Edison Silva

Categoria: Tese


09:14 · 27.07.2018 / atualizado às 09:14 · 27.07.2018 por

Por Renato Sousa

                     

Acrisio Sena e o presidente estadual do PT, De Assis Diniz (atualmente afastado por secretário do governador Camilo), comungam da mesma ideia de que o partido já está contemplado na chapa majoritária com Camilo Foto: Kid Júnior

O Partido dos Trabalhadores realiza no sábado, 28, seu encontro estadual para discutir a tática da legenda nas eleições deste ano. De acordo com o vereador e ex-presidente da sigla na Capital, Acrísio Sena, deve haver apenas uma polêmica no encontro: ter ou não ter um candidato ao Senado. “Vai ser a polêmica central”, declara o parlamentar. Atualmente, o partido conta com José Pimentel integrando a bancada cearense na Câmara Alta.

O parlamentar é um defensor de o partido abra mão da vaga e aprove apoio ao ex-governador Cid Gomes (PDT) para o cargo como forma de abrir espaço para outros aliados do governador Camilo Santana (PT) na chapa majoritária. Para ele, o partido já está representado na chapa majoritária pelo governador. 

O atual presidente do partido na Capital, o ex-vereador Deodato Ramalho, concorda que a principal questão deverá ser de fato a discussão sobre o Senado. “Claro que a grande questão que vai ser colocada no Ceará é essa”, declara. Enquanto Acrísio defende que a maioria dos delegados deverá apoiar a tese de apoio a Cid Gomes, Deodato crê que abrir mão da candidatura irá desrespeitar a base do partido. Ele destaca, em especial, que não ter candidato ao Senado aumenta a possibilidade de apoio à reeleição do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB). Para ele, seria um “desserviço ao partido e à própria democracia”. Ele atribui ao senador papel central no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e nas políticas implementadas por seu sucessor, Michel Temer (MDB).

O presidente estadual do partido, deputado estadual Moisés Bráz, afirma que vai tentar dirimir as polêmicas. “Ninguém vai dividir o partido”, diz. Assim como Sena, ele acredita que não há apoio entre os delegados à tese da candidatura petista ao Senado. Por isso, o deputado espera convencer os defensores da ideia a retirá-la. Caso contrário, diz que a proposta deverá ser submetida à reunião da Executiva estadual, marcada para o dia 4, véspera do convenção estadual da sigla. “Estou confiante de que vamos fazer um bom debate”, explica.

O dirigente estadual também aponta que o partido pode discutir a possibilidade de coligar-se para a disputa proporcional, algo descartado até recentemente. “Fomos procurados por vários partidos”, explica. Segundo ele, a preferência, por afinidade ideológica, seria o PCdoB. Entretanto, o único que ele exclui, por orientação nacional, é o MDB.

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Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
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