Edison Silva

Categoria: Teatro


15:13 · 19.09.2018 / atualizado às 15:13 · 19.09.2018 por

O vereador Guilherme Sampaio (PT) foi à tribuna da Câmara Municipal de Fortaleza, na manhã desta quarta-feira, 19, para solicitar que a Prefeitura de Fortaleza encaminhe à Casa mensagem isentando os pequenos teatros e pontos de cultura da Capital do pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

De acordo com ele, a própria Secretaria de Finanças já reconheceu que o impacto da medida sobre a arrecadação municipal seria mínima. Segundo o petista, a própria Casa já aprovou um projeto de indicação de sua autoria com a ideia. Essa modalidade de projeto não precisa ser executada pelo Paço Municipal, servindo primordialmente como uma sugestão.

A fala foi feita enquanto Sampaio comemorava a reinauguração do teatro municipal São José, que acontece nesta quarta, 19, após oito anos de obras de restauração. Para ele, é preciso comemorar “a criação de mais um espaço cênico para acolher o talento dos artistas cearenses”, alegando que a falta de espaços para apresentações é uma das maiores dificuldades da classe na Capital. Ele pediu que a gestão do equipamento seja “democrática”, envolvendo também a comunidade artística, citando o Teatro Carlos Câmara, equipamento estadual, como um exemplo

09:39 · 24.11.2017 / atualizado às 09:39 · 24.11.2017 por

Por Renato Sousa

O Teatro São José deverá ser reinaugurado no segundo semestre de 2018. O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Cultura, Evaldo Lima (PCdoB), na manhã de ontem, 23, em palestra aos vereadores na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor). “O nosso horizonte utópico é que a reinauguração fosse no dia de São José do próximo ano (19 de março). Entretanto, pela nossa experiência, isso deve acontecer no segundo semestre”, declara. O auxiliar do prefeito Roberto Cláudio (PDT), que é vereador licenciado, foi à Casa a convite da liderança do governo para falar sobre as ações de sua pasta.

O anúncio foi feito após pergunta do líder da oposição, Plácido Filho (PSDB), que criticou a demora na execução da obra, que se iniciou em agosto de 2016. “É uma obra crítica para a cidade”, declarou o parlamentar. Evaldo respondeu que a demora da obra não acontece por letargia da administração. A questão é que o Teatro São José, cujo edifício tem mais de um século, é tombado pelo patrimônio histórico do município, por isso, a obra possui uma série de especificidades. “É muito mais do que uma reforma. É uma restauração”, declara. Ele lembrou que a obra chegou a ser embargada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) demandando justamente um cuidado diferenciado na execução do projeto.

O secretário também informou que o Edital das Artes de 2016 já teve cerca de 80% de seu valor quitado e, de acordo com ele, há uma expectativa de que o restante sejam quitados até o fim deste ano. Evaldo reconheceu o atraso, que ele declara ser histórico. Segundo ele, nos cerca de dez anos de existência do dispositivo, as quitações sempre ocorrem depois do originalmente combinado. Ele, entretanto, destaca o que já foi pago este ano em outros editais de fomento, como os voltados para os festejos juninos e o ciclo carnavalesco. De acordo com Evaldo, foram mais de R$4 milhões acordados e já totalmente quitados. O secretário recordou também que o País passa por uma profunda crise econômica, que tem impactos diretos sobre os recursos dos municípios. “É o pior ano em termos de repasses federais para o município de Fortaleza”, declara. A fala foi uma respostas a críticas feitas pelo presidente da Comissão de Cultura da Casa, Márcio Martins (PR), que falava dos editais criados por legislação. “Quando há um amparo em lei, há uma segurança. O artista comemora”, diz. Entretanto, para ele, em razão de demoras nos pagamentos, “isso não se cumpriu”.

Sobre o ciclo momino do próximo ano, o parlamentar licenciado declarou que já foi lançado o edital de apoio ao blocos. “O Carnaval é algo muito sério, que existe planejamento, diálogo com os atores”, declara. O comunista também anunciou que, no próximo ano, a homenageada pela administração deverá ser a índia Iracema, personagem do clássico romance homônimo do escritor José de Alencar. De acordo com ele, será uma celebração “ao mito fundador do Ceará”.

O secretário também destacou a evolução da festa. De acordo com ele, Fortaleza era tida por muitos como um “túmulo do samba”, com pré-carnavais fortes e carnavais fracos. “Quando chegava o carnaval, as pessoas iam para Recife, Olinda, Salvador, Rio de Janeiros ou para as praias aqui do Estado”, diz. Agora, com a fusão dos dois em um único ciclo, esse quadro foi revertido.

A festa, de acordo com o comunista, serviu como exemplos para outras festas. Segundo ele, o ciclo carnavalesco deste ano foi o primeiro a contar com patrocínio do setor privado. A experiência foi transposta para o Reveillon, que já lançou um edital para tentar obter parcerias privadas.

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Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
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