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Categoria: Violência


07:14 · 20.02.2015 / atualizado às 07:14 · 20.02.2015 por

Por Suzane Saldanha

O vereador Benigno Jr (PSC) subiu à tribuna da Câmara Municipal de Fortaleza, ontem, para lamentar o elevado número homicídios registrado no Estado durante o feriado de Carnaval. O parlamentar apontou ser preciso refletir o formato da segurança pública no Ceará devido a apresentação crescente da violência.
Ele relatou o levantamento feito pela Polícia que considerou o Carnaval deste ano como o mais violento nos últimos 10 anos. “Em 2014, teve 71 casos e o levantamento feito entre sexta e quarta feira chega a 82 homicídios”, destacou.
Benigno salientou que a sociedade vê como muita indignação os crimes no Estado. Segundo o vereador, em Fortaleza foram 33 homicídios de jovens. “Uma triste marca que assola não só nossa cidade mas todo estado, principalmente a Região Metropolitana de Fortaleza”, frisou.
Em função da tentativa de fuga de 17 presos da Delegacia de Capturas, o vereador, que foi membro da Comissão de Segurança no biênio passado, reclamou ter se pronunciando diversas vezes da situação precária e de insegurança do local que fica localizado no Centro, uma área central e residencial da cidade.
Ele pediu ainda que o Estado desative a delegacia no tocante o abrigo de presos.“A gente vem estudando que em 16 Estados já não tem mais presos em delegacia, lá é só lavrado o flagrante e o preso é encaminhado para o sistema prisional”, afirmou.
Deodato Ramalho (PT) também queixou-se dos índices de violência registrados no feriado. “Nesse período de festas, em que acontece com muita intensidade, aumenta o saldo de pessoas vitimadas pela violência. Temos realmente que lamentar essa situação”, ressaltou.

11:53 · 18.02.2014 / atualizado às 11:53 · 18.02.2014 por

A deputada Eliane Novais (PSB) chamou atenção do plenário, agora há pouco, para a situação de violência, citando os incêndios de ônibus que vêm acontecendo desde o fim de semana. “É um fato muito preocupante que, afora o dano ao patrimônio, ameaça a integridade dos cidadãos”, declarou. A parlamentar comparou a situação com a do Maranhão, onde, no início do ano, também houve ataques a ônibus ordenados por presos.

“No Ceará, há um esforço da Secretaria de Justiça, através da secretária Mariana Lobo, porém essas ações ainda são muito insuficientes diante da demanda”, afirmou a deputada.  “Essa situação pede atitudes enérgicas para impedir novos ataques”.

A deputada destacou ainda a crescente população carcerária do Brasil e do Ceará, que devido a precariedade, “vive diariamente o risco de motins e fugas”. A deputada Fernanda Pessoa (PR) complementou ainda que alguns presos já tinham alvará de soltura, mas não conseguiam sair da cadeia, insuflando ainda mais a lotação dos presídios.

O deputado Ferreira Aragão (PDT) sugeriu medidas que, segundo ele, acabariam com a violência no Estado em um mês. ” Só há duas entradas para o Ceará – a BR-222 e a BR-116. Fecha as duas. Desce todo mundo, faz busca por arma e droga. Blitz diárias nos ônibus, topiques e igrejas. Depois vá para três bairros perigosos: São Miguel, Bom Jardim e Conjunto Ceará, e faz busca por armas e drogas”, afirma o parlamentar.

Aragão ainda sugeriu a parceria entre o grupamento da Polícia Militar e o Ronda do Quarteirão. “Um fica parado e o ronda circulando. Quando o bandido ver que no Ceará o negócio está diferente, ele não vai vir pra cá”.

 

 

 

11:13 · 07.02.2014 / atualizado às 11:13 · 07.02.2014 por
Na manhã de ontem, mais uma mulher foi encontrada morta em Fortaleza. FOTO: ERIKA FONSECA

A onda de crime contra mulheres e crianças no Ceará nos últimos dias foi o tema dos pronunciamentos das deputadas Rachel Marques (PT) e Fernanda Pessoa (PR). Rachel Marques  mostrou que o Brasil, apesar de ter melhorado sua legislação em prol dos direitos da mulher, continua sendo o sétimo País mais violento contra esse setor da sociedade.

Já Fernanda Pessoa (PR) voltou a cobrar a instalação de outras Delegacias de Defesa da Criança e do Adolescente (Dceca) para investigar crimes contra crianças e adolescentes em todo o Estado.

Pessoa reclamou que em todo o Estado apenas um delegacia especializada trata dos direitos da criança, o que, em sua opinião é inadmissível.  A republicana lamentou que do total de 1832 estupros ocorridos em todo o Estado, 1230 foram cometidos contra crianças e adolescentes,uma médica de três casos por dia. “Para mim, isso é um reflexo da péssima segurança do nosso Estado”, disparou.

Já Rachel Marques, que esteve recentemente participando do Seminário Internacional sobre Mulheres, em Quebec, no Canadá, afirmou que no Brasil há uma média de 4,4 assassinato de mulher para cada 100 mil habitantes, o que é um número alarmante para ela.  “Muitos países, apesar de avançarem em legislação ainda persistem com muita  violência contra mulheres e contra crianças”. 

 

10:04 · 02.12.2013 / atualizado às 10:04 · 02.12.2013 por

O deputado Adelmo Martins (PROS) chegou a criticar e até a ironizar a reclamação do movimento de mulheres que compareceu ao plenário da Câmara Municipal na sexta-feira. “Diga para essa mulher que vereador não é Deus. O vereador não pode estar em todo lugar ao mesmo tempo. Se queria que tivesse mais gente, tivesse se articulado melhor para que outros vereadores participassem da audiência. Vem falar mal dos outros sem conhecer o que a gente faz no Parlamento”, disse ele.

 

Por Alan Barros

Corredores vazios, portas trancadas, gabinetes sem vereadores e uma audiência pública que conta somente com a presença do parlamentar responsável por organizar o debate. O retrato descrito é a realidade comum encontrada às sextas-feiras, na Câmara Municipal. Com as sessões plenárias realizadas nas terças, quartas e quintas-feiras, encontrar algum vereador na Casa, no fim da semana é uma tarefa quase impossível.
Nem mesmo a realização de uma audiência pública para tratar sobre o problema da violência contra a mulher conseguiu atrair os vereadores, ontem, para a Câmara Municipal. A ausência dos parlamentares chegou até a ser criticada por uma das participantes da discussão. Uma representante do Movimento Mulheres em Luta, Malu Costa, abriu seu discurso para lamentar, principalmente, a não presença das vereadoras da Casa.
Lamento que, principalmente, as vereadoras não tenham estado presentes na discussão de um tema tão importante como esse. A gente não compreende o motivo dessa ausência. Parece até faltar compromisso com o povo. Acho que muitos não se preocupam com a importância em lutar contra a violência contra as mulheres no Ceará”, reclamou a militante. A reportagem tentou entrar em contato com todas as vereadoras da Câmara, mas nenhuma atendeu as ligações.
O vereador Márcio Cruz (PROS) foi o autor do requerimento aprovado para a realização dessa audiência pública. Ele também lamentou o esvaziamento da Casa ao afirmar que a presença de outros parlamentares contribuiria para a discussão feita, mas afirmou que compreendia a ausência dos vereadores por acreditar que a maioria utiliza o fim da semana para visitar os bairros da Capital.
“Seria importante a participação dos vereadores. Mas a gente sabe que o compromisso de ficarmos na Câmara é de terça a quinta-feira. A gente tira as segundas e sextas para visitar as comunidades. Acredito que muitos não tenham comparecido por esse problema. A gente lamenta essa situação, mas compreendemos”, avaliou o vereador.
Márcio Cruz revelou que ele mesmo já deixou de participar de outras discussões importantes por ter a agenda ocupada com visitas às comunidades. O vereador defendeu que todos os colegas são muitos cobrados para se mostrarem presentes nos bairros e, por isso, nem sempre podem estar nos gabinetes ou participar das discussões realizadas na Câmara.
“O vereador que fica só na Câmara não é lembrado pela comunidade, porque a população quer a presença do vereador nos bairros. O parlamentar é o elo mais próximo da população. Por isso, eu mesmo não estou sempre aqui. Geralmente, tiro a segunda para ficar na associação de moradores para atender os anseios das comunidades que costumo visitar”, destacou.
O vereador Adelmo Martins (PROS) reclamou que alguns setores da população não entendem que o papel do parlamentar não pode se restringir à presença na Câmara Municipal e rebateu a representante do Movimento Mulheres em Luta ao alegar que vereadores não podem estar em todos os lugares ao mesmo tempo.
“Diga para essa mulher que vereador não é Deus. O vereador não pode estar em todo lugar ao mesmo tempo. Se queria que tivesse mais gente, tivesse se articulado melhor para que outros vereadores participassem da audiência. Vem falar mal dos outros sem conhecer o que a gente faz no Parlamento. Ontem, consegui almoçar lá pras sete da noite e hoje estava operando. Estava trabalhando. As pessoas não entendem que a gente nem sempre pode participar de tudo”, disparou o vereador que também atua como médico.
Apesar de ter levado o assunto da violência contra a mulher à tribuna durante a sessão plenária da última terça-feira, o vereador Carlos Dutra (PROS), também foi outro a não participar do debate, mas esclareceu que a sexta-feira é o único dia da semana em que ele pode ir aos bairros.
“A gente fica sem comunicação com os bairros durante os outros dias, porque as sessões sempre vão até muito tarde. Então, na sexta-feira, é a única oportunidade que temos para ir aos bairros e entender o que a população está mais sentindo falta”, justificou.
O líder do prefeito Roberto Cláudio, Evaldo Lima (PCdoB), e a vereadora Germana Soares (PHS) também não participaram da audiência pública, mas enviaram representantes para acompanhar a discussão. O vereador Márcio Cruz explicou que todas as demandas apresentadas serão formalizadas em um documento que ele enviará ao prefeito Roberto Cláudio e ao governador Cid Gomes.
“Esse é o nosso papel: chamar a sociedade, receber as reclamações, colocar no papel e levar essas cobranças aos chefes do Executivo Municipal e Estadual. O combate à violência contra mulher deve ser feita toda dia. Sei que nunca vamos eliminar qualquer tipo de crime, mas queremos reduzir os índices e vamos trabalhar para conseguir isso”, prometeu Márcio Cruz.

10:52 · 19.08.2013 / atualizado às 10:52 · 19.08.2013 por

Por Georgea Veras

Vereadores cobraram, recentemente, durante sessão na Câmara Municipal de Fortaleza, uma postura mais firme por parte do Governo do Estado, em relação à violência na Capital cearense. Os parlamentares reclamaram que a cidade vive refém da insegurança, relatando casos de violência já ocorridos. O vereador Benigno Júnior (PSC), presidente da Comissão de Segurança, informou que está tentando levar à Câmara, o secretário de Segurança Cidadã, Francisco Veras, para falar das ações de sua pasta.
O vereador Carlos Mesquita (PMDB) lembrou que já ocorreram, este ano, três assassinato em hospitais públicos da Capital, no Instituto Doutor José Frota (IJF), no Gonzaguinha e no Frotinha, ambos na Messejana. Para o peemedebista, falta o Poder Público entender que a população está querendo um pouco de atenção na segurança pública, pois atesta que está havendo um verdadeiro descaso nessa área. “Faço um desafio, quem não conhece alguém que foi assaltado ontem, antes de ontem, mês passado?”, perguntou.
Segundo ele, as pessoas têm medo de sair de casa e ir até mesmo à missa ou ao culto, porque sabem que podem ser as próximas vítimas de um assalto. Na sua opinião, a insegurança, hoje, é uma reclamação de todos os cidadãos, afirmando que todo mundo está medo de andar em Fortaleza.
O vereador Adail Júnior (PV) citou o caso de um advogado assassinado a facadas no último dia 13, próximo ao 5º Batalhão da Polícia Militar do bairro Antônio Bezerra. Na opinião do parlamentar, o governador ainda não teve a humildade de trocar o comando da pasta de Segurança, questionando se Cid Gomes está rodeado apenas de “babões” e se não tem uma pessoa que possa falar a verdade sobre a segurança no Estado.
Para Adail Júnior, o governador tem que perceber que todo o investimento já feito na segurança não foi o suficiente para resolver o problema da violência. “O time que está perdendo tem que mexer”, avisou, entendendo que toda a estrutura organizacional da segurança pública no Estado deve ser revista.
“Do Saboeiro até o Icaraí, onde você for hoje, no Ceará, tem insegurança. Quem está ganhando mais dinheiro é quem faz portão de ferro”, pontuou, afirmando que a atual administração do Estado já deveria estar ciente que prédios novos não “dão segurança a ninguém. “O que está faltando para o governador se convencer que tudo está errado na segurança publica?”, questionou.
O vereador Benigno Júnior leu, na tribuna da Câmara, uma mensagem enviada pelo seu filho, pedindo que ele o fosse buscar na escola, porque estava com medo de dois sujeitos que estariam lhe encarando. Na opinião do vereador, é necessário ações urgentes para que o cidadão fortalezense tenha uma vida mais tranquila e mais sensação de segurança.
Outro caso foi apontado pelo vereador José do Carmo (PSL). De acordo com o parlamentar, uma servidora da Casa foi agredida e teve seu carro roubado, enquanto esperava em um posto de gasolina para abastecer o seu veículo. Conforme José do Carmo, ela relatou que havia uma longa fila no posto e não pensava que um local movimentado fosse ser atacado por marginais, relatando que outras pessoas também forma agredidas. “A que ponto nós chegamos”, comentou.

09:36 · 14.03.2013 / atualizado às 09:36 · 14.03.2013 por

Por Georgea Veras

A violência na Capital cearense pautou alguns discursos feitos, ontem, na tribuna da Câmara Municipal de Fortaleza. O vereador Elpídio Nogueira (PSB) fez questão de destacar o relato do médico e ex-vereador, José Maria Pontes, sobre a quantidade de jovens que dão entrada no Hospital Instituto Doutor José Frota (IJF) vítimas de armas de fogo e brancas. Para o vereador, é notório que a violência continua campeando tanto em Fortaleza quanto no Estado.
“Recebi mensagem do José Maria Pontes e, em resumo, o ex-vereador chegou ao plantão e vários jovens deram entrada com vários tiros e facadas. O médico disse que suas forças estavam se exaurindo diante de muita violência”, pontuou. Na avaliação do parlamentar, a violência na cidade chama a atenção em seus vários aspectos, como o uso das drogas, a violência no trânsito e doméstica, acreditando que o País precisa fazer valer as leis que existem.
O parlamentar aponta que exemplos não faltam para comprovar a falta de segurança na cidade, lembrando do caso de uma secretária de um hospital que foi agredida a facadas e ainda está internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Em relação à violência no trânsito, o parlamentar informou que em 2011, 10.320 pessoas morreram no Brasil, somente em acidentes de motos. “Agora mesmo vimos outra forma brutal de acidente, um jovem vindo da farra atropela um ciclista, que teve o braço arrancado e jogado para esconder em um riacho”, destacou.
Elpídio Nogueira analisa que os investimentos feitos no programa Ronda do Quarteirão, implantado pelo Governo do Estado, não estão surtindo o efeito esperado. Apesar da atenção que o Executivo estadual tem dado à área da Segurança Pública, o vereador atesta que a violência continua campeando em nossa cidade, acreditando que isso está ocorrendo também em todo País.
Na sua opinião, não é uma questão de policiamento, apenas, entendendo que essa violência parece não ter controle. Em algumas áreas da cidade, pontua, fica até difícil de trafegar, pois um engarrafamento, observa, já cria uma situação propícia para assaltos. “É uma violência que não tem controle, as pessoas invadem até quartéis para roubar armas. A violência continua imperando”, ponderou.
O vereador Ronivaldo Maia (PT) também abordou o tema, destacando a rebelião que ocorreu na Casa de Privação Provisória de Liberdade (CPPL I) no último dia 11 de março. Para o petista, o governador do Estado tratou o evento como algo natural, quando, na sua opinião, Cid Gomes deveria ter tido outra atitude.
Segundo o vereador, na hora do ocorrido o efetivo policial era formado por cinco policiais e seis agentes penitenciários, enquanto haviam 1.127 presos. O vereador acabou questionando o projeto do prefeito que trata de alterar a lei complementar que dispõe sobre a organização, estrutura e competências da Guarda Municipal de Fortaleza. O projeto, conforme o petista, tira da Guarda Municipal a competência de fazer a segurança do prefeito e vice-prefeito, passando essa tarefa para a Polícia Militar.
O vereador questiona como a Polícia Militar receberá mais uma tarefa se não há efetivo suficiente, alegando que a Guarda Municipal tem mostrado capacidade de assumir a segurança do prefeito e de demais autoridades. “Fico pensando com um quadro assustador, como nós podemos naturalizar uma mensagem do senhor prefeito que estabelece que a sua segurança seja feita por policiais”, ponderou.
De acordo com o vereador Capitão Wagner (PR), que também já se colocou desfavorável ao projeto, a matéria enviada pelo Executivo é para regularizar uma situação irregular que a atual administração está fazendo, informando que a segurança do prefeito já está sendo feita por policiais militares. “Para minha surpresa, estava em Brasília e no voo entrou o prefeito, a primeira dama e major que fazia a segurança do prefeito quando ele era presidente da Assembleia Legislativa. O prefeito desrespeitou essa Casa, era preciso aguardar a aprovação do projeto para utilizar a PM”, pontuou.

12:50 · 02.03.2013 / atualizado às 12:50 · 02.03.2013 por

O Ipece – Instituto de Pesquisas Estratégica Aplicada no Ceará, segundo o professor Flávio Ataliba, coordena um estudo, com integrantes da secretaria de Segurança Pública estadual, a violência em Fortaleza. 

Hoje, no Uol, uma matéria assinada pela jornalista Renata Giraldi, da Agência Brasil, em  Brasília, diz que foi no Norte e Nordeste que mais aumentou a taxa de homicídios no Brasil.

A íntegra da informação:

O maior crescimento das taxas de homicídios do país foi registrado nas regiões Norte e Nordeste no período de 1999 a 2010. Em média, eram 15 assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes em 1999, número que saltou para 35 assassinatos em 2010. No mesmo período, foi registrada uma redução dos números em São Paulo, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

O resultado está na pesquisa “Avanço No Socioeconômico, Retrocesso Na Segurança Pública, Paradoxo Brasileiro?”, do professor doutor Luis Flávio Sapori, coordenador do Centro de Pesquisas de Segurança Pública da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). O estudo usa dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e das Nações Unidas

As cidades que registraram maior aumento nas taxas de homicídios, conforme a pesquisa, foram Maceió, Recife, Salvador e Belém. Para Sartori, o que surpreende é que essas regiões receberam investimentos públicos na tentativa de aumentar a inclusão social, e, no entanto, registraram “aumento expressivo” da violência.

“A criminalidade é afetada por fatores sociais diversos e complexos, que estão além da mera inclusão social”, disse o pesquisador à Agência Brasil, lembrando que a execução de políticas sociais eficientes surtem efeitos expressivos no cotidiano do país. Como exemplos, citou medidas aplicadas pelos governos estaduais no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Minas Gerais e também em Pernambuco.

Sapori elogiou a instalação de medidas como a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), controlada pelo governo estadual para desarticular os grupos organizados de contrabando de drogas e armas no Rio de Janeiro. Mas Sapori alertou que a medida “não vai acabar com o tráfico de drogas”, porém é uma ação que “pode evitar que esse comércio seja realizado com base na coerção física e psicológica”.