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Categoria: Servidor municipal


09:02 · 07.10.2012 / atualizado às 09:02 · 07.10.2012 por

Realização de concursos públicos, seleção técnica para comissionados e transparência sobre terceirizados. Essas foram as principais propostas apresentadas pelos prefeituráveis da Capital, ao longo da campanha, para valorizar o servidor público. Na avaliação de Francisco Ednardo de Assis, que integra a diretoria do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort), os candidatos apenas passaram a defender bandeiras postas pela categoria, sem inovar na sugestão de ações efetivas para melhorar o serviço público.
Embora avalie que, no debate eleitoral deste ano, os postulantes ao cargo de prefeito de Fortaleza tenham apresentado apenas ideias pontuais para o serviço público, Francisco Ednardo de Assis</CF> afirma que a execução de pelo menos metade das promessas feitas durante a campanha daria uma contribuição significativa para os servidores municipais.
Para ele, várias sugestões apresentadas pelos candidatos para a área são viáveis, apesar de algumas serem impossíveis de saírem do discurso dos postulantes. “Houve promessa de valorização e de requalificação de servidores, de realizar concurso público e de reestruturar o nosso IPM. Essas são propostas viáveis. Mas é impossível cumprir o fim da terceirização porque são cabides de emprego que nunca vão acabar”, explica.
Conforme Francisco Ednardo de Assis, o Sindifort defende o fim da terceirização através da realização de concursos públicos, mas ele acredita que se trata de uma ideia difícil de ser cumprida pelo próximo prefeito por conta da conjuntura política e eleitoreira atual. “A terceirização é cabide de emprego de qualquer candidato. Infelizmente, no nosso País há esse voto manipulado. A pessoa vota para manter o emprego. Se fosse servidor, o assédio político seria menor”, considera.
Para Francisco Ednardo de Assis, os dez candidatos a prefeito de Fortaleza poderiam ter dado maior atenção a apresentação de propostas consistentes para requalificar Frotinhas e Gonzaguinhas, em vez de apenas sugerir novos equipamentos de saúde. “Na área da saúde, se valoriza muito novos hospitais, como o IJF 2 e Hospital da Mulher, e se esquece do funcionamento. Os Frotinhas e Gonzaguinhas estão sucateados. Não houve aprofundamento em relação a isso, de mostrar como vai ser feito”, analisa.
Ele diz que a falta de aprofundamento se estende também à questão do Instituto de Previdência do Município (IPM), que, segundo salienta, foi pouco abordado pelos prefeituráveis durante a campanha. “Nosso instituto de previdência está sucateado, e isso foi pouquíssimo abordado”, critica.
Ao fazer uma análise generalizadas das propostas apresentadas para o serviço público, Francisco Ednardo de Assis declara que o debate foi muito raso e deixou de esclarecer alguns pontos. “Tem candidato que diz que a questão da terceirização é necessária em alguns cargos, mas a gente acha que, com valorização e qualificação do servidor e os concursos públicos, não é necessário o terceirizado”, diz.
Francisco Ednardo de Assis considera que o próximo prefeito não pode deixar de priorizar três pontos básicos: saúde, educação e mobilidade urbana. “Hoje a gente não consegue mais andar nas ruas de Fortaleza. Não temos acessos, precisamos buscar alternativas de transporte e de vias secundárias porque tudo está sucateado. Esses foram os pontos mais atacados durante a campanha”, declara.
Por outro lado, lamenta que o servidor público tenha ficado “um pouco esquecido” nos discursos dos candidatos. “Ele (servidor) não está sendo bem contemplado nas propostas dos candidatos a prefeito de Fortaleza”, analisa. Para Francisco Ednardo de Assis questões como previdência, terceirização e assédio político no serviço público foram abordados de forma muito generalizada.
“Falaram de mobilidade, saúde e educação. Isso foi bem abordado. Mas neste ponto de temas ligados ao servidor, não. O assédio político não foi tratado de forma ampla nos debates, a questão dos servidores públicos também foi pouco abordada. A questão da previdência do servidor público também ficou esquecida. A cidade funciona com o serviço público. Se o servidor não for valorizado, o serviço público não funciona como deveria”, sintetiza.