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Categoria: Sociais


09:28 · 07.09.2017 / atualizado às 09:28 · 07.09.2017 por

Por Letícia Lima

Da tribuna da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (6), o deputado Elmano de Freitas (PT) denunciou o corte de orçamento promovido pelo Governo Federal em programas e benefícios sociais, que afetarão comunidades de agricultores e de quilombolas em todo o País, inclusive no Ceará. Ele criticou deputados da oposição que tem “coragem” para atacar o governador Camilo Santana (PT), mas se omitem diante do atual Governo Federal.

Segundo o deputado, os cortes somam quase R$ 100 milhões em benefícios sociais para as famílias de agricultores e de quilombolas.“Nós tínhamos um programa muito importante na reforma agrária chamado ‘Programa Nacional de Requalificação da Reforma Agrária, ele viabiliza que filhos de agricultores façam cursos de técnicos agrícolas e, portanto, a gente qualifica o trabalho no campo e dá acesso à democracia. Se já não bastasse a concentração da terra, ao filho do pobre é negada a terra e a educação e, no governo do presidente Lula, se fortaleceu esse programa a ponto de nós termos 32 bilhões para ajudar os filhos dos trabalhadores. O governo temer e seus tucanos reduziram para 2 bilhões”.

Ainda segundo Elmano de Freitas, o Governo Federal também reduziu gastos no programa de promoção para a comunidade quilombola. “Só no Ceará temos mais de 70 povos quilombolas. Como se não bastasse, a nossa agricultura tem um número significativo da agricultura familiar e temos vários programas para fortalecer esse agricultor, para ajudar na produção, na condição de colocar o alimento e esse governo reduz de 83 para 10 milhões o programa de promoção pra agricultura quilombola. Portanto, aqueles que produzem na terra do nosso Estado estão sendo abandonados pelo nosso governo, simplesmente, porque o que está proposto é zero. Vocês que conquistaram o título de comunidade quilombola, não terão recurso nenhum para essas comunidades”.

Por sua vez, o deputado do PT critica os parlamentares da oposição, principalmente do PMDB, que se omitem sobre o governo de Michel Temer. “Nós não podemos concordar em aceitar isso e o que mais nos choca, programa para inclusão de famílias em situação de pobreza, senhor Temer e os tucanos reduzem de 40 milhões para 19 milhões e tem gente que tem a coragem de atacar o governador Camilo Santana, mas tá caladinho quando o Temer tira de 4 para 19 milhões, mas não lembra que é esse senhor que tira dinheiro do pobre para os ricos”, finalizou.