Edison Silva

Categoria: Urna eletrônica


09:42 · 14.05.2016 / atualizado às 09:42 · 14.05.2016 por

Por Miguel Martins

Com 20 anos de implementação no País, completados na última sexta-feira, a urna eletrônica tem sido a responsável pela diminuição das fraudes eleitorais, bem como na redução do tempo de espera para o resultado das eleições. Para os próximos anos, o objetivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é garantir ainda mais segurança durante as eleições, através da identificação biométrica.
De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Ceará, Carlos Sampaio, no decorrer de 20 anos as eleições brasileiras tiveram dois avanços importantes com o uso da urna eletrônica: redução na margem de fraudes eleitorais e diminuição do tempo de apuração dos votos.
Segundo ele, com a urna eletrônica iniciou-se um período de respeito com o voto do eleitor, visto que em tempos de cédula eleitoral a margem de fraudes era muito grande podendo com isso contaminar todo o processo eleitoral. “O eleitor votava de um jeito e durante o processo de apuração não se sabia se determinado número ou letra correspondia àquele voto. A urna eletrônica veio para acabar com todas as problemáticas que existiam antes”, disse.
Para se chegar ao resultado de uma eleição para o Governo do Estado, por exemplo, Sampaio lembra que chegava-se a demorar até uma semana, e com o advento da urna eletrônica esse resultado pode ser conferido em horas. “Havia uma preocupação do Tribunal em relação aos eleitores menos esclarecidos, mas até para o eleitor menos letrado a urna ficou mais fácil. O voto nulo também diminuiu muito nos últimos anos”, atesta.
Em 1996, no Ceará, somente Fortaleza participou do processo de eleição através da urna eletrônica, e naquele ano 1,7 milhão de eleitores elegeram Juraci Magalhães prefeito da Capital. Quatro anos depois, em 2000, foi a vez de o eleitorado de todo o Estado participar do processo eleitoral com a urna eletrônica. Cerca de 4,6 milhões de cearenses votaram utilizando a urna eletrônica.
Hoje, passados 20 anos desde a primeira experiência, o Estado possui 6,8 milhões de eleitores, sendo que muitos desses votarão, pela primeira vez, utilizando-se da identificação biométrica, que será realizado para dar maior segurança à identificação do eleitor no momento da votação. De acordo com Sampaio, durante a biometria feita nos municípios cearenses 200 mil títulos eleitorais foram cancelados em todo o Estado.
Testes
Uma crítica que os defensores da urna eletrônica sempre tiveram de enfrentar ao longo dessas duas décadas foi em relação à segurança dos dados do eleitor durante votação através da urna eletrônica e para isso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vem realizando testes públicos, expondo os mecanismos de segurança da urna. Nesses testes conseguiu-se identificar algumas falhas que foram revisas. O último teste público foi realizado em março, onde, nas urnas com mecanismo de áudio para deficientes visuais, foi possível identificar em quem o eleitor votaria.
Depois da implantação das urnas eletrônicas percebeu-se que havia um ponto fraco no que diz respeito à identificação do eleitor. Agentes dos tribunais eleitorais constataram que muitas pessoas poderiam utilizar documentos e se passar por determinados eleitores, visto que o mesário não tem como saber se a pessoa na foto apresentada em documentações é, de fato, quem deveria votar no dia do pleito, daí o avanço com a biometria.

Pesquisar

Edison Silva

Blog da editoria Política, do Diário do Nordeste.
Posts Recentes

09h09mBardawil recorre ao TSE por candidatura ao Senado

09h09mVereador diz que acidentes de trânsito retiram recursos de outras áreas

09h09mEunício e Girão são os candidatos ao Senado que mais gastaram em campanha

09h09mNomes de profissões, apelidos e animais no apelo de candidatos por votos

09h09mParlamentares criticam o general Mourão

Ver mais

Tags

Categorias
Blogs