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Categoria: Sucessão cearense


17:40 · 11.05.2014 / atualizado às 17:40 · 11.05.2014 por

O calendário estabelecido pelo governador para definir o nome do candidato do PROS continua marcando o mesmo mês, junho, perto do final do prazo para a realização das convenções partidárias homologatórias das candidaturas, segundo determinação da legislação eleitoral. Os governistas, porém, começaram a dar os primeiros passos para ter o seu ungido. Eles discutem o estabelecimento de critérios que permitam democratizar o processo de seleção e não deixar traumas nos excluídos.
Os pretensos candidatos já conversaram sobre alguns pontos que devam nortear a escolha. São contatos muito reservados, embora implicitamente pareçam ter sido estimulado pela cúpula do colégio eleitoral que apontará o escolhido. Nenhuma das partes envolvidas no processo quer a repetição da solução dada em 2012, quando foi apontado o nome do prefeito Roberto Cláudio, embora ele fosse praticamente o único com as qualidades exigidas para administrar a Capital. Hoje, querendo ser governador, existem pelo menos três influentes políticos estaduais, e de todos Cid Gomes vai precisar para defender o seu Governo, a partir de 2015.
Daqui a um mês começa o período das convenções. Do dia 10 a 30 de junho, todos os candidatos aos cargos majoritários e proporcionais neste ano terão de estar com os seus nomes homologados pelos respectivos partidos ou coligações. O PROS vai ser um dos últimos a fazer a sua convenção. Uma semana depois da oficialização do rompimento do senador Eunício Oliveira com o Governo, para ser candidato a governador pelo PMDB, demonstram os governistas não ter havido necessidade de alterar o seu calendário e estratégia para o pleito deste ano.
As oposições, como se esperava, não avançaram em direção à formação de uma aliança para enfrentar o grupo situacionista. Lamentavelmente, embora também nada tenha acontecido que elimine as suas boas chances de disputa, os adversários do Governo dão a impressão de não estar interessados em avançar na construção de um projeto de conquista do Poder, sem o qual dificilmente terão êxito, e assim mais distante ficarão de defenestrar os atuais controladores da máquina estadual.
Como aqui já foi registrado, este é o melhor momento dos adversários de Cid Gomes, tanto pelo desgaste natural de dois mandatos seguidos, como pelo esgarçamento da aliança que sustentava o Governo até bem pouco. Perdendo-a, o próximo Governo terá um largo espaço de reparação dos prejuízos políticos e para consolidar o grupo nascido com as eleições de 2006, enfraquecendo mais ainda as forças adversas, já hoje desestruturadas e individualistas.
Ontem, na cidade de Crateús, o primeiro encontro do PMDB após a debandada do primeiro escalão do Executivo estadual, a expectativa era de o senador Eunício Oliveira, já como oposição, fazer um pronunciamento com proposições alternativas ao que está sendo feito hoje no Ceará, firmando-se, de fato, como um postulante, cujo rompimento com a aliança nascida em 2006, se deu, também, por diferenças no modo de gerir o Estado, cacifando-se a ter o apoio dos que já eram oposição, não só por ter saído do Governo, mas, sobretudo, por propor uma nova ação governamental.
Diferentemente da situação, cuja estrutura de campanha é bem mais fácil de montar, por razões óbvias, a oposição precisa o quanto antes montar a sua chapa. Ela só tem a ganhar partindo na frente. Ninguém descontente com a situação se reconciliará com ela por conta desse ou daquele nome oposicionista. Ao contrário. Quanto mais cedo tornar pública a sua chapa, maiores são as chance de receber adesões, e, como consequência, fragilizar o adversário, já desgastado em razão de arrostar o ônus da fadiga natural causada por oito anos de Governo, por melhor que ele possa ser avaliado, como o é o atual.
Qualitativa
Os números da pesquisa publicada pelo Diário do Nordeste, no início da última semana, deveras favorável à pretensão do senador Eunício Oliveira de ser governador, não sensibilizaram a alguns integrantes do PROS que tiveram acesso à pesquisa qualitativa feita pelo Governo, no mês passado, com um universo de 6 mil eleitores. Como foi feita para consumo interno, os relatórios e as tabelas não foram tornados público.

09:25 · 21.04.2014 / atualizado às 09:25 · 21.04.2014 por

As articulações do senador cearense Eunício Oliveira, para fortalecer sua candidatura ao Governo do Estado, em outubro próximo, é destaque no noticiário nacional desta segunda-feira. A Folha de S.Paulo, a respeito de Eunício diz o seguinte:

“Senador do PMDB flerta com PSDB para sucessão no Ceará

Pré-candidato ao governo, Eunício sonda rivais de Dilma e Cid

ANDRÉ UZÊDA DE FORTALEZA

Quase sem espaço no grupo do governador Cid Gomes (Pros-CE), o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) tem ido atrás de diferentes partidos para tentar viabilizar seu nome na sucessão estadual.

Líder do PMDB no Senado, Eunício inclui na busca sondagens até ao PSDB, que faz oposição a Cid e ao PT.

O senador tenta atrair o ex-governador Tasso Jereissati (PSDB) para a vaga ao Senado de sua chapa.

O movimento é visto com bons olhos pelo presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), que mira a formação de um palanque forte no Ceará para sua candidatura à Presidência –em 2010, Dilma teve mais de 2,1 milhões de votos a mais que José Serra (PSDB) no Estado.

A costura entre Eunício e Tasso deverá ter novo capítulo nesta semana, com uma reunião em Brasília.

A políticos próximos, porém, o peemedebista diz temer que a eventual aliança com o PSDB desagrade a cúpula do PT nacional.

Um objetivo do senador é não ser visto como rival pelos petistas, o que o ajudaria a neutralizar o possível apoio de Dilma ao candidato de Cid, ainda indefinido.

Como saída, ele tem mantido diálogo com siglas que são oposição ou estão insatisfeitas com Cid, mas apoiam Dilma no cenário nacional.

É o caso do PR, que tem ministérios em Brasília, mas é representado no Ceará por nomes de oposição a Cid, como Lúcio Alcântara e Roberto Pessoa, cotado para vice na chapa de Eunício. O PDT, do oposicionista Heitor Férrer, também foi procurado.

“Estamos esperando o PMDB entregar as secretarias e sair do governo Cid. Só então vamos iniciar a construção de uma candidatura de oposição”, disse Pessoa.

O PMDB cearense se articula para deixar o governo Cid até 30 de abril, quando deverá entregar as duas pastas que ocupa (Meio Ambiente e Recursos Hídricos).

O PC do B e uma ala do PT também são alvos de Eunício para uma possível composição. As legendas integram a base de Cid, mas se sentem alijadas na composição de chapas para as eleições.

Os comunistas reclamam de falta de apoio para a reeleição do senador Inácio Arruda (PC do B) –vaga cobiçada também pelo deputado federal José Guimarães (PT).

“Nossa intenção é manter a base de apoio do governo Cid, mas aliança pressupõe que todos os partidos participem”, diz Arruda, que confirma conversas com Eunício.

Embora minoritária, a ala do PT-CE encabeçada pela ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins também negocia com o senador do PMDB”.