da Conab.
Nelson Martins ressaltou ainda que o Comitê de Combate à Seca também vem trabalhando para a execução de obras estruturantes, para reduzir a pobreza no Ceará, como, por exemplo, a construção de cisternas e projetos de inclusão econômica das famílias. Antes da apresentação, o secretário recebeu um grupo de moradores do município de Irauçuba, que apresentaram demandas de ações para minimizar os efeitos da estiagem naquela cidade.

09:21 · 14.12.2012 / atualizado às 09:21 · 14.12.2012 por

A deputada estadual Mirian Sobreira (PSB) declarou, durante discurso na tribuna da Assembleia Legislativa, na manhã de ontem, que vai apresentar requerimento cobrando do Banco do Brasil esclarecimentos sobre a demora de 90 dias para abrir as contas destinadas ao depósito do pagamento dos donos dos caminhões pipas que abastecem o interior do Estado. Segundo ela, por conta do atraso, muitos proprietários estão sem receber pelo serviço, o que está inviabilizando a distribuição de água potável para comunidades vítimas dos efeitos da seca.
Na avaliação da pessebista, o atraso no pagamento é consequência de “descaso” e “irresponsabilidade” da instituição bancária. “Os funcionários que estão no ar condicionado e têm seu salário devem de ser mais sensíveis”, cobrou. Para a parlamentar, é inadmissível tanta burocracia para se abrir as contas, diante de toda a tecnologia e recursos que os bancos têm atualmente. “Não estou solicitando, estou cobrando uma explicação pela falta de compromisso”, reforçou a deputada.
No discurso, Mirian Sobreira classificou como uma “vergonha necessária” a dependência do carro pipa no interior do Estado. “É triste a cena que vemos de gente fazendo fila para pegar uma gota d´água”, lamentou. A pessebista lembrou ainda que a mesma burocracia também atrapalhou a distribuição do milho, causando a morte de 50% do rebanho. “Tinha milho e não tinha como trazer, pela falta de frete”, explicou. Segundo ela, depois de solicitado, o governador Cid Gomes subsidiou o frete. “Agora temos a garantia do milho até fevereiro de 2013”, completou.

09:38 · 29.11.2012 / atualizado às 09:38 · 29.11.2012 por

O problema experimentado pelas populações interioranas, no Ceará,  nestes tempos de maior impacto da seca, motiva muitos pronunciamentos dos políticos, principalmente de vereadores, deputados e senadores. Os leitores, mais atentos, como de resto outros cearenses, indignados pelo fato de tudo ficar reduzido a discursos e logo depois esquecidos, reagem,  mostrando aos políticos que eles precisam agir mais e falar menos.

 Josemar Capistrano da Costa – Fortaleza

“Bom dia que acredito que todo dia seja bom para quem gosa do poder, e dias muito pessimo para aqueles que não sabem escolher para botar no poder,senhores deputados lamento vcs reconhecerem o sofrimento dos nordestinos so nas paginas dos jornais muito sensacionalismo nisso, pois vcs como representante do povo não deveriam so ficar sentados em gabinetes recebendo bons numerarios a custa daqueles que ainda não entendem o valor do voto. E sim formar comissões e partir para o interior com filmadora e depois ir a quem de competencia fasendo valer os impostos arrecadados da sofrida população. Obrigado”.

Paulo Santana Barbosa – de Mauriti 

“A situação é muito preocupante As nossas estradas se transformaram em cemitério de animais (bovinos). A produção vegetal não existe. As receitas formadas destas atividades foram totalmente perdidas. A capacidade de pagamento das dívidas contraídas juntos aos órgãos de fomento é zero. O setor atravessa um momento muitíssimo delicado. Quanto ao pagamento das operações feitas de investimentos e/ou custeio o que temos, hoje, é a prorrogação para o mês de JANEIRO DE 2013, portanto, os agricultores continuam sem nenhuma capacidade de realizar. Se faz imperativo que as forças organizadas da sociedade se manifestem para encontrar solução o mais rápido possível”.

Antônio Scarcela Jorge – Nova Russas

É deveras preocupante o estado permanente de estiagem que assola o nosso estado. Entretanto nos causa “surpresa” os “nossos” deputado manifestarem preocupação somente no final da seca (o que se prever!)”

Edísio LimaEmailedisio – Fortaleza

“É a mesma lenga-lenga todo ano e ninguém faz nada e só deixam para cobrar quando a coisa já está ruim. Vamos procurar resolver o problema de uma forma mais enérgica e responsável pois nós já sabíamos que a seca ia acontecer e deu no que deu”.