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Categoria: Transporte coletivo


08:20 · 05.12.2012 / atualizado às 08:20 · 05.12.2012 por

Os vereadores membros da comissão de Aviação e Transporte da Câmara Municipal de Fortaleza criticaram, na manhã de ontem, durante sessão ordinária, o processo licitatório para contratação de cooperativa que irá coordenar os trabalhos do transporte complementar da cidade pelos próximos 15 anos. A abertura dos envelopes que deve acontecer no próximo dia 10 de dezembro já está sendo contestada pelo Ministério Público Estadual, na pessoa do promotor Ricardo Rocha, que requer o cancelamento imediato da licitação.
Para o vereador Salmito Filho (PSB), que levou a discussão para a tribuna da Casa, ontem, a Prefeitura teve quatro anos para realizar a licitação do transporte complementar, o que não aconteceu. Com isso, lamenta o pessebista, as vans passaram a circular pela cidade ao longo desse tempo sem licitação. “Estranhamente agora temos, no apagar das luzes, essa licitação. Essa licitação é para uma vigência de 15 anos, podendo ser renovada por mais 15 anos. Isso é um absurdo”, explicou o vereador.
De acordo com os vereadores, há indícios de possíveis vícios no edital para contratação de cooperativa responsável pelo transporte desse tipo de veículo e que isso é uma preocupação tanto dos membros da comissão de Transporte e Viação quanto da equipe de transição e do próprio prefeito eleito, Roberto Cláudio. Segundo informaram, um ofício foi encaminhado para o presidente da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), Ademar Gondim, questionado alguns pontos do processo licitatório e que algumas ponderações fossem acolhidas, o que também não ocorreu.

A questão que já reclama ação do Ministério Público estadual, com vistas a anulação do processo licitatório, também será moitivo de discussão na Assembleia Legislativa, levada por aliados do futuro prefeito, Roberto Cláudio.