Edison Silva

Categoria: Troca


11:52 · 26.06.2018 / atualizado às 11:52 · 26.06.2018 por

As negociações pela compra de voto e a utilização da máquina pública da União, dos estados e dos municípios por parte de alguns pretensos candidatos na eleição deste ano voltou a ser alertada, no início da sessão ordinária de hoje, na Assembleia Legislativa.

O deputado Fernando Hugo (PP) destacou, em seu pronunciamento, artigo publicado pelo jornalista, Edison Silva, na edição do Diário do Nordeste, do último sábado, em que ele revela o pagamento em dinheiro vivo e até o parcelamento do dinheiro em troca do voto para deputados federais e estaduais.

A denúncia vem à tona no momento em que o Ministério Público Eleitoral convocou, na semana passada, deputados estaduais, inclusive, Fernando Hugo, para prestar esclarecimentos, justamente, sobre discursos feitos na tribuna da Casa pelos parlamentares, em que eles apontaram práticas de corrupção neste período de pré-campanha.

“O Ministério Público Eleitoral, que tem na própria gênese o direito e o dever de ter técnicos, peritos e/ou agentes de polícia para buscar saber como é que o Zé, a Maria, o Pedro e o Cazuza, que nunca deram um bom dia a um cururu, que nunca deram um boa noite a uma arara, de repente, avocam para si, e têm o direito de se candidatar, aí estão disparados em pesquisas. Tem ‘nego’ que está sendo votado até no Iraque”, ironizou.

Além de Fernando Hugo, foram ouvidos pelo Ministério Público Eleitoral os deputados Manoel Santana (PT) e Roberto Mesquita (PROS).

10:49 · 02.06.2018 / atualizado às 12:46 · 02.06.2018 por

Mais da metade dos 22 parlamentares que representam o cearense na Câmara dos Deputados não está mais no partido no qual disputou a eleição de 2014. O percentual, de cerca de 59%, é maior do que a média da Casa, na qual 159 dos 513 parlamentares trocaram de legenda até o começo de maio, representando cerca de 31% do total, segundo dados da Agência Lupa.

A bancada do PROS foi a que mais teve mudanças:

  1. Domingos Neto foi para o PMB e depois para o PSD;
  2. Leônidas Cristino e Antônio Balhmann ingressaram no PDT;
  3. Vicente Arruda, que foi efetivado após a posse de Arnon Bezerra (PTB) como prefeito de Juazeiro do Norte, já havia deixado a sigla para ingressar no PDT. Este ano, ele filiou-se ao PR;

Por outro lado, Vaidon Oliveira, que assumiu após a renúncia de Moroni Torgan (DEM) para assumir a vice-prefeitura de Fortaleza, trocou o DEM, pelo qual se candidatou em 2014, para ingressar no PROS. Vitor Valim, então no MDB, também se juntou ao PROS.

O hoje tucano Danilo Forte foi eleito pelo MDB.

Danilo Forte lidera em número de mudanças de sigla

O parlamentar com mais mudanças de siglas ao longo da legislatura é Danilo Forte (PSDB). O hoje tucano foi eleito pelo MDB. Entretanto, já no ano seguinte ele filiou-se ao PSB, no qual permaneceu até a janela partidária deste ano, que se encerrou no começo de abril. Durante o período de mudança, ele chegou a filiar-se ao DEM, mas acabou mudando de ideia, migrando para seu atual partido. Além de Forte, quem também deixou o MDB foi Aníbal Gomes, que passou a integrar o DEM.

Os emedebistas, entretanto, passaram a contar com Moses Rodrigues, originalmente eleito pelo PPS. Adail Carneiro também trocou de partido, indo do PHS para o Podemos (antigo PTN), enquanto Macedo, que deixou o PSL, passou pelo PMB, voltou para o PSL e terminou no PP.

Odorico Monteiro, eleito pelo PT, chegou a militar no PROS antes de ingressar no PSB, enquanto Cabo Sabino, por sua vez, deixou o PR em favor do Avante (antigo PTdoB).

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Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
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