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Categoria: Seenado


11:12 · 22.10.2017 / atualizado às 16:26 · 22.10.2017 por

Deputada Augusta Brito teve o seu nome apontado para ser candidata ao Senado na chapa de Camilo Santana Foto: José Leomar

Líderes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) defenderam, durante conferência estadual, neste sábado (21), em Fortaleza, a formação de uma “frente ampla”, liderada pela esquerda, para as eleições de 2018. O partido, que não descarta lançar candidato próprio à Presidência da República, sugeriu que os atuais pretensos candidatos ao cargo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Ciro Gomes (PDT) se “sentem numa mesa e discutam uma solução” para o País, para evitar que a esquerda “sofra uma derrota”.

O partido aproveitou o encontro para selar apoio à reeleição do governador Camilo Santana (PT) e lançou o nome da deputada estadual, Augusta Brito, para a senatória. No entanto, isso ainda será definido com os demais partidos que se coligarão ao governador, já que há interesse do PDT de destinar uma vaga ao Senado para Cid Gomes e, caso o PMDB forme aliança com Camilo, conforme foi publicado por este jornal, o senador Eunício Oliveira deverá disputar a reeleição no cargo.

Ciente disto, o presidente estadual do PCdoB, Luiz Carlos Paes, disse que essa definição será “um processo de debate e discussão entre as forças políticas e a sociedade”. Mas defendeu a candidatura de Augusta Brito, por ser “uma liderança feminina, jovem e com boa experiência política”. Ele aposta também na ampliação de representantes da sigla nas bancadas federal e estadual.

“Pretendemos aumentar mais um deputado estadual, trabalhando uma chapa mais forte do que a anterior. Pra Câmara, tivemos dois deputados federais no período anterior ao atual e estamos pensando em lançar candidatos com condições e, além do Chico Lopes, eleger um outro nome”.

Sobre uma possível aproximação do presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira (PMDB), com o governador Camilo Santana (PT), ambos, até o momento, adversários políticos e de partidos opositores, Luiz Carlos disse que esse movimento é “natural”, principalmente, no âmbito regional, porque não há, ainda, uma cultura partidária no País.

“Um governador como qualquer governador precisa ter relação institucional com qualquer Poder da República, é preciso ver como isso vai se desenvolver. O problema que acontece no Brasil, normalmente, é que as eleições são desvinculadas, a cultura política partidária ela não levou até hoje a um fortalecimento da instituição do partido”.

Para o secretário de Relações Internacionais do Comitê Central do PCdoB, José Reinaldo de Carvalho, o partido não deve descartar “nada” do ponto de vista local, diferente do plano nacional em que o PMDB, na visão dele, se tornou um partido de direita. Ele defendeu que os partidos de esquerda se unam e façam frente às candidaturas de direita. Quanto aos presidenciáveis Lula e Ciro Gomes, ele avalia como bons nomes que devem dialogar, para evitar uma derrota da esquerda.

“Talvez a questão da frente ampla não se restrinja ao período eleitoral, talvez vá além. Eu acho que vai ter que chegar um momento em que as candidaturas da esquerda, concretamente, Ciro, Lula, uma do PCdoB e eventuais candidaturas, vão ter que se sentar, porque se não vai ficar fragmentado e a esquerda vai sofrer uma derrota. Seria terrível se nas eleições de 2018 tivéssemos o segundo turno entre um candidato de extrema direita ou de centro-direita. O Brasil já está num caminho ruinoso e a única forma que há pra deter este caminho é eleger um governo democrático e popular”.