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Categoria: Vacinação


11:31 · 20.05.2016 / atualizado às 11:32 · 20.05.2016 por

Por Suzane Saldanha

 

O vereador Iraguassú Teixeira advertiu para o problema da falta de imunização de boa parte da população da Capital cearense FOTO: JL Rosa
O vereador Iraguassú Teixeira advertiu para o problema da falta de imunização de boa parte da população da Capital cearense FOTO: JL Rosa

Diante do último dia da campanha de imunização contra o vírus Influenza A, H1N1,previsto para hoje, em pronunciamento na Câmara Municipal, ontem, o vereador Iraguassú Teixeira (PDT) apontou o número de mortes no Ceará alertando a importância da prevenção da doença. O parlamentar chamou atenção para o baixo número de pessoas vacinadas. Segundo ele, em torno de 45% dos cearenses do grupo de risco não se vacinaram, o que representa um total de 1.776.416 pessoas que ainda precisam ser vacinadas.
O público-alvo da campanha é composto por crianças de seis meses a menores de 5 anos, gestantes e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto) e pessoas com mais de 60 anos.
O parlamentar relatou que, segundo o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações(Sipni), até terça-feira (17), 989.151 pessoas foram vacinadas, alcançando apenas 55,68% da cobertura vacinal estadual. Dos grupos prioritários com menor índice de participação as gestantes registram 49,89% e os idosos 54%.
“A campanha já acaba sexta- feira, portanto se você faz parte do grupo de risco procure uma Unidade de Saúde e não deixe de se vacinar”, pediu. Iraguassú destaca que no Brasil 71% do público-alvo foi vacinado, sendo um total de 35,4 milhões pessoas. O Brasil conta com 49,8 milhões de pessoas consideradas mais vulneráveis. Ele alertou que a meta é vacinar, no mínimo, 80% do público-alvo até hoje.
“O reconhecimento precoce da doença e o tratamento, mesmo sem o diagnóstico ainda não confirmado, é muito importante para que exista a prevenção contra o vírus H1N1. As crianças abaixo de dois anos e os idosos, uma vez infectados pelo vírus, são os que sofrem mais com a doença”, explicou.
Ele relata que 14 casos de H1N1 foram computados no Ceará, ocasionando oito mortes. Conforme o parlamentar, os óbitos aconteceram em seis municípios de diferentes regiões do Estado, sendo dois em Caucaia, dois em Fortaleza, um em Juazeiro do Norte, um em Jaguaretama, um em Sobral e um em Pereiro.
O vereador alertou que os dados alertam para a necessidade da prevenção e da vacinação, pois das oito pessoas mortas nenhuma havia se vacinado. “Fortaleza registrou a segunda morte causada pela gripe H1N1 em 2016, de acordo com o boletim epidemiológico semanal divulgado pela Sesa agora dia 17 de maio. A vítima foi um menino de apenas um ano. No total, ocorreram oito mortes ocasionadas pela doença no Ceará. Na Capital, foram confirmados mais sete casos da enfermidade. A primeira morte na cidade aconteceu no último dia 6 de abril, vitimando uma mulher de 44 anos”.
Ele divulgou ainda que a meta para este ano já foi atingida nos estados do Paraná (85,2%), São Paulo (85%), Amapá (81,7%),Espírito Santo (81,2%) e o Distrito Federal (80,9%). Segundo o parlamentar, o Ministério da Saúde registra que, até o dia 9 de maio, foram registrados 2.808 casos de influenza de todos os tipos no Brasil, sendo que 532 pessoas vieram a óbito.
Iraguassú destacou ter aprovado um requerimento para que a Secretaria Municipal de Saúde adote providências no sentido de analisar a viabilidade do fornecimento de vacinas para imunização dos demais servidores e agentes políticos da Câmara Municipal de Fortaleza contra a gripe H1N1, após a vacinação do grupo de risco.
“Mensalmente milhares de pessoas frequentam o prédio do Legislativo, fato que agrava o risco de alguém contrair o vírus. É necessário, portanto, evitar que esta Casa vire um local de proliferação da gripe para seus membros e para a comunidade que busca atendimento”, defendeu.
Segundo Iraguassú, é preciso lembrar da importância da higiene para evitar contrair a doença com alguns cuidados, como ao tossir proteger a boca com lenços.

19:16 · 03.10.2013 / atualizado às 09:02 · 04.10.2013 por

Por Georgea Veras

A vereadora Lucimar Vieira, a Ba (PTC), defendeu ontem, durante pronunciamento na Câmara Municipal de Fortaleza, a necessidade de mais leis que protejam as crianças. A parlamentar aproveitou seu pronunciamento para destacar um projeto de sua autoria, que prevê um programa de vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) para meninas entre nove e 13 anos, matriculadas na rede pública municipal de ensino.
A vereadora também condenou o trabalho infantil, entendendo que a criança que trabalha perde precocemente sua inocência e seu tempo de lazer. Bá informou que o senado francês votou pela proibição de concurso de beleza para meninas menores de 16 anos. Na avaliação da parlamentar, tal medida é para evitar qualquer tipo de sensualização exercida nas crianças e adolescentes nesse tipo de competição.
“A infância é uma idade encantada, linda e repleta de sonhos. Vejo nos auditórios crianças e adolescentes fazendo propaganda de roupas como se fosse gente grande, além de crianças que mostram o corpo como gente grande em publicidade. O Brasil devia seguir o exemplo da França e não deixar que elas se submetam a isso”, defendeu.
Outro ponto defendido pela parlamentar foi a proibição de comercialização de brinquedos que incitem a violência. A parlamentar pediu a ajuda dos colegas vereadores para que alguma ação seja feita sobre esse assunto. Ela lembrou que o Dia das Crianças está próximo e pediu aos pais que evitem presentear seus filhos com armas de brinquedo.
“Seria muito bom que todos nós vereadores trabalhássemos nesse sentido e conversar com esses fabricantes de armas de brinquedo. Tem tanta coisa mais importante pra se vender à crianças, elas não precisam desse tipo de brinquedo. Que eles vendam outras coisas, mas não armas de brinquedo. Estamos vendo a violência crescer ao redor das nossas crianças e netos”, lamentou.
A vereadora defendeu a realização de campanhas que troquem brinquedos que imitam armas de fogo ou que aguce a violência, por brinquedos que estimulem a imaginação e o aprendizado das crianças, a exemplo do que ocorre em outras cidades, conforme Ba.
De acordo com o vereador Deodato Ranalho (PT), na gestão passada houve uma campanha que substituía brinquedos que imitavam de armas de fogo por brinquedos lúdicos. A intenção, pontua, era exatamente afastar as crianças do mundo da violência. O petista afirmou que era uma campanha interessante e que foi muito bem desenvolvida pela Guarda Municipal. “Deu muito resultado nas escolas, nos bairros, promovendo a cultura de paz. Espero que a atual gestão do município dê prosseguimento à campanha e que os valores da paz possam ser introduzidos nos lares de Fortaleza”, pontuou.