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Categoria: Vida marinha


09:34 · 09.05.2018 / atualizado às 09:34 · 09.05.2018 por
Por Renato Sousa
O vereador Iraguassú Filho (PDT) foi à tribuna da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) na manhã de ontem, 8, para defender um esforço coletivo para a redução do uso de plástico. De acordo com o parlamentar, o material é protagonista de diversos impactos negativos sobre o meio ambiente. “O problema é sério. A vida marinha está acabando. Mas não é só preocupação com os animais ou com a vida marinha, porque isso se reflete no dia a dia, no nosso cotidiano”, declara o parlamentar. De acordo com ele, a poluição no mar afeta a temperatura no planeta, contribuindo com o aquecimento global. O trabalhista afirma que vários pesquisadores apontam a gravidade do problema, citando um do Fórum Econômico Mundial que afirmaria que até 2050 os oceanos terão mais pedaços de plástico do que peixes. E, de acordo com o vereador, isso leva a uma mortandade crescente entre os espécimes marinhos.
O parlamentar declara que a maioria do plástico que termina nos oceanos tem origem em terra firme, sendo 25% dele apenas sacolas plásticas. Para ele, o esforço para reverter esse quadro passa por uma mudança nos hábitos individuais de consumo. “Se pudermos rever conceitos, revermos o cotidiano, mudar atitudes e fazer o mínimo, com atitudes simples, com certeza o resultado será o melhor possível”, declara. De acordo com Iraguassú, “o plástico foi uma das grandes descobertas do mundo há 50 anos, 60 anos, 100 anos atrás, mas agora nós precisamos mudar essa lógica”.
Para o vereador, é preciso ampliar os índices de reciclagem do material. O Brasil, declara o parlamentar, não está entre os piores poluidores, sendo o 16º no ranking dos que lançam plástico nos mares. Entretanto, mesmo assim, ele diz que a situação do país “envergonha-nos”. Para o trabalhista, há muito a ser feito, incluindo na área científica. Como exemplo, Iraguassú cita pesquisa sendo conduzida pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) para a produção em grande escala de plástico biodegradável a partir de cana-de-açúcar, que é conduzido desde 1994. “Já se foram 24 anos. E nós ainda não conseguimos avançar”, diz.
 “Já conversei com o presidente (do Parlamento municipal) Salmito Filho (PDT) para que possamos nos adequar”, diz.