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Categoria: Tráfico


08:36 · 13.03.2013 / atualizado às 08:36 · 13.03.2013 por

Por Georgea Veras

O vereador Gelson Ferraz (PRB) quer colocar na pauta de discussões da cidade o tema tráfico de seres humanos. O parlamentar, que é presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Emprego e Renda da Câmara Municipal de Fortaleza, alerta para a recorrência desse tipo de crime e para a necessidade de combatê-lo, pedindo a atenção dos governos para essa problemática.
Segundo o vereador, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) informou que no ano de 2005, o tráfico de pessoas fez, aproximadamente, 2,4 milhões de vítimas, sendo 43% subjugadas para fins de exploração sexual e 32% para exploração econômica. De acordo com o vereador, os traficantes de pessoas continuam lucrando cerca de US$ 34 bilhões a cada ano com esse tipo de crime.
Gelson Ferraz explica que há tráfico de pessoa quando a vítima é retirada de seu ambiente, da sua cidade e até de seu país e é mantida presa sofrendo exploração sexual ou laboral. Essas vítimas, aponta, ainda recebem ameaças e têm seus documentos retidos. “Há pessoas que são traficadas até para a retirada de órgãos, como fígado, rins e coração”, apontou.
Muitas vezes esse tráfico acontece, conforme detalhou o parlamentar, quando mulheres são atraídas por propostas de trabalho, quando, na verdade, são lançadas em uma rede de prostituição. Sendo assim, argumenta, essas vítimas se sentem culpadas ou até mesmo ficam com vergonha de denunciar o ocorrido, por isso, atesta, o número de denúncias é irrelevante.
Gelson Ferraz reconhece que há um esforço dos governos estaduais e da União para coibir esse crime, porém, alega, é um crime quase invisível. Segundo o vereador, há uma característica que dificulta muito o trabalho das autoridades, o fato de que as vítimas são, em um primeiro momento, coniventes com os traficantes, tendo em vista a ilusão delas da promessa de emprego.
“O tráfico de pessoas é um grande desafio para toda a sociedade, Nós temos de colocar as nossas melhores cabeças para pensar as ações de prevenção e combate desse crime e, principalmente, para propor ações realmente efetivas para os nossos órgãos de segurança”, defendeu, alegando não ser essa uma questão apenas de polícia. “A informação ainda é a maior arma para a prevenção. É aí que os municípios devem cumprir o seu papel”, destacou.
O vereador reiterou que quer trabalhar essa questão na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Emprego e Renda, contudo, avalia ser necessária uma ação interdisciplinar de diversos órgãos, com os setores de saúde, educação e segurança. “Essas três secretarias municipais devem trabalhar em conjunto para ajudar a livrar a cidade de Fortaleza dessa pecha de porta de saída de homens e mulheres que são seduzidos para uma vida fácil, promessas de emprego e que terminam por se tornarem escravos”, pontuou.