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Categoria: Servidores


20:47 · 08.05.2017 / atualizado às 21:32 · 08.05.2017 por

O Governo do Estado está programando gastar R$ 11.985.802.000,00 com toda a sua folha de pessoal, compreendendo os servidores do Legislativo, do Executivo e do Judiciário, segundo o “Cálculo das Metas Anuais para Despesas”, integrante do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias já em análise pelos deputados estaduais, desde a última quinta-feira.

O valor previsto para pagar todas as despesas com pessoal é aproximadamente R$ 950 milhões a mais do que está orçado para as folhas de servidores deste ano. No bojo do projeto o Governo fala em revisão salarial, mas destaca os concursos públicos já realizados ou projetados, a contratação de policiais, o crescimento vegetativo das folhas e eventual alteração dos Planos de Cargos e Carreiras, etc.

 

Na definição dos limites de gastos com pessoal de que trata a Lei de Responsabilidade Fiscal, “serão também computadas as seguintes despesas: I – com inativos e os pensionistas, segundo a origem do benefício previdenciário, ainda que a despesa seja empenhada e paga por intermédio do Fundo Especial do Sistema Único de Previdência Social do Estado do Ceará – SUPSEC, do Fundo Financeiro – PREVMILITAR, e do Fundo Previdenciário – PREVID”, assim como com servidores requisitados.

10:00 · 12.11.2016 / atualizado às 10:00 · 12.11.2016 por
Camilo Santana antes da viagem, ontem, conversou com deputados sobre a eleição dos novos dirigentes da Assembleia que acontecerá na quinta-feira, 1º de dezembro FOTO: José Leomar
Camilo Santana antes da viagem, ontem, conversou com deputados sobre a eleição dos novos dirigentes da Assembleia que acontecerá na quinta-feira, 1º de dezembro FOTO: José Leomar

O erário estadual, nas condições atuais, não suporta qualquer acréscimo de despesa na folha de pessoal, no início do próximo ano. Ninguém da administração fala sobre o tema, mas todos, sobretudo os da área econômica, não desperdiçam oportunidades de discorrer sobre as dificuldades da economia e finanças nacionais, com consequências desastrosas em vários estados brasileiros, a partir da calamitosa situação do Rio de Janeiro. Portanto, em janeiro próximo, não haverá o reajuste geral para os servidores do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, como ocorreu em igual período deste ano.
O desejo dos policiais militares cearenses de terem os seus soldos equiparados à média remuneratória dos congêneres nordestinos, a partir do início de 2017, não se concretizará. O projeto de lei garantindo tal benefício, programado para ser encaminhado à Assembleia, neste mês, só deverá acontecer no início do ano. Como a melhoria remuneratória dos policiais ainda é uma das promessas de campanha do governador Camilo Santana, feita em 2014, eles serão os primeiros a serem contemplados quando melhoras surgirem nas finanças estaduais.
Há esperança no início da recuperação da economia nacional a partir do segundo semestre do ano vindouro. Mas até lá, por mais conveniente sejam os homens do Governo cearense em tratar da questão, impossível esconder o desconforto com a queda da arrecadação e a obrigação de utilizar as reservas reunidas no decorrer dos últimos anos, para manter toda a estrutura administrativa, ao longo de todo esse período recessivo, sem frustrar os servidores quanto ao pagamento em dia de seus salários e a manutenção dos serviços, apesar das reclamações da massa usuária, totalmente dependente deles, também pela falta de uma maior oferta.
Empréstimo
O ufanismo quanto ao montante de investimentos feitos com os recursos próprios, ainda por esses dias, não deverá mais constar dos discursos governistas. Os cortes nos gastos com infraestrutura, embora as obras sejam necessárias para motivar o crescimento do Estado, sofrerão cortes substanciais. Já deveriam ter sido feitos.
O encontro dos secretários com Camilo para definir os cortes, foi adiado do início de outubro para os próximos dias. O empréstimo externo, que poderia evitar tal constrangimento, não saiu e pouca esperança há de contar com o dinheiro resultado da sua contratação até o início do novo ano.
Não há ameaça quanto ao regular pagamento da folha de pessoal no próximo ano, nos valores atuais. O pessoal do Governo, porém, aposta na aprovação da Proposta de Emenda Constitucional do limite dos gastos públicos, e também, no resultado das providências a serem adotadas com base na conclusão dos trabalhos da Comissão Especial do Senado, instalada na última quinta-feira, para “analisar salários acima do teto no funcionalismo”.
Este grupo de trabalho pode, por ser de interesse dos governadores, fortalecer a ideia de mudança no sistema de Federação hoje existente, para, dentre outras providências, alterar a legislação específica que vincula os subsídios de magistrados com os de ministros dos Tribunais Superiores, e de integrantes do Ministério Público com o do Procurador Geral da República.
Efeito cascata
O senador Renan Calheiros, presidente do Senado, e como pai de Renan, governador de Alagoas, sabe do peso na folha de pagamento dos servidores no Estado quando há um aumento de subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal, concomitantemente com os do Procurador Geral da República.
É dele a observação de que a Comissão deverá propor medidas como a desvinculação do subsídio dos ministros de tribunais superiores para evitar o “efeito cascata” no Orçamento dos estados. E acrescentou ser necessário regulamentar o auxílio-moradia e outras indenizações “para que sejam incluídos no abate-teto”. O senador cearense José Pimentel (PT) é um dos integrantes do grupo de estudo em questão.
Há realmente distorções no sistema federativo nacional que reclamam ajustes. No caso específico da desvinculação dos subsídios dos magistrados e dos integrantes do Ministério Público há necessidade de estabelecer normas garantidoras de que os integrantes de tais categorias, fundamentais para o pleno exercício da cidadania, não fiquem a depender também dos humores dos governantes de plantão, como antigamente acontecia, não só quanto à fixação dos valores que deveriam receber pelo trabalho mensal, quanto pela incerteza da data do seu recebimento.

09:37 · 26.06.2016 / atualizado às 09:37 · 26.06.2016 por

Por Miguel Martins

 

O secretário da Fazenda, Para Mauro Filho, atribui o descontentamento de servidores ao ano eleitoral. Ele lembra os benefícios já concedidos FOTO: Fabiane de Paula
O secretário da Fazenda, Para Mauro Filho, atribui o descontentamento de servidores ao ano eleitoral. Ele lembra os benefícios já concedidos FOTO: Fabiane de Paula

O secretário da Fazenda, Mauro Filho,  estranha a insatisfação de servidores públicos, uma vez que a demanda da maioria foi atendida pela gestão de Camilo Santana. Para ele há outro fator motivador que não o econômico para as críticas dos funcionários públicos para com o Governo estadual. Em ano eleitoral é comum que as categorias não se sintam contempladas ainda que muitas delas tenham tido seus pleitos atendidos.
“O Estado já deu aumento de 10,67% para mais de 20 mil servidores. O fato não pode ser contestado, pois várias categorias tiveram ascensão, como a Polícia Militar, a Civil agora em outubro. O Detran recebeu o maior aumento de PCC de sua história, e, recentemente, fechamos acordo com o Sindsaúde”, disse ele.
O gestor afirmou ainda que mantém diálogo com todas as categorias, inclusive, garantiu o 13º salário do funcionalismo público. “Nos estranha que, em um momento que 23 estados não estão pagando a folha e nós sim, isso esteja acontecendo. É preciso que os servidores tenham uma avaliação mais profunda disso”, defendeu.
De acordo com ele, para a área de Educação, o Governo está propondo fazer uma ascensão funcional de imediato, o que representaria um aumento de 5% no salário, mais 3,75% de gratificação. “Ninguém deu isso no Brasil. No ano passado o Estado deu 13% de aumento para os professores, em uma inflação de 6, 45%. Somente o Ceará fez isso. E aqui não se fala em Lei do Piso, mas em “lei do aumento, porque tanto o piso quanto os profissionais de último nível ganharam os 13%”.
O secretário reconheceu que há um processo inflacionário, mas ressaltou que o PIB brasileiro vai cair no segundo ano consecutivo, sem contar os 11 milhões de desempregados e queda na economia real do País, o que afeta todos os estados. Ele não confirmou se o Ceará manterá o pagamento dos funcionários em dia, mas ressaltou que o Governo está “tentando fazer de tudo” para manter o pagamento dos servidores. “A minha ponderação é analisar como o Estado do Ceará tem se comportado. Não existe outro estado do Brasil que recomponha a inflação todo ano. Meu pedido é que façamos uma reflexão sobre o que acontece no Brasil para que possamos continuar com as discussões”, defendeu.

Empréstimos
Mauro Filho também comentou o acordo proposto pelo presidente interino, Michel Temer, para amortizar as dívidas dos estados com a União. Dentre os benefícios para as unidades federativas estão a suspensão do pagamento das parcelas mensais da dívida até o fim de 2016; alongamento por 10 anos, com mais 4 de carência, de cinco linhas de créditos do BNDES; pagamento da parcela cheia dos estados a partir de 2018; e inclusão dos estados na proposta enviada ao Congresso sobre teto dos gastos públicos.
Segundo ele, a medida não foi vista com bons olhos por aqueles estados que fizeram o dever de casa, e que controlaram as despesas evitando aumento desordenado do endividamento. “Estamos passando quase ao largo desse processo”, disse. De acordo com o secretário, o Ceará liquidou uma de suas dívidas em 2013, e que por isso não vai ser beneficiado com o alongamento para pagamento do montante, e nem com a carência de 24 meses, uma vez que não existe mais esse valor.
Há, porém, uma dívida de R$ 2 bilhões com o BNDES e duas operações de crédito, uma da modernização do Arena Castelão e a do BNDES Estado, que ficaram de fora do alongamento de 10 anos e carência de quatro. Segundo disse, o Estado vai ser beneficiado no caso da Medida Provisória de 2000, que fez o saneamento do extinto Banco do Estado do Ceará (BEC). “Vamos pegar R$ 40 milhões a cada ano, e mais R$ 50 milhões das demais operações, o que dá algo em torno de R$ 90 milhões por ano”, o que é pouco comparado com o que os benefícios que terão outros estados.
Michel Temer, conforme informou Mauro Filho, determinou aos ministros da Fazenda, Henrique Meireles, e do Planejamento, Diogo Oliveira, que examinem a questão das operações, visto que outros 12 governadores também reclamaram. “Essas duas operações não são com recursos do BNDES, mas com um voto do Conselho Monetário Nacional. A fonte é o Tesouro, portanto a decisão não é do BNDES”.

17:38 · 22.03.2016 / atualizado às 17:51 · 22.03.2016 por

Após muita discussão, os vereadores de Fortaleza aprovaram, nesta terça-feira (22), a revisão geral da remuneração dos servidores e empregados públicos do Município de Fortaleza, e o reajuste dos professores municipais.

O reajuste será parcelado para a maioria do pessoal, sendo 2%, a partir de janeiro passado, e de 8,5%, em dezembro, conforme propôs o prefeito Roberto Claudio. Para os profissionais do magistério, o aumento foi de 11,36%, também parcelado.

No embalo das propostas do Executivo, os vereadores aprovaram os mesmos benefícios salariais dos servidores da Câmara Municipal: taxa de 10,67%.

Sob protesto de servidores nas galerias da Câmara Municipal, a revisão geral dos salários foi aprovada por 19 votos a favor e três contrários.

13:39 · 18.12.2014 / atualizado às 13:39 · 18.12.2014 por

Só amanhã vai chegar à Assembleia Legislativa, para ser votada provavelmente na próxima semana, a mensagem do Governo do Estado com o projeto que institui o aumento de 6,47% dos salários de todos os servidores do Estado do Ceará. O mesmo índice atenderá aos servidores dos poderes Legislativo e Judiciário, assim como para o pessoal do Ministério Público, da Defensoria Pública, dos Tribunais de Contas e todos os demais órgãos da administração estadual.

Inicialmente, os deputados esperavam votar todas as matérias até amanhã, sexta-feira, o último dia útil de sessões ordinárias para este ano. O atraso no envio da mensagem do aumento dos servidores, para ter vigência a partir de 1º de janeiro de 2015, fez com o ano legislativo e o consequente encerramento de sessões ordinárias desta legislatura, iniciada em fevereiro de 2011, ficasse adiada para a próxima semana.

O mesmo índice de aumento vai servir para que a Assembleia Legislativa aprove o projeto de Lei que instituirá o subsídio do governador, a partir de janeiro, como determina a Constituição.

10:14 · 18.03.2013 / atualizado às 10:14 · 18.03.2013 por

Por Lerena Alves

Atualmente, 296 servidores públicos estaduais respondem a processos administrativos que apuram a prática de má conduta no serviço público. As transgressões vão desde abandono da função e acumulação ilícita de cargos até casos mais graves, como homicídio, extorsão, corrupção passiva, prevaricação, considerada atitude de má fé, dentre outros. O levantamento foi solicitado pelo Diário do Nordeste à Procuradoria de Processo Administrativo Disciplinar (Propad), vinculada à Procuradoria Geral do Estado (PGE).
Desse total, 34 dos processos atribuem crimes aos servidores, sendo que em 22 deles estão sendo apuradas ilicitudes que, caso sejam confirmadas, configurarão crime contra o patrimônio público, segundo informações da PGE. A maior parte das irregularidades seria decorrente de transgressões consideradas mais leves, como abandono de função, acumulação ilícita de cargos e desídia funcional, que é o descasco com o serviço público. Ainda de acordo com o órgão, alguns desses processos administrativos estão em fase de conclusão, enquanto outros iniciaram há pouco tempo.
Conforme informado pela Propad, algumas ações começam a tramitar concomitantemente no Estado e em órgãos fiscalizadores, como Ministério Público e Polícia, em especial as que tipificam crimes. Entretanto, a maior parcela desses processos é detectada pelos departamentos policiais, que encaminham a cópia do inquérito policial à administração pública. Há ainda a situação de a gestão pedir auxílio à Polícia, em caso de recebimento de denúncias, quando há necessidade de pedir reforço para realizar o flagrante. Neste caso, o processo pode tramitar conjuntamente.
As punições aos servidores públicos que cometeram transgressões variam conforme a complexidade da infração cometida, podendo receber repreensão, suspensão, multa e até demissão. Quando ainda não foi apurada a responsabilidade penal, ao encerrar o processo administrativo, a comissão processante pode sugerir que a cópia dos autos seja encaminhada ao Ministério Público Estadual, caso seja constatada a procedência da denúncia.
O Diário do Nordeste tentou entrevistar o Procurador-Geral do Estado, Fernando Oliveira, para questioná-lo sobre o andamento desses processos, mas, através da assessoria de imprensa da PGE, ele informou que não concederia entrevista sobre o assunto. Acrescentou que o órgão trataria do tema apenas repassando o levantamento solicitado por e-mail.
O especialista em administração pública Jorge Fernando Valente, professor da Universidade de Brasília (UnB), esclarece que geralmente o número de processos administrativos abertos contra servidores públicos não reflete a realidade de irregularidades cometidas e que o poder público ainda não tem estrutura suficiente para apurar essas denúncias. “A quantidade de casos levantados que chegam à investigação não é um percentual significativo do que é feito de errado”, aponta.
O especialista explica que duas infrações são mais facilmente identificadas na administração pública: a prática de dolo direto, quando funcionários se deixam corromper por atos de propina e corrupção, por exemplo; e o dolo involuntário, quando servidores cometem irregularidades por conta da complexidade da legislação com a qual eles lidam diariamente. “O administrador que cumprir pura e simplesmente a rotina não é apanhado em nenhum desses erros e desvios de condutas”, diz.
Na avaliação do professor Jorge Fernando, o primeiro passo para reduzir essas infrações cometidas no setor público e dar mais eficácia às fiscalizações é a simplificação da legislação. “Muitas vezes, para fazer alguma coisa, tem que fugir ao que é determinado. E entre o que a lei diz e o que ela impede de fazer, há um vazio”, declara. Ele ainda justifica a falta de celeridade no andamento desses processos. “É preciso que eles sejam morosos, porque é sempre necessário o oferecimento de ampla defesa, porque não se pode condenar sem provar”, aponta.
Por sua vez, ele diz acreditar que o cumprimento ao arcabouço de leis não garante necessariamente uma boa conduta do funcionário. Isso porque a lei, argumenta, ainda deixa brechas. “A legislação é muito complexa e, às vezes, uma pessoa honesta faz alguma coisa para o bem do Estado, mas pode ser punido. Por outro lado, um mal intencionado pode seguir estritamente o que está na lei e não ser apanhado”, afirma.
Outro aspecto apontado pelo especialista da Universidade de Brasília é um “certo descaso” dos gestores com o patrimônio público, levando-se em conta que aqueles recursos não são particulares tampouco lhe pertencem diretamente. “O executivo, de uma maneira geral, é um mau gestor, porque a coisa é pública, e não privada. O dono da fábrica vai comprar uma cadeira e compra a melhor e mais durável por um menor preço. O servidor público vai comprar a mesma cadeira, e ela já começa num preço mais alto do que para o empresário”, compara.
Para o professor Jorge Fernando, da UnB, só deve haver instauração de sindicância em casos com maiores evidências de irregularidades, ressaltando que a revisão da legislação ainda é a solução mais eficaz. “Se você fizer um Estado policialesco, o que não funciona vai parar de vez. O que é preciso é simplificar a legislação, colocá-la mais objetiva, direcionada, de modo que as pessoas mal intencionadas sejam apanhadas com mais rapidez”, pontua.

09:33 · 20.02.2013 / atualizado às 09:33 · 20.02.2013 por

Por Georgea Veras

O auditório da Câmara Municipal de Fortaleza foi ocupado, ontem, por vários funcionários da Companhia de Transporte Coletivo (CTC) que reivindicavam o pagamento de seus salários atrasados. Os vereadores de oposição cobraram da atual gestão um posicionamento, pois informaram que o secretário da Educação, Ivo Gomes, já informou que não pretende mais manter o contrato com a CTC.
De acordo com os vereadores do PT, a CTC estava em processo de falência quando a ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, resolveu delegar à Companhia a responsabilidade pelo transporte escolar. O vereador Capitão Wagner (PR), informou que o último pagamento feito aos trabalhadores da CTC foi em dezembro de 2012, e que há dois meses eles não recebem salário.
Mesmo com os salários atrasados, Capitão Wagner assegura que eles continuam trabalhando normalmente, para que as crianças não sejam prejudicadas, deixando claro que a intenção é evitar uma greve. Contudo, o vereador disse que esteve com o secretário da Educação e ele não confirmou se vai pagar os salários atrasados.
<CF60>“Estive com o Secretário de Educação e não percebi nenhuma intenção em pagar os servidores. Então, quem vai pagar? Será que existe uma empresa esperando a CTC quebrar para faze o serviço? Será que há algo por trás disso? Será que há a intenção de fazer a empresa CTC quebrar?”, questionou o parlamentar, afirmando que deve-se perguntar ao secretário, caso a CTC não seja mais contratada, como ficará os direitos trabalhistas dos funcionários.
Capitão Wagner entende que, nesse caso, não adianta mais a Prefeitura reclamar que a culpa é da gestão anterior, informando que a administração passada pagou todos os salários e que os últimos vencimentos foram debitados em dezembro. Ele afirma ser necessário saber se o prefeito, Roberto Cláudio, tem conhecimento das atitudes tomadas pela Secretaria de Educação.
De acordo com o vereador Guilherme Sampaio (PT), os trabalhadores da CTC estão cumprindo suas tarefas. Segundo ele, cerca de 10 mil crianças na cidade utilizam o transporte escolar. O petista apontou que Ivo Gomes informou não pretender mais manter a CTC nessa tarefa, alegando ser necessário a Prefeitura esclarecer quais são as suas intenções em relação à Companhia, temendo a possibilidade de haver uma suspensão do serviço de transporte escolar.
O vereador Deodato Ramalho (PT) também reclamou a falta de um posicionamento da Prefeitura sobre o caso. O parlamentar entende que os trabalhadores da CTC estão passando por um momento “angustiante” devido ao silêncio do Executivo Municipal. Para o petista, a atual administração está tratando esse problema com autoritarismo, já que as negociações não estão fluindo.
Uma comissão dos trabalhadores foi recebida por vereadores para conversar sobre o assunto. A tarde foi marcada uma reunião dos representantes da CTC com a Procuradoria Geral do Município (PGM) e com o vice- líder do governo na Câmara, vereador Didi Mangueira (PDT).
Calendário
Deodato Ramalho e Guilherme Sampaio criticaram ainda a decisão da Prefeitura em reduzir o calendário escolar de 2012. Conforme Guilherme Sampaio, após reunião, os representantes do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute) resolveram retirar a assinatura em apoio à mudança, esperando que outras categorias façam o mesmo.
O vereador alertou que o Conselho Nacional de Educação já negou outros pedidos de redução no calendário escolar. Ele citou o caso de São Paulo, que queria reduzir o calendário porque temia uma epidemia de gripe suína, mesmo assim, aponta, o Conselho negou o pedido, pois contraria a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) que preza por 800 horas/aula e 200 dias letivos.
Deodato Ramalho cobrou uma explicação por parte do Ministério Público que, segundo ele, está validando essa mudança no calendário escolar do ano passado. Além disso, o vereador alega que em entrevistas á imprensa não está claro se o prefeito e o secretário Ivo Gomes estão com os discursos afinados sobre o assunto, compreendendo que “estamos com a Prefeitura paralela com a Secretaria de Educação”.

11:40 · 16.01.2013 / atualizado às 11:40 · 16.01.2013 por

Ainda não é conhecida as tabela salarial dos servidores do Poder Judiciário, cujo teto salarial é o maior dos três entes que foram o Poder estadual (Legislativo, Executivo e Judiciário), mas o teto salarial dos servidores do Ministgério Público estadual , agora conhecido, é bem diferente do pessoal integrante dos demais setores ligados ao Executivo e do próprio Judiciário. Enquanto no Legislativo, a partir dos tribunais de Contas do Estado e dos Municípios os salários começam a partir de R$ 669,51, apesar de o teto do salário mínimo para o Poder público será de R$ 723,01, no Ministério Público cearense o chamado Técnico Ministérial ganha, no início da carreira, R$ 2.400,96, chegando ao final da carreira com R$ 9.227,33, neste ano. Eles já sabem quanto vão ganhar a partir de janeiro de 2014, pois a lei aprovada na Assembleia Legislativa, em dezembro passado, já estipulou os salários do pessoal do Ministério Público para o ano de 2014.

Ainda no Ministério Público do Ceará, em 2013, os chamados Analista Ministerial começam na carreira ganhando R$ 3.947,33 chegando ao fim da carreira com um salário de R$ 15.170,27. Eles, também como seus colegas técnicos já sabem quanto ganharão em 2014, privilégio que nenhum outro servidor estadual tem.

10:12 · 04.01.2013 / atualizado às 10:12 · 04.01.2013 por

Servidores da Prefeitura ligados ao  Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza. (Sindforte) lotam as galerias do auditório Vereador Ademar Arruda, na Câmara Municipal de Fortaleza. Eles criticam a forma como foi enviada a mensagem do prefeito Roberto Cláudio, de Reforma Administrativa, sem um diálogo prévio com os trabalhadores da administração municipal. Um manifesto assinado pelo Conselho Regional de Serviço Social, Sindicato de Assistentes Sociais do Ceará e Conselho Municipal de Assistência Social também está sendo distribuído aos presentes.

No manifesto, tais órgãos reclamam do que eles chamam de “extinção  da SEMAS”, uma vez que o gestor pretende incluí-la na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Trabalho e Combate à Fome. “Isso representa  um grande retrocesso para a política social, processo este que vai na contramão do Sistema Único de Assitência Social”, diz a nota.

09:51 · 30.11.2012 / atualizado às 09:51 · 30.11.2012 por

Aproveitando o momento em que os vereadores estão discutindo o orçamento da Prefeitura para 2013, representantes de diversos sindicatos de servidores públicos estiveram presentes na Câmara Municipal de Fortaleza, ontem,  fazendo algumas cobranças aos legisladores. O líder do PSB na Casa Legislativa, Elpídio Nogueira, se comprometeu a levar as reivindicações dos funcionários públicos, ao prefeito eleito Roberto Cláudio, assim como realizar uma audiência entre os segmentos e o novo gestor.
Uma das reclamações dos servidores foi a falta de repasses para os vale transporte eletrônico das categorias. De acordo com Antônia Nascélia Silva, presidente do Sindicato dos Servidores e Empregados de Fortaleza (Sindfort), o apelo está sendo feito “porque estamos cansados de levantar essa questão e não recebemos resposta”. A pauta do sindicato para 2013 é bastante ampla e abrange cerca de 30 pontos principais, mas o mais importante, segundo a sindicalista é o que trata de um reajuste de 15% para todas as categorias, considerando, segundo disse, que a inflação do período foi de 5,97%.